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Câmara de Piracicaba regulamenta a sua formação de CIPA - Revista Cipa
SST - Prevenção de Acidentes

Alta dos custos da construção civil pressiona preços dos imóveis

by fabio 26 de novembro de 2024
written by fabio

Insumos mais caros, carga tributária elevada, juros em ascenção e, principalmente, a valorização da força de trabalho encarecem o metro quadrado

Por Folha de Londrina – 25/11/2024 – 03H44

A carga tributária elevada, os juros em ascensão, a alta dos preços dos materias de construção e o aumento dos gastos com a força de trabalho pressionam os preços dos ióveis. Para manter as margens de lucro, prevê a CBIC (Câmara Brasileria da Indústria da Construção), nos próximos meses as construtoras deverão repassar esses custos aos compradores.

“A situação vai gerar o repasse de custo maior para o preço dos imóveis. Quem for comprar a casa própria vai encontrar preços maiores. Não tem jeito, as empresas têm de preservar as margens (de lucro)”, disse o presidente da CBIC, Renato Correia.

No momento, há uma tendência de alta nos custos de construção, medidos pelo INCC (Índice Nacional de Custo da Construção). No período de 12 meses encerrado em setembro, o índice teve crescimento de 5,48%, enquanto no mesmo intervalo, a inflação oficial do país, mensurada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços aos Consumidor Amplo), avançou%. Ou seja, o custo da construção já ultrapassa a inflação nacional.

“O setor da construção civil, especificamente, depende da macroeconomia. Tem que ter renda, emprego, crescimento para as pessoas terem condição e capacidade ou interesse de adquirir um imóvel. A gente precisa de juros. As taxas de juros acabam influenciando bastante o setor”, disse a presidente do Sinduscon Norte Paraná, Célia catussi.

Embora a carga tributária seja uma das maiores preocupações para os empresários do setor, é na força de trabalho que está um dos principais gargalos. A demanda por profissionais está aquecida, mas faltam pessoas qualificadas, o que puxa para cima os sálarios. Assim, o componente “mão de obra” dentro do INCC subiu 7,7% nos últimos 12 meses, pressionando os custos setoriais. Outra dificuldade é treinar e reter os trabalhadores que estão no mercado.

“Todos nós da construção discutimos e nos preocupamos todo dia com esse assunto. Seja por falta de mão de obra, seja por causa da qualificação da mão de obra, ou seja, por conta da necessidade de mudança de mão de obra”, destacou o vice-presidente da CBIC, Eduardo Aroeira.

Segundo Catussi, neste ano o Sinduscon Norte Paraná calcula que o reajusta nos sálarios dos profissionais do setor dicou 6% acima do índice inflacionário. “O desemprego está com taxa menor e o Paraná está crescendo, é um dos estados que mais cresce, o que inflaciona o valor da mão de obra”.

Para contornar essa dificuldade, disse a presidente do Sinduscon, as empresas têm adotado algumas ações. Buscar trabalhadores fora do Paraná é uma delas, assim como reforçar os investimentos em inovação e em equipamentos, aumentando a automatização dos processos.

Insumos mais caros

A subida dos preços dos materiais de construção é outro desafio para o setor. Durante a pandemia, alguns insumos chegaram a ser reajustados em mais de 80%, mas terminado o período crítico da crise sanitária, os preços se acomodaram e, ao longo de todo o ano passado, foi registrada redução. Agora, em 2024, essa situação se reverteu e desde março, os insumos começaram a registrar aumento, acumulando alta de 3,89% em 12 meses.

