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Recorde no combate aéreo 40 milhões de litros de água lançados contra o fogo em 2024 - Revista Incêndio
INC - Incêndio FlorestalINC - Casos e Análises

Recorde no combate aéreo: 40 milhões de litros de água lançados contra o fogo em 2024

by redacao 24 de dezembro de 2024
written by redacao

A aviação agrícola brasileira lançou 40,1 milhões de litros de água contra focos de incêndios em 2024, durante operações realizadas entre junho e outubro em onze estados, segundo dados do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag).

Os números de 2024 superam os de 2021, ano em que a entidade realizou seu último balanço de combate a incêndios. Naquele ano, foram registrados 10.900 lançamentos de água, totalizando 19,5 milhões de litros em 4.000 horas de voo.

O levantamento considera as atividades de 22 empresas aeroagrícolas contratadas para combater as chamas. De acordo com o documento, as operações aéreas contaram com 118 aviões, que somaram 10,7 mil horas de voo no apoio a brigadistas e na proteção de biomas e lavouras.

 

Recordes de água

 

Foram realizadas 16.600 manobras de lançamento de água, pura ou misturada com retardante de chamas. As operações envolveram 171 pilotos e 140 profissionais de suporte, responsáveis por atividades como abastecimento das aeronaves com água e combustível.

Cerca de 90% das operações aéreas contra incêndios são feitas em parceria com brigadistas em solo. Nessas ações, o líder da equipe terrestre solicita apoio aéreo e coordena com o piloto os locais para os lançamentos de água. Segundo o Sindag, “a função do avião, normalmente, é reduzir o fogo para que os brigadistas possam chegar aos focos em segurança”. Após essa etapa, as equipes em terra eliminam as chamas restantes e combatem braseiros que podem reacender a linha de fogo.

Quando os focos estão em áreas de difícil acesso, como encostas ou terrenos acidentados, os aviões agrícolas operam de forma independente. Nessas situações, também são usados para criar corredores de fuga para a fauna ou conter as chamas até que equipes terrestres cheguem ao local.

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) confirmam o aumento dos focos de incêndios no país. Em 2024, foram registrados 8.674 focos até a última quinta-feira (12). Em comparação, 2021 registrou 5.469 focos. Nos anos intermediários, os registros foram 1.599 em 2022 e 1.666 em 2023.

Os meses de agosto e setembro apresentaram os maiores números de focos desde o início da série histórica do Inpe, em 1998. Em agosto, foram 3.612 focos, e, em setembro, 2.522.

Fonte e foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo

24 de dezembro de 2024 0 comments
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Produto usado no combate a incêndios florestais gera polêmicas - Revista Incêndio
INC - Prevenção de Incêndios

Produto usado no combate a incêndios florestais gera polêmicas

by redacao 22 de outubro de 2024
written by redacao

A complexidade dos incêndios florestais que estão assolando diversas cidades pelo Brasil está levando os profissionais que lidam com essas ocorrências a buscar táticas, técnicas e alternativas para combater de maneira célere e eficiente, o que engloba salvaguardar a flora e fauna locais.

E o trabalho é intenso: até 30 de setembro, esses incêndios no Brasil afetaram diretamente 18,9 milhões de pessoas e provocaram mais de R$ 2 bilhões em prejuízos econômicos, segundo relatório divulgado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), no início de outubro.

“Precisamos adotar medidas estruturantes para o enfrentamento de desastres no Brasil. E isso passa por uma ação federativa. Agosto e setembro foram dois meses muito difíceis para quase 19 milhões de pessoas que foram diretamente impactadas em quase todos os Estados do país. Precisamos considerar os problemas decorrentes dessa situação, especialmente para a saúde dessa população”, alerta Paulo Ziulkoski,presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, ao site Metrópoles.

