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saúde

Cofen emite parecer sobre supervisão de técnicos de Enfermagem no SESMT - Revista Cipa
SST - Saúde Ocupacional

Cofen emite parecer sobre supervisão de técnicos de Enfermagem no SESMT

by 30 de janeiro de 2025
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A pedido do Conselho Regional de Enfermagem da Paraíba (Coren-PB), o Conselho Federal da categoria (Cofen) emitiu parecer sobre o enquadramento dos Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) como programa de saúde e sua obrigatoriedade de supervisão de técnicos de enfermagem por enfermeiros, embasado na Lei nº 7.498/86, que regulamenta o exercício da profissão.

De acordo com o Cofen, o SESMT não se enquadra na definição clássica de programa de saúde, muito embora desempenhe um papel fundamental na promoção da segurança ocupacional. “A supervisão direta de técnicos de enfermagem por enfermeiros é indispensável para garantir a qualidade dos cuidados e a segurança dos trabalhadores”, afirma Antonio Neto, conselheiro e relator do parecer.

O profissional endossa ainda que ações preventivas do Serviço estão diretamente alinhadas aos objetivos da Política Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (PNSST).

 

NR-4 e a Enfermagem do Trabalho

 

Além da Lei nº 7.498/86, o parecer também consultou a Norma Regulamentadora 4 (NR-4), que trata justamente da contratação de profissionais de SST para formar o SESMT, conforme “o número de empregados e a natureza do risco da atividade econômica da empresa”.

Ou seja, a NR-4 destaca que há um limite de presença de enfermeiros no SESMT, como em casos de grandes companhias ou setores de alto risco, além de determinar que técnicos de enfermagem precisam ser supervisionados por enfermeiros apenas em estabelecimentos de saúde, ou seja, clínicas, hospitais e ambulatórios.

“O Cofen defende que a presença de enfermeiros no SESMT é essencial para fortalecer ações de saúde e segurança no trabalho, promovendo condições mais seguras a todos os trabalhadores”, finaliza nota.

Foto: reprodução – Freepik

30 de janeiro de 2025 0 comments
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Colombo, PR, promove 1º Encontro de Saúde do Trabalhador - Revista Cipa
SST - Saúde Ocupacional

Colombo, PR, promove 1º Encontro de Saúde do Trabalhador

by 9 de janeiro de 2025
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Com foco em integrar e conscientizar sobre a saúde dos trabalhadores, o município paranaense de Colombo realizou seu 1º Encontro de Integração da Vigilância em Saúde do Trabalhador e da Saúde Ocupacional, debatendo temas como ações de promoção à SST.

Promovido pela prefeitura municipal, por meio de sua Secretaria de Saúde, o evento reuniu profissionais da área e representantes dos Serviços Especializados em Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) das empresas convidadas.

“Nosso objetivo nesse evento foi contribuir, por meio de ações, com a saúde e a segurança no ambiente de trabalho, além da qualidade de vida dos trabalhadores e o desenvolvimento sustentável da cidade. E foi apenas o primeiro de muitos encontros que visam fortalecer esses importantes temas”, enfatiza Marilda Zanoni, secretária da pasta.

 

Saúde em ação

 

A secretaria, por meio da Vigilância em Saúde, também promove uma série de ações em prol dessa temática, como 1 ª Expo Saúde em Ação, que teve como foco principal a promoção em saúde, prevenção de doenças e bem-estar, em abril último.

“Atividades educativas, distribuição de materiais informativos e ações de vistoria em empresas locais foram realizadas. Com o intuito de fomentar uma cultura de segurança e saúde no trabalho, essas ações são essenciais para a redução de acidentes e doenças relacionados ao trabalho, e promovendo, assim, uma melhor qualidade de vida para os trabalhadores”, frisa comunicado.

Foto: divulgação

9 de janeiro de 2025 0 comments
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Saúde dos trabalhadores de polo gesseiro é tema de articulação em PE - Revista Cipa
SST - Saúde Ocupacional

Saúde dos trabalhadores de polo gesseiro é tema de articulação em PE

by 27 de novembro de 2024
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Uma articulação entre a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e o Ministério Público do Trabalho (MPT) reuniu representantes da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) e das secretarias de saúde dos municípios de Ouricuri, Araripina, Trindade e Ipubi, para planejar o monitoramento de doenças e acidentes ocupacionais na indústria do gesso.

