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Juros elevados reduzem interesse em investimentos imobiliários

by fabio 25 de fevereiro de 2025
written by fabio

Por Imprensa Loft– Publicado em 24/02/2025 16h30

O mercado imobiliário brasileiro registrou queda nas aquisições com finalidade de investimento em 2024, segundo o relatório Raio-X FipeZap. O interesse em comprar imóveis para investir caiu de 49% para 39% dos compradores ao longo do ano, acompanhando a alta da taxa básica de juros (Selic).

“A queda na participação de transações classificadas como investimento pode estar relacionada com o aumento da Selic, que afeta a taxa de remuneração de investimentos alternativos ao investimento em imóveis”, explica Paula Reis, economista do DataZap.

O financiamento imobiliário para investidores tem taxas atreladas à Selic. Nos últimos 12 meses até dezembro, o interesse em alugar imóveis adquiridos subiu de 59% para 79%, recorde histórico do índice.

O relatório também mostra recuo nas intenções de compra para moradia nos próximos três meses, atingindo 39% dos entrevistados, próximo à média histórica de 38%.

Para a coordenadora de projetos da construção do FGV/Ibre, Ana Maria Castelo, o investidor está fazendo uma conta financeira na hora de decidir onde colocar seu dinheiro. “Se, em vez de comprar o imóvel e pôr para alugar, você colocar o dinheiro no mercado financeiro, vai ter uma rentabilidade muito maior”, explica.

Contudo, a especialista pondera que investir em imóveis ainda tem sido uma busca segura. “Há quem invista em imóveis, a despeito de tudo, porque imóvel é (sinônimo de) segurança”.

A Reforma Tributária também pode influenciar investidores, com possível tributação de CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) para aluguéis acima de R$ 240 mil anuais.

Para definir se vale a pena comprar para alugar, é preciso considerar fatores como taxa de vacância, valorização do imóvel, localização, demanda da região, custos de manutenção e tributação antes de optar por esse tipo de investimento, apontam especialistas.

Luciana Maia, professora de Finanças da Fipecafi, destaca que imóveis não oferecem rentabilidade garantida e recomenda um planejamento financeiro cuidadoso. O investimento em imóveis é considerado menos volátil que o mercado acionário e pode ajudar a preservar o poder de compra, pois os preços e aluguéis geralmente acompanham a inflação.

Para calcular a rentabilidade, é necessário considerar impostos, manutenções, reformas e uma reserva para períodos de vacância ou inadimplência. O “yield” de aluguel, que mostra a rentabilidade anual em relação ao valor do imóvel, pode variar entre 0,3% e 0,6% em grandes cidades como São Paulo e Rio de Janeiro.

A recomendação é avaliar cuidadosamente a localização, custos com impostos e taxas, valor médio de aluguéis na região, taxas de juros (em caso de financiamento) e potencial de valorização antes de investir em imóveis. Também é importante considerar o investimento no longo prazo, pois a valorização tende a ocorrer ao longo dos anos.

Leia mais no texto original: (https://portal.loft.com.br/newsletter/24-02-2025/#Juros_elevados_reduzem_interesse_em_investimentos_imobili%C3%A1rios)

© 2024 Todos os direitos são reservados a Estadão e Valor Investe, conforme a Lei nº 9.610/98.

25 de fevereiro de 2025 0 comments
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Fazenda à Venda em Campo Grande!

by fabio 14 de fevereiro de 2025
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  • À apenas 30km da Capital, sendo 15km de asfalto e 15 km de terra
  • Área Total = 1.012 ha
  • Área de Pastagem = 794 ha
  • Topografia = maior parte plana e parte com leve declive
  • Característica do solo = Terra mista
  • Recursos hídricos = Roda d’água no Corrego Saltinho, bombenado para toda propriedade.
  • Nascente passando pelo pátio da sede
  • Documentação regularizada.

Planta de situação
DCIM100MEDIADJI_0018.JPG
Água nascente passando pela sede
DCIM100MEDIADJI_0012.JPG
Roda d'água bombeando 20 mil litros/dia
Reservatório 100 mil litros
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14 de fevereiro de 2025 0 comments
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Vai financiar um imóvel? Veja as novas condições da Caixa para 2025

by fabio 27 de janeiro de 2025
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Nova regra impacta a classe média e eleva o custo do sonho da casa própria

Por Jéssica Anjos – Publicado em 17/01/2025 ás 11:01

A Caixa Econômica Federal anunciou um novo aumento nas taxas de juros para financiamentos imobiliários, afetando muitos brasileiros que sonham com a casa própria. A medida, que entrou em vigor a partir de 2 de janeiro, impacta diretamente os contratos ligados ao Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), destinados principalmente à classe média.

Conforme a Agência Brasil, as novas taxas variam de 1 a 2 pontos percentuais, conforme o tipo de crédito. Na linha corrigida pela Taxa Referencial (TR), os juros subiram para TR mais 10,99% a 12% ao ano, enquanto anteriormente estavam entre TR mais 8,99% e 9,99%.

Já nas linhas associadas às despesas de poupança, as taxas subiram para poupança mais 4,12% a 5,06% ao ano, ante os valores anteriores que variavam de poupança mais 3,1% a 3,99%.

Em comunicado oficial, a Caixa explicou que a definição dos juros segue critérios baseados em condições de mercado e em análises conjunturais. “A Caixa esclarece que a definição das taxas de juros do banco se baseia na análise da associação de fatores mercadológicos e conjunturais, dentro das regras prudenciais de definição das condições do crédito”, explicou.