 

Retardante de chamas

 

Um dos métodos utilizados nos incêndios no pantanal é o chamado “retardante de chamas”, que tem esse nome por se referir a uma classe de produtos químicos pela sua função, e não a um item específico, conforme destaca a Associação Brasileira da Indústria de Retardantes de Chama (Abichama).

Os elementos químicos mais presentes do produto, que é misturado com água, com mais de 200 tipos diferentes mais utilizados, estão o bromo, cloro, fósforo, nitrogênio e hidróxidos metálicos. No Pantanal, em Corumbá, MS, o retardante foi lançado por aviões da Força Aérea Brasileira, chegando a 12 mil litros de água cada um, por 35 minutos.

“São substâncias capazes de atrasar a ignição, diminuir a velocidade da queima e minimizar a emissão de fumaça nos locais onde são aplicados. Normalmente, são aplicados para reduzir o risco de fogo em polímeros, tornando a propagação do fogo mais lenta”, informa reportagem do Terra.

 

Vilão?

 

Muito embora tenha bons resultados, o retardante, que já foi usado em aviões que combateram os incêndios no Pantanal e Amazônia em 2020 durante o governo Jair Bolsonaro (PL), divide opiniões.

Segundo reportagem da CNN, o governo Lula não recomenda o uso, sendo a informação confirmada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, que não está sendo usado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) eInstituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)nas regiões atingidas.

“Analisamos as opções existentes no mercado e estamos fazendo estudos toxicológicos. No Brasil, não existe tradição de uso dessas substâncias e algumas delas podem ser nocivas em ambientes sensíveis como o Pantanal. Estamos trabalhando para ter uma conclusão um pouco melhor sobre isso usando a ciência”, frisa Rodrigo Agostinho, o presidente do Ibama, à CNN.

 

Pelo mundo

 

Os EUA também estão enfrentando queimadas florestais, muitas delas também causadas pela ação humana. No Condado de Orange, ao sudoeste de Los Angeles, foram consumidos mais de 3.600 hectares, por conta de trabalhadores operando equipamentos pesados.

De acordo com reportagem do site MetSul, os bombeiros atuaram com o apoio da Guarda Nacional, contendo a propagação de chamas que avançavam por vegetação seca e não houve relatos de mortes ou feridos graves. “As equipes estavam trabalhando para proteger o Pico Santiago, conhecido por ter torres de transmissão, mas tiveram que se retirar da área porque as chamas ficaram muito intensas. Aviões despejaram retardante vermelho nas encostas de um bairro residencial enquanto helicópteros lançavam água nas chamas”, frisa o capitão Steve Concialdi, da Autoridade de Incêndios do Condado de Orange.

Foto: Vinícius Mendonça/Ibama

22 de outubro de 2024 0 comments
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Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo) celebra 35 anos - Revista Incêndio
INC - Prevenção de Incêndios

Caixa altera regras para financiamento de imóveis a partir de novembro

by fabio 21 de outubro de 2024
written by fabio

Mudança reduz percentual financiado e exige maior entrada para imóveis de até R$ 1,5 milhão

Por ALLAN RAVAGNANI – Publicado em 19/10/2024 – 12h

A Caixa Econômica Federal anunciou novas regras para financiamento de imóveis, que entrarão em vigor no próximo mês. A partir de 1º de novembro, a cota máxima de financiamento para imóveis avaliados em até R$ 1,5 milhão será reduzida.

Na modalidade SAC, em que as parcelas são mais altas no início e menores ao longo do tempo, o limite passa de 80% para 70% do valor do imóvel. Além disso, no sistema Price, onde as parcelas permanecem constantes, o percentual de financiamento será reduzido de 60% para 50%. Dessa forma, o comprador precisará de um valor maior para a entrada.

A Caixa explicou que as mudanças se devem ao aumento da procura por crédito imobiliário e ao crescimento no volume de saques da poupança. Até setembro de 2024, o banco já havia concedido R$ 175 bilhões em crédito habitacional. Esse valor representa um aumento de 28,6% em relação ao mesmo período de 2023.