A região é responsável por 97% da produção de gipsita do Brasil, a quarta maior reserva mundial, informa o Brasil de Fato. “Apesar da grandiosidade do maior polo gesseiro do mundo, há ausência de dados relacionados a adoecimentos ocasionados pelo trabalho na cadeia produtiva. Por isso, o MPT tem desenvolvido ações para o mapeamento do perfil de adoecimento no território e a conscientização dos fatores de risco”, afirma Adriana Gondim, coordenadora de defesa da saúde do trabalhador do MPT.

Durante a reunião, no final de outubro, Breno Caldas de Araújo, pesquisador da UFPE, apresentou um estudo que revelou alta incidência de doenças respiratórias entre os trabalhadores do Sertão do Araripe, superior à média de outras regiões do estado.“A pesquisa é fruto de uma parceria entre o MPT, UFPE e a Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da UFPE (Fade/UFPE), e busca identificar os principais problemas de saúde ocupacional e os riscos que exigem ações preventivas no ambiente de trabalho e frente à poluição atmosférica”, informa reportagem do Diário de Pernambuco.

 

História do polo gesseiro em Quadrinhos

 

Em abril deste ano, o MPT lançou a revista em quadrinhos “Gesseiros: neve no Sertão do Araripe”, cuja história é focada no polo do gesso em Pernambuco, destacando a necessidade de as empresas garantirem um ambiente de trabalho seguro e saudável.

O projeto “MPT em Quadrinhos” é coordenado pelo Ministério Público do Trabalho do Espírito Santo e já distribuiu mais de 5 milhões de exemplares em todo o Brasil. Temas como SST, assédio moral, trabalho por aplicativos e aprendizagem profissional são alguns dos temas, disponíveis para download gratuito neste link.

Foto: reprodução

27 de novembro de 2024 0 comments
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Cerest-ES promove primeira edição de encontro de vigilância em SST em São Mateus - Revista Cipa
SST - Prevenção de Acidentes

Os mitos e as verdades por trás da alta dos juros no Brasil

by fabio 18 de novembro de 2024
written by fabio

Para a maioria das famílias os juros altos tornam tudo mais difícil. Do dia a dia, até a realização de sonhos. O percentual de famílias endividadas e inadimplentes caiu um pouco em 2024, mas ainda é muito alto

Por Ricardo de Rezende Ferraço – 16/11/2024 – 03h05

O Brasil é um dos países com uma das maiores taxas de juros reais do mundo. No momento ocupamos a 3ª posição. O juros real é formado, entre outros pontos, pela taxa de juros nominal do país subtraída da inflação prevista para os próximos 12 meses.

A trajetória dos juros reais na história recente do país teve apenas dois momentos de redução. No período entre 2008 e 2017, a taxa de juros média caiu para 5,2% ao ano, e entre 2018 e 2019, antes da pandemia, caiu para 2,3% a.a. E ainda caiu mais durante a pandemia, quando voltou a subir para chegar aos patamares atuais.

Mas a situação é muito pior. Dados do Banco central mostram que a taxa de juros sobre novas concessões de crédito alcançou 27,7% a.a. Ou seja, a taxa de juros praticada no mercado é muito maior.

Há várias causas possíveis para os juros altos no Brasil. Alguns analistas apontam questões estruturais, como a permanência de algum nível de indexação e coexistência entre segmentos de alta e baixíssima produtividade operando no mesmo ambiente ecônomico. A conjuntura econômica local e internacional pode gerar pressões inflacionárias e causar aumento dos juros.

E há causas que derivam diretamente da administração do governo federal, tais como os excessos de gastos, a trajetória da dívida pública e a percepção do risco no país. E essas últimas têm um papel ainda mais perverso, na medida em que o descontrole dos gastos públicos e a irresponsabilidade fiscal tornam mais díficil a vida das famílias, a saúde das empresas e a própria qualidade dos serviços ofertados pelos governos.

Para a maioria das famílias os juros altos tornam tudo mais difícil. Do dia a dia, até a realização de sonhos. O percentual de famílias endividadas e inadimplentes caiu um pouco em 2024, mais ainda é muito alto, respectivamente de 76,9% e 29,3% em outubro, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio.