O banco destacou que as mudanças afetam exclusivamente os financiamentos vinculados ao SBPE, voltados para a classe média e custeados com recursos de poupança. Por outro lado, as linhas de crédito do programa Minha Casa, Minha Vida, destinadas a famílias com renda de até R$ 8 mil e imóveis de até R$ 350 mil, permaneceram inalteradas.

A instituição, que responde por aproximadamente 70% dos financiamentos imobiliários no Brasil, já havia alterado as condições de crédito recentemente. Em novembro, aumentou o valor mínimo de entrada de 20% para 30% e novas opções dinâmicas atreladas ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI), indicador influenciado diretamente pela Selic.

Essas mudanças refletem os desafios enfrentados pelo setor, como a alta da Selic – que passou de 10,5% para 12,25% desde setembro – e a escassez de recursos disponíveis. Além disso, o aumento nos saques de poupança, somado às novas restrições nas Letras de Crédito Imobiliário (LCI), tem limitado a capacidade de concessão de crédito habitacional para financiamentos imobiliários.

Leia mais no texto original: (https://einvestidor.estadao.com.br/radar-einvestidor/caixa-novas-condicoes-financiamento-2025/)

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5 itens para renovar a decoração da sua casa em 2025

by fabio 27 de janeiro de 2025
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Aproveite a energia de mudanças que todo início de ano traz para repaginar o seu lar

Por Pedro Morani – 25 jan 2025, 07h00

Novo ano, novos ambientes! Aproveite para se livrar da mesma decoração de sempre, e mergulhe nas mudanças em 2025. Sabe aquele vaso para flores que você nunca usou ou aquela mesa de centro que está faltando na sua sala? Esses e outros itens podem e vão mudar completamente o seu ambiente. Confira alguns produtos que prometem renovar o lar:  

Vaso de Flores

Trio de Vasos Decorativos com Flores de Eucalipto Artificial Toque

Este vaso realmente ganha vida ao ser colocado em locais com boa iluminação e de fácil observação, dando um grande destaque para flores e plantas. 

Mesa de Centro

Mesa de centro Sala Classic Oval com pés em Madeira

A mesa de centro vai mudar completamente o espaço da sua sala de estar. Em cima, é possível colocar outros itens decorativos, como revistas, livros e artesanatos.

Fruteira

Fruteira Aram. Metal Windsor 28x14cm

Uma fruteira bonita juntamente com frutas frescas, por favor. Trazer a energia maravilhosa da natureza definitivamente irá mudar os ares de sua cozinha.  

Jogo Americano

4 Jogo Americano Couro Souplast Restaurante Mesa Posta

Para adicionar maior praticidade ao dia a dia, sem perder a elegância e a beleza das refeições, aposte em jogos americanos diferentes e modernos. Se possível, adquira novos pratos, talheres e copos.

Abajur

Abajur Farol com Cúpula de Algodão Luminária de mesa retrô

O abajur traz conforto e beleza para o ambiente. Modernos ou clássicos, o que não falta são modelos para transformar o visual do cômodo.

Leia mais no texto original: (https://claudia.abril.com.br/decoracao/itens-renovar-decoracao-casa-2025)

© 2024 Todos os direitos são reservados a Claudia Abril, conforme a Lei nº 9.610/98.

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5 tendências de decoração para 2025 segundo o Pinterest Predicts

by fabio 16 de dezembro de 2024
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De explosão de cores ao ecopunk, o Pinterest já revelou as tendências de 2025 que estão por vir para o universo da decoração. Confira e inspire-se!

Por Marina Pires – Publicado em 13/12/2024 – ás 11h28

Ano novo, vida nova e décor mais do que pronto para ser renovado em 2025! Como de costume, o Pinterest Predicts – estudo que prevê tendências observadas dentro da plataforma – traçou o futuro dos próximos “queridinhos do momento” que irão conquistar o décor da sua casa. As tendências são estruturadas segundo as próprias pesquisas que os usuários do Pinterest realizam dentro da rede.

Mais de 500 milhões de pessoas acessam o Pinterest mensalmente, fornecendo insights valiosos sobre tendências futuras. O relatório da plataforma identifica padrões de rápido crescimento com 80% de precisão nos últimos cinco anos. Embora 65% das tendências de 2025 sejam lideradas pela geração Z, todas as gerações estão representadas. Assim, de explosão de cores ao ecopunk, o Pinterest já revelou as tendências de 2025 que estão por vir para o universo da decoração. Confira e inspire-se!

1. Casa vibrante

É o momento de abraçar sua criança interior e se divertir pintando em 2025. As gerações Z e X planejam colorir a casa com tons vibrantes e decoração com contraste, criar murais pintados à mão e ainda renovar portas e móveis com uma explosão de cores.

2. Lar eclético

Em 2025, a decoração vai seguir um rumo maximalista, abrindo a porta pra uma mistura ousada de estilos, estampas, cores e texturas. Entre o vintage e o moderno, o boho e o chique: é assim que a geração X e os boomers vão se sentir em casa.

3. Cerejamania

Muito mais que um simples detalhe decorativo, a cereja assumirá o papel de protagonista. Em 2025, a geração Z e os millennials transformarão essa pequena fruta vermelha em uma tendência estética abrangente, presente na decoração, na coquetelaria e com uma forte inspiração retrô.

4. Social surreal

A geração X e os baby boomers vão ir a fundo no surrealismo moderno em 2025 – ostentando arranjos de flores inesperados, velas curvas e centros de mesa muito originais. As buscas por “aesthetic de Salvador Dalí” indicam uma atração pelo movimento da arte surrealista.