“Os custos dos materiais estão pressionando, o governo está falando em aumento do aço e também a parte da mão de obra que a gente está pressionado”, disse Catussi. Um dos principais reflexos dessa alta é o reajuste do preço do metro quadrado. “Uma preocupação é com a reforma tributária, como ela vai influenciar esse custo do metro quadrado. Vários setores vêm pressionando os preços”, ressaltou a presidente do Sinduscon Norte Paraná

“Algumas construtoras vão repassar e outras vão deixar de lançar pelo fato da alta do preço. Isso é um alerta que tem no mercado para construtoras e empreiteiras. Diminuir a margem (de lucro) é uma opção, mas as construtoras têm um limite para isso. O mercado está sendo pressionado, especialemnte se continuarem os juros altos, os insumos em elevação e a mão de obra mais cara”, pontuou Catussi.

Atualmente, as maiores preocupações para o empresário da construção são, nesta ordem: carga tributária elevada; custo e/ou falta de trabalhadores qualificados; e taxa de juros elevadas. A economista comentou que o ciclo de alta da Selic, iniciado recentemente, também passa a pressionar o custo do financiamento para o setor. “Esses fatores formaram uma ‘tempestade perfeita’ para o setor da construção”, enfatizou.

Foto: Roberto Dziura Jr./ AEN

Mesmo com adversidades, expectativa é de alta de 3,5% em 2024

Apesar de todas as adversidades, a CBIC revisou, no último dia 28, a projeção de crescimento do setor para este ano, elevando a expectativa de 3% para 3,5%. Entre os fatores que resultaram em projeções mais otimistas estão o aquecimento do mercado de trabalho, o bom desempenho da área imobiliária de padrão econômico e a expectativa de crescimento mais robusto da economia neste ano e início de 2025.

“O setor vem em um ciclo virtuoso de crescimento. O saldo de novas vagas geradas continua positivo e os empresários mantêm expectativas otimistas para o nível de atividade nos próximos seis meses. Diante desses fatores, é possível que o crescimento supere o inicialmente previsto”, afirmou o presidente da CBIC. A construção civil emprega hoje cerca de três milhões de trabalhadores formais, mas somando-se os informais, são quase sete milhões de ocupados, segundo a CBIC.

Correia apontou, no entanto, alguns obstáculos que podem impedir a confirmação das projeções, especialmente as perspectivas de novos aumentos na taxa básica de juros, a selic, que podem inibir os investimentos. Além disso, ele entende que é preciso considerar a pressão sobre a disponibilidade de recursos do crédito imobiliário.

“Esses fatores podem influenciar o resultado da construção nos próximos meses e provocar um desempenho abaixo do esperado, mesmo diante dos atuais indicadores positivos. O cenário futuro está marcado por incertezas, o que pode comprometer os resultados no final de 2024 e início de 2025.

Os fatores apontados pela CBIC para a revisão das projeções do setor incluem o crescimento da economia brasileira acima do projetado inicialmente – as últimas estimativas do Banco Central apontam para uma expansão de 3,05% para o país. A resiliência do mercado de trabalho, que nos primeiros oito meses deste ano já gerou mais de 1,7 milhão de novas vagas formais, o desempenho favorável do mercado de padrão econômico e as expectativas positivas dos empresários em relação aos novos lançamentos imobiliários, que deverão gerar empregos e estimular a compra de insumos, também são apontados pela CBIC.

Anteriormente, a Câmara já havia revisado sua posição de crescimento para este ano. No final de 2023, a estimativa era de avanço de 2,3%, alterados em julho para 3% e, em outubro, para 3,5%. “Os resultados do segundo trimestre foram mais positivos, o que acabou, então, influenciando a nova projeção.” explicou a economista da CBIC, Ieda Vasconcelos. Os 3,5% de crescimento superam as previsões de alta do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, calculado em 3,05%, segundo o relatório Focus de 18 de outubro, emitido pelo Banco Central.

Menos dinheiro possível

Além da alta de custos, empresas do setor da construção civil enfrentam um outro problema. O presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Industria da Construção), Renato Correia, aponta a dificuldade das incorporadoras para encaminhar os clientes para o financiamento bancário no momento de entrega das chaves do imóvel vendido na planta A situação, segundo ele, decorre da elevação dos juros no país e da falta de recursos para abastecer os financiamentos. “Tem muito empreendimento com dificuldade de fazer o repasse”, disse.

