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trabalhadores

Estresse prolongado prejudica gradativamente a saúde dos trabalhadores, apontam estudos - Revista Cipa
SST - Saúde Ocupacional

Estresse prolongado prejudica gradativamente a saúde dos trabalhadores, apontam estudos

by 11 de março de 2024
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Boletos, problemas pessoais e profissionais, guerras, crise climática, violência nas cidades. Esse combo de notícias e situações ruins juntamente com local de trabalho tenso pode resultar em problemas sérios de saúde. Pesquisa da Associação Americana de Psiquiatria mostrou que a exposição constante a notícias negativas, informações perturbadoras e imagens angustiantes é um dos principais impulsionadores do estresse e da ansiedade dos funcionários, podendo prejudicar a saúde e a produtividade dentro das empresas. Em números, os trabalhadores norte-americanos estão preocupados com a inflação (76%), a violência (69%) e o meio ambiente (61%).

Já no Brasil, os trabalhadores da chamada Geração Z (pessoas nascidas, em média, entre a segunda metade da década de 1990 e o ano de 2010) estão entre as mais deprimidas e ansiosas, segundo outro levantamento, o da health tech Vittude, especializada em saúde mental, divulgada pela Bloomberg Línea.

Dados apontam que uma em cada quatro pessoas empregadas no país (27,7% do total) com idade até 25 anos se diz com ansiedade; a mesma proporção (27,5%), com depressão; e uma em cada três (36,5%), com estresse. “A geração que registrou maiores índices de transtornos é também a primeira nativa digital, ou seja, já nasceu em um ambiente assim. Podemos traçar um paralelo entre o aumento do desenvolvimento de transtornos mentais como esses citados pela pesquisa com o aumento de contato e familiaridade com a tecnologia”, salienta Tatiana Pimenta, CEO da Vittude.

 

Gatilhos do estresse

 

O excesso de informações, telas e ainda a acessibilidade constante a dispositivos de demonstram as pessoas estarem sempre online e/ou dispostas a trabalhar a qualquer momento e em qualquer lugar são os gatilhos para doenças relacionadas ao estresse, como Burnout, ansiedade e depressão, alertam os especialistas.

Falando em Síndrome de Burnout, o Brasil tornou-se um terreno fértil para o desenvolvimento desse transtorno, destaca a psiquiatra Alexandrina Maria Meleiro, da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), à CNN. “O Brasil é o primeiro país no mundo no índice de ansiedade (9,3%) e é o quinto no mundo de depressão, só perdendo na América para os EUA. Então, nós temos uma incidência muito alta, uma prevalência de depressão e ansiedade e claro que isso atinge o trabalhador. Em média, 30% são afastados e é um dos motivos de mais incapacidade para o trabalhador”, frisa.

“Tem uma série de profissões que são mais comuns de se observar esse tipo de fenômeno. Trabalhadores da área da saúde, submetidos a situações de extremo estresse, tendo que lidar com perdas muito significativas, com o medo de contaminação, com incerteza às vezes com condições de trabalho que não são favoráveis”, pontua Catarina Dahl, consultora de saúde mental, álcool e outras drogas das Organizações Pan-Americana da Saúde (Opas) e Mundial de Saúde (OMS), também ao canal.

 

Por um ambiente que favoreça a resiliência

 

Inevitável estarmos alheios ao noticiário, inertes ao uso de tecnologias e dispostos a ficar totalmente off-line, contudo a busca pelo equilíbrio necessita ser uma premissa se quisermos melhorar a qualidade de vida e de trabalho.

Para tanto, as empresas precisam também embarcar nesse objetivo, estando cientes da importância de pausas, respeito aos horários, distribuição de tarefas, demandas e ainda o emprego de ações de saúde mental não sendo vistas apenas como um bônus, mas ferramenta importante aos colaboradores. “Não cabe mais olhar a saúde mental como um pilar de benefício oferecido. O cuidado emocional precisa ser integrado e exige atenção por meio de programas. Afinal, isso impacta o bem-estar, a motivação, odesempenho e a produtividade das equipes”, frisa Tatiana Pimenta, da Vittude.

 

Como, então, as corporações podem ser aliadas a esse propósito?