Foram realizados, ao todo, 627 mil financiamentos, beneficiando cerca de 2,5 milhões de pessoas. No segmento de crédito com recursos da poupança (SBPE), a Caixa alcançou 48,3% do total de contratações de financiamentos habitacionais no país. Esse valor equivale a R$ 63,5 bilhões em operações realizadas até setembro.

A carteira habitacional do banco ultrapassou R$ 800 bilhões, com mais de 7 milhões de contratos ativos. Para lidar com a alta demanda e respeitar o orçamento disponível para 2024, a Caixa afirmou que continua revisando suas políticas.

Além disso, o banco segue dialogando com o mercado e o governo para encontrar novas soluções que permitam a expansão do crédito imobiliário. Vale ressaltar que as mudanças nas cotas de financiamento e na limitação de valor não se aplicam a unidades habitacionais de empreendimentos financiados pela própria Caixa, que continuarão com as condições atuais.

Leia mais no texto original: (https://www.cartacapital.com.br/do-micro-ao-macro/caixa-altera-regras-para-financiamento-de-imoveis-a-partir-de-novembro/)

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21 de outubro de 2024 0 comments
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Cerests estão mobilizados para proteger a saúde dos trabalhadores em meio à crise dos incêndios no Brasil - Revista Cipa
SST - Prevenção de Acidentes

Cerests estão mobilizados para proteger a saúde dos trabalhadores em meio à crise dos incêndios no Brasil

by 14 de outubro de 2024
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Já falamos aqui em Cipa da importância dos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerests) em levar informações preventivas e atendimento humanizado a quem atua todos os dias no ambiente laboral. Agora, com os recentes incêndios florestais que assolam tantos pontos pelo Brasil também levaram esse equipamento ao patamar que auxiliar quem extingue as chamas, ou quem atua em meio a uma cidade coberta de fumaça e cinzas.

Para tanto, o Ministério da Saúde, por meio de sua Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (DVSA), convocou em setembro uma reunião emergencial com representes dos Cerests das regiões afetadas pelas queimadas, bem como crise hídrica, baixa umidade do ar e aumento de ondas de calor.  Participaram integrantes da Sala de Situação Nacional de Emergências Climáticas em Saúde, do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador (DVSAT) e de Comissões Intersetoriais de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (Cistt) e membros de 100 Cerests de 20 unidades federativas, em sua maioria das regiões Centro-Oeste, Norte e Sudeste.

 

Saúde dos brigadistas que combatem os incêndios

 

O foco foi o fortalecimento da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (Renastt) no enfrentamento dessa emergência climática, além de explicações técnicas à atenção de brigadistas, populações com jornadas de trabalho por longos períodos em exposição ao sol (urbano ou rural).

“A vigilância é fundamental para proteger a saúde da população trabalhadora nestas áreas porque nos permite criar estratégias concretas de avaliação de riscos e redução da exposição dos trabalhadores. Não podemos aceitar como natural o adoecimento ou morte de brigadistas florestais e quaisquer outros trabalhadores em decorrência das emergências climáticas”, alerta destaca Luís Henrique da Costa Leão, coordenador-geral do DVSAT.

A recomendação da pasta é que as empresas forneçam EPIs condizentes a esse cenário, bem como o aumento da ingestão de água, evitar atividades ao ar livre e o uso de máscaras N95, além de seguir a Norma Regulamentadora NR-17, que regulamenta o conforto térmico e a qualidade do ar em ambientes climatizados.

 

Trabalhadores

 

Segundo reportagem da DW Brasil, ao menos 11 pessoas morreram combatendo o fogo desde agosto de 2024, sendo um dos casos mais emblemáticos foi o de Uellinton Lopes, de 39 anos. Ele trabalhava para o Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que ao combater as chamas na Terra Indígena Capoto/Jarina, no Parque Nacional do Xingu, MT, acabou por morrer carbonizado.

