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trabalhadores

Riscos psicossociais é tema de evento em associação do setor químico - Revista Cipa
SST - Saúde Ocupacional

Riscos psicossociais é tema de evento em associação do setor químico

by 11 de dezembro de 2024
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A Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) se reuniu para discutir o tema “Riscos Psicossociais”, o que inclui a promoção de ações a favor da saúde física e mental dos trabalhadores do setor.

Yhebert Gouveia Afonso, vice-presidente de Operações e Conformidade da Abiquim, frisou em sua fala sobre a importância de programas de saúde mental dentro das empresas. Desde 2021, a entidade junto  a uma startup desenvolveram ações de saúde mental com os colaboradores da Associação.

“É preciso fazer um exercício constante em relação às estratégias para identificar, avaliar e mitigar riscos psicossociais no ambiente de trabalho, levando em consideração práticas sustentáveis que considerem as necessidades do trabalhador e do empregador. Esse é um diálogo de extrema relevância”, afirmou em sua apresentação.

 

Saúde mental e o combate aos riscos psicossociais

 

Promovido pela Comissão de Relações de Trabalho e do Grupo de Trabalho de Saúde, Segurança e Higiene do Trabalhador da associação, o evento, ocorrido em novembro, destacou a saúde mental e como ela pode combater os riscos psicossociais. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, aproximadamente 8,5% da população tem algum distúrbio relacionado à ansiedade.

Para falar do tema, Leonardo Borba, assessor da deputada Maria Arraes (Solidariedade-PE), explicou, em sua apresentação por videoconferência, o Projeto de Lei 14.831/2024, de autoria da deputada, que trata sobre o Certificado Empresa Promotora da Saúde Mental, que terá validade de dois anos. Segundo o PL, as empresas interessadas em obter o selo, em âmbito nacional, precisam se adequar a critérios de promoção da saúde mental e do bem-estar de seus trabalhadores estabelecidos.

“A celeridade na aprovação mostra como vários atores podem colaborar para sua implementação e aprimoramento. Vale lembrar que a ausência da regulamentação não impede que as empresas comecem a implantar as diretrizes da lei. O que precisamos é efetivamente implementar uma cultura de saúde nas empresas. Trata-se de uma necessidade”, disse o especialista.

Foto: divulgação

11 de dezembro de 2024 0 comments
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Câmara de Piracicaba regulamenta a sua formação de CIPA - Revista Cipa
SST - Prevenção de Acidentes

Alta dos custos da construção civil pressiona preços dos imóveis

by fabio 26 de novembro de 2024
written by fabio

Insumos mais caros, carga tributária elevada, juros em ascenção e, principalmente, a valorização da força de trabalho encarecem o metro quadrado

Por Folha de Londrina – 25/11/2024 – 03H44

A carga tributária elevada, os juros em ascensão, a alta dos preços dos materias de construção e o aumento dos gastos com a força de trabalho pressionam os preços dos ióveis. Para manter as margens de lucro, prevê a CBIC (Câmara Brasileria da Indústria da Construção), nos próximos meses as construtoras deverão repassar esses custos aos compradores.

“A situação vai gerar o repasse de custo maior para o preço dos imóveis. Quem for comprar a casa própria vai encontrar preços maiores. Não tem jeito, as empresas têm de preservar as margens (de lucro)”, disse o presidente da CBIC, Renato Correia.

No momento, há uma tendência de alta nos custos de construção, medidos pelo INCC (Índice Nacional de Custo da Construção). No período de 12 meses encerrado em setembro, o índice teve crescimento de 5,48%, enquanto no mesmo intervalo, a inflação oficial do país, mensurada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços aos Consumidor Amplo), avançou%. Ou seja, o custo da construção já ultrapassa a inflação nacional.

“O setor da construção civil, especificamente, depende da macroeconomia. Tem que ter renda, emprego, crescimento para as pessoas terem condição e capacidade ou interesse de adquirir um imóvel. A gente precisa de juros. As taxas de juros acabam influenciando bastante o setor”, disse a presidente do Sinduscon Norte Paraná, Célia catussi.

