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incêndios

Defesa Civil é aliada importante no trabalho dos bombeiros - Revista Incêndio
INC - Prevenção de Incêndios

Caixa vai diminuir valor financiado de imóveis ainda nesse mês; Veja novas regras

by fabio 14 de outubro de 2024
written by fabio

Por Anna França – Publicado em 11/10/2024 – 17h09 

A partir de 21 de outubro a instituição vai reduzir o valor para financiamento da casa própria.

A Caixa Econômica Federal, responsável por quase 70% dos financiamentos de imóveis no país, vai mudar as regras do financiamento. A partir de 21 de outubro a instituição vai reduzir o valor para financiamento da casa própria. As regras valem tanto do Sistema de Amortização Constante (SAC) como pela tabela Price.

Em comunicado a agentes imobiliários que o InfoMoney teve acesso, o banco informa que as novas regras valem para imóveis novos, usados , comerciais, construção individual e lote urbanizado. Pelo SAC, o financiamento que antes era de até 80% do valor cairá para 70%. Pela Tabela Price passa de 70% para apenas 50% do valor. Além  disso, o comprador não pode ter financiamento ativo na Caixa. O limite de Valor de Imóvel (garantia) é de até R$ 1,5 milhão. Imóveis Adjudicados e imóveis de empreendimentos vinculado a Caixa não entra nessa nova regra.

Com isso, o consumidor, que antes precisava ter 20% do valor do imóvel para a entrada, agora precisará ter 30% no caso do SAC e 50% no caso da Tabela Price. “Com isso, a Caixa está dando dois recados claros ao mercado: que ela tem menos recursos para emprestar e que, por isso, será mais seletiva na concessão”, explicou o coordenador do curso de negócios imobiliários da FGV, Alberto Ajzental.

Segundo o professor, isso se deve às quedas constantes na participação da poupança na formação das reservas para o empréstimo. O Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE), linha de crédito imobiliário utilizada para financiar o setor imobiliário, que já representou 70%, agora não chega a 34%. “O saldo da poupança vem caindo ano a ano, com retiradas de R$ 80 bilhões ao ano, reduzindo drasticamente o dinheiro na poupança. Como os bancos são obrigados a emprestar 65% do que tem de depósito na caderneta, mas não tem mais recursos, então eles serão mais seletivos na concessão”, explica, frisando que por fora as instituições ainda tem de lidar com a Taxa Básica de Juros, a Selic, em alta, o que ajuda a deixar os recursos ainda mais caros. “Com menos dinheiro disponível significa que o dinheiro para emprestar ficará mais caro”.  

A Caixa já foi contatada e a reportagem aguarda retorno.

Leia mais no texto original: (https://www.infomoney.com.br/consumo/caixa-vai-diminuir-valor-financiado-de-imoveis-ainda-nesse-mes-veja-novas-regras/)

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14 de outubro de 2024 0 comments
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Cerests estão mobilizados para proteger a saúde dos trabalhadores em meio à crise dos incêndios no Brasil - Revista Cipa
SST - Prevenção de Acidentes

Cerests estão mobilizados para proteger a saúde dos trabalhadores em meio à crise dos incêndios no Brasil

by 14 de outubro de 2024
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Já falamos aqui em Cipa da importância dos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerests) em levar informações preventivas e atendimento humanizado a quem atua todos os dias no ambiente laboral. Agora, com os recentes incêndios florestais que assolam tantos pontos pelo Brasil também levaram esse equipamento ao patamar que auxiliar quem extingue as chamas, ou quem atua em meio a uma cidade coberta de fumaça e cinzas.

Para tanto, o Ministério da Saúde, por meio de sua Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (DVSA), convocou em setembro uma reunião emergencial com representes dos Cerests das regiões afetadas pelas queimadas, bem como crise hídrica, baixa umidade do ar e aumento de ondas de calor.  Participaram integrantes da Sala de Situação Nacional de Emergências Climáticas em Saúde, do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador (DVSAT) e de Comissões Intersetoriais de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (Cistt) e membros de 100 Cerests de 20 unidades federativas, em sua maioria das regiões Centro-Oeste, Norte e Sudeste.