5. Ecopunk

Os baby boomers e a geração Z estão mostrando seu espírito rebelde com propósito, revolucionando a sustentabilidade por meio de moda reciclável, jardins autossuficientes e outras tendências ecológicas. No Pinterest, termos como “casa solarpunk”, “moda solarpunk” e “jardinagem caótica” têm ganhado cada vez mais destaque nas buscas.

Leia mais no texto original: (https://casacor.abril.com.br/noticias/decoracao/tendencias-decoracao-2025-pinterest-predicts)

© 2024 Todos os direitos são reservados a CASACOR, conforme a Lei nº 9.610/98.

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INC - Capacitação e Treinamento

Caixa lança nova linha de crédito imobiliário com juros atrelados ao CDI

by fabio 4 de dezembro de 2024
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Por Imprensa Loft – Publicado em 03/12/2024 17h09

Caixa lança linha de crédito imobiliário com juros atrelados ao CDI. Em 12 meses, preço médio de imóveis no país sobe 7,34%. Em São Paulo, venda de imóveis novos cresce 63,4% em outubro, na comparação com o mesmo período de 2023.

A Caixa Econômica Federal anunciou o lançamento de uma linha de crédito imobiliário destinada a pessoas físicas, com taxa de juros pós-fixada e atrelada ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI). A iniciativa pretende atender tanto quem compra imóveis residenciais novos quanto usados, com foco inicial nas unidades prontas.

De acordo com informações antecipadas ao Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), a nova linha foi criada para beneficiar clientes que desejam financiar imóveis com valor superior a R$ 1,5 milhão ou que já possuam um financiamento habitacional ativo na instituição. As condições incluem um prazo máximo de pagamento de até 360 meses, com taxas a partir de 114% do CDI.

“Com mais essa opção, a Caixa exerce papel fundamental na ampliação das fontes de recursos para o crédito imobiliário, colaborando com a diversificação das possibilidades de financiamento por meio de recursos livres do banco”, afirmou o presidente da Caixa, Carlos Vieira.

A estrutura da nova linha de crédito está alinhada ao Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), o que significa que não será possível utilizar os recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS). A taxa de juros anual será composta por um percentual da média diária do CDI, variando conforme o prazo e o relacionamento do cliente com o banco. O sistema de amortização constante (SAC) será utilizado, exigindo uma entrada mínima de 30%.

A linha de crédito será sustentada por recursos livres do banco, uma resposta à limitação dos recursos das cadernetas de poupança e do FGTS, que tradicionalmente financiam o setor imobiliário. Entre janeiro e outubro, a Caixa concedeu R$ 185 bilhões em crédito imobiliário, utilizando linhas que se valem da caderneta de poupança e do FGTS, representando um aumento de 21% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

No mês passado, a Caixa determinou que financiamentos com recursos da poupança serão destinados a imóveis de até R$ 1,5 milhão e diminuiu de 80% para 70% o valor máximo de financiamento em relação ao valor do imóvel.

Em 12 meses, preço médio de imóveis no país sobe 7,34 por cento

O preço médio de venda dos imóveis no Brasil registrou um aumento de 7,34% nos últimos 12 meses, superando a inflação medida pelo IPCA, que foi de 5,11%. O crescimento é reflexo da valorização do mercado imobiliário em diversas regiões do país, segundo o índice FipeZAP, que avaliou 56 cidades brasileiras.

Durante o mês de novembro, o aumento foi de 0,49%, indicando uma desaceleração em relação aos meses anteriores: agosto (0,76%), setembro (0,71%) e outubro (0,60%). No acumulado de 2024, o preço dos imóveis subiu, em média, 7,03%.

O preço médio por metro quadrado nas cidades monitoradas alcançou R$ 9.306. Entre os tipos de imóveis, aqueles com um quarto tiveram destaque pelo preço médio mais alto, chegando a R$ 10.977 por metro quadrado, enquanto unidades com dois quartos apresentaram o menor valor, R$ 8.297 por metro quadrado.

Dentre as 22 capitais acompanhadas, Vitória (ES) liderou com o valor médio por metro quadrado mais alto, em R$ 11.968. Logo em seguida estão Florianópolis (SC) com R$ 11.704, São Paulo (SP) com R$ 11.317, Curitiba (PR) com R$ 10.587, e Rio de Janeiro (RJ) com R$ 10.262.

Em São Paulo, venda de imóveis novos dispara em outubro

O mercado imobiliário de São Paulo continua em alta, atingindo novos recordes em outubro deste ano na comparação com 2023. De acordo com pesquisa do Sindicato da Habitação (Secovi-SP), as vendas dispararam 63,4%, alcançando 11,4 mil unidades.

No acumulado dos últimos 12 meses até outubro, o crescimento nas vendas foi de 31%, atingindo o marco de 99 mil unidades comercializadas. Este é o maior patamar já registrado, refletindo o aquecimento contínuo do setor na capital paulista.

A velocidade de vendas, que mede a quantidade de unidades negociadas em relação ao estoque disponível, atingiu 62,4% nos 12 meses até outubro, representando um aumento de 7,5 pontos percentuais em comparação ao ano anterior. O dado importante para entender a capacidade do mercado para absorver novos lançamentos.

O sólido resultado das vendas tem incentivado as incorporadoras a lançarem mais projetos. Em outubro, os lançamentos subiram 27,7% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 10,2 mil novas unidades. No acumulado dos últimos 12 meses, o aumento foi de 33%, chegando a 97,2 mil unidades, o maior volume já registrado pelo Secovi-SP.

Venda de imóveis no Ceará bate recorde e chega a R$ 6 bi no ano

O mercado imobiliário do Ceará registrou um recorde histórico em 2024, com o valor geral de vendas (VGV) atingindo R$ 6,2 bilhões entre janeiro e outubro, de acordo com o Sindicato da Construção no Ceará (Sinduscon-CE). O resultado representa um aumento de 27% em relação ao mesmo período de 2023, quando o VGV foi de R$ 4,9 bilhões.