Embora a carga tributária seja uma das maiores preocupações para os empresários do setor, é na força de trabalho que está um dos principais gargalos. A demanda por profissionais está aquecida, mas faltam pessoas qualificadas, o que puxa para cima os sálarios. Assim, o componente “mão de obra” dentro do INCC subiu 7,7% nos últimos 12 meses, pressionando os custos setoriais. Outra dificuldade é treinar e reter os trabalhadores que estão no mercado.

“Todos nós da construção discutimos e nos preocupamos todo dia com esse assunto. Seja por falta de mão de obra, seja por causa da qualificação da mão de obra, ou seja, por conta da necessidade de mudança de mão de obra”, destacou o vice-presidente da CBIC, Eduardo Aroeira.

Segundo Catussi, neste ano o Sinduscon Norte Paraná calcula que o reajusta nos sálarios dos profissionais do setor dicou 6% acima do índice inflacionário. “O desemprego está com taxa menor e o Paraná está crescendo, é um dos estados que mais cresce, o que inflaciona o valor da mão de obra”.

Para contornar essa dificuldade, disse a presidente do Sinduscon, as empresas têm adotado algumas ações. Buscar trabalhadores fora do Paraná é uma delas, assim como reforçar os investimentos em inovação e em equipamentos, aumentando a automatização dos processos.

Insumos mais caros

A subida dos preços dos materiais de construção é outro desafio para o setor. Durante a pandemia, alguns insumos chegaram a ser reajustados em mais de 80%, mas terminado o período crítico da crise sanitária, os preços se acomodaram e, ao longo de todo o ano passado, foi registrada redução. Agora, em 2024, essa situação se reverteu e desde março, os insumos começaram a registrar aumento, acumulando alta de 3,89% em 12 meses.

“Os custos dos materiais estão pressionando, o governo está falando em aumento do aço e também a parte da mão de obra que a gente está pressionado”, disse Catussi. Um dos principais reflexos dessa alta é o reajuste do preço do metro quadrado. “Uma preocupação é com a reforma tributária, como ela vai influenciar esse custo do metro quadrado. Vários setores vêm pressionando os preços”, ressaltou a presidente do Sinduscon Norte Paraná

“Algumas construtoras vão repassar e outras vão deixar de lançar pelo fato da alta do preço. Isso é um alerta que tem no mercado para construtoras e empreiteiras. Diminuir a margem (de lucro) é uma opção, mas as construtoras têm um limite para isso. O mercado está sendo pressionado, especialemnte se continuarem os juros altos, os insumos em elevação e a mão de obra mais cara”, pontuou Catussi.

Atualmente, as maiores preocupações para o empresário da construção são, nesta ordem: carga tributária elevada; custo e/ou falta de trabalhadores qualificados; e taxa de juros elevadas. A economista comentou que o ciclo de alta da Selic, iniciado recentemente, também passa a pressionar o custo do financiamento para o setor. “Esses fatores formaram uma ‘tempestade perfeita’ para o setor da construção”, enfatizou.

Foto: Roberto Dziura Jr./ AEN

Mesmo com adversidades, expectativa é de alta de 3,5% em 2024

Apesar de todas as adversidades, a CBIC revisou, no último dia 28, a projeção de crescimento do setor para este ano, elevando a expectativa de 3% para 3,5%. Entre os fatores que resultaram em projeções mais otimistas estão o aquecimento do mercado de trabalho, o bom desempenho da área imobiliária de padrão econômico e a expectativa de crescimento mais robusto da economia neste ano e início de 2025.

“O setor vem em um ciclo virtuoso de crescimento. O saldo de novas vagas geradas continua positivo e os empresários mantêm expectativas otimistas para o nível de atividade nos próximos seis meses. Diante desses fatores, é possível que o crescimento supere o inicialmente previsto”, afirmou o presidente da CBIC. A construção civil emprega hoje cerca de três milhões de trabalhadores formais, mas somando-se os informais, são quase sete milhões de ocupados, segundo a CBIC.

Correia apontou, no entanto, alguns obstáculos que podem impedir a confirmação das projeções, especialmente as perspectivas de novos aumentos na taxa básica de juros, a selic, que podem inibir os investimentos. Além disso, ele entende que é preciso considerar a pressão sobre a disponibilidade de recursos do crédito imobiliário.