Diante dessa situaçãi, o presidente da CBIC reiterou o pleito para que ocorra a liberação dos depósitos compulsórios dos bancos e o seu direcionamento para o crédito imobiliário. Essa medida serviria para amenizar a situação de aperto até um momento mais favorável nos próximos meses. O Banco Central, entretanto, não tem indicado apoio à medida. ” O BC entende que não é um remédio definitivo”, comentou Correia.

A proposta consiste na redução de 5% no compulsório bancário com o objetivo de direcionar o dinheiro para os financiamentos de imóveis. Essa sugestão foi encaminhada à autoridade monetária no início de 2023 pelos representantes do setor da construção, entre eles a própria CBIC, a Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), o Secovi, que reúne empresas do setor imobiliário, e o Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção). Ao longo do ano, os bancos também aderiram, sob liderança da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).

Por trás dessa movimentação está a preocupação com os juros altos do crédito imobiliário, que inibem lançamentos e vendas. Uma das razões para isso é o encaminhamento das fontes de recursos que os bancos usam para conceder empréstimos.

Os últimos anos foram marcados por perda de recursos das cadernetas de poupança – fonte de recursos com menor custo para o crédito – e a necessidade de utilização de outras fontes de mercado pelos bancos, geralmente atrelados ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário), título de curtíssimo prazo.

Leia mais no texto original: (https://www.folhadelondrina.com.br/economia/alta-dos-custos-da-construcao-civil-pressiona-precos-dos-imoveis-3267139e.html?d=1)

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26 de novembro de 2024 0 comments
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HC-UFMG debate saúde mental na Sipat e celebra 40 anos do Serviço de Saúde do Trabalhador - Revista Cipa
SST - Prevenção de Acidentes

HC-UFMG debate saúde mental na Sipat e celebra 40 anos do Serviço de Saúde do Trabalhador

by 30 de outubro de 2024
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O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (HC-UFMG) comemorou os 40 anos de atuação do Serviço de Saúde do Trabalhador, com uma Sipat – Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho, reunindo profissionais e autoridades que destacaram a importância dessa iniciativa, fundada para apoiar as trabalhadoras e trabalhadores em melhorar suas condições de vida e laborais.

O serviço foi criado em parceria entre a Faculdade de Medicina da UFMG, o Hospital das Clínicas e entidades de previdência social, frisa a professora Andréia Maria Silveira, que representou a diretoria da Faculdade de Medicina no evento, ocorrido em outubro: “Manter um serviço em um hospital universitário no contexto do SUS é desafiador, mas conseguiu superar-senos momentos de crise. A residência se manteve e se fortaleceu, especialmente com o reconhecimento da especialidade. Isso nos dá força”, arremata.

 

Sipat e saúde mental

 

“O Hospital das Clínicas é 100% SUS, e, além de oferecer assistência de qualidade, cumpre seu papel na formação de novos profissionais e na produção de conhecimento e tecnologia. Esse serviço é um exemplo de como um hospital universitário integra assistência, ensino, pesquisa e extensão”, afirma o professor Alexandre Ferreira,superintendente do HC.

O HC-UFMG também promoveu, durante a 19ª Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho (Sipat), em agosto, uma discussão sobre saúde física e mental. As atividades foram promovidas pela Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e Assédio/Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares no estabelecimento (Cipa/Ebserh).

Pâmela Nery,presidente da Cipa/Ebserh, comenta que desde o início da atual gestão da CIPA, por conta de demandas trazidas pelo próprio grupo de cipistas, foram desenvolvidas ações sobre a questão do adoecimento mental como uma necessidade urgente a ser discutida e trabalhada.

“A saúde mental afeta diretamente a saúde física, por isso é importante oferecer reflexões e oficinas de relaxamento e autocuidado. São pequenas ações que podem mudar todo o dia de trabalho de forma positiva”, conclui.