A capital Fortaleza se destacou como o município mais aquecido, com um VGV de R$ 4,42 bilhões. A Região Metropolitana também contribuiu significativamente, movimentando R$ 1,81 bilhão.

“O ano de 2024 foi o melhor da história em vendas. Foi espetacular. Tivemos menos lançamentos que 2023 e estouramos em 25% o volume de vendas. Foi um ano de sucesso”, afirmou Sérgio Macêdo, diretor de Estatística do Sinduscon-CE. Ele alertou que a manutenção desse desempenho em 2025 depende de fatores como a taxa Selic, que influencia o financiamento imobiliário.

No período de outubro a janeiro, os lançamentos imobiliários no Ceará somaram R$ 5,57 bilhões em VGV, um crescimento de 18% frente aos dez primeiros meses de 2023. Fortaleza liderou com R$ 4,2 bilhões, seguida por Aquiraz (R$ 399,1 milhões), Caucaia (R$ 565,8 milhões), Eusébio (R$ 323,5 milhões) e Maracanaú (R$ 86,6 milhões).

Fortaleza também foi destaque em lançamentos, com 38 novos empreendimentos e 6.349 unidades habitacionais, um aumento de 19% em relação a 2023. Em contraste, a Região Metropolitana viu uma queda de 21% nos lançamentos, totalizando 3.271 unidades.

O programa Minha Casa, Minha Vida impulsionou o mercado de unidades populares, que somaram 4.544 lançamentos até outubro. No entanto, o VGV dessas unidades foi de R$ 1,059,8 milhão, menor comparado a outros padrões de empreendimentos. A capital liderou nos lançamentos de unidades populares (3 mil), seguida por Caucaia (976 unidades) e Maracanaú (348 unidades).

Leia mais no texto original: (https://portal.loft.com.br/newsletter/03-12-2024/#Caixa_lan%C3%A7a_nova_linha_de_cr%C3%A9dito_imobili%C3%A1rio_com_juros_atrelados_ao_CDI)

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Câmara de Piracicaba regulamenta a sua formação de CIPA - Revista Cipa
SST - Prevenção de Acidentes

Alta dos custos da construção civil pressiona preços dos imóveis

by fabio 26 de novembro de 2024
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Insumos mais caros, carga tributária elevada, juros em ascenção e, principalmente, a valorização da força de trabalho encarecem o metro quadrado

Por Folha de Londrina – 25/11/2024 – 03H44

A carga tributária elevada, os juros em ascensão, a alta dos preços dos materias de construção e o aumento dos gastos com a força de trabalho pressionam os preços dos ióveis. Para manter as margens de lucro, prevê a CBIC (Câmara Brasileria da Indústria da Construção), nos próximos meses as construtoras deverão repassar esses custos aos compradores.

“A situação vai gerar o repasse de custo maior para o preço dos imóveis. Quem for comprar a casa própria vai encontrar preços maiores. Não tem jeito, as empresas têm de preservar as margens (de lucro)”, disse o presidente da CBIC, Renato Correia.

No momento, há uma tendência de alta nos custos de construção, medidos pelo INCC (Índice Nacional de Custo da Construção). No período de 12 meses encerrado em setembro, o índice teve crescimento de 5,48%, enquanto no mesmo intervalo, a inflação oficial do país, mensurada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços aos Consumidor Amplo), avançou%. Ou seja, o custo da construção já ultrapassa a inflação nacional.

“O setor da construção civil, especificamente, depende da macroeconomia. Tem que ter renda, emprego, crescimento para as pessoas terem condição e capacidade ou interesse de adquirir um imóvel. A gente precisa de juros. As taxas de juros acabam influenciando bastante o setor”, disse a presidente do Sinduscon Norte Paraná, Célia catussi.

Embora a carga tributária seja uma das maiores preocupações para os empresários do setor, é na força de trabalho que está um dos principais gargalos. A demanda por profissionais está aquecida, mas faltam pessoas qualificadas, o que puxa para cima os sálarios. Assim, o componente “mão de obra” dentro do INCC subiu 7,7% nos últimos 12 meses, pressionando os custos setoriais. Outra dificuldade é treinar e reter os trabalhadores que estão no mercado.

“Todos nós da construção discutimos e nos preocupamos todo dia com esse assunto. Seja por falta de mão de obra, seja por causa da qualificação da mão de obra, ou seja, por conta da necessidade de mudança de mão de obra”, destacou o vice-presidente da CBIC, Eduardo Aroeira.

Segundo Catussi, neste ano o Sinduscon Norte Paraná calcula que o reajusta nos sálarios dos profissionais do setor dicou 6% acima do índice inflacionário. “O desemprego está com taxa menor e o Paraná está crescendo, é um dos estados que mais cresce, o que inflaciona o valor da mão de obra”.

Para contornar essa dificuldade, disse a presidente do Sinduscon, as empresas têm adotado algumas ações. Buscar trabalhadores fora do Paraná é uma delas, assim como reforçar os investimentos em inovação e em equipamentos, aumentando a automatização dos processos.

Insumos mais caros

A subida dos preços dos materiais de construção é outro desafio para o setor. Durante a pandemia, alguns insumos chegaram a ser reajustados em mais de 80%, mas terminado o período crítico da crise sanitária, os preços se acomodaram e, ao longo de todo o ano passado, foi registrada redução. Agora, em 2024, essa situação se reverteu e desde março, os insumos começaram a registrar aumento, acumulando alta de 3,89% em 12 meses.