Muito embora a atividade de brigadista seja reconhecida na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) desde 2020, não há um código no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

“É urgente que tenha um código específico para agravos com brigadistas florestais. A morte e queimaduras são os riscos da atividade, mas não os únicos: doenças cardiovasculares, respiratórias, renais, osteomusculares, cortes e picadas por animais peçonhentos são alguns dos problemas. A fumaça também é reconhecidamente causadora de câncer”, destaca a professora Kelly Polido Kaneshiro Olympio, do Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), à DW.

 

Sindicatos

 

De acordo com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o grande problema está na carência de auxílio a trabalhadores informais, como vendedores ambulantes e catadores, que atuam por longos períodos sem um abrigo para se proteger do sol extremo ou mesmo das fumaças.

Em nota, o sindicato endossa que, diferentemente da população formal, que tem garantias legais para condições adequadas de trabalho, os trabalhadores informais ficam expostos às condições extremas, com poucas opções para se protegerem dos danos à saúde.

“A crise dos incêndios e queimadas escancara a desigualdade de acesso a direitos básicos e proteção, ampliando os riscos aos trabalhadores que dependem das ruas para sobreviver. Esses profissionais são parte fundamental da economia, mas, diante do avanço das queimadas e da fumaça, permanecem vulneráveis, sem assistência ou mesmo de políticas públicas que os resguardem. É preciso que todos tomem cuidados essenciais para evitar problemas à saúde”, informa nota.

Foto: Joel Silva/Reuters

14 de outubro de 2024 0 comments
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Perícia médica é essencial para salvaguardar os trabalhadores especialistas explicam sua importância - Revista Cipa
INC - Capacitação e Treinamento

Bombeiros do Maranhão participam de simulado de fogo em vegetação

by redacao 11 de setembro de 2024
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Os incêndios que assolam diversos pontos no Brasil, em especial no período de estiagem, ainda agravado pela crise climática enfrentada, leva a importância de capacitação dos bombeiros, por meio de simulado e outras iniciativas, para o combate a essa ocorrência que está se tornando cada vez mais complexa e recorrente.

Para tanto, o Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA) promoveu simulado operacional de combate a incêndios florestais, como parte das atividades do curso Instrução de Nivelamento de Conhecimento (INC Florestal), em sua 26ª edição âmbito nacional, e pela terceira vez ocorrida no estado.

 

Simulado de fogo

 

O simulado aconteceu em local aberto no município de Paço do Lumiar e o foco foi o aprimoramento em lidar com situações adversas decorrentes de tal ocorrência, bem como propor estratégias de segurança pessoal no enfrentamento em situações reais. “Os militares estiveram em um ambiente controlado e puderam praticar e refinar suas habilidades. Ao participar, nossos profissionais estão mais preparados e confiantes, quando enfrentarem um incêndio verdadeiro. É um conhecimento prático dos muitos executados ao longo da carreira”, endossa coronel Silva Júnior,coordenador do curso, ocorrido em agosto.

O curso INC Florestal é resultado de parceria entre o governo local e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

 

Importância da prevenção

 

O Brasil registrou 2,7 mil focos de incêndios nas últimas 24 horas: o Programa Queimadas do INPE identificou focos em todos os biomas, com destaque para a Amazônia (1.558) e o Cerrado (811). Mato Grosso e Pará lideram em número de focos ativos.

A prevenção ganha mais importância, pois 2024 já registra o maior número de incêndios florestais dos últimos 14 anos. O fogo tem devastado áreas da Amazônia, Pantanal, Cerrado e outros biomas, com a fumaça afetando diversas cidades.

Agosto, por exemplo, teve mais de 40 mil focos de incêndio: Mato Grosso, Pará, Amazonas, Mato Grosso do Sul e São Paulo foram os estados mais afetados, com a Amazônia e o Pantanal sendo os biomas mais atingidos. A seca histórica agrava a situação e contribui para a propagação dos incêndios, tornando o combate mais difícil.

