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saúde

Panorama brasileiro mostra que saúde do trabalhador deve ser prioridade nas organizações - Revista Cipa
SST - Saúde Ocupacional

Panorama brasileiro mostra que saúde do trabalhador deve ser prioridade nas organizações

by 11 de janeiro de 2024
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As Comissões Internas de Prevenção de Acidentes e Assédio (CIPAs), os Centros de Referência ao Trabalhador (Cerests) e outros programas realizados pela Saúde Pública ou dentro das empresas são de extrema valia para preservar o bem-estar e a vida dos colaboradores. E isso vai além de um dispositivo obrigatório, já que segundo a CLT em seu artigo 162, determina que as organizações devem o de manter serviços especializados em medicina do trabalho e do artigo III ao XV, são dispostas as normas referentes à Segurança e Saúde do Trabalho.

Dados obtidos pelo site Empregos.com.br mostram um aumento de quase 50% no interesse das empresas em implantar ações de bem-estar aos colaboradores, já que um quarto das organizações afastou funcionários por adoecimento mental nos últimos 12 meses. A Síndrome de Burnout, classificada como doença ocupacional pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2022 e inclusa na lista de doenças ocupacionais no Brasil em 2023, é responsável pelo afastamento de 30% dos empregados.

 

Inspiração para as organizações

 

Para Mariano Alberichi, engenheiro de Segurança do Trabalho do Sesi Paraná, a SST é essencial para não só evitar acidentes e promover ações de saúde mental, mas também um assunto que deve ser discutido e inspirado nas organizações. “É importante tratar esse assunto sobre dois pontos de vista: o econômico, que encobre os custos referente aos treinamentos, atendimento à legislação, equipamentos adequados e melhor qualidade de itens como os equipamentos de proteção, evitando os passivos trabalhistas; e o lado humano, diretamente ligado à promoção da saúde no ambiente de trabalho e a consciência desse trabalhador em relação a sua importância dentro da empresa”, frisa.

Muito embora haja bons exemplos da aplicabilidade da SST nas corporações, ainda há um longo caminho a ser percorrido: pelo menos um brasileiro morre no país a cada 3h47 em decorrência de um acidente laboral, segundo o Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho. Quais seriam, portanto, as soluções? Para José de Lima Ramos Pereira, procurador-geral do trabalho, ao jornal Extra, o tema precisa estar em pauta em todas as esferas: “Na maioria das vezes, um acidente ocorre por descaso de quem tem o dever de oferecer equipamento melhor, orientação e um ambiente seguro, e não o fazem. Deve ser preocupação constante para nós, em razão das perdas de vidas e de capacidade laborativa em todo o mundo”, argumenta.

 

Mudanças necessárias

 

Já para Diego de Oliveira Souza, professor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e membro do Grupo de Trabalho em Saúde do Trabalhador da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), se faz necessária uma mudança também nos mecanismos de notificação de acidentes de trabalho. “Submetidos ao controle social devem ser concretizados, pois as Comunicações de Acidente de Trabalho já se mostraram suscetíveis as manipulações de empresas, assim como as notificações do Sistema de Informação de Agravos de Notificação têm se revelado incipientes, refletindo a invisibilidade da STT nos demais setores internos e externos ao Sistema Único de Saúde”, frisa, em artigo ao site Outras Palavras.

E conclui: “As CIPAs, conselhos de saúde, sindicatos, cooperativas de trabalhadores, entre outros, devem exercer um papel mais eminente no processo de notificação, até como reflexo de seu protagonismo na vigilância em saúde do trabalhador em geral”.

Foto: reprodução

11 de janeiro de 2024 0 comments
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Misturar produtos de limpeza aumenta risco de acidentes - Revista Cipa
SST - Prevenção de Acidentes

Misturar produtos de limpeza aumenta risco de acidentes

by 8 de janeiro de 2024
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Os cuidados com a segurança e saúde do trabalhador se estendem também para situações além dos muros das empresas. A carreira de cleanfluencer, ou criador de conteúdo de limpeza e organização, vem ganhando popularidade nas redes sociais e traz um alerta importante, pois além de misturar boas dicas com bom humor, é importante levar em conta o risco que determinadas combinações de produtos químicos podem oferecer. Ao contrário de misturas inofensivas, como álcool e amaciante de roupa, por exemplo, algumas misturas podem causar graves acidentes quando inaladas ou quando entram em contato com os olhos e a pele.