 

Saúde dos brigadistas que combatem os incêndios

 

O foco foi o fortalecimento da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (Renastt) no enfrentamento dessa emergência climática, além de explicações técnicas à atenção de brigadistas, populações com jornadas de trabalho por longos períodos em exposição ao sol (urbano ou rural).

“A vigilância é fundamental para proteger a saúde da população trabalhadora nestas áreas porque nos permite criar estratégias concretas de avaliação de riscos e redução da exposição dos trabalhadores. Não podemos aceitar como natural o adoecimento ou morte de brigadistas florestais e quaisquer outros trabalhadores em decorrência das emergências climáticas”, alerta destaca Luís Henrique da Costa Leão, coordenador-geral do DVSAT.

A recomendação da pasta é que as empresas forneçam EPIs condizentes a esse cenário, bem como o aumento da ingestão de água, evitar atividades ao ar livre e o uso de máscaras N95, além de seguir a Norma Regulamentadora NR-17, que regulamenta o conforto térmico e a qualidade do ar em ambientes climatizados.

 

Trabalhadores

 

Segundo reportagem da DW Brasil, ao menos 11 pessoas morreram combatendo o fogo desde agosto de 2024, sendo um dos casos mais emblemáticos foi o de Uellinton Lopes, de 39 anos. Ele trabalhava para o Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que ao combater as chamas na Terra Indígena Capoto/Jarina, no Parque Nacional do Xingu, MT, acabou por morrer carbonizado.

Muito embora a atividade de brigadista seja reconhecida na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) desde 2020, não há um código no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

“É urgente que tenha um código específico para agravos com brigadistas florestais. A morte e queimaduras são os riscos da atividade, mas não os únicos: doenças cardiovasculares, respiratórias, renais, osteomusculares, cortes e picadas por animais peçonhentos são alguns dos problemas. A fumaça também é reconhecidamente causadora de câncer”, destaca a professora Kelly Polido Kaneshiro Olympio, do Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), à DW.

 

Sindicatos

 

De acordo com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o grande problema está na carência de auxílio a trabalhadores informais, como vendedores ambulantes e catadores, que atuam por longos períodos sem um abrigo para se proteger do sol extremo ou mesmo das fumaças.

Em nota, o sindicato endossa que, diferentemente da população formal, que tem garantias legais para condições adequadas de trabalho, os trabalhadores informais ficam expostos às condições extremas, com poucas opções para se protegerem dos danos à saúde.

“A crise dos incêndios e queimadas escancara a desigualdade de acesso a direitos básicos e proteção, ampliando os riscos aos trabalhadores que dependem das ruas para sobreviver. Esses profissionais são parte fundamental da economia, mas, diante do avanço das queimadas e da fumaça, permanecem vulneráveis, sem assistência ou mesmo de políticas públicas que os resguardem. É preciso que todos tomem cuidados essenciais para evitar problemas à saúde”, informa nota.

Foto: Joel Silva/Reuters

14 de outubro de 2024 0 comments
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INC - Prevenção de Incêndios

Perícias mostram que as investigações são importantes contra os incêndios e ressalta trabalho dos bombeiros na proteção ambiental

by redacao 14 de outubro de 2024
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As estimativas apontam que a maioria dos incêndios em vegetação que estão devastando vários pontos do Brasil têm em seu escopo as ações indiscriminadas humanas. Eis, portanto, a necessidade de investigações e perícias para banir tais ações e culpar e punir os causadores e o trabalho dos bombeiros é essencial nessa abordagem.

 

Em setembro, uma ação integrada entre o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC), o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) e a Polícia Militar do Acre (PMAC), por meio do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA), no município de Feijó, resultou na fiscalização de crimes ambientais relacionados aos incêndios florestais.

 

Perícias e investigações

 

Em uma das áreas periciadas possui mais de 400 hectares, o proprietário foi identificado e lavrado o auto de infração por uso irregular do fogo. Desde o início de 2024, a operação emitiu de autos e embargos que somam mais de R$ 1,5 milhão.

“As perícias e investigações são essenciais para responsabilizar o incendiário, por meio da averiguação das causas do incêndio florestal, com a utilização de métodos específicos, que têm como principal atributo a objetividade. Para apurar a responsabilidade pelo uso irregular do fogo em terras públicas ou particulares deve-se atender o que preceitua o Art. 38, § 3º, do Código Florestal Brasileiro”, informa nota da corporação.