Os impactos são devastadores. Além da perda de biodiversidade e da emissão de gases de efeito estufa, os incêndios afetam a saúde da população e causam prejuízos econômicos.

A situação dos incêndios florestais no Brasil nos últimos dias é crítica, com um número alarmante de focos ativos em diversos biomas. A seca histórica e as mudanças climáticas agravam o problema, exigindo ações urgentes para combater o fogo e prevenir novas ocorrências. É fundamental que o governo, a sociedade e o setor privado se unam para proteger nossas florestas e garantir um futuro sustentável para o país.

 

 

Foto: divulgação

11 de setembro de 2024 0 comments
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Aplicação de NRs a servidores estaduais é pauta no STF - Revista Cipa
INC - Prevenção de Incêndios

Entenda a relação entre os rios voadores e os incêndios florestais

by redacao 5 de setembro de 2024
written by redacao

Nas últimas semanas, os noticiários estão com o mesmo foco: as queimadas em diferentes Estados do país, como São Paulo e Amazônia. De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), nos 20 primeiros dias deste mês, o número de queimadas na Amazônia superou o número total em relação ao mesmo período em 2023. Em meio a isso tudo, um fenômeno, que contribui para a segurança hídrica, precisa de atenção e tem agravado a proliferação de fumaças causadas por incêndios florestais: os rios voadores.

Rios voadores são correntes de vapor d’água que se formam e se deslocam a grandes altitudes, transportando enormes quantidades de umidade da região amazônica para outras partes do Brasil e da América do Sul. Eles impactam positivamente o regime de chuvas em diversas áreas brasileiras, especialmente no Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Esse fenômeno consegue também transportar pequenas partículas sólidas, como as de fumaça provenientes das queimadas, que acabam se misturando com o fluxo de vapor, se espalhando pelas regiões, alterando padrões de vento e umidade, dificultando a formação de nuvens de chuva e contribuindo para um clima mais quente e seco.

 

Impacto dos rios voadores

 

“Incêndios florestais e queimadas não somente prejudicam a vegetação, como causam efeitos negativos também em animais, fertilidade de solo, produção de alimentos, nascente de água e, até mesmo, na qualidade do ar, impactando todo o sistema”, explica a engenheira agrônoma Marília Gregolin, diretora técnica do Crea-SP. “É preciso deixar muito claro que ao evitarmos as queimadas, estamos contribuindo para um mundo melhor e que é bem mais fácil e adequado realizarmos um trabalho preventivo do que um curativo”, ressalta.

Cada um tem um papel importante para prevenir e impedir que esse cenário continue. Neste mês de agosto, a Defesa Civil decretou alerta para São Paulo, que registrou baixa umidade relativa do ar com apenas 12%. Nesta semana, 48 municípios estão em estado de atenção para queimadas. A atuação de profissionais da área tecnológica, com o devido registro no Crea-SP, por exemplo, é fundamental para mitigar os impactos negativos.

 

Combate ao fogo

 

“Estamos vivenciando um período complexo, de seca e incêndios florestais. Essas nuvens carregadas, em vez de água, acabam transportando as fumaças tóxicas para diferentes regiões, causando sérios problemas para o meio ambiente e também de saúde, resultantes da má qualidade do ar”, explicou o presidente da Associação dos Engenheiros e Agrônomos de São Manuel e Região (AENSAM) e coordenador executivo da União das Associações do Centro Oeste Paulista (UNACOP), engenheiro florestal Luiz Gustavo Delgado.

Estudos, pesquisas e projetos voltados às queimadas para buscar formas de prevenção, incentivar e realizar treinamentos de capacitação para controle de incêndios e elaborar atividades de educação ambiental, são algumas das alternativas apontadas por Delgado. As ações de fiscalizações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e de órgãos ambientais federais, estaduais e municipais também se tornam grandes aliadas no combate ao fogo.