 

Foto: Acervo HC-UFMG

30 de outubro de 2024 0 comments
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Uso de acessórios: como esses itens podem prejudicar a segurança e saúde laboral - Revista Cipa
SST - Prevenção de Acidentes

Uso de acessórios: como esses itens podem prejudicar a segurança e saúde laboral

by 13 de maio de 2024
written by

Brincos, pulseiras, relógios de pulso, colares, anéis. Acessórios tão comuns no dia a dia das pessoas podem ser prejudiciais quando o assunto é Segurança e Saúde do Trabalho (SST). Para tanto, muitas empresas, em especial as que lidam com a saúde, estão promovendo ações alusivas ao “Zero Adorno”, em que o uso desses itens é restrito ou mesmo proibido.

E quando se fala em acessórios, isso também vale para bottons, aplicações em roupas (como correntes, por exemplo) e até mesmo o uso de óculos merecem atenção, já que podem se enroscar, levar micro-organismos e causarem infecções, comprometendo a segurança de pacientes e dos próprios colaboradores, conforme explica Jackson Ferreira, diretor clínico do Hospital Unimed em Petrolina (HUP, PE): “Itens como unhas em gel ou postiças, relógios e cordões usados para prender crachás também podem ser fontes de contaminação. Quanto aos óculos de grau, a orientação é que sejam higienizados pelo colaborador no início e ao final do turno de trabalho”, destaca o médico, à Agência CH, ressaltando a importância dessas campanhas de conscientização.

“Contamos com a contribuição de todos e com a ação individual para a proteção coletiva, visando a promoção de um ambiente hospitalar mais seguro e saudável”, acrescenta o profissional.

 

NR-32 orienta sobre acessórios

 

Há uma Norma Regulamentadora que trata desse assunto, como foco ao segmento médico-hospitalar, a NR-32, que veta o uso de piercings expostos, correntes, colares, presilhas, broches e outros adereços para profissionais de saúde dentro das unidades hospitalares.

No Hospital Dom Helder Câmara, em Cabo de Santo Agostinho, PE, esses acessórios são proibidos e são distribuídos aos funcionários, como forma de conscientização, porta-adornos para guardar tais itens durante a jornada laboral. “Além de afetar tanto o paciente quanto o próprio funcionário, as infecções que venham a ser causadas via acessórios podem até mesmo atingir os familiares em casa. Por isso realizamos essas campanhas, visando a segurança e proteção dos trabalhadores, bem como a redução dos riscos de infecções no hospital”, arremata Mayara Elisabeth, enfermeira e assessora de Qualidade do Hospital, ao Pernambuco Notícias.

 

Papel da CIPA

 

A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e Assédio (CIPA) tem um papel preponderante para a promoção de tais inciativas. Em Sorocaba, SP, a CIPA no Ambulatório Médico de Especialidades (AME) realizou, em março, a Blitz do Adorno Zero, para reforçar a importância da ausência de adornos. “O uso indevido desses acessórios no ambiente hospitalar pode comprometer o estado de saúde dos pacientes. Uma vez em contato com bactérias ou vírus, esses objetos também podem ser prejudiciais a quem está utilizando ou às pessoas que tiverem contato”, informa nota.

Já em Rondônia, a CIPA da Unidade de Saúde da Família (USF) Caladinho, da Secretaria Municipal de Saúde (SEMUSA), de Porto Velho, também realizou, no mês de março, a ação “Menos é Mais, quando Mais é Demais”. Segundo nota, “a campanha envolveu todos os colaboradores expostos a riscos biológicos, inclusive os prestadores de serviços médicos e outros que atuem nessas mesmas condições na instituição”.

Vale reforçar que a NR-32 endossa a todos os trabalhadores do serviço de saúde, inclusive, os que exercem atividades de promoção e assistência à saúde exposto a agente biológico, independentemente da sua função, não devem utilizar adornos no ambiente de trabalho.