 

Seminário internacional

 

Também em setembro, ocorreu em Vitória, ES, a terceira edição do Seminário Nacional de Perícia de Incêndio (Senapi), que recebeu profissionais de todo o Brasil e de cinco países para debater o tema, com palestras de nomes importantes do setor, como Rogério Lin, superintendente do Comitê Brasileiro de Segurança Contra Incêndios da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e presidente da Associação Brasileira de Produção Passiva.

O evento focou em explorar todos os tipos de incêndios (florestais, estruturais, veiculares) e a complexidade em mitigar, prevenir e fiscalizar o comportamento do fogo: “Foi uma oportunidade valiosa, facilitando a troca de conhecimentos e experiências. Temos incentivado a investigação de incêndios no Ceará, priorizando a capacitação. A investigação é crucial para segurança, fornecendo dados essenciais para prevenção, planejamento e resposta a emergências”, comenta um dos participantes do evento, o tenente-coronel Luiz Claudio Araújo Coelho, Comandante do 2º Batalhão de Bombeiros Militar do Ceará (CBMCE).

“O encontro permitiu a discussão de temas relacionados à metodologia NFPA 921 (NationalFireProtectionAssociation), empregada na investigação, e a utilização dos dados obtidos para promover a melhoria contínua na prevenção, segurança e combate a incêndios. O uso de simulação computacional também foi explorado, uma ferramenta complementar para aprimorar a precisão e a eficácia das investigações”, endossam o soldado Victor Hugo Amaral e o major Tadeu Luiz Alonso Pelozzi, ambos da Divisão de Investigação em Incêndio (DINVI) do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), que também estiveram no seminário.

O Senapi contou com o apoio do Conselho Nacional dos Corpos de Bombeiros do Brasil (Ligabom); da International Association of Arson Investigators (IAAI), associação internacional que capacita e certifica peritos de incêndio em todo o mundo, e da Associação Brasileira de Investigadores de Incêndio (ABINVI) que contempla asucursal brasileira da IAAI (Capítulo 80).

Segundo a Ligabom, até o momento já foram mais de 182 mil ocorrências de incêndio em vegetação registradas, índice 50% maior que em 2023.

Foto: divulgação

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INC - Capacitação e Treinamento

Parcerias com empresas auxilia nas operações dos bombeiros

by redacao 7 de outubro de 2024
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Recorrentemente falamos aqui em Incêndio sobre as parcerias entre órgãos públicos e empresas com os bombeiros, desde a formação e capacitação de equipes, auxílio em operações mais complexas, como as queimadas que assolam vários pontos do país, aquisição de equipamentos e expertise entre corporações, sejam entre os estados brasileiros, sejam de outros países.

Um exemplo é da cooperativa agroindustrial Minasul que doou, em setembro, dois sopradores ao 9º Batalhão de Bombeiros Militar (9º BBM) de Varginha, MG, que estão sendo utilizados nos incêndios que atingiram o Parque Estadual da Serra do Papagaio, em Baependi.

No local foi instalado um sistema de comando de operações, integrando CBMMG, Instituto Estadual de Florestas (IEF), brigadistas do Previncêndio e do Vale doMatutu. “Quando o combate do primeiro foco detectado (em 08/09), outros dois novos incêndios deflagraram na região do Congonhal e Serra da Careta. A estrutura foi ampliada e a aeronave Pegasus da Polícia Militar(PMMG) foi mobilizada juntamente com dos aviões airtractors. Em 11/09, já no quarto dia de combate, 71 combatentes foram envolvidos na operação, incluindo CBMMG, PMMG, brigadistas, IEF, Defesa Civil de Baependi e voluntários”, informa o 9º BBM.

 

Parcerias pelo Brasil

 

Outra iniciativa vem da Refinaria de Petróleo Riograndense (RPR) doou um caminhão de bombeiros para o 3º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul, por meio do Programa de Incentivo a Segurança do Estado (PISEG/RS).