“Os custos dos materiais estão pressionando, o governo está falando em aumento do aço e também a parte da mão de obra que a gente está pressionado”, disse Catussi. Um dos principais reflexos dessa alta é o reajuste do preço do metro quadrado. “Uma preocupação é com a reforma tributária, como ela vai influenciar esse custo do metro quadrado. Vários setores vêm pressionando os preços”, ressaltou a presidente do Sinduscon Norte Paraná

“Algumas construtoras vão repassar e outras vão deixar de lançar pelo fato da alta do preço. Isso é um alerta que tem no mercado para construtoras e empreiteiras. Diminuir a margem (de lucro) é uma opção, mas as construtoras têm um limite para isso. O mercado está sendo pressionado, especialemnte se continuarem os juros altos, os insumos em elevação e a mão de obra mais cara”, pontuou Catussi.

Atualmente, as maiores preocupações para o empresário da construção são, nesta ordem: carga tributária elevada; custo e/ou falta de trabalhadores qualificados; e taxa de juros elevadas. A economista comentou que o ciclo de alta da Selic, iniciado recentemente, também passa a pressionar o custo do financiamento para o setor. “Esses fatores formaram uma ‘tempestade perfeita’ para o setor da construção”, enfatizou.

Foto: Roberto Dziura Jr./ AEN

Mesmo com adversidades, expectativa é de alta de 3,5% em 2024

Apesar de todas as adversidades, a CBIC revisou, no último dia 28, a projeção de crescimento do setor para este ano, elevando a expectativa de 3% para 3,5%. Entre os fatores que resultaram em projeções mais otimistas estão o aquecimento do mercado de trabalho, o bom desempenho da área imobiliária de padrão econômico e a expectativa de crescimento mais robusto da economia neste ano e início de 2025.

“O setor vem em um ciclo virtuoso de crescimento. O saldo de novas vagas geradas continua positivo e os empresários mantêm expectativas otimistas para o nível de atividade nos próximos seis meses. Diante desses fatores, é possível que o crescimento supere o inicialmente previsto”, afirmou o presidente da CBIC. A construção civil emprega hoje cerca de três milhões de trabalhadores formais, mas somando-se os informais, são quase sete milhões de ocupados, segundo a CBIC.

Correia apontou, no entanto, alguns obstáculos que podem impedir a confirmação das projeções, especialmente as perspectivas de novos aumentos na taxa básica de juros, a selic, que podem inibir os investimentos. Além disso, ele entende que é preciso considerar a pressão sobre a disponibilidade de recursos do crédito imobiliário.

“Esses fatores podem influenciar o resultado da construção nos próximos meses e provocar um desempenho abaixo do esperado, mesmo diante dos atuais indicadores positivos. O cenário futuro está marcado por incertezas, o que pode comprometer os resultados no final de 2024 e início de 2025.

Os fatores apontados pela CBIC para a revisão das projeções do setor incluem o crescimento da economia brasileira acima do projetado inicialmente – as últimas estimativas do Banco Central apontam para uma expansão de 3,05% para o país. A resiliência do mercado de trabalho, que nos primeiros oito meses deste ano já gerou mais de 1,7 milhão de novas vagas formais, o desempenho favorável do mercado de padrão econômico e as expectativas positivas dos empresários em relação aos novos lançamentos imobiliários, que deverão gerar empregos e estimular a compra de insumos, também são apontados pela CBIC.

Anteriormente, a Câmara já havia revisado sua posição de crescimento para este ano. No final de 2023, a estimativa era de avanço de 2,3%, alterados em julho para 3% e, em outubro, para 3,5%. “Os resultados do segundo trimestre foram mais positivos, o que acabou, então, influenciando a nova projeção.” explicou a economista da CBIC, Ieda Vasconcelos. Os 3,5% de crescimento superam as previsões de alta do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, calculado em 3,05%, segundo o relatório Focus de 18 de outubro, emitido pelo Banco Central.

Menos dinheiro possível

Além da alta de custos, empresas do setor da construção civil enfrentam um outro problema. O presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Industria da Construção), Renato Correia, aponta a dificuldade das incorporadoras para encaminhar os clientes para o financiamento bancário no momento de entrega das chaves do imóvel vendido na planta A situação, segundo ele, decorre da elevação dos juros no país e da falta de recursos para abastecer os financiamentos. “Tem muito empreendimento com dificuldade de fazer o repasse”, disse.

Diante dessa situaçãi, o presidente da CBIC reiterou o pleito para que ocorra a liberação dos depósitos compulsórios dos bancos e o seu direcionamento para o crédito imobiliário. Essa medida serviria para amenizar a situação de aperto até um momento mais favorável nos próximos meses. O Banco Central, entretanto, não tem indicado apoio à medida. ” O BC entende que não é um remédio definitivo”, comentou Correia.

A proposta consiste na redução de 5% no compulsório bancário com o objetivo de direcionar o dinheiro para os financiamentos de imóveis. Essa sugestão foi encaminhada à autoridade monetária no início de 2023 pelos representantes do setor da construção, entre eles a própria CBIC, a Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), o Secovi, que reúne empresas do setor imobiliário, e o Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção). Ao longo do ano, os bancos também aderiram, sob liderança da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).

Por trás dessa movimentação está a preocupação com os juros altos do crédito imobiliário, que inibem lançamentos e vendas. Uma das razões para isso é o encaminhamento das fontes de recursos que os bancos usam para conceder empréstimos.

Os últimos anos foram marcados por perda de recursos das cadernetas de poupança – fonte de recursos com menor custo para o crédito – e a necessidade de utilização de outras fontes de mercado pelos bancos, geralmente atrelados ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário), título de curtíssimo prazo.