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Estudo alerta sobre a escala 6x1 e mostra que o trabalho não pode custar a saúde laboral - Revista Cipa
SST - Tecnologia e Inovação

Aliança entre Inteligência Artificial e olhos humanos melhora prevenção e combate a incêndios florestais

by redacao 29 de agosto de 2024
written by redacao

Em entrevista à CBN Brasília, Priscila Solís, professora do Departamento de Ciência da Computação da UNB e coordenadora do projeto ‘Sem Fogo DF’, explica como é utilizada a inteligência artificial para monitorar e prevenir incêndios florestais na capital federal.

Segundo a professora, o projeto conta com ferramentas da inteligência artificial para identificar focos de incêndio no Cerrado, com uma detecção de duas fases. Para isso, são empregados dois algoritmos: o primeiro é responsável por identificar a presença de fumaça nas imagens, enquanto o segundo algoritmo faz um zoom na imagem para uma segunda verificação. Com base nessa análise, os sistemas de alerta recebem informações sobre a probabilidade de fogo nos locais monitorados.

 

Apoio da Inteligência Artificial

 

“As câmeras ficam o tempo todo monitorando as áreas que elas cobrem”, explica. “O primeiro algoritmo, ele faz uma detecção da fumaça em um quadrante da imagem, e o segundo funciona como se fosse uma pessoa, entendeu? Você identifica, em uma área grande, a fumaça e, depois esse segundo algoritmo, ele aproxima dessa área em que foi identificada a fumaça e faz uma segunda verificação. Então, a gente chama esse modelo de detecção de duas fases”, explicou.

“São dois algoritmos que identificam, dão a probabilidade de fogo, que é enviado então para um sistema de alerta, em que os bombeiros e a Fema (Fundo Especial de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável) têm acesso e aí eles, de fato, clicando nesse alerta, podem ter acesso imediato à câmera e fazer uma verificação em tempo real do local onde está o fogo.”

 

Fator IA x Fator Humano

 

Umidade do ar, temperatura média, alterações no clima, particularidades do bioma, declividade do terreno, velocidade do vento, qualidade do solo e ocupação do território. Tudo isso influencia se uma chama pode se tornar ou não uma grande queimada. Esses são os indicadores analisados e contabilizados pelas climatechs, como a umgrauemeio, que iniciou as operações em 2020 e já monitora mais de 20 milhões de hectares pelo mundo. Como atuam analisando imagens de mais de 20 satélites, eles conseguiram escalar a operação para além do território brasileiro. Tanto que o seu maior mercado, no momento, é Portugal.

Nessa equação, de acordo com notícia no Fast Company Brasil, no entanto, há um fator incapaz de ser controlado ou previsto pela inteligência artificial: o fator humano.

De acordo com estudo do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), 84% dos incêndios iniciados no pantanal são causados por atividade humana. Além disso, são as pessoas, não a tecnologia, que decidem como os sistemas serão usados.

29 de agosto de 2024 0 comments
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Itaipu e PUC-Campinas lideram ações que compõem a agenda de segurança e agenda do trabalho - Revista Cipa
INC - Prevenção de Incêndios

Melhoramentos mantém cerca de 100 profissionais para monitorar incêndios e atuar nas áreas florestais

by redacao 1 de agosto de 2024
written by redacao

De acordo com levantamentos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o número de focos de incêndios registrados nos primeiro quatro meses do ano é 81% maior do que o acumulado no ano passado. É o maior número da série histórica desde que o Inpe começou o monitoramento, em 1999.  Diante disso, a Melhoramentos vem exercendo seu papel de empresa aliada do combate às queimadas e todos os anos lança a campanha de conscientização e prevenção contra incêndios florestais: “Não deixe o fogo apagar a vida!”, que acontece durante todo o inverno, estação mais seca do ano.