Foto: CIPA – USF CALADINHO/SEMUSA, RO

13 de maio de 2024 0 comments
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Desafios da igualdade de gênero no trabalho apontam a responsabilidade da Cipa, das empresas e da sociedade na construção de um ambiente saudável - Revista Cipa
SST - Prevenção de Acidentes

Desafios da igualdade de gênero no trabalho apontam a responsabilidade da Cipa, das empresas e da sociedade na construção de um ambiente saudável

by 22 de abril de 2024
written by

Além de assegurar que a jornada laboral seja a mais saudável possível, e também papel da CIPA e de todos os atores dentro do ramo da Saúde e Segurança do Trabalho (SST) serem testemunhas e agentes no combate a todo e qualquer tipo de discriminação, abuso e atitudes que possam ferir a dignidade das trabalhadoras e trabalhadores. A questão de gênero está entre as principais pautas atuais na SST.

Para tanto, a sigla recebeu uma letra e missão, tornando-se a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio, por meio da Portaria nº 4.219, do então Ministério do Trabalho e Previdência, editada em dezembro de 2022, passando a figurar em março de 2023.

Neste Abril Verde, além da conscientização sobre os acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, é preciso ter em mente que o assédio deve ser pauta a ser discutida e combatida. Não se trata apenas de acrescentar uma letra “A” na nomenclatura, mas mais um meio de trazer para o diálogo questões sensíveis do âmbito trabalhista, em especial no que se refere ao assédio dentro das empresas, a igualdade salarial e de gênero, bem como respeito às diferenças sociais, religiosas, étnicas e muitas mais, promovendo a diversidade nesses espaços.

 

Proteção contra a violência de gênero

 

Além das leis que regem a proteção contra a violência de gênero, outra normativa fornece esse aporte às trabalhadoras: trata-se da Lei Nº 14.457, de 21/ 09/2022, que instituiu o Programa Mais Mulher, obriga todas as empresas a promoverem treinamentos de combate ao assédio, bem como implementar canais para o recebimento de denúncias.

Para se ter uma ideia desse cenário, segundo a pesquisa “Visível e Invisível – a Vitimização de Mulheres no Brasil”, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em torno de 35 mulheres foram agredidas física ou verbalmente por minuto no Brasil, somente em 2022. Realidade que infelizmente acontece inclusive no local de trabalho.

“O exercício das atividades laborais ocupa o centro de nossas vidas devido ao sistema produtivo que rege as nossas relações cotidianas. E ainda, a Constituição Federal, resguarda o trabalho digno a todo trabalhador e trabalhadora, sendo estas condições necessárias para sua promoção pessoal e profissional. A luta por igualdade feminina se inicia pautada no reconhecimento da mulher como cidadã de direitos, depois disso, em sua inserção no mercado”, destaca Liliane Rocha, executiva na Gestão Kairós, Consultoria de Sustentabilidade e Diversidade, em artigo ao InvestNews.

A gestora comenta que a consultoria lançou o “Guia de Legislações Específicas”, com conteúdo sobre as principais legislações que versam grupos específicos na temática de diversidade. “Infelizmente, casos de assédio sexual dos mais variados são recorrentes, desde líderes que assediam, a casos envolvendo funcionárias menores aprendizes, que acabam de chegar na empresa e já são assediadas por colegas que deveriam estar acolhendo e ensinando as regras e diretrizes institucionais”, arremata.

 

Boas práticas

 

Pelo Brasil, felizmente, há muitos exemplos de boas práticas e iniciativas a favor da representatividade e respeito. Em março, o Tribunal Superior do Trabalho (TST), por meio do Programa de Equidade de Raça, Gênero e Diversidade da Justiça do Trabalho, promoveu o Seminário “Violências de Gênero e Trabalho”, cujo foco foi discutir as intersecções e as formas em que essas violências ocorrem e seus impactos nas trajetórias profissionais das mulheres trabalhadoras.