“Esses fatores podem influenciar o resultado da construção nos próximos meses e provocar um desempenho abaixo do esperado, mesmo diante dos atuais indicadores positivos. O cenário futuro está marcado por incertezas, o que pode comprometer os resultados no final de 2024 e início de 2025.

Os fatores apontados pela CBIC para a revisão das projeções do setor incluem o crescimento da economia brasileira acima do projetado inicialmente – as últimas estimativas do Banco Central apontam para uma expansão de 3,05% para o país. A resiliência do mercado de trabalho, que nos primeiros oito meses deste ano já gerou mais de 1,7 milhão de novas vagas formais, o desempenho favorável do mercado de padrão econômico e as expectativas positivas dos empresários em relação aos novos lançamentos imobiliários, que deverão gerar empregos e estimular a compra de insumos, também são apontados pela CBIC.

Anteriormente, a Câmara já havia revisado sua posição de crescimento para este ano. No final de 2023, a estimativa era de avanço de 2,3%, alterados em julho para 3% e, em outubro, para 3,5%. “Os resultados do segundo trimestre foram mais positivos, o que acabou, então, influenciando a nova projeção.” explicou a economista da CBIC, Ieda Vasconcelos. Os 3,5% de crescimento superam as previsões de alta do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, calculado em 3,05%, segundo o relatório Focus de 18 de outubro, emitido pelo Banco Central.

Menos dinheiro possível

Além da alta de custos, empresas do setor da construção civil enfrentam um outro problema. O presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Industria da Construção), Renato Correia, aponta a dificuldade das incorporadoras para encaminhar os clientes para o financiamento bancário no momento de entrega das chaves do imóvel vendido na planta A situação, segundo ele, decorre da elevação dos juros no país e da falta de recursos para abastecer os financiamentos. “Tem muito empreendimento com dificuldade de fazer o repasse”, disse.

Diante dessa situaçãi, o presidente da CBIC reiterou o pleito para que ocorra a liberação dos depósitos compulsórios dos bancos e o seu direcionamento para o crédito imobiliário. Essa medida serviria para amenizar a situação de aperto até um momento mais favorável nos próximos meses. O Banco Central, entretanto, não tem indicado apoio à medida. ” O BC entende que não é um remédio definitivo”, comentou Correia.

A proposta consiste na redução de 5% no compulsório bancário com o objetivo de direcionar o dinheiro para os financiamentos de imóveis. Essa sugestão foi encaminhada à autoridade monetária no início de 2023 pelos representantes do setor da construção, entre eles a própria CBIC, a Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), o Secovi, que reúne empresas do setor imobiliário, e o Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção). Ao longo do ano, os bancos também aderiram, sob liderança da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).

Por trás dessa movimentação está a preocupação com os juros altos do crédito imobiliário, que inibem lançamentos e vendas. Uma das razões para isso é o encaminhamento das fontes de recursos que os bancos usam para conceder empréstimos.

Os últimos anos foram marcados por perda de recursos das cadernetas de poupança – fonte de recursos com menor custo para o crédito – e a necessidade de utilização de outras fontes de mercado pelos bancos, geralmente atrelados ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário), título de curtíssimo prazo.

Leia mais no texto original: (https://www.folhadelondrina.com.br/economia/alta-dos-custos-da-construcao-civil-pressiona-precos-dos-imoveis-3267139e.html?d=1)

© 2024 Todos os direitos são reservados a Folha de Londrina, conforme a Lei nº 9.610/98.

26 de novembro de 2024 0 comments
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HC-UFMG debate saúde mental na Sipat e celebra 40 anos do Serviço de Saúde do Trabalhador - Revista Cipa
SST - Prevenção de Acidentes

HC-UFMG debate saúde mental na Sipat e celebra 40 anos do Serviço de Saúde do Trabalhador

by 30 de outubro de 2024
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O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG) comemorou os 40 anos de atuação do Serviço de Saúde do Trabalhador, com uma Sipat – Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho, reunindo profissionais e autoridades que destacaram a importância dessa iniciativa, fundada para apoiar as trabalhadoras e trabalhadores em melhorar suas condições de vida e laborais.