A campanha ocorre nas cidades de Camanducaia (MG), Caieiras (SP) e em Bragança Paulista (SP), onde a empresa tem florestas de manejo para produção de fibra de alto rendimento e tem como objetivo sensibilizar a sociedade sobre as consequências dos incêndios que ameaçam a floresta e colocam em risco a vida de animais, a biodiversidade do ecossistema e das pessoas do entorno.

 

Ações para monitorar a região

 

Durante o período da campanha, a empresa realiza oficinas educativas para professores da rede escolar dos três municípios, palestras de conscientização de prevenção e combate a incêndio florestal com clientes, prestadores de serviço e colaboradores.

Em 2023, a Melhoramentos capacitou 65 profissionais, entre colaboradores e prestadores de serviço, que se tornaram aptos a atuar no combate a incêndios. Atualmente, a empresa conta com mais de 100 pro­fissionais capacitados distribuídos entre as unidades de Levantina, Caieiras e Bragança. Também desenvolveu uma estratégia de logística para deslocamento de equipes para apoiar operações de combate a incêndios entre as unidades que somam 79 milhões de m2 de áreas de florestas dedicadas à preservação – o que representa cerca de 49% de suas áreas – incluindo a Reserva Particular do Patrimônio Natural RPPN Parque Levantina, com 23 milhões de m2 de Mata Atlântica.

“A maioria dos incêndios que se alastra pelas florestas, infelizmente, ainda é causada pela ação do homem. Esse é um problema cultural da população local, que ainda queima seu lixo, documentos e móveis em desuso e acaba perdendo o controle sobre o fogo nas áreas de florestas. Essas incidências são agravadas pelas condições climáticas – especialmente nesta época do ano. Entendemos que é papel das empresas atuar na conscientização do entorno de forma preventiva, para manter o equilíbrio do ecossistema e evitar acidentes de proporções incalculáveis para as comunidades e para o meio ambiente”, reforça o diretor da Unidade Florestal da Melhoramentos, Thomas Meyer.

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Medidas preventivas são preponderantes no combate a incêndios em propriedades rurais - Revista Incêndio
INC - Prevenção de Incêndios

Medidas preventivas são preponderantes no combate a incêndios em propriedades rurais

by redacao 8 de julho de 2024
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A combinação de tempo seco e queimadas criminosas são apenas alguns dos problemas a serem enfrentados em lidar com os incêndios em propriedades rurais. Em junho, 20 delas foram atingidas pelo fogo no Pantanal Sul-mato-grossense, reporta o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Segundo o órgão, sete pontos de ignição que causaram aproximadamente 12.387 hectares de incêndios florestais no Pantanal entre maio e junho de 2024, durante o período de emergência ambiental. Em parceria com o Núcleo de Geotecnologias (NUGEO), está investigando as causas, buscando identificar os responsáveis e promovendo a responsabilização, se necessário.

Com a chegada do fenômeno La Niña, responsável pelo resfriamento das águas do Pacífico, causando mais chuvas no Norte e Nordeste e seca na região Sul, produtores e proprietários de terras também precisam estar atentos às essas novas mudanças, bem como a continuidade das festas juninas e julinas, que contam com a soltura criminosa de balões, por exemplo, que podem cair em terrenos áridos.

No Minas, o tempo seco e os ventos fortes combinados com as fogueiras dessas festividades estão gerando alertas à população local em relação aos riscos. À Rádio Santa Cruz FM, Fábio Morais,extensionista da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) em Pará de Minas, destaca a importância de evitar condutas perigosas e destaca a importância da limpeza de terrenos sem o uso de chamas.

 

Propriedades rurais

 

“O fogo, quando falamos que é um ‘mal necessário’, ele não é, já que a gente consegue trabalhar tranquilamente sem a necessidade de queima nas pastagens. Primeiro, porque é um elemento que causa a acidificação do solo, ou seja, eliminando substâncias biológicas importantes para a vida nesse solo. É preciso lembrar que existe mais vida no subsolo, em camadas mais profundas, que na superfície dele e precisamos zelar por essa microfauna para o bom plantio”, frisa o especialista.