Mayra Cotta, advogada especializada em gênero e uma das painelistas, a mera discussão do tema no ambiente de trabalho pode trazer uma falsa impressão de que esse problema esteja em resolução. “A vida real no mercado de trabalho ainda é negar a existência dessa prática. Trazer esse debate para o Tribunal da justiça social é de extrema relevância, pois ainda temos muitas barreiras a superar e precisamos dar visibilidade a essa realidade. Por outro lado, estamos avançando, como no caso da Lei de Igualdade Salarial, e a Justiça do Trabalho terá um papel importante para sua efetividade”, destaca a profissional.

Já a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e o Instituto Nós Por Elas promoveram recentemente a “Certificação em Boas Práticas no Combate à Violência Contra as Mulheres”. Quem adere ao programa, sejam organizações públicas ou privadas, independentemente do tamanho, são submetidas a auditoria no Sistema de Gestão das Boas Práticas no combate à violência contra a mulher, passando por avaliação de 14 diferentes indicadores, resultando em quatro níveis de certificação (Platina, Ouro, Prata ou Bronze), conforme a pontuação obtida nas médias globais.

“Esse selo coloca o Brasil à frente do cumprimento do ODS 5 da ONU e estabelece o processo para a concessão e manutenção da certificação para empresas, organizações e instituições que comprovem adoção de diretrizes de proteção à mulher, a fim de reduzir os números de violência contra a população feminina”, explica Renata Gil, parceira do Instituto, ao Observatório do Terceiro Setor.

O Pará conta com um selo próprio, o “Empresa Parceira da Mulher”, que certifica as empresas parceiras do Núcleo de Prevenção e Enfrentamento à Violência de Gênero (Nugen) da Defensoria Pública estadual.

“É uma iniciativa que tem como objetivo de ser uma prática exitosa e incentivar com que outras empresas adotem essa postura, no sentido de a gente estar conferindo a autonomia financeira para mulheres. Este acaba sendo um dos grandes obstáculos para que ela saia de uma relação abusiva”, frisa a defensora pública Larissa Machado, coordenadora do Nugen, à Agência Pará.

Foto: reprodução

22 de abril de 2024 0 comments
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Normas regulamentadoras: o que o RH deve conhecer para ajudar na promoção da SST nas empresas - Revista Cipa
SST - Legislação e Normas

Normas regulamentadoras: o que o RH deve conhecer para ajudar na promoção da SST nas empresas

by 14 de março de 2024
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Dentro do escopo das leis trabalhistas, as Normas Regulamentadoras ou NRs, foram criadas para padronizar medidas de segurança e a metodologia que uma organização deve seguir, com o objetivo de prevenir acidentes. Por essa razão, mostra-se como um tema relevante que as áreas de RH precisam se atentar.

A empresa que possui funcionários no regime da Consolidação das Leis de Trabalho (CLT) necessita ficar atenta, pois as NRs são regras, obrigações e direitos que a organização deve seguir.

 

Atenção sobre as NRs para o RH

 

Segundo informações no Portal Valide, conceitualmente falando, também é importante saber distinguir as NRs no que diz respeito à aplicação em cada tipo de organização. Nesse sentido, a classificação se dá da seguinte maneira:

  • Normas Regulamentadoras Gerais, válidas para qualquer organização pública ou privada
  • Normas Regulamentadoras Especiais, que são reguladas de acordo com a execução do trabalho, considerando atividades ou equipamentos
  • Normas Regulamentadoras Setoriais, relacionadas a setores e atividades econômicas

 

Tipificações

 

Existem diversas variações que compreendem as NRs existentes, como, por exemplo, a das Disposições Gerais, de Serviços Especializados em Engenharia e Segurança em Medicina do Trabalho, a que versa sobre os Equipamentos de Proteção Individual ( os EPIs), o Programa de Controle Médico e Ocupacional (PCMSO) e, especialmente, a Norma referente a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (a CIPA), visto ser um tema de grande apelo concernente a atuação do RH, no que diz respeito à comunicação e ao gerenciamento de colaboradores, dentro dessa temática.