 

Melissa Miller, diretora de clínica médica, e Andrea Mingo, treinadora de Wellness, ambas da plataforma de saúde e meditação Calm, recomendam que as organizações invistam na cultura da conversa, com times alinhados em criar uma “aliança para a saúde psicológica”, ou seja, um manifesto a favor da saúde mental, dando voz a todos os atores. Isso pode ser feito desde o setor de Recursos Humanos até as pessoas que trabalham como terceirizadas, por meio de treinamentos e capacitações, sempre com uma ajuda especializada.

Elas também propõem o que chamam de “PIE check-in”, uma verificação se os times estão bem nos quesitos Físico (Physical), Intelecto (Intellectual) e Emocional (Emotional). “Inicie reuniões com uma conversa aberta com a equipe, permitindo que os funcionários sejam ouvidos por meio da auto-avaliação. Como você está fisicamente, intelectualmente, emocionalmente? Às vezes, a resposta vai ser ‘estou exausto, triste’ ou ‘sinto-me esgotado, sobrecarregado’. Dar espaço para compartilhar, de forma autêntica, ajuda as pessoas a se sentirem mais seguras o suficiente para dividir esses problemas, e os líderes, em especial de RH, possam entender essas demandas e buscar ajuda”, esclarecem.

Foto: GettyImages

11 de março de 2024 0 comments
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Estudo do programa IAC-Quepia avaliou exposição ocupacional na atividade de pulverização em citros - Revista Cipa
SST - Prevenção de Acidentes

Estudo do programa IAC-Quepia avaliou exposição ocupacional na atividade de pulverização em citros

by 21 de fevereiro de 2024
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O programa IAC de Qualidade de Equipamentos de Proteção Individual na Agricultura (Quepia) concluiu, nos últimos dias, o levantamento técnico “Avaliação da Exposição Ocupacional do Trabalhador Durante a Atividade de Pulverização em Citros com Turbopulverizadores”. Realizado com apoio do Fundecitrus – Fundo de Defesa da Citricultura, e da Fundag – Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola, o estudo foi conduzido pela equipe do pesquisador científico Hamilton Ramos.

Resultante de uma parceria entre o Centro de Engenharia e Automação (CEA), do Instituto Agronômico (IAC), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de SP em Jundiaí, e o setor privado, o programa IAC-Quepia completou 16 anos. A iniciativa mira o aprimoramento da segurança e da qualidade de equipamentos de proteção individual empregados em aplicações de agroquímicos. Ramos é também o atual diretor do CEA-IAC.

 

Prevenção à exposição

 

Conforme Hamilton Ramos, na execução do novo estudo foram realizados testes e pesquisas em 8 propriedades do cinturão citrícola do estado de São Paulo, ante diferentes cenários de exposição a agroquímicos, envolvendo a participação de 24 operadores de maquinário apropriado a pulverizações.

“Entre os resultados obtidos, avaliamos que o mais relevante responde a uma pergunta antiga do setor citrícola: dentro da cabine do trator utilizado na aplicação de defensivos agrícolas o operador está seguro frente a exposição aos produtos?”, salienta Ramos. “Concluímos que não: a cabine por si só não é medida suficiente para reduzir riscos ocupacionais desse trabalhador na aplicação de agroquímicos, em citros, com emprego de turbopulverizadores.”

 

Operações com agroquímicos

 

Segundo o pesquisador, outras conclusões do levantamento dão conta de que aplicações de agroquímicos em citros, com turbopulverizadores, aumentam a exposição de operadores durante o preparo da calda de produtos. “No todo das operações, as partes do corpo mais suscetíveis foram o braço direito, a coxa direita e a parte frontal, em virtude dos movimentos que a prática exige do trabalhador”, esclarece Ramos. “Nesta circunstância, a indicação de um equipamento de proteção individual (EPI) específico é fundamental.”

De acordo com Ramos, a pesquisa concluiu ainda que, do ponto de vista geral, operações de aplicações de agroquímicos em citros se mostram seguras, “considerando quase todos os ingredientes ativos analisados”. Apenas um desses produtos, Ramos complementa, demanda medidas protetivas adicionais, específicas, visando a reforçar a segurança de operadores. O pesquisador destaca que os resultados do estudo estão disponíveis para consultas de empresas e especialistas vinculados ao setor citrícola.