Trata-se de uma Lei de Incentivo (Lei Complementar nº 15.224/18, regulamentada pelo decreto nº 54.361/18), que possibilita empresas estabelecidas no RS destinarem recursos ao aparelhamento da segurança pública em ações de combate à criminalidade, compensando valores correspondentes ao ICMS.

“Através desse incentivo, estamos doando o caminhão de bombeiros e, também pretendemos doar duas viaturas, uma à Polícia Civil e outra para a Brigada Militar. Se quisermos trazer investimentos para a cidade, temos que ter união. Essa é a importância do PISEG ea segurança e a educação são pilares muito importantes para nós”, explica Felipe Jorge, diretor superintendente da RPR, ao site Rio Grande Tem.

“Essa aquisição agrega maior eficiência e eficácia no atendimento às ocorrências em Rio Grande, sendo mais um caminhão de combate a incêndios no município e trazendo um reforço de grande impacto para a população, além da segurança às empresas portuárias e comércio local”, salienta Sulenir Abreu da Rosa, tenente coronel comandante do Corpo de Bombeiros.

 

Intensificação dos trabalhos

 

Já em Goiás, a CMOC, especializada em mineração e no beneficiamento de nióbio e fosfato com instalações nos municípios de Catalão e Ouvidor, doou materiais para que sejam realizadas oficinas de construção de abafadores, importante ferramenta no combate às queimadas.

A atividade é feita nas propriedades rurais pela equipe do 10° Batalhão do Corpo de Bombeiros frente à Operação Cerrado Vivo. Segundo a empresa, que desde 2019 realiza tais ações, que são intensificadas nas épocas de maior estiagem na região, entre os meses de junho e outubro. “Durante esse período, a empresa intensifica os trabalhos de conscientização junto aos seus parceiros, por meio de oficinas, palestras e distribuição de materiais informativos”, destaca nota.

A mineradora conta com 2 mil hectares destinados ao reflorestamento, localizados num raio de até 30 km das unidades, monitorados por drones e a ajuda de 35 colaboradores,que passaram por treinamentos conforme as diretrizes da Norma Regulamentadora 23(NR-23, sobre proteção de incêndios), todos utilizando ferramentas e Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e demais itens para mitigar a proliferação das chamas, como o uso de caminhão-pipa.

Foto: divulgação

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INC - Prevenção de Incêndios

‘Dia do fogo’: caso arquivado e sensação de impunidade

by redacao 2 de outubro de 2024
written by redacao

Os incêndios que assolam o Brasil, em especial em São Paulo, rememoraram o chamado “Dia do Fogo”. Em 2019, por meio de uma articulação via mensagens de celular, ocorreu uma série de incêndios florestais em Novo Progresso, no sudoeste do Pará, entre os dias 10 e 11 de agosto. A sensação de impunidade se manifesta em casos como esse.

“As suspeitas de que as queimadas em municípios haviam sido combinadas surgiram após um veículo jornalístico da cidade publicar uma reportagem informando que empresários e fazendeiros da região haviam combinado os incêndios por meio de um grupo de WhatsApp”, informa reportagem da BBC.

 

Combatendo a impunidade

 

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal no Pará (MPF-PA) abriram quatro inquéritos para investigar o caso, sendo que um deles resultou na apreensão de notebooks, celulares, HDs e anotações que foram alvo de perícia.

Contudo, cinco anos após o ocorrido, não houve nenhum indiciamento ou prisão, e todos os processos foram arquivados. O Programa Queimadas, do Inpe, aponta que Novo Progresso é o quarto município com o maior número de queimadas detectadas em 2024, com 2.292, perdendo apenas para Corumbá (MS), com 4.243; Apuí (AM), com 3.401; e Lábrea (AM), com 2.464.

 

Investigações

 

A Polícia Federal confirmou ao Brasil de Fato que está com 31 investigações em andamento sobre a origem dos incêndios no país. O Dia do Fogo foi usado pela ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Marina Silva, como comparação ao que aconteceu no Estado em agosto último.“Da mesma forma que tivemos o Dia do Fogo há uma forte suspeita que agora esteja acontecendo de novo.Em São Paulo não é natural, em hipótese alguma, que em poucos dias tenham tantas frentes de incêndio envolvendo vários municípios. Mas obviamente que isso as investigações vão dizer”, disse, em agosto.