Nesse sentido, o Sindilojas-SP promoverá em sua sede, dia 27/3, em parceria com a ISO Saúde, o evento CIPA Designado, especialmente elaborado para tornar colaboradores de uma organização em membros ativos da CIPA, com o objetivo de garantir a proteção dos trabalhadores e a melhoria das condições de trabalho nas empresas.

 

Pontos de atenção do RH sobre o tema

 

Uma prerrogativa importante do RH dentro dessa temática é promover ações que possibilitem o entendimento e também o engajamento do quadro de colaboradores para a observação e o cumprimento das Normas Regulamentadoras. Nesse sentido, há alguns passos importantes, conforme o demonstrativo abaixo:

Conhecimento das NRs: o RH deve se manter atualizado sobre as normas aplicáveis ao setor de atuação da empresa.

  • Orientação e treinamentos: orientar e treinar os funcionários sobre as normas e práticas de segurança, conscientizando-os sobre os riscos ocupacionais e as medidas preventivas.
  • Implementação de políticas e procedimentos: desenvolver e implementar políticas e procedimentos em conformidade com as NRs, estabelecendo diretrizes claras para a empresa e seus colaboradores.
  • Documentação e registros: garantir a manutenção adequada dos registros e documentação exigidos pelas NRs, mantendo-os organizados e atualizados.
  • Monitoramento e inspeções: realizar inspeções regulares para verificar o cumprimento das normas e identificar possíveis inconformidades.

Levando em consideração o fato de que os cenários de RH estão em constante transformação e atualização, o Sindilojas-SP idealizou e concebeu o PROGERH – Programa de Gestão de RH no Varejo

O aprendizado obtido nas interações com os profissionais do setor moldarão as ações futuras. Por isso, o contato e compartilhamento do conhecimento é algo valorizado e resultará numa experiência cada vez mais rica e proveitosa para todos.

14 de março de 2024 0 comments
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Recorde de dias sem acidentes faz empresa catarinense da área de saneamento ser referência em segurança do trabalho - Revista Cipa
SST - Prevenção de Acidentes

Recorde de dias sem acidentes faz empresa catarinense da área de saneamento ser referência em segurança do trabalho

by 23 de janeiro de 2024
written by

A Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan) bateu o recorde de 470 dias sem acidentes de trabalho nas obras da Estação de Tratamento de Esgoto de Potecas, em São José e se tornou uma referência no setor. Desde o início do empreendimento, um dos maiores de esgotamento sanitário em Santa Catarina, nenhum trabalhador foi afastado.

Os números mostram que as ações de prevenção, somadas aos esforços dos engenheiros, técnicos de segurança e trabalhadores, estão gerando resultados positivos.

“Nossa meta diária é para construirmos a obra com cem por cento de qualidade, e também para que não tenhamos nenhum acidente no desenvolvimento das nossas atividades”, destaca o engenheiro responsável pela segurança do trabalho, Lucas Stadler.

 

Referência em segurança do trabalho

 

Programas de Sinalização Permanente dos Acessos e da Área de Obras, Manutenção do Sistema de Logística Interna, Procedimento para Manutenção dos Veículos e Equipamentos e o Procedimentos de Segurança e Saúde Ocupacional garantem a segurança dos trabalhadores.

Além do técnico em Segurança garantir diariamente que todas as normas regulamentadoras estão sendo seguidas, uma Comissão Interna de Prevenção de Acidentes, com colaboradores e parceiros prestadores de serviços, fiscaliza o cumprimento das regras.

Todos os trabalhadores também passam por treinamentos de integração de segurança e meio ambiente, recebendo as informações de possíveis riscos no desenvolvimento de suas atividades. O curso tem duração de seis horas e reforça a importância da utilização dos Equipamentos de Proteção Individual e Coletiva, verificação das ferramentas manuais, check list dos equipamentos, utilização dos caminhos seguros, entre outros temas estratégicos para segurança na obra.

 

23 de janeiro de 2024 0 comments
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