A Caixa Econômica Federal mudou as regras para o financiamento da casa própria. Reduziu os percentuais a serem financiados e limitou o valor dos imóveis. Entre os fatores que levaram as alterações se destaca o aumento dos saques da caderneta de poupança, que é a principal fonte de crédito para os imóveis.

As retiradas de recursos da poupança aumentaram devido à inflação e à alta de juros, que tornaram outros investimentos mais atrativos para os poupadores. Isso tornará mais difícil o sonho da casa própria para uma parcela significativa da população.

Para as empresas a situação não é melhor. Os juros altos inibem investimentos e tornam muito cara a busca de empréstimos para financiar o capital de giro. O que reduz o potencial de crescimento das empresas. Quando não comprometem a sustentabilidade da operação pelo impacto que tem sobre os custos, em especial sobre insumos adquiridos a prazo.

Relátorio global da Allianz Trade, seguradora especializada em seguro e melhoria do processo de crédito e cobrança de empresas, prvê um aumento de 33% nos casos de insolvência neste ano, com 3,5 mil empresas em situaçção de recuperação judicial ou mesmo de falência.

O impacto sobre os governos é monumental. Tanto o Tesouro nacional como estados e munícipios pagam uma taxa mais cara que a Selic para financiar a dívida pública. Em agosto a (DBGG) Dívida Bruta do Governo somou R$8,9 trilhões, chegando a 78,3% do PIB. Em 2023, as despesas com juros da dívida do governo federal foram de aproximadamente R$700 bilhões. Dá para imaginar? Mais do que todas as despesas do governo federal com saúde, educação e assistência social. Em junho último, o setor público como um todo gastou R$94,9 bilhões com serviços de dívida. Isso corresponde a seis vezes o gasto mensal com o Bolsa Família.

Na semana passada, o Copom elevou a taxa de juros para 11,25%. Uma combinação de fatores contribuiu para essa nova alta. O conturbado cenário externo, o aquecimento da economia e o aumento da inflação no Brasil. Mas a incerteza fiscal teve papel decisivo. A hesitação permanente do governo federal em admitir a necessidade de cortar gastos estressou ainda mais a situação já díficil.

No limite, pressionado pela alta do dólar e pela ameaçã de uma reversão da situação econômica, o governo resolveu se mexer. E voltou a anunciar um pacote de corte de gastos.

Sede do Banco Central em Brasília. Crédito: Marcello Casal JrAgência Brasil

Há quase dois anos escutamos bravatas sobre as elevadas taxas de juros. Enquanto isso, piorou o déficit público e a dívida pública entrou num perigoso processo de alta. E quem paga a conta dessa mistificação somos todos nós.

E pensar que basta fazer o óbvio, o que é certo. Aqui no Espírito Santo o governo do Estado dá o exemplo. Nota A no Tesouro Nacional por 13 anos consecutivos, agora Nota A+, e o menor endividamento líquido da série histórica.

Chega de mitos. Ninguém aguenta mais os juros altos. Basta falar a verdade e fazer o que é certo.

Leia mais no texto original: (https://www.agazeta.com.br/artigos/os-mitos-e-as-verdades-por-tras-da-alta-dos-juros-no-brasil-1124)

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18 de novembro de 2024 0 comments
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Pesquisa da Fundacentro alerta que a lição mais difícil é cuidar da saúde dos professores - Revista Cipa
SST - Saúde Ocupacional

Pesquisa da Fundacentro alerta que a lição mais difícil é cuidar da saúde dos professores

by 23 de setembro de 2024
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Professores, agentes de educação e demais trabalhadores do ensino têm como missão levar o aprendizado aos mais diversos estudantes e isso requer não apenas o preparo para disseminar o conhecimento, mas também a saúde física e mental para lidar com rotinas muitas vezes exaustivas, em mais de um estabelecimento e com realidades pertinentes, que vão desde a falta de recursos para a aplicabilidade das aulas, passando pelas condições de trabalho até casos de agressões.

 

Em números, de acordo com os dados do Censo Escolar e do Censo da Educação Superior de 2022, o Brasil conta com 2,3 milhões de docentes na educação básica e 316.792 na educação superior, sendo nos anos iniciais do ensino fundamental, 86,6% dos docentes possuem nível superior completo, sendo 84,9% licenciados e 1,7% bacharéis, enquanto 8,5% possuem ensino médio normal/magistério e 4,9% têm nível médio. Já no ensino médio, 96,1% dos professores têm nível superior completo, sendo 91,6% deles licenciados e 4,5% bacharéis, enquanto 3,9% possuem formação de nível médio.