“A impunidade sempre tem relação com a continuidade das infrações ambientais, e o Brasil tem dificuldade em impor essa responsabilização. Essa não responsabilização sobre o que aconteceu no Dia do Fogo, que foi orquestração criminosa, é muito ruim e acaba impulsionando a possibilidade de novas ocorrências similares. Isso, inclusive, já pode estar acontecendo”, frisa Suely Araújo, ex-presidente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e atual coordenadora de Políticas Públicas da organização não-governamental Observatório do Clima, à BBC.

 

Foto: Reuters

2 de outubro de 2024 0 comments
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INC - Capacitação e Treinamento

Trabalho dos bombeiros requer ainda mais preparo em incêndios noturnos

by redacao 30 de setembro de 2024
written by redacao

Além da atuação em ambientes e ocorrências complexos, o trabalho dos bombeiros também não tem uma hora marcada, ou seja, pode ocorrer em períodos diurnos ou noturnos.

Em Mato Grosso do Sul, o Corpo de Bombeiros (CBMMS) está há mais de 100 dias em operação com o objetivo de combater, controlar e monitor os incêndios florestais na região do Pantanal. São 141 bombeiros militares, distribuídos em localidades estratégicas como Campo Grande, Corumbá, Anastácio, Miranda, Bonito e Porto Murtinho.

 

Desafios noturnos

 

Desse quantitativo, 92 estão em campo realizando atividades diretas, enquanto 49 desempenham funções no Sistema de Comando de Incidentes (SCI), coordenando e supervisionando as ações, informa a corporação, enfrentando temperaturas que podem variar de 10°C no sul do estado durante a tarde-noite até mais de 40°C pelas manhãs.

“A região do Pantanal sul-mato-grossense enfrenta condições climáticas desafiadoras, com estiagem persistente, baixa umidade relativa do ar e temperaturas elevadas.Diante desse cenário adverso, as equipes de combate mantêm vigilância contínua, tanto nas áreas afetadas quanto nas bases avançadas.As operações de rescaldo e monitoramento são realizadas com o auxílio de drones e satélites para assegurar a eficácia das ações”, completa a nota.

 

Atentos 24 horas

 

Já no ambiente urbano, a atuação dos bombeiros pode variar desde apagar um incêndio em um estabelecimento comercial até socorrer uma gestante em trabalho de parto ou uma pessoa acidentada.

“Nós estamos preparados para qualquer tipo de situação, sete dias na semana, 24h por dia”, enfatiza o tenente Gabriel Dantas, comandante de socorro do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBMAL), em reportagem a RecordTV.

Para o sargento Victor Barros, que coordena a equipe de socorristas, é necessário um preparo constante, já que as ocorrências não têm uma previsibilidade e tal capacitação é determinante para o êxito nas operações.

“Todo o bombeiro precisa estar preparado para as ocorrências. Assim que recebemos o chamado e a sirene toca, vamos ao socorro da vítima, atendemos a esse sinistro e fazemos o atendimento o mais preciso e rápido possível”, salienta o profissional.

 

Adicional noturno

 

O Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2020 decidiu que, mesmoa Constituição Federal não preveja o direito a adicional noturno a militares (o que inclui bombeiros), fica cargo dos estados reivindicar o direito, “desde que o recebimento da parcela esteja expressamente previsto na Constituição estadual ou, no caso do Distrito Federal, na sua Lei Orgânica”, informa o STF.

Em Cuiabá, MT, por exemplo, a Vara Especializada em Ações Coletivas determinou, em abril, que o governo estadual pague 25% de adicional noturno a policiais militares e bombeiros que trabalharam entre 22 horas e às 5 horas do dia seguinte. A ação foi pedida pela Associação dos Sargentos, Subtenentes e Oficiais Administrativos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiro Militar do Estado de Mato Grosso (ASSOADE).