21 de fevereiro de 2024 0 comments
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Supermercados investem em modernização como estratégia para segurança no trabalho - Revista Cipa
SST - Prevenção de Acidentes

Supermercados investem em modernização como estratégia para segurança no trabalho

by 13 de fevereiro de 2024
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Os supermercados, reconhecendo a importância de investir em modernização como estratégia fundamental para o negócio, estão adotando medidas inovadoras para aprimorar a segurança no ambiente de trabalho, melhorando a produtividade, reduzindo a insatisfação dos trabalhadores e promovendo melhor qualidade de vida.

Dentre os dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Brasil é um dos países com o maior número de acidentes de trabalho. De 2012 a 2022, foram comunicados 6,7 milhões de acidentes de trabalho e 25,5 mil mortes no emprego com carteira assinada.

 

Segmento de supermercados

 

Só no segmento de supermercados, os riscos ocupacionais aos quais os trabalhadores estão expostos são enormes, principalmente nos setores da padaria, do açougue, do estoque e da confeitaria, que possuem maior incidência de acidentes.

A crescente ênfase na modernização reflete não apenas a busca pela excelência operacional, mas também um compromisso com a segurança dos colaboradores. As empilhadeiras, agora integradas às operações cotidianas, desempenham um papel crucial na otimização do manejo de mercadorias, reduzindo riscos associados a tarefas manuais.

Em outros setores como do açougue e padaria, é necessário que todos os equipamentos utilizados sejam homologados de acordo com a Norma Regulamentadora nº 12, que é a responsável pela segurança em máquinas e equipamentos em geral.

Sistemas de vigilância inteligente, equipamentos ergonômicos e iniciativas de conscientização também são práticas adotadas para demonstrar o comprometimento com o bem-estar dos funcionários, criando ambientes de trabalho mais seguros e produtivos.

13 de fevereiro de 2024 0 comments
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Ergonomia é destaque na edição de 50 anos da Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, da Fundacentro - Revista Cipa
SST - Prevenção de Acidentes

Ergonomia é destaque na edição de 50 anos da Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, da Fundacentro

by 2 de fevereiro de 2024
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A Revista Brasileira de Saúde Ocupacional (RBSO), publicação da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), celebra seus 50 anos com um dossiê temático “RBSO 50 Anos”.

Os ensaios abordam diversos aspectos relacionados ao mote Segurança e Saúde no Trabalho (SST), como ergonomia, psicologia social do trabalho, cultura de segurança e acidentes ampliados no contexto industrial e sua integração com temas relacionados à saúde ambiental e SST.

 

Fundacentro destaca a Ergonomia

 

Um dos temas discutidos na edição é a importância da ergonomia na prevenção de acidentes e danos à saúde do trabalhador. E não é para menos: estima-se que até 2050, haverá 843 milhões de casos prevalentes de casos de dores lombares no planeta, um dos mais recorrentes motivos de afastamento nas funções de trabalho. Em 2020, o problema já afetou 619 milhões de pessoas no mundo, aponta estudo do jornal The Lancet.

Na publicação brasileira “RBSO 50 Anos”, o ensaio intitulado “A contribuição da ergonomia para a segurança no trabalho”, os pesquisadores Eugênio Paceli Hatem Diniz (Fundacentro, escritório de Minas Gerais), Francisco de Paula Antunes Lima (Universidade Federal de Minas Gerais,UFMG) e Raoni Rocha Simões (Universidade Federal de Ouro Preto, UFOP) discernem sobreos benefícios da Análise Ergonômica do Trabalho (AET) na prevenção de acidentes em sistemas de produção com altas taxas de acidentes, em especial os ultrasseguros e àqueles que atuam no serviço de motofrete.

“A análise da atividade dos motofretistas permitiu evidenciar que os determinantes mediatos da situação de trabalho (tempo prescrito versus tempo real, relações de poder, gestão e organização do trabalho) se sobrepõem aos fatores imediatos (comportamento no trânsito), podendo comprometer as margens de manobra dos trabalhadores. O método, ao auxiliar a ver e compreender o mundo dos trabalhadores pelos olhos deles próprios, possibilitou elaborar recomendações ainda pouco exploradas”, destaca o texto dos autores.

A íntegra desta e demais edições pode ser acessada nos sites da Fundacentro e do SciELO, pela rede social X ou aplicativo da revista via IOS e Android.

Foto: reprodução

2 de fevereiro de 2024 0 comments
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