 

 

Saúde dos professores

 

Segundo levantamento pela Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), os principais problemas enfrentados pela categoria estão os distúrbios da voz, transtornos mentais e a violência. A constatação foi feita por conta do projeto “Os impactos do trabalho docente sobre a saúde e segurança dos professores: constatações e possibilidades de intervenção”, que resultou em seminários entre os anos de 2016 a 2018, que após uma pausa, teve a última edição em 2023, além de produção de publicações e livro sobre o assunto.

“O adoecimento ocorre com assujeitamento, que impede a pessoa de ser sujeito de sua própria história pelos processos penosos do trabalho que foram imputados. Trabalhadores adoecidos são os que mais se investem no trabalho. Não há limite na dedicação e se opta por uma estratégia quixotesca, ou seja, você contra o mundo”, destaca Renata Paparelli, professora na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC/SP), uma das participantes do evento promovido pela Fundacentro ano passado.

Ela atende trabalhadores com transtorno mental ou sofrimento psíquico intenso relacionado ao trabalho na Clínica Psicológica Ana Maria Poppovic, da PUC/SP. “Nesse isolamento, nasce o Burnout e também são comuns os casos de Transtorno de estresse pós-traumático (Tept), oriundos de situações de violências física e psicológica sofridas pelos professores”, explica.

 

Projeto de Lei

 

Em tramitação está o Projeto de Lei 2473/2023, que assegura direitos aos professores readaptados (realocados a um novo cargo em razão de limitações adquiridas por problema de saúde), inclusive a aposentadoria especial.De autoria da deputada Professora Luciene Cavalcante (Psol-SP) o PL garante a esses trabalhadores o direito de se aposentarem cinco anos antes do tempo de contribuição.

“Muitas vezes por alguma doença que os incapacita a continuar em sala de aula. Porém, mesmo não estando mais em sala, após o ingresso por concurso público, esses professores obtêm os direitos inerentes ao cargo ocupado, mesmo após readaptados”, comenta a deputada, em entrevista àAgência Câmara de Notícias.

 

Articulações

 

Em agosto,Luiz Marinho, ministro do Trabalho e Emprego (MTE), com Selma Rocha, diretora de Articulação com os Sistemas Nacionais de Ensino, Planos Decenais e Valorização dos Profissionais de Educação, e Maurício Holanda Maia, secretário de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino, ambos do Ministério da Educação (MEC), para discutirem as atividades dos professores no país, sustentabilidade financeira e remuneração a aposentados e os trabalhadores na ativa.“O MEC está realizando trabalhos para aprimorar as estatísticas nacionais sobre a formação acadêmica dos professores, além das possibilidades de elevação do nível educacional, com o objetivo de valorizar a carreira docente”, frisou Selma Rocha.

O Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE) destaca que as propostas conversadas englobaram a implementação de uma normativa própria para política de saúde do trabalhador; uma para política de saúde mental (de acordo com a Portaria n° 1261/2010); abono para perícias fora do domicílio do docente; e pautas sobre saúde mental, especialmente aos trabalhadores das InstituiçõesFederais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFEs).

“A demanda é tratada pelos sindicatos como urgente, pois os servidores estão adoecendo e as IFEs não estão sabendo lidar com essa situação.Foi encaminhado que o MEC pense em formas de sensibilizar e abrir um debate com os gestores das IFEs, visando minimizar o sofrimento dos trabalhadores, assim como também fazer capacitação e encontros com as equipes médicas que realizam as perícias”, informa nota.

 

Foto: Gaia Schüler – Agência GOV

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Saúde mental das trabalhadoras negras é tema de pesquisa na Bahia - Revista Cipa
SST - Saúde Ocupacional

Saúde mental das trabalhadoras negras é tema de pesquisa na Bahia

by 3 de setembro de 2024
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Os transtornos mentais comuns associados ao trabalho (como depressão e estresse) são três vezes maiores em trabalhadoras negras.

Esta é uma das conclusões tiradas no levantamento realizado pelas pesquisadoras Camila Carvalho de Sousa, do Hospital Universitário Professor Edgar Santos, de Salvador, BA; e Tânia Maria de Araújo, da Universidade Estadual de Feira de Santana, Departamento de Saúde, Núcleo de Epidemiologia, Feira de Santana, BA, no artigo intitulado “Efeitos combinados de gênero, raça e estressores ocupacionais na saúde mental”.

