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Câmara de Piracicaba regulamenta a sua formação de CIPA - Revista Cipa
SST - Prevenção de Acidentes

Alta dos custos da construção civil pressiona preços dos imóveis

by fabio 26 de novembro de 2024
written by fabio

Insumos mais caros, carga tributária elevada, juros em ascenção e, principalmente, a valorização da força de trabalho encarecem o metro quadrado

Por Folha de Londrina – 25/11/2024 – 03H44

A carga tributária elevada, os juros em ascensão, a alta dos preços dos materias de construção e o aumento dos gastos com a força de trabalho pressionam os preços dos ióveis. Para manter as margens de lucro, prevê a CBIC (Câmara Brasileria da Indústria da Construção), nos próximos meses as construtoras deverão repassar esses custos aos compradores.

“A situação vai gerar o repasse de custo maior para o preço dos imóveis. Quem for comprar a casa própria vai encontrar preços maiores. Não tem jeito, as empresas têm de preservar as margens (de lucro)”, disse o presidente da CBIC, Renato Correia.

No momento, há uma tendência de alta nos custos de construção, medidos pelo INCC (Índice Nacional de Custo da Construção). No período de 12 meses encerrado em setembro, o índice teve crescimento de 5,48%, enquanto no mesmo intervalo, a inflação oficial do país, mensurada pelo IPCA (Índice Nacional de Preços aos Consumidor Amplo), avançou%. Ou seja, o custo da construção já ultrapassa a inflação nacional.

“O setor da construção civil, especificamente, depende da macroeconomia. Tem que ter renda, emprego, crescimento para as pessoas terem condição e capacidade ou interesse de adquirir um imóvel. A gente precisa de juros. As taxas de juros acabam influenciando bastante o setor”, disse a presidente do Sinduscon Norte Paraná, Célia catussi.

Embora a carga tributária seja uma das maiores preocupações para os empresários do setor, é na força de trabalho que está um dos principais gargalos. A demanda por profissionais está aquecida, mas faltam pessoas qualificadas, o que puxa para cima os sálarios. Assim, o componente “mão de obra” dentro do INCC subiu 7,7% nos últimos 12 meses, pressionando os custos setoriais. Outra dificuldade é treinar e reter os trabalhadores que estão no mercado.

“Todos nós da construção discutimos e nos preocupamos todo dia com esse assunto. Seja por falta de mão de obra, seja por causa da qualificação da mão de obra, ou seja, por conta da necessidade de mudança de mão de obra”, destacou o vice-presidente da CBIC, Eduardo Aroeira.

Segundo Catussi, neste ano o Sinduscon Norte Paraná calcula que o reajusta nos sálarios dos profissionais do setor dicou 6% acima do índice inflacionário. “O desemprego está com taxa menor e o Paraná está crescendo, é um dos estados que mais cresce, o que inflaciona o valor da mão de obra”.

Para contornar essa dificuldade, disse a presidente do Sinduscon, as empresas têm adotado algumas ações. Buscar trabalhadores fora do Paraná é uma delas, assim como reforçar os investimentos em inovação e em equipamentos, aumentando a automatização dos processos.

Insumos mais caros

A subida dos preços dos materiais de construção é outro desafio para o setor. Durante a pandemia, alguns insumos chegaram a ser reajustados em mais de 80%, mas terminado o período crítico da crise sanitária, os preços se acomodaram e, ao longo de todo o ano passado, foi registrada redução. Agora, em 2024, essa situação se reverteu e desde março, os insumos começaram a registrar aumento, acumulando alta de 3,89% em 12 meses.

“Os custos dos materiais estão pressionando, o governo está falando em aumento do aço e também a parte da mão de obra que a gente está pressionado”, disse Catussi. Um dos principais reflexos dessa alta é o reajuste do preço do metro quadrado. “Uma preocupação é com a reforma tributária, como ela vai influenciar esse custo do metro quadrado. Vários setores vêm pressionando os preços”, ressaltou a presidente do Sinduscon Norte Paraná

“Algumas construtoras vão repassar e outras vão deixar de lançar pelo fato da alta do preço. Isso é um alerta que tem no mercado para construtoras e empreiteiras. Diminuir a margem (de lucro) é uma opção, mas as construtoras têm um limite para isso. O mercado está sendo pressionado, especialemnte se continuarem os juros altos, os insumos em elevação e a mão de obra mais cara”, pontuou Catussi.