Leia mais no texto original: (https://www.folhadelondrina.com.br/economia/alta-dos-custos-da-construcao-civil-pressiona-precos-dos-imoveis-3267139e.html?d=1)

© 2024 Todos os direitos são reservados a Folha de Londrina, conforme a Lei nº 9.610/98.

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Cerest-ES promove primeira edição de encontro de vigilância em SST em São Mateus - Revista Cipa
SST - Prevenção de Acidentes

Os mitos e as verdades por trás da alta dos juros no Brasil

by fabio 18 de novembro de 2024
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Para a maioria das famílias os juros altos tornam tudo mais difícil. Do dia a dia, até a realização de sonhos. O percentual de famílias endividadas e inadimplentes caiu um pouco em 2024, mas ainda é muito alto

Por Ricardo de Rezende Ferraço – 16/11/2024 – 03h05

O Brasil é um dos países com uma das maiores taxas de juros reais do mundo. No momento ocupamos a 3ª posição. O juros real é formado, entre outros pontos, pela taxa de juros nominal do país subtraída da inflação prevista para os próximos 12 meses.

A trajetória dos juros reais na história recente do país teve apenas dois momentos de redução. No período entre 2008 e 2017, a taxa de juros média caiu para 5,2% ao ano, e entre 2018 e 2019, antes da pandemia, caiu para 2,3% a.a. E ainda caiu mais durante a pandemia, quando voltou a subir para chegar aos patamares atuais.

Mas a situação é muito pior. Dados do Banco central mostram que a taxa de juros sobre novas concessões de crédito alcançou 27,7% a.a. Ou seja, a taxa de juros praticada no mercado é muito maior.

Há várias causas possíveis para os juros altos no Brasil. Alguns analistas apontam questões estruturais, como a permanência de algum nível de indexação e coexistência entre segmentos de alta e baixíssima produtividade operando no mesmo ambiente ecônomico. A conjuntura econômica local e internacional pode gerar pressões inflacionárias e causar aumento dos juros.

E há causas que derivam diretamente da administração do governo federal, tais como os excessos de gastos, a trajetória da dívida pública e a percepção do risco no país. E essas últimas têm um papel ainda mais perverso, na medida em que o descontrole dos gastos públicos e a irresponsabilidade fiscal tornam mais díficil a vida das famílias, a saúde das empresas e a própria qualidade dos serviços ofertados pelos governos.

Para a maioria das famílias os juros altos tornam tudo mais difícil. Do dia a dia, até a realização de sonhos. O percentual de famílias endividadas e inadimplentes caiu um pouco em 2024, mais ainda é muito alto, respectivamente de 76,9% e 29,3% em outubro, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio.

A Caixa Econômica Federal mudou as regras para o financiamento da casa própria. Reduziu os percentuais a serem financiados e limitou o valor dos imóveis. Entre os fatores que levaram as alterações se destaca o aumento dos saques da caderneta de poupança, que é a principal fonte de crédito para os imóveis.

As retiradas de recursos da poupança aumentaram devido à inflação e à alta de juros, que tornaram outros investimentos mais atrativos para os poupadores. Isso tornará mais difícil o sonho da casa própria para uma parcela significativa da população.

Para as empresas a situação não é melhor. Os juros altos inibem investimentos e tornam muito cara a busca de empréstimos para financiar o capital de giro. O que reduz o potencial de crescimento das empresas. Quando não comprometem a sustentabilidade da operação pelo impacto que tem sobre os custos, em especial sobre insumos adquiridos a prazo.

Relátorio global da Allianz Trade, seguradora especializada em seguro e melhoria do processo de crédito e cobrança de empresas, prvê um aumento de 33% nos casos de insolvência neste ano, com 3,5 mil empresas em situaçção de recuperação judicial ou mesmo de falência.

O impacto sobre os governos é monumental. Tanto o Tesouro nacional como estados e munícipios pagam uma taxa mais cara que a Selic para financiar a dívida pública. Em agosto a (DBGG) Dívida Bruta do Governo somou R$8,9 trilhões, chegando a 78,3% do PIB. Em 2023, as despesas com juros da dívida do governo federal foram de aproximadamente R$700 bilhões. Dá para imaginar? Mais do que todas as despesas do governo federal com saúde, educação e assistência social. Em junho último, o setor público como um todo gastou R$94,9 bilhões com serviços de dívida. Isso corresponde a seis vezes o gasto mensal com o Bolsa Família.

Na semana passada, o Copom elevou a taxa de juros para 11,25%. Uma combinação de fatores contribuiu para essa nova alta. O conturbado cenário externo, o aquecimento da economia e o aumento da inflação no Brasil. Mas a incerteza fiscal teve papel decisivo. A hesitação permanente do governo federal em admitir a necessidade de cortar gastos estressou ainda mais a situação já díficil.

No limite, pressionado pela alta do dólar e pela ameaçã de uma reversão da situação econômica, o governo resolveu se mexer. E voltou a anunciar um pacote de corte de gastos.

Sede do Banco Central em Brasília. Crédito: Marcello Casal JrAgência Brasil

Há quase dois anos escutamos bravatas sobre as elevadas taxas de juros. Enquanto isso, piorou o déficit público e a dívida pública entrou num perigoso processo de alta. E quem paga a conta dessa mistificação somos todos nós.

E pensar que basta fazer o óbvio, o que é certo. Aqui no Espírito Santo o governo do Estado dá o exemplo. Nota A no Tesouro Nacional por 13 anos consecutivos, agora Nota A+, e o menor endividamento líquido da série histórica.

Chega de mitos. Ninguém aguenta mais os juros altos. Basta falar a verdade e fazer o que é certo.