O serviço foi criado em parceria entre a Faculdade de Medicina da UFMG, o Hospital das Clínicas e entidades de previdência social, frisa a professora Andréia Maria Silveira, que representou a diretoria da Faculdade de Medicina no evento, ocorrido em outubro: “Manter um serviço em um hospital universitário no contexto do SUS é desafiador, mas conseguiu superar-senos momentos de crise. A residência se manteve e se fortaleceu, especialmente com o reconhecimento da especialidade. Isso nos dá força”, arremata.

 

Sipat e saúde mental

 

“O Hospital das Clínicas é 100% SUS, e, além de oferecer assistência de qualidade, cumpre seu papel na formação de novos profissionais e na produção de conhecimento e tecnologia. Esse serviço é um exemplo de como um hospital universitário integra assistência, ensino, pesquisa e extensão”, afirma o professor Alexandre Ferreira,superintendente do HC.

O HC-UFMG também promoveu, durante a 19ª Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (Sipat), em agosto, uma discussão sobre saúde física e mental. As atividades foram promovidas pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e Assédio/Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares no estabelecimento (Cipa/Ebserh).

Pâmela Nery,presidente da Cipa/Ebserh, comenta que desde o início da atual gestão da CIPA, por conta de demandas trazidas pelo próprio grupo de cipistas, foram desenvolvidas ações sobre a questão do adoecimento mental como uma necessidade urgente a ser discutida e trabalhada.

“A saúde mental afeta diretamente a saúde física, por isso é importante oferecer reflexões e oficinas de relaxamento e autocuidado. São pequenas ações que podem mudar todo o dia de trabalho de forma positiva”, conclui.

 

Foto: Acervo HC-UFMG

30 de outubro de 2024 0 comments
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Saúde do trabalhador no cultivo de maçã é tema de debate no SC - Revista Cipa
SST - Prevenção de Acidentes

Conta de luz fica mais cara a partir desta terça-feira

by fabio 2 de outubro de 2024
written by fabio

Bandeira tarifária 2 é a mais cara no sistema da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL)

Por AMANDA SAMPAIO – Publicado em 01 /10/2024 – 10:02

A conta de luz vai ficar mais cara para os brasileiros. Isso acontece porque entrou em vigor nesta terça-feira, 1°, a bandeira tarifária vermelha patamar 2, a mais cara da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

Com a medida, os clientes vão passar a desembolsar R$7,877 para cada 100 quiloWatts-hora (kWh) de energia consumidos.

O acionamento da nova bandeira tarifária acontece em meio à expectativa de baixa nos reservatórios das usinas hidrelétricas e à alta no preço do mercado em outubro, de acordo com a ANEEL.

Entenda como funciona o sistema tarifário da conta de luz

O sistema de bandeiras tarifárias sinaliza aos consumidores os custos reais da geração de energia elétrica.

As cores das bandeiras (verde, amarela ou vermelha) indicam se a energia vai custar mais ou menos em função das condições de geração de eletricidade.

O que significa cada cor e quanto custa

  • Bandeira verde: condições favoráveis de geração de energia – a tarifa não sofre nenhum acréscimo;
  • Bandeira amarela: condições de geração menos favoráveis – a tarifa sofre acréscimo de R$0,01885 para cada quiloWatt-hora (kWh) consumidos;
  • Bandeira vermelha – Patamar 1: condições mais custosas de geração – a tarifa sofre acréscimo de R$0,04463 para cada quiloWatt-hora (kWh) consumidos:
  • Bandeira vermelha – Patamar 2: condições ainda mais custosas de geração – a tarifa sofre acréscimo de R$0,07877 para cada quiloWatt-hora (kWh) consumidos;

Todos os consumidores cativos das distribuidoras são faturados pelo sistema de bandeiras tarifárias, à exceção daqueles localizados em sistemas isolados.

Leia mais no texto original: (https://revistaoeste.com/economia/conta-de-luz-fica-mais-cara-a-partir-desta-terca-feira/)
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Relatório da EU-OSHA oferece soluções simples para promover a saúde mental no trabalho - Revista Cipa
SST - Saúde Ocupacional

Relatório da EU-OSHA oferece soluções simples para promover a saúde mental no trabalho

by 5 de setembro de 2024
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O novo relatório da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (EU-OSHA) recomenda que se trate a saúde mental com a mesma abordagem que os problemas de saúde física.