“Embora a Constituição Federal não prevê a remuneração do trabalho noturno superior à do diurno, no artigo 39, parágrafo 3º, incluiu o adicional noturno no rol de direitos dos trabalhadores urbanos e rurais extensíveis aos servidores civis ocupantes de cargo público. Tal fato não impede que os Estados-membros, de acordo com a sua competência para legislar sobre seu próprio funcionalismo, crie leis que assegurem aos servidores públicos militares o direito à percepção de outras vantagens remuneratórias”, destaca a decisão.

 

 

Foto:Ascom – CBMMS

30 de setembro de 2024 0 comments
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Medidas preventivas são preponderantes no combate a incêndios em propriedades rurais - Revista Incêndio
INC - Prevenção de Incêndios

Medidas preventivas são preponderantes no combate a incêndios em propriedades rurais

by redacao 8 de julho de 2024
written by redacao

A combinação de tempo seco e queimadas criminosas são apenas alguns dos problemas a serem enfrentados em lidar com os incêndios em propriedades rurais. Em junho, 20 delas foram atingidas pelo fogo no Pantanal Sul-mato-grossense, reporta o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Segundo o órgão, sete pontos de ignição que causaram aproximadamente 12.387 hectares de incêndios florestais no Pantanal entre maio e junho de 2024, durante o período de emergência ambiental. Em parceria com o Núcleo de Geotecnologias (NUGEO), está investigando as causas, buscando identificar os responsáveis e promovendo a responsabilização, se necessário.

Com a chegada do fenômeno La Niña, responsável pelo resfriamento das águas do Pacífico, causando mais chuvas no Norte e Nordeste e seca na região Sul, produtores e proprietários de terras também precisam estar atentos às essas novas mudanças, bem como a continuidade das festas juninas e julinas, que contam com a soltura criminosa de balões, por exemplo, que podem cair em terrenos áridos.

No Minas, o tempo seco e os ventos fortes combinados com as fogueiras dessas festividades estão gerando alertas à população local em relação aos riscos. À Rádio Santa Cruz FM, Fábio Morais,extensionista da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) em Pará de Minas, destaca a importância de evitar condutas perigosas e destaca a importância da limpeza de terrenos sem o uso de chamas.

 

Propriedades rurais

 

“O fogo, quando falamos que é um ‘mal necessário’, ele não é, já que a gente consegue trabalhar tranquilamente sem a necessidade de queima nas pastagens. Primeiro, porque é um elemento que causa a acidificação do solo, ou seja, eliminando substâncias biológicas importantes para a vida nesse solo. É preciso lembrar que existe mais vida no subsolo, em camadas mais profundas, que na superfície dele e precisamos zelar por essa microfauna para o bom plantio”, frisa o especialista.

No quesito legislativo, tramita um Projeto de Lei (PL) que permite aos empreendimentos localizados em áreas rurais adotar medidas simplificadas de prevenção e combate a incêndio, sendo aprovado pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados em abril.

Segundo informações da Agência Câmara, texto aprovado é substitutivo da relatora, deputada Daniela Reinehr (PL-SC), ao PL 2642/2020, da ex-deputada Aline Sleutjes (PR). “Não acreditamos que sair de um extremo de medidas de prevenção excessivas para a total ausência delas seja a solução. Não há como dispensar todas as exigências, pois em caso de acidentes pode ser que em virtude das longas distâncias o socorro não chegue a tempo”, argumenta a parlamentar.

 

Incrementos

 

Além de medidas preventivas, conscientização e normas efetivas, sejam para punir criminosos, sejam para facilitar o acesso a aplicabilidade no combate, o investimento em capacitação de brigadistas aliado à disponibilidade equipamentos nas ações é a fórmula perfeita para o combate e mitigação de incêndios rurais.

Em Araguaína (TO), a prefeitura local entregou em junho 45 equipamentos ao Sindicato Rural da cidade, que vai disponibilizá-lo às famílias que vivem na zona rural e aos produtores, sendo quatro carretas-tanque para armazenamento de água, 13 bombas costais, cinco sopradores de ar e 23 abafadores manuais.

“Tínhamos o projeto de montar essa brigada de incêndio e, por meio da união de forças, foi possível. Um dos maiores prejuízos que o nosso produtor rural pode ter para as pastagens, lavouras e o meio ambiente são os incêndios florestais e a maior dificuldade em controlá-los com agilidade era a falta de equipamentos, principalmente em uma situação de emergência”, conta Wagner Borges, presidente do Sindicato Rural de Araguaína (SRA).