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), em anos recentes tem aumentado a ocorrência de casos de intoxicação pelo uso indevido de produtos químicos – o que levou a agência a redistribuir regularmente a Nota Técnica (NT) 11/2020 elaborada ainda no início da pandemia de Covid-19, quando houve um aumento de 23,3% nos acidentes com misturas de produtos de limpeza. O documento serve de alerta à população, dando orientações sobre o uso e o armazenamento adequados dos chamados saneantes de uso domiciliar, que contêm substâncias ou preparações destinadas à higienização e à desinfecção.

 

Cuidados com as combinações de produtos

 

João César de Freitas, diretor comercial da Katrium Indústrias Químicas, no Rio de Janeiro, alerta sobre os riscos de combinações aleatórias de produtos de limpeza. “Não raro, a imprensa noticia casos de intoxicação severa causada por misturas inapropriadas e até danos graves à saúde provocados pela ingestão de substâncias corrosivas. Isso sinaliza que muita gente ainda desconhece o perigo não só de manipular determinados produtos sem a devida proteção, bem como o potencial aumentado para a ocorrência de acidentes”.

Freitas recomenda transformar em hábito ler os rótulos dos produtos de limpeza. “Eles geralmente contêm detergentes, agentes que dissolvem a gordura, solventes e desinfetantes, sendo que suas fórmulas podem conter amônia, cloreto de sódio, hipoclorito de sódio e fosfato trissódico, entre outros. Como a maioria das pessoas lê somente as informações em destaque nas embalagens, acontecem inúmeros acidentes que poderiam ser evitados”.

Segundo o executivo da Katrium, embalagens que trazem a informação “cloro ativo”, por exemplo, indicam que o conteúdo é hipoclorito de sódio e que, embora diluído, não deveria ser misturado com nenhuma outra substância. “É o caso da água sanitária. Apesar de conter baixa concentração de hipoclorito de sódio, ainda assim oferece riscos para quem está manipulando o produto sem proteção, não devendo ser misturada. Ela já tem uma ação germicida que cumpre bem o papel da desinfecção de ambientes e objetos como maçanetas, válvulas de vasos sanitários, torneiras etc.”

 

Parâmetro de segurança

 

Freitas afirma que um bom parâmetro de segurança é jamais misturar dois produtos de limpeza de tipos diferentes, especialmente aqueles que contêm amônia e cloro (alvejante). Sendo assim, é desaconselhável misturar água sanitária com como limpa-vidros, agentes multiuso, detergentes, amaciantes e desinfetantes sanitários. “Devido à toxicidade, o produto resultante pode causar danos à saúde – lembrando da importância de manter o ambiente sempre arejado. A mistura de água sanitária com álcool é outra que deve ser evitada, por serem produtos incompatíveis”.

Outro alerta dado pelo especialista da indústria química é que até mesmo os vapores imperceptíveis dos alvejantes podem irritar pele, olhos, nariz e garganta. Portanto, sob nenhum pretexto, as pessoas devem misturar no mesmo balde qualquer outro produto com a água sanitária.

Freitas destaca outros seis cuidados importantes:

  1. Não deixar produtos de limpeza em armários baixos (ao alcance das crianças);
  2. Não estocar embalagens vazias (que podem conter restos de produtos perigosos);
  3. Não usar produtos de limpeza para higienizar cães, gatos ou qualquer outro animal;
  4. Evitar adquirir produtos de pessoas autônomas, que não estão submetidas às regras da vigilância sanitária;
  5. Ler os rótulos do verso dos produtos pelo menos uma vez para entender do que se trata;
  6. Em caso de emergências toxicológicas, ligar para o Centro de Intoxicações (CIATox) da cidade onde ocorreu o incidente.