A mais recente orientação da Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho – European Agency for Safety and Health at Work (EU-OSHA), para os locais de trabalho, centra-se na necessidade de dar suporte a indivíduos que enfrentam problemas de saúde mental e de tratar este problema com os mesmos critérios de segurança e saúde ocupacional (SST) reservados às questões físicas.

 

Relatório EU-OSHA

 

A par desta recomendação primária, o relatório da EU-OSHA destaca igualmente a importância de prevenir riscos relacionados com o trabalho que possam impactar a saúde mental e o bem-estar dos trabalhadores. Inclusive, fornece exemplos práticos de soluções simples e baratas que podem ajudá-los a apoiar e reter os trabalhadores.

Regra geral, os trabalhadores que enfrentam problemas de saúde mental querem continuar a trabalhar e, nessa medida, o relatório disponibiliza aos empregadores informações práticas sobre as medidas que podem ser adotadas para apoiar as pessoas com esse perfil ou a trabalhar ou a regressar ao local de trabalho após uma ausência por doença relacionada com a saúde mental.

Nesse sentido, a orientação mais recente da EU-OSHA aponta para mudanças no ambiente de trabalho, nos horários de padrões de funcionamento, bem como nas tarefas e equipamentos usados. Estas são algumas das medidas práticas que a agência sugere para ajudar e reter os trabalhadores que retornam à empresa depois de um período de doença.

A  EU-OSHA complementa estas orientações com uma revisão sobre boas práticas no local de trabalho e um conjunto de recomendações de políticas.

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Cidades realizam conferências de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde - Revista Cipa
SST - Eventos

Cidades realizam conferências de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde

by 18 de julho de 2024
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As conferências de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde são mecanismos importantes de articulação para a promoção de políticas públicas, em especial às trabalhadoras e trabalhadores do SUS.

Para tanto, os municípios e estados estão aderindo a essas atividades. Em Mairiporã, a secretaria de saúde local realizou o evento em junho, com a presença de Raphael Aparecido de Souza, Secretário de Saúde, que abordou o evento e outras ações em saúde realizadas na região.

 

Importância das conferências

 

Já em São Cristóvão, SE, evento foi realizado no auditório da Didática V da Universidade Federal do estado (UFS) e foram deliberadas três propostas de cada eixo em nível municipal, estadual e nacional. As propostas municipais serão acolhidas para o Plano de Saúde do Município, já as demais serão encaminhadas às conferências. “Essas propostas devem ser levadas para as instâncias estaduais e nacionais porque a política de gestão do trabalho e educação em saúde está sendo retomada pelo governo federal”, comenta Sayonara Carvalho, diretora de gestão do trabalho e educação na saúde.

Segundo o Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES) aponta que, atualmente, o Brasil conta com mais de 3 milhões de pessoas trabalhadoras em exercício no SUS, sendo 75% de mulheres, 47% com curso superior e a faixa etária média para ambos os gêneros é de 40 a 44 anos de idade e a liderança no ranking nacional são técnicas(os) em enfermagem, com 769.203 mil profissionais.

 

Foto: prefeitura de Mairiporã, SP

18 de julho de 2024 0 comments
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Rio Grande do Sul quais direitos os trabalhadores têm diante do estado de calamidade - Revista Cipa
SST - Legislação e Normas

Rio Grande do Sul: quais direitos os trabalhadores têm diante do estado de calamidade

by 14 de junho de 2024
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É calamitosa a situação em que o Rio Grande do Sul se encontra por conta das cheias recentes. Além de contabilizar os prejuízos, empresas e pessoas trabalhadoras também precisam repensar suas condições para retornar as atividades, muitas delas gravemente prejudicadas e que levarão muito tempo para se reestabelecer. Isso envolve diversas questões, como as dos direitos dos trabalhadores.

Para auxiliar nesse processo, foi editada a Medida Provisória (MP) 1.230/2024, que concede aos trabalhadores formais (via CLT) do estado um salário mínimo (R$ 1.412) a ser pago entre julho e agosto. Muito embora já esteja em vigor, precisa ainda ser votada pelo Congresso e aguarda a designação de membros da comissão mista.