 

Realização do estudo com mulheres negras

 

A amostragem transversal analisou os efeitos isolados e combinados de fatores de exposição de mulheres, negras e em situações de pressão nos serviços de saúde públicos da atenção básica e de média complexidade, sendo as Unidades de Pronto-Atendimento (Upas) e os serviços especializados, de seis municípios baianos.

“Os resultados reforçam que trabalhadoras negras têm mais desvantagens sociais e são mais suscetíveis a ocupações de maior esforço e menor recompensa (posições de trabalho menos valorizadas, menor remuneração, maior exposição a estressores), indo ao encontro de resultados documentados na literatura”, informa nota da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), cujo artigo está publicado em sua Revista Brasileira de Saúde Ocupacional (RBSO).

A trabalhadora negra enfrenta desafios diários que impactam diretamente sua saúde mental. Racismo, discriminação e desigualdade social geram estresse e ansiedade, afetando seu bem-estar e produtividade. Cuidar da saúde mental dessa mulher é fundamental para garantir um ambiente de trabalho justo e acolhedor, além de promover sua qualidade de vida. Valorizar sua saúde mental é reconhecer sua força e contribuição para a sociedade.

Foto: Freepik

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Reunião do G20 abre espaço para debate sobre o impacto global do calor extremo na saúde e produtividade dos trabalhadores - Revista Cipa
SST - Eventos

Reunião do G20 abre espaço para debate sobre o impacto global do calor extremo na saúde e produtividade dos trabalhadores

by 28 de agosto de 2024
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Já falamos aqui em CIPA dos problemas causados pelas variações de temperatura recorrentes não apenas no Brasil, mas no mundo todo e que estão levantando uma série de estratégias para salvaguardar a saúde dos trabalhadores. Tal desafio foi discutido na reunião anual da Rede OSH (Occupational Safety and Health), realizada em Fortaleza, CE, em julho, em paralelo à Reunião Técnica sobre Emprego do G20 Brasil. Esse Grupo de Trabalho (GT) sobre Emprego é coordenado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) do país e reúne as maiores economias do mundo anualmente.

As estimativas sobre o tema não são animadoras: o mundo perderá a produtividade de 80 milhões de trabalhadores devido ao calor extremo até 2030, aponta a Organização Internacional do Trabalho (OIT). “Dados da OIT mostram ainda que 2 milhões de pessoas estão sendo afetadas pelo estresse térmico no mundo e vivendo pior”, alertou David Michael, o professor da Universidade de George Washington, um dos palestrantes da reunião.

Ele ressaltou ainda que 2,4 bilhões de trabalhadores estão expostos ao estresse térmico no mundo, e desses 1,6 bilhão está na agricultura e na construção civil, mas outras áreas também são afetadas, como entregadores e atividades em portos e aeroportos.

 

G20 e os destaques para as áreas mais afetadas pelo calor

 

Outro palestrante do evento, Wellington Kaimoti, auditor-fiscal do MTE, destacou que o país está alinhado com as regras internacionais na aplicabilidade das Normas Regulamentadoras (NRs) sobre o tema.

“O agronegócio concentra 27% dos trabalhadores no Brasil. Por conta do estresse térmico, em 2019, revisamos e atualizamos de forma tripartite a NR-31 que trata das atividades na agricultura”, exemplificou Kaimoti, em sua fala no evento.

Foto: Shutterstock

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Problemas causados pelo Burnout atingem CISOs e ameaça segurança digital no país - Revista Cipa
SST - Saúde Ocupacional

Problemas causados pelo Burnout atingem CISOs e ameaça segurança digital no país

by 24 de julho de 2024
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O esgotamento mental físico e mental, também chamado de Síndrome de Burnout, já é uma realidade entre muitas pessoas que atuam nas mais diversas profissões. Imagine, então, com quem lida com segurança digital, os chamados CISOS (do inglês, Chief Information Security officer, ou responsáveis pela segurança da informação, tradução livre)?