Leia mais no texto original: (https://www.agazeta.com.br/artigos/os-mitos-e-as-verdades-por-tras-da-alta-dos-juros-no-brasil-1124)

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Fundos imobiliários: vale a pena investir com a Selic em 11,25%? 

by fabio 11 de novembro de 2024
written by fabio

Ativos estão entre os mais penalizados com o aumento dos juros, mas especialistas falam em oportunidade e bom pagamento de dividendos; veja segmentos

Por Monique Lima – 08/11/2024 ás 05h30

Nesta semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central aumentou a taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual, para 11,25%, na segunda alta consecutiva da Selic no ano. A mudança é negativa para o mercado de fundos imobiliários.

A competição entre FIIs e investimentos em renda fixa faz o interesse pelos ativos cair, impactando negativamente o preço das cotas. O impacto também chega no volume de ofertas de FIIs novos ou follow-ons. 

A opinião dos analistas, entretanto, é positiva para o setor. “Mesmo com as perspectivas de juros mais desafiadoras para o mercado de fundos imobiliários, os resultados operacionais dos principais segmentos estão positivos, com queda na taxa de vacância e até aumento dos preços dos alugueis em algumas praças”, escreve Larissa Gatti Nappo, analista do Itaú BBA.

A especialista afirma que essa queda no preço das cotas traz oportunidades relevantes para quem investe com foco no médio e longo prazo. Em resposta à alta dos juros, a desvalorização pode se aprofundar nos próximos meses, mas, no horizonte mais longo, a expectativa é que a distribuição de proventos se some à valorização das cotas. 

Há também os “fundos de papel”, que investem em dívidas do setor imobiliário e têm seus rendimentos indexados à inflação ou juros — os mesmos juros que estão subindo. 

“Mantemos nossa perspectiva otimista para o mercado imobiliário no médio e longo prazo. Mesmo considerando o atual patamar da taxa de juros, avaliamos que os FIIs continuarão com uma boa relação de risco-retorno em comparação a outras classes de ativos”, afirma Nappo.

Bons dividendos 

O investidor deve priorizar FIIs que estejam pagando um rendimento mínimo mensal de dividendos de 0,85% para os próximos 12 meses, segundo Ângelo Belitardo, gestor da Hike Capital. Dessa forma, o rendimento anual será superior ou próximo do patamar atual e projetado da Selic.

Segundo levantamento do InfoMoney, com dados da Economática, pelo menos 55 fundos registraram uma taxa de retorno com dividendos acima do CDI (referência que acompanha a Selic) nos últimos 12 meses. O estudo considera os 114 FIIs que compõem o IFIX, índice dos fundos mais negociados na Bolsa.

Para garantir esse bom pagamento no futuro, Belitardo afirma que é importante estar atento aos fundamentos do fundo. “Para se proteger contra o cenário desafiador da economia, o investidor deverá priorizar fundos geridos por grandes instituições, que tenham alta liquidez e um saldo acumulado em caixa robusto, para garantir os valores em caso de imprevistos”, diz.

Além disso, ele também destaca ter um olhar atento para o nível de endividamento do fundo e os inquilinos, para selecionar os “menos vulneráveis ao ciclo de alta dos juros, inflação e dólar”.

“Dentre os FIIs que achamos atrativos, mencionamos: BTLG11, BRCO11, RBVA11, NSLU11, FATN11”, diz o gestor. Destes, dois estão entre os fundos mais recomendados para novembro.

Oportunidades 

Eliane Teixeira, economista da Cy Capital, vislumbra as melhores oportunidades em dois setores: logística e híbridos.

“A mudança de patamar do faturamento do e-commerce no Brasil, que foi grande e permanente, indica que um maior market share das vendas online no setor de bens de consumo aumentará a necessidade por espaço logístico, considerando um mesmo tamanho de PIB. O que nos oferece uma visão do imenso potencial para o Brasil nesse segmento e, consequentemente, para o mercado de galpões logísticos”, diz Teixeira. 

Nos últimos dois meses, os fundos logísticos voltaram a ter destaque entre as carteiras recomendadas mensais de analistas. A análise é de que as cotas estão muito descontadas em relação ao nível de portfólios, principalmente quando se olha para fundos com inquilinos grandes. 

Já os fundos híbridos, Teixeira destaca como o melhor dos dois mundos quando os ativos têm imóveis de qualidade. “FIIs de papel, que também investem em tijolo, podem ser uma opção melhor ainda, em especial para os investidores que buscam ativos financeiros para investimento de longo prazo, considerando o pagamento de dividendos e a valorização das cotas e dos ativos no futuro.” 

Leia mais no texto original: (https://www.infomoney.com.br/onde-investir/fundos-imobiliarios-vale-a-pena-investir-com-a-selic-em-1125/)

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Decisões de juros no Brasil e nos EUA, IPCA e dados da China: o que olhar na semana

by fabio 4 de novembro de 2024
written by fabio

Tudo o que o investidor precisa saber antes de operar na semana

Por Camille Bocanegra – 03/11/2024 – 06h00

A próxima semana será marcada pelas decisões de juros tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos (EUA), além das eleições que definirão se o próximo presidente dos EUA será Kamala Harris ou Donald Trump. Dentre as principais divulgações, a agenda doméstica também será marcada por dados de inflação, com apresentação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Na segunda, será apresentado o último Relatório Focus, consolidando as projeções do mercado para inflação, PIB e taxa Selic, antes da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom). A partir dessa segunda, a B3 (B3SA3) amplia horário de funcionamento.

O horário de negociação no mercado à vista e fracionário passa a terminar às 17h55. Atualmente, eles fecham às 17h. A alteração, com base no horário de verão dos EUA, passa a valer a partir de 4 de novembro.