 

Direitos dos trabalhadores

 

Sobre Saúde e Segurança do Trabalho (SST), o Ministério do Trabalho e Emprego, promulgou em maio a Portaria 838, que suspende por 90 dias no estado a revisão do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR); com exceção caso o médico do Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional (PCMSO) considere riscos à saúde do trabalhador; exame demissional; Relatório Analítico do PCMSO; treinamentos presenciais, liberando a parte teórica a ser realizada remotamente; e a eleição de CIPA e a prorrogação dos mandatos atuais pelo período citado.

Maria Teresa Vieira da Silva, juíza federal do Trabalho e vice-coordenadora da Comissão de Direitos Humanos e Trabalho Decente do TRT-4; e Maria Beatriz Vieira da Silva Gubert, juíza titular da 4ª Vara do Trabalho de Florianópolis, afirmam que ainda é cedo sentir o impacto dos contratos dos colaboradores nas organizações atingidas.

Sobre a portaria, lamentam que a esta não atendeu às expectativas da comunidade jurídica, de parte das entidades sindicais e dos empresários gaúchos, uma vez que focou mais nessas suspensões e não aplicou as medidas de preservação do emprego vigentes na pandemia (Lei 14.437/22), como teletrabalho, antecipação de férias e feriados, entre outros possíveis direitos. “Enquanto a negociação coletiva não acontece, reputamos que a portaria deveria ter sido mais ampla, pois todos estão aflitos por decidir quais medidas tomar, com um mínimo de segurança jurídica”, frisam, em artigo ao ConJur.

Lucas Velho, advogado do Trabalho no escritório Silveiro Advogados, concorda, salientando que portaria é“insuficiente e, de certa forma, desapontadora”.  “Um aspecto positivo foi o reconhecimento de que a situação constitui hipótese de força maior, nos termos do art. 501 da CLT. Vale lembrar que no caso de redução salarial,esta não ser superior a 25%, respeitando o salário mínimo aplicável”, destaca, em artigo ao Jornal Jurid.

 

Saúde mental

 

A saúde mental é outro ponto de extrema importância a ser acolhida. Para tanto, o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) de Porto Alegre está promovendo uma série de atividades, com um encontro sobre os impactos psicológicos, o que inclui o âmbito do trabalho, além de descentralizar os atendimentos.

“Nossa intenção é estar ao lado dos trabalhadores em um momento delicado, que pode gerar insegurança, angústia e incertezas. Além dos aspectos cotidianos e familiares, esses sentimentos podem afetar o dia a dia no trabalho também”, aponta Diego Goularte, coordenador do serviço.

Foto:Gustavo Mansur

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Oficina discute a saúde dos trabalhadores do SUS - Revista Cipa
SST - Saúde Ocupacional

Oficina discute a saúde dos trabalhadores do SUS

by 6 de junho de 2024
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Uma portaria do Ministério da Saúde (MS) foi o pontapé para articulações sobre a promoção de um Programa Nacional de Atenção Integral à Saúde e Segurança do Trabalhador e da Trabalhadora do Sistema Único de Saúde (Pnaist/SUS).

A portaria 3.115 tem em seu escopo estimular a atenção integral à saúde de quem atua no SUS por meio de ações como a humanização das relações no trabalho, a gestão da segurança e a prevenção de doenças e agravos relacionados às atividades laborais nesses estabelecimentos de saúde.

 

Prioridade para o SUS

 

Recentemente, representantes dos Centros de Referência do Trabalhador (Cerests) no Nordeste se reuniram para uma oficina sobre o Pnaist/SUS, promovida pelo Ministério da Saúde em parceria com a Universidade Federal da Bahia e a Secretária de Estado de Saúde Pública do Rio Grande do Norte.

Dentre os participantes, membros do Cerest Regional Natal, RN, marcaram presença. “Na oportunidade, em abril, o Núcleo de Atenção à Segurança e Saúde do Trabalhador, da Secretaria de Estado da Saúde Pública (NESST/SESAP), apresentou aos representantes do MS um sistema informatizado para a segurança e saúde do trabalhador, criado juntamente com o Instituto Metrópole Digital da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)”, informa nota.