Segundo pesquisa divulgada pela ISACA (Information Systems Audit and Control Association), entidade internacional que elabora certificações de segurança de sistemas, revelou que 70% dos CISOs ouvidos sentem-se esgotados e 30% consideram a possibilidade de deixar seus cargos futuramente. Se medidas preventivas não forem tomadas, a situação pode piorar até 2027, destaca o estudo.

 

Olhar para o trabalhador da segurança digital

 

Para Denis Nesi, diretor executivo e CISO, a resiliência pessoal é importante para lidar com o estresse, mas não é tudo. “É fundamental reconhecer o papel crucial do ambiente de trabalho e das medidas preventivas para a redução do estresse. Na área de cibersegurança, os desafios constantes tornam o trabalho insustentável e o impacto psicológico afeta a qualidade das decisões e prejudica o desempenho dos profissionais”, escreve, em seu artigo.

 

Lindando com o Burnout

 

Ainda colocando na ponta do lápis, segundo a Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), 30% dos trabalhadores brasileiros sofrem com essa doença ocupacional classificada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 2022, e que atualmente, o Brasil é o segundo país com mais casos diagnosticados no mundo.

Para Otávio Pinto e Silva, professor do Departamento de Direito do Trabalho e Seguridade Social da Faculdade de Direito da USP, os departamentos de recursos humanos das empresas precisam estar preparados para enfrentar essas situações e estabelecer um ambiente de trabalho mais saudável. “Muitas vezes, o trabalhador tem uma reação de ficar mais calado, introvertido, e tem até vergonha de expor aquilo que está passando. Todo mundo pode passar por isso um dia, então é muito importante que a empresa tenha esse ambiente adequado para poder enfrentar essas eventuais situações”, aponta, em entrevista à Rádio USP.

Ambos os especialistas reconhecem a necessidade de medidas preventivas. Além de um local de trabalho mais saudável, a redução do estresse, encontrar o autoconhecimento e o equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, bem como busca profissional em saúde e inclusive jurídica, no caso de afastamento e direitos trabalhistas, são essenciais nesse período tão delicado.

Foto: Freepik

24 de julho de 2024 0 comments
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Pesquisa aponta que 90% dos trabalhadores brasileiros temem sofrer com desastres climáticos - Revista Cipa
SST - Gestão de Riscos

Pesquisa aponta que 90% dos trabalhadores brasileiros temem sofrer com desastres climáticos

by 23 de julho de 2024
written by

Entender a percepção dos trabalhadores brasileiros em relação às ações e ao apoio das empresas em que trabalham frente aos desastres climáticos. Este foi o principal objetivo da pesquisa realizada pela Cajuína, frente de inteligência da Caju (empresa de tecnologia que oferece soluções de benefícios e gestão para RHs), com apoio da plataforma Opinion Box.

A pesquisa contou com a participação de 1.039 trabalhadores – homens e mulheres de todas as classes sociais e regiões do Brasil, todos empregados sob o regime CLT em empresas privadas que possuem mais de 100 colaboradores.

 

Desastres climáticos

 

Como principal destaque, a pesquisa identificou que 90% dos trabalhadores têm medo de ser afetados por questões climáticas. Essa preocupação abrange diversos aspectos da vida, com destaque para o impacto na família, que é uma preocupação para 58% dos entrevistados, seguida pela saúde física e questões financeiras, ambas citadas por 50% dos trabalhadores.

No entanto, apenas 42% acreditam que suas empresas estão suficientemente preocupadas com o assunto, fator que indica uma desconexão entre a percepção dos colaboradores e a resposta corporativa às mudanças climáticas. Além disso, 77% dos trabalhadores brasileiros consideram as questões climáticas um tema relevante.

“Identificamos que grande parte dos trabalhadores brasileiros percebe os impactos das mudanças climáticas no cotidiano. Contudo, ainda são minoria as organizações que estão enfrentando esse desafio de maneira eficaz”, comenta Luiza Terpins, líder da Cajuína. “É crucial que o setor corporativo reconheça a gravidade deste problema e implemente ações para assegurar a segurança e o bem-estar de seus colaboradores”, diz.