Foto: Divulgação/Katrium

8 de janeiro de 2024 0 comments
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Modernização dos processos torna o caminho possível para a telemedicina na SST - Revista Cipa
SST - Tecnologia e Inovação

Modernização dos processos torna o caminho possível para a telemedicina na SST

by 8 de janeiro de 2024
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O período de isolamento imposto pela Covid-19 abriu caminho e desdobramentos para o uso da tecnologia em prol de diversas áreas e na Saúde e Segurança do Trabalho (SST) não foi diferente. Uma delas é telemedicina ocupacional, em que a emissão de laudos e consultas online se expandiram.

Aliás, a modalidade de medicina não é algo novo, já que meados dos anos 2000 foi publicada a Resolução CFM 1.643/2002, argumenta o cardiologista José Aldair Morsch, diretor técnico da Morsch serviços de telemedicina, em Erechim, RS. “O debate hoje gira em torno da autorização a realizar exames do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), ou seja, sem que o médico do trabalho avalie o empregado pessoalmente”.

 

Telemedicina hoje

 

Segundo ele, após o período de restrições, a telemedicina ganhou nova regulamentação a Resolução CFM 2.314/2022, que passou a autorizar a teleconsulta. “Nesse cenário, especialistas refletem que funcionários de empresas com grau de risco 1 (baixa frequência de acidentes de trabalho) podem ser avaliados em consulta online”, responde.

Com a digitalização dos procedimentos é possível a elaboração de documentos sendo o prontuário eletrônico um dos mais pertinentes, já que possui histórico de saúde, medicamentos, fórmulas e prescrição acessada via QR Code, o que inclui o telediagnóstico e assinatura médica digital.

Morsch também ressalta que para o êxito dessa atividade, a mesma precisa estar condizente com as Normas Regulamentadoras, preservando as informações do paciente e salvaguardando-as conforme as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

 

Em transformação

 

Com a modernização dos processos, o que inclui a implantação do eSocial, esses setores devem acompanhar essas transformações tecnológicas em prol da precisão dos diagnósticos corretos aos trabalhadores. “É importante que medicina diagnóstica esteja dentro dessa cadeia, uma vez que não dá para falar em gestão, promoção e tratamentos de saúde sem diagnósticos. Com isso, o diagnóstico acaba sendo o começo, meio e fim de tudo”, destacou Milva Pagano, diretora-executiva da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), em webinar sobre saúde ocupacional.

Em si tratando de SST, Pagano observou que com os avanços, a relação empresa e Medicina do Trabalho, que outrora se resumia ao cumprimento da realização de exames admissionais e demissionais, por exemplo, avança com a implantação de programas de qualidade de vida no ambiente laboral. “As empresas estão implantando programas mais bem-sucedidos em gestão da saúde que tem a área da saúde ocupacional envolvida ou até mesmo liderando as ações. Isso representa um forte indicador de sucesso nos programas de gestão de saúde corporativa”, afirmou a executiva.

 

Tendências

 

O uso da Inteligência Artificial (IA), a coleta e análise de dados e a interoperabilidade de informações, quando ocorre a interação de sistemas e instituições de maneira eficaz e eficiente, são algumas das tendências já presentes do segmento e que futuramente se expandirão. O tema foi discutido no 10º Congresso Internacional de Inovação da Indústria, promovido Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), em setembro último.

Sobre essa última tendência, está presente na saúde pública: Ministério da Saúde integra os dados de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) com o aplicativo ConecteSUS. Por meio do dispositivo é possível o paciente acessar a carteira nacional de vacinação digitalmente e se está com o esquema vacinal completo.

Muito embora esses processos digitais preconizam a telemedicina em todas as suas esferas, não se pode deixar de lado o fator humano nessas questões. Denizar Vianna, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e ex-secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, disse no evento que se devidamente desenvolvido, o conceito de interoperabilidade promoverá melhorias significativas na saúde do país. “Falamos de IA e conexão dos dados, mas precisamos transformar essa massa de informação para que possamos fazer, de fato, uma gestão na saúde”, destacou.

E concluiu: “a saúde vai ser sempre capital dependente. E a pergunta principal não é o quanto estamos gastando, mas sim se estamos gastando de forma adequada esse recurso. E, para isso, nós vamos precisar lançar mão de todas essas inovações”.

 

Foto: reprodução

8 de janeiro de 2024 0 comments
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