Foto: reprodução / Instagram

6 de junho de 2024 0 comments
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Uso de acessórios: como esses itens podem prejudicar a segurança e saúde laboral - Revista Cipa
SST - Prevenção de Acidentes

Uso de acessórios: como esses itens podem prejudicar a segurança e saúde laboral

by 13 de maio de 2024
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Brincos, pulseiras, relógios de pulso, colares, anéis. Acessórios tão comuns no dia a dia das pessoas podem ser prejudiciais quando o assunto é Segurança e Saúde do Trabalho (SST). Para tanto, muitas empresas, em especial as que lidam com a saúde, estão promovendo ações alusivas ao “Zero Adorno”, em que o uso desses itens é restrito ou mesmo proibido.

E quando se fala em acessórios, isso também vale para bottons, aplicações em roupas (como correntes, por exemplo) e até mesmo o uso de óculos merecem atenção, já que podem se enroscar, levar micro-organismos e causarem infecções, comprometendo a segurança de pacientes e dos próprios colaboradores, conforme explica Jackson Ferreira, diretor clínico do Hospital Unimed em Petrolina (HUP, PE): “Itens como unhas em gel ou postiças, relógios e cordões usados para prender crachás também podem ser fontes de contaminação. Quanto aos óculos de grau, a orientação é que sejam higienizados pelo colaborador no início e ao final do turno de trabalho”, destaca o médico, à Agência CH, ressaltando a importância dessas campanhas de conscientização.

“Contamos com a contribuição de todos e com a ação individual para a proteção coletiva, visando a promoção de um ambiente hospitalar mais seguro e saudável”, acrescenta o profissional.

 

NR-32 orienta sobre acessórios

 

Há uma Norma Regulamentadora que trata desse assunto, como foco ao segmento médico-hospitalar, a NR-32, que veta o uso de piercings expostos, correntes, colares, presilhas, broches e outros adereços para profissionais de saúde dentro das unidades hospitalares.

No Hospital Dom Helder Câmara, em Cabo de Santo Agostinho, PE, esses acessórios são proibidos e são distribuídos aos funcionários, como forma de conscientização, porta-adornos para guardar tais itens durante a jornada laboral. “Além de afetar tanto o paciente quanto o próprio funcionário, as infecções que venham a ser causadas via acessórios podem até mesmo atingir os familiares em casa. Por isso realizamos essas campanhas, visando a segurança e proteção dos trabalhadores, bem como a redução dos riscos de infecções no hospital”, arremata Mayara Elisabeth, enfermeira e assessora de Qualidade do Hospital, ao Pernambuco Notícias.

 

Papel da CIPA

 

A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e Assédio (CIPA) tem um papel preponderante para a promoção de tais inciativas. Em Sorocaba, SP, a CIPA no Ambulatório Médico de Especialidades (AME) realizou, em março, a Blitz do Adorno Zero, para reforçar a importância da ausência de adornos. “O uso indevido desses acessórios no ambiente hospitalar pode comprometer o estado de saúde dos pacientes. Uma vez em contato com bactérias ou vírus, esses objetos também podem ser prejudiciais a quem está utilizando ou às pessoas que tiverem contato”, informa nota.

Já em Rondônia, a CIPA da Unidade de Saúde da Família (USF) Caladinho, da Secretaria Municipal de Saúde (SEMUSA), de Porto Velho, também realizou, no mês de março, a ação “Menos é Mais, quando Mais é Demais”. Segundo nota, “a campanha envolveu todos os colaboradores expostos a riscos biológicos, inclusive os prestadores de serviços médicos e outros que atuem nessas mesmas condições na instituição”.

Vale reforçar que a NR-32 endossa a todos os trabalhadores do serviço de saúde, inclusive, os que exercem atividades de promoção e assistência à saúde exposto a agente biológico, independentemente da sua função, não devem utilizar adornos no ambiente de trabalho.

Foto: CIPA – USF CALADINHO/SEMUSA, RO

13 de maio de 2024 0 comments
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Programas de saúde mental, que envolvem uma abordagem holística, promovem melhorias aos funcionários - Revista Cipa
SST - Saúde Ocupacional

Programas de saúde mental, que envolvem uma abordagem holística, promovem melhorias aos funcionários

by 1 de abril de 2024
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Assunto recorrente aqui em Cipa, a saúde mental é também uma pauta que precisa ser discutida dentro do ambiente laboral, especialmente com as mudanças tão drásticas que vivenciamos, como a Covid-19 e as novas formas de se trabalhar. Uma abordagem holística pode ajudar bastante.