 

Ações das empresas

 

Outros importantes insights da pesquisa destacam as experiências dos trabalhadores com desastres climáticos e como as empresas estão respondendo a essas preocupações. Confira:

  • Vivência com desastres climáticos: 46% dos trabalhadores brasileiros já enfrentaram situações decorrentes de desastres climáticos – com a maioria, 89%, sendo diretamente impactada por eventos como chuvas intensas, granizo ou deslizamentos. Destes afetados, 79% sofreram com interrupções de energia elétrica e 64% com problemas de conexão à internet. Além disso, 49% enfrentaram falta de água e 29% relataram perda ou danos a seus bens materiais, como móveis, eletrônicos ou veículos.
  • Impacto emocional: A pesquisa revela que as mudanças climáticas já estão afetando significativamente o bem-estar emocional dos trabalhadores. Aproximadamente 43% dos entrevistados relataram ter vivenciado sintomas de ansiedade devido a situações climáticas adversas, e 41% mencionaram sentir estresse relacionado ao clima.
  • Deslocamento e dificuldades de transporte: As condições climáticas adversas impactam consideravelmente o deslocamento dos trabalhadores: 59% afirmam enfrentar dificuldades para chegar ao trabalho devido ao clima, sendo as chuvas excessivas a principal causa.
  • Problemas no local de trabalho: A pesquisa também apontou que 39% dos trabalhadores já perceberam que o local em que trabalham sofreu efeitos de questões climáticas. Dentre os principais problemas observados estão a queda de energia (69%), dificuldades com a conexão à internet (49%), impossibilidade de acessar o local e danos a equipamentos (ambos 41%).

“Esses insights ressaltam a necessidade de as empresas desenvolverem políticas mais robustas e comunicativas em relação às mudanças climáticas, melhorando não apenas a resiliência operacional, mas também o suporte emocional e prático aos seus colaboradores em tempos de crise climática”, finaliza Luiza Terpins.

Foto: reprodução

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Varejo de alimentos entidades unem forças para promover saúde e ergonomia no trabalho - Revista Cipa
SST - Ergonomia

Varejo de alimentos: entidades unem forças para promover saúde e ergonomia no trabalho

by 3 de julho de 2024
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O Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de São Paulo (Sincovaga) e a Associação Brasileira de Ergonomia (ABERGO) firmaram Acordo de Cooperação no último dia 20 de junho, na sede da entidade patronal, em São Paulo, com a finalidade de ampliar a prática da ergonomia, a divulgação da ciência e a conscientização a respeito dos benefícios aos colaboradores e às empresas de todos os portes do segmento do varejo de alimentos, assim como organizar treinamentos e outras ações com foco no tema.

A assinatura do documento contou com a presença do presidente do Sincovaga, Alvaro Furtado; do coordenador do Comitê Saúde e Medicina do Trabalho do Sincovaga, José Maria Caires; e dos representantes da Abergo, a presidente Lucy Mara Silva Baú e o conselheiro Eduardo José Marcatto.

 

Saúde e ergonomia no varejo de alimentos

 

A iniciativa inclui a colaboração mútua na implementação de políticas permanentes em defesa da saúde dos trabalhadores e da ergonomia no setor de varejo de alimentos; promover estudos e pesquisas sobre causas e consequências de doenças e  acidentes de trabalho relacionados com a ergonomia e fatores humanos, a fim de auxiliar na prevenção e na redução dos custos sociais, previdenciários, trabalhistas e econômicos decorrentes; fomentar ações educativas e pedagógicas para sensibilização; criar e alimentar um banco de dados comum sobre o tema.

“Ergonomia antes de tudo é prevenção, e prevenir um problema de postura, por exemplo, é mais fácil do que corrigir. Os supermercados são um campo vasto para a ergonomia, pois dependendo da função, se o funcionário não for adequadamente orientado, ele pode vir a adquirir uma doença ocupacional, o que é ruim para ele e para a empresa. Diminuir doenças e acidentes do trabalho também é um objetivo dessa iniciativa conjunta”, afirmou Alvaro Furtado.

A presidente da Abergo, Lucy Mara, destaca que o objetivo é disseminar o conhecimento nas empresas sobre ergonomia, oferecer treinamentos, prevenir, orientar, dar suporte, pois é possível minimizar os custos com as doenças do trabalho em cada segmento de atividade.

“Pensando no varejo de alimentos, há atividades que os colaboradores realizam de pé, outras que fazem sentados, uns pegam peso, outros não. Há diferentes situações e é preciso analisá-las pela lente da ergonomia e levar esse conhecimento às empresas e aos funcionários, para agregar valor e evitar passivos”, explica José Maria Caires.

Foto: Reprodução

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