Já sobre o Copom, a equipe econômica da XP acredita que o fluxo de dados desde a última reunião foi mais preocupante em relação à inflação. “Assim, o Copom deve acelerar o ritmo de alta de juros para 0,50 p.p.”, comenta.

A visão do Itaú é que o cenário ainda desafiador pode fazer com que autoridades considerem apropriado aumentar o ritmo dos aumentos da Selic. “Nesse contexto, é provável que também mantenham a avaliação de um balanço de riscos assimétrico para cima”, afirma o time. A expectativa dos economistas do banco é que a autarquia mantenha suas opções em aberto sobre eventuais ajustes futuros e magnitude total do ciclo.

Na quinta-feira, o destaque será a Pesquisa Industrial Mensal – Regional do IBGE, que apresenta o desempenho da indústria em diferentes estados, proporcionando uma análise detalhada da produção industrial. O Tesouro Nacional também divulgará o resultado primário do Governo Central referente a setembro, essencial para avaliar o estado das contas públicas.

A semana encerra na sexta-feira, 8 de novembro, com a publicação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de outubro, o principal indicador de inflação no país.

“Nossa estimativa preliminar aponta para um aumento de 0,59% mês a mês, pressionada por proteínas e serviços subjacentes (refletindo a reversão nos descontos de ingressos de cinema e preços de seguros de veículos). Isso levará a taxa anual para 4,8%, em comparação com 4,4% em setembro”, segundo o Itaú.

Juros nos EUA, dados da China

Nos Estados Unidos, o destaque econômico da semana será a decisão do Federal Open Market Comittee, do Federal Reserve. As apostas indicam que o ajuste esperado é de 0,25 pontos-base, para o intervalo de 450-475. A decisão será apresentada na quinta-feira, 7 de novembro.

A semana encerra com o Índice de Confiança da Universidade de Michigan de novembro, na sexta-feira, 8 de novembro. Este índice é amplamente acompanhado por oferecer uma visão antecipada do sentimento do consumidor, crucial para prever o consumo futuro e o estado da economia americana.

Na Europa, a Zona do Euro publicará na quarta-feira, 6 de novembro, os dados finais do Índice PMI composto de outubro e o Índice de Preços ao Produtor de setembro, que ajudam a compreender as pressões inflacionárias e o estado da economia europeia.

Na quinta-feira, 7 de novembro, o Banco da Inglaterra anunciará sua decisão de política monetária, em um momento crítico de incertezas econômicas para o Reino Unido. As vendas no varejo da Zona do Euro de setembro também serão publicadas, completando a análise do consumo no continente.

Na Ásia, a China terá uma semana cheia com dados relevantes. Na quarta-feira, 6 de novembro, o Índice Caixin será publicado, trazendo dados de atividade do setor privado. Na quinta-feira, a balança comercial de outubro será divulgada, revelando o saldo das exportações e importações chinesas, de grande impacto no comércio global.

A semana se encerra com a divulgação dos índices de preços ao produtor e ao consumidor em outubro, na sexta-feira, 8 de novembro.

Confira a agenda completa:

DataPaís/RegiãoEvento
2ª – 04 de novembro
5hBrasilFIPE: IPC
8hBrasilIndicador antecedente de emprego
8h25BrasilRelatório Focus
BrasilFenabrave: emplacamentos de veículos
5h55AlemanhaS&P Global: Índice PMI da indústria de transformação (out) – final
6hZona do EuroS&P Global: Índice PMI da indústria de transformação (out) – final
22hChinaCaixin
3ª – 05 de novembro
10h30EUABalança comercial (set)
12hEUAÍndice ISM do setor de serviços (out)
6h30Reino UnidoS&P Global: Índice PMI composto (out) – final
4ª – 06 de novembro
8hBrasilFGV: IGP-DI (out)
10hBrasilS&P Global: Índice PMI composto (out) – preliminar
14h30BrasilBCB: Fluxo Cambial (semanal)
14h30BrasilBCB: Índice Commodities Brasil – IC-Br (out)
15hBrasilBalança comercial (out)
18h30BrasilBCB: Anúncio da taxa básica de juros
—BrasilAnfavea: Produção e venda de veículos (out)
5h55AlemanhaS&P Global: Índice PMI composto (out) – final
6hZona do EuroS&P Global: Índice PMI composto (out) – final
7hZona do EuroÍndice de preços ao produtor (set)
11h45EUAS&P Global: Índice PMI composto (out) – final
5ª – 07 de novembro
9hBrasilIBGE: Pesquisa Industrial Mensal – Regional (set)
—BrasilAnfavea: Produção e venda de veículos
—BrasilTesouro: Resultado primário do Governo Central (set)
4hAlemanhaProdução industrial (set)
7hZona do EuroVendas no varejo (set)
9hReino UnidoBanco Central anunciará decisão de política monetária
10h30EUAPedidos de auxílio desemprego (semanal)
16hEUABanco Central anunciará decisão de política monetária
17hEUAFed: Crédito ao consumidor (set)
—ChinaBalança comercial (out)
6ª – 8 de novembro
8hBrasilFGV: IPC-S (semanal)
9hBrasilIBGE: IPCA (out)
12hEUAÍndice de confiança da Universidade de Michigan (nov) – preliminar
22h30ChinaÍndice de preços ao produtor (out)
22h30ChinaÍndice de preços ao consumidor (out)

Leia mais no texto original: (https://www.infomoney.com.br/mercados/decisoes-de-juros-no-brasil-e-nos-eua-ipca-e-dados-da-china-o-que-olhar-na-semana/)

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