 

Foto: CBMMG

8 de julho de 2024 0 comments
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Notícias de incêndios estruturais sobem 6,8% até abril - Revista Incêndio
SST - Prevenção de Acidentes

Notícias de incêndios estruturais sobem 6,8% até abril

by redacao 21 de maio de 2024
written by redacao

As notícias de incêndios estruturais estão em alta neste ano. É o que revela levantamento do Instituto Sprinkler Brasil, organização sem fins lucrativos que tem como missão difundir o uso de sprinklers nos sistemas de prevenção e combate a incêndios em instalações industriais e comerciais no País. Por meio do monitoramento diário de notícias de incêndios no Brasil, o Instituto conseguiu capturar 781 ocorrências de incêndios estruturais nos quatro primeiros meses deste ano, representando alta de 6,8% ante o mesmo período do ano anterior, quando foram registradas 732 notícias. “Divulgamos o número de notícias porque os corpos de bombeiros estaduais se recusam a publicar suas estatísticas reais de incêndio”, explica Marcelo Lima, consultor do ISB

Os números representam crescimento em comparação com o mesmo período de 2022 ( 694 ocorrências) e também em relação aos quatro primeiros meses de 2021, quando foram capturadas 725 reportagens. “Continuamos com alta quantidade de ocorrências de incêndio pelo País. Os casos refletem um conhecido problema em edificações. Temos exemplos nas indústrias, shoppings, hospitais e outros locais. Esses incêndios tradicionalmente acontecem por problemas de qualidade de equipamento, falta de manutenção, erros de projetos e de instalação, problemas de treinamento da mão de obra. Também há um desinteresse dos proprietários pela proteção contra incêndio, fazendo somente o mínimo necessário para ser aprovado pelos bombeiros”, aponta o consultor do ISB.

 

Prevenção contra incêndios

Os sinistros contabilizados são os chamados “incêndios estruturais”, ou seja, aqueles que poderiam ter sido contornados com a instalação de sprinklers e ocorreram em depósitos, hospitais, hotéis, escolas, prédios públicos, museus, entre outros. O ISB não inclui nas estatísticas os incêndios residenciais, que apesar de também serem incêndios estruturais, não são objeto de acompanhamento porque a legislação de segurança contra incêndio não se aplica a residências unifamiliares, onde acontece o maior número de ocorrências.

A legislação de prevenção e combate a incêndios é estadual e está atualizada. A de São Paulo é uma das mais avançadas do País e serve de modelo para grande parte do Brasil. “A questão está em aplicá-la corretamente”, explica Marcelo Lima.

“O estado exige a instalação de sistemas de incêndio, mas não faz qualquer exigência quanto ao nível de qualidade dos equipamentos. Não há certificação, exceto para extintores. Com isso, temos sistemas instalados por todo o Brasil que atendem plenamente à legislação, mas que provavelmente não funcionarão e isso só será descoberto no pior momento, durante uma ocorrência de incêndio”, conclui Lima.

Uso de sprinklers ainda é tímido

 

Em pesquisa realizada pelo Instituto Ipsos junto a empresas multinacionais e de capital nacional com mais de 250 funcionários a pedido do ISB, revelou que o grau de adoção de sprinklers nas empresas é baixo. Apenas 36% das 300 companhias entrevistadas pelo Ipsos disseram contar com sistemas deste tipo em suas instalações.

O levantamento mostrou ainda que apenas 14% das entrevistadas disseram contar com sistema deste tipo em todas as suas unidades e 22% declararam contar com o sistema em apenas algumas unidades operacionais.

O estudo detectou que o uso de sprinklers é maior entre as multinacionais. 48% das empresas estrangeiras, com operações no país, ouvidas pelo levantamento, disseram ter sprinklers em suas operações. Entre as empresas nacionais, o índice é de 34%.

O porte também influi na aderência a este tipo de tecnologia. O índice de uso sprinklers em empresas com mais de 500 funcionários é de 45%. Entre empresas menores, com 250 a 499 funcionários, o percentual é de 28%.

Foto: Divulgação

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