No quesito legislativo, tramita um Projeto de Lei (PL) que permite aos empreendimentos localizados em áreas rurais adotar medidas simplificadas de prevenção e combate a incêndio, sendo aprovado pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados em abril.

Segundo informações da Agência Câmara, texto aprovado é substitutivo da relatora, deputada Daniela Reinehr (PL-SC), ao PL 2642/2020, da ex-deputada Aline Sleutjes (PR). “Não acreditamos que sair de um extremo de medidas de prevenção excessivas para a total ausência delas seja a solução. Não há como dispensar todas as exigências, pois em caso de acidentes pode ser que em virtude das longas distâncias o socorro não chegue a tempo”, argumenta a parlamentar.

 

Incrementos

 

Além de medidas preventivas, conscientização e normas efetivas, sejam para punir criminosos, sejam para facilitar o acesso a aplicabilidade no combate, o investimento em capacitação de brigadistas aliado à disponibilidade equipamentos nas ações é a fórmula perfeita para o combate e mitigação de incêndios rurais.

Em Araguaína (TO), a prefeitura local entregou em junho 45 equipamentos ao Sindicato Rural da cidade, que vai disponibilizá-lo às famílias que vivem na zona rural e aos produtores, sendo quatro carretas-tanque para armazenamento de água, 13 bombas costais, cinco sopradores de ar e 23 abafadores manuais.

“Tínhamos o projeto de montar essa brigada de incêndio e, por meio da união de forças, foi possível. Um dos maiores prejuízos que o nosso produtor rural pode ter para as pastagens, lavouras e o meio ambiente são os incêndios florestais e a maior dificuldade em controlá-los com agilidade era a falta de equipamentos, principalmente em uma situação de emergência”, conta Wagner Borges, presidente do Sindicato Rural de Araguaína (SRA).

 

Foto: CBMMG

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Animaseg entrega Comenda de SST e Prêmio Melhores Empresas em noite de reconhecimento pelas boas práticas prevencionistas - Revista Cipa
INC - Prevenção de Incêndios

Secretaria de Meio Ambiente do Ceará realiza ação de combate a incêndios florestais

by redacao 28 de maio de 2024
written by redacao

A cidade de Icó, CE, recebeu a Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Mudança do Clima (SEMA) para uma palestra ao público sobre a importância da prevenção no combate aos incêndios florestais na região.

Os incêndios florestais são eventos devastadores que causam danos imensos ao meio ambiente, à economia e à sociedade. Eles destroem habitats naturais, põem em risco a vida selvagem, liberam poluentes no ar e podem até mesmo levar à perda de vidas humanas. A melhor maneira de combater os incêndios florestais é evitá-los. Ao tomar medidas para prevenir incêndios florestais, podemos proteger o meio ambiente, a economia e a sociedade.

 

Conscientização para ampliar o combate aos incêndios

 

Nesse contexto, o evento da SEMA colaborou para ampliar as ações de conscientização. Na ocasião, em abril, Katiane Almeida, técnica da Coordenadoria de Educação Ambiental e Articulação Social (Coeas) da pasta, foi a convidada para falar do assunto na região que já sofreu problemas por conta das chamas.

“O evento aconteceu na comunidade Forquilha do Batista, que foi acometida por um incêndio florestal que devastou uma área de mais de 7 mil hectares”, frisa a especialista.

A palestra fez parte da programação da Festa Anual das Árvores (FAA) deste ano, promovida pelo Governo do Estado, por meio da SEMA, cujo eixo central foi “Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais”.

Além da presença de autoridades, representantes da Associação de Apicultores do Vale do Capim Puba, técnicos da Secretaria Municipal de Agricultura, organizações do Terceiro Setor, universidades, escolas, movimentos ambientalistas e entidades privadas também fizeram parte do evento.

Foto: Ascom

28 de maio de 2024 0 comments
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