E não é para menos: estudo da consultoria Deloitte mostrou que para 68% dos funcionários e 81% dos executivos entrevistados, melhorar o bem-estar é mais importante do que progredir na carreira. Já para 80% das organizações ouvidas, o bem-estar dos colaboradores é uma parte crucial da sua estratégia de negócio, sendo que 61% planejam investir mais em programas relacionados nos próximos anos.

 

Abordagem holística

 

Oferecer um clima organizacional saudável, encontrando o equilíbrio entre o desempenho e aprimoramento das relações entre colaboradores é a fórmula considerada ideal para diminuir os casos de transtornos psicológicos: “Finalmente, as empresas estão se dando conta que bem-estar vai além do corpo.A abordagem holística reconhece a interconexão do bem-estar físico, mental, emocional e social dos indivíduos. Sendo assim, as empresas têm percebido a importância de se criar um canal de comunicação seguro aos colaboradores, que possam expressar suas necessidades”, explica Inês Telma, terapeuta comportamental, à Folha de Vitória.

Mas os programas de bem-estar realmente funcionam?

Se ainda há dúvidas, um dado pode comprovar: segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a cada dólar investido em programas de bem-estar, as empresas podem esperar um retorno do investimento (ROI) de aproximadamente 4 a 6 dólares, devido à melhoria da produtividade e custos reduzidos.

Contudo, se faz necessária a busca por parte das organizações e também das pessoas por programas de saúde mental idôneos ou com uma abordagem holística, e que se encaixem conforme cada caso. “O tema deve ser estudado com maior profundidade. Vale lembrar que não há soluções prontas ou mágicas que se apliquem à todas as organizações”, argumenta Alberto Ogata, doutor em Saúde Coletiva pela Universidade de São Paulo (USP), em artigo para o site RH pra Você.

Ele cita um termo em inglês que está aparecendo muito, o “wellness-washing”, ou seja, a oferta de serviços individuais de bem-estar sem modificar as condições de trabalho, que podem ser tóxicas e ainda mascarar situações piores, como o assédio moral. “Os gestores dos programas de bem-estar nas organizações devem aliar as iniciativas individuais com a melhoria das condições de trabalho, sempre ouvindo a voz do trabalhador (suas necessidades e interesses) e realizar avaliações constantes do seu impacto”, endossa.

Inês concorda e acrescenta que a comunicação dentro do ambiente corporativo sobre o tema deve ser aberta, eliminando estigmas e incentivando a procura de apoio capacitado. “As empresas mais sensibilizadas têm investido na promoção do bem-estar e no acesso a serviços de saúde mental para enfrentar esse desafio no local de trabalho. Sendo assim, a adoção de terapias que promovam um alívio, reduzindo o estresse e o esgotamento é vista como um caminho sem volta rumo ao ganho de produtividade e satisfação”, afirma a terapeuta.

 

Boas práticas

 

Um exemplo de boas práticas vem de Alagoas. O Centro de Referência Regional de Saúde do Trabalhador de Maceió (Cerest) realiza ações de conscientização sobre a importância da saúde mental, desmistificando tabus e promovendo o cuidado psicológico em todas as esferas da sociedade. Para tanto, foi feita a elaboração de material informativo, bem como palestras educativas em unidades de saúde, em que profissionais e pacientes, na promoção de um ambiente de cuidado e apoio mútuo.

Isso se estendeu para além dos muros do ambiente hospitalar, já que as equipes se deslocaram para supermercados da região, orientando sobre segurança no trabalho e ergonomia: “A nova portaria do Ministério da Saúde (Nº1999/2023) lista uma série de diagnósticos de transtornos mentais e comportamentais que podem ser causados ou agravados pelo trabalho, reforçando a necessidade de uma abordagem integrada na promoção da saúde mental no contexto laboral”, enfatiza Analinne Maia, psicóloga e responsável pela vigilância dos transtornos mentais e violências relacionadas ao trabalho na Diretoria de Vigilância em Saúde (DVS) local.

 

Foto: Analinne Maia – Cerest Maceió, AL

1 de abril de 2024 0 comments
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