Atualmente, as maiores preocupações para o empresário da construção são, nesta ordem: carga tributária elevada; custo e/ou falta de trabalhadores qualificados; e taxa de juros elevadas. A economista comentou que o ciclo de alta da Selic, iniciado recentemente, também passa a pressionar o custo do financiamento para o setor. “Esses fatores formaram uma ‘tempestade perfeita’ para o setor da construção”, enfatizou.

Foto: Roberto Dziura Jr./ AEN

Mesmo com adversidades, expectativa é de alta de 3,5% em 2024

Apesar de todas as adversidades, a CBIC revisou, no último dia 28, a projeção de crescimento do setor para este ano, elevando a expectativa de 3% para 3,5%. Entre os fatores que resultaram em projeções mais otimistas estão o aquecimento do mercado de trabalho, o bom desempenho da área imobiliária de padrão econômico e a expectativa de crescimento mais robusto da economia neste ano e início de 2025.

“O setor vem em um ciclo virtuoso de crescimento. O saldo de novas vagas geradas continua positivo e os empresários mantêm expectativas otimistas para o nível de atividade nos próximos seis meses. Diante desses fatores, é possível que o crescimento supere o inicialmente previsto”, afirmou o presidente da CBIC. A construção civil emprega hoje cerca de três milhões de trabalhadores formais, mas somando-se os informais, são quase sete milhões de ocupados, segundo a CBIC.

Correia apontou, no entanto, alguns obstáculos que podem impedir a confirmação das projeções, especialmente as perspectivas de novos aumentos na taxa básica de juros, a selic, que podem inibir os investimentos. Além disso, ele entende que é preciso considerar a pressão sobre a disponibilidade de recursos do crédito imobiliário.

“Esses fatores podem influenciar o resultado da construção nos próximos meses e provocar um desempenho abaixo do esperado, mesmo diante dos atuais indicadores positivos. O cenário futuro está marcado por incertezas, o que pode comprometer os resultados no final de 2024 e início de 2025.

Os fatores apontados pela CBIC para a revisão das projeções do setor incluem o crescimento da economia brasileira acima do projetado inicialmente – as últimas estimativas do Banco Central apontam para uma expansão de 3,05% para o país. A resiliência do mercado de trabalho, que nos primeiros oito meses deste ano já gerou mais de 1,7 milhão de novas vagas formais, o desempenho favorável do mercado de padrão econômico e as expectativas positivas dos empresários em relação aos novos lançamentos imobiliários, que deverão gerar empregos e estimular a compra de insumos, também são apontados pela CBIC.

Anteriormente, a Câmara já havia revisado sua posição de crescimento para este ano. No final de 2023, a estimativa era de avanço de 2,3%, alterados em julho para 3% e, em outubro, para 3,5%. “Os resultados do segundo trimestre foram mais positivos, o que acabou, então, influenciando a nova projeção.” explicou a economista da CBIC, Ieda Vasconcelos. Os 3,5% de crescimento superam as previsões de alta do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil, calculado em 3,05%, segundo o relatório Focus de 18 de outubro, emitido pelo Banco Central.

Menos dinheiro possível

Além da alta de custos, empresas do setor da construção civil enfrentam um outro problema. O presidente da CBIC (Câmara Brasileira da Industria da Construção), Renato Correia, aponta a dificuldade das incorporadoras para encaminhar os clientes para o financiamento bancário no momento de entrega das chaves do imóvel vendido na planta A situação, segundo ele, decorre da elevação dos juros no país e da falta de recursos para abastecer os financiamentos. “Tem muito empreendimento com dificuldade de fazer o repasse”, disse.

Diante dessa situaçãi, o presidente da CBIC reiterou o pleito para que ocorra a liberação dos depósitos compulsórios dos bancos e o seu direcionamento para o crédito imobiliário. Essa medida serviria para amenizar a situação de aperto até um momento mais favorável nos próximos meses. O Banco Central, entretanto, não tem indicado apoio à medida. ” O BC entende que não é um remédio definitivo”, comentou Correia.

A proposta consiste na redução de 5% no compulsório bancário com o objetivo de direcionar o dinheiro para os financiamentos de imóveis. Essa sugestão foi encaminhada à autoridade monetária no início de 2023 pelos representantes do setor da construção, entre eles a própria CBIC, a Abrainc (Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias), o Secovi, que reúne empresas do setor imobiliário, e o Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção). Ao longo do ano, os bancos também aderiram, sob liderança da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).

Por trás dessa movimentação está a preocupação com os juros altos do crédito imobiliário, que inibem lançamentos e vendas. Uma das razões para isso é o encaminhamento das fontes de recursos que os bancos usam para conceder empréstimos.

Os últimos anos foram marcados por perda de recursos das cadernetas de poupança – fonte de recursos com menor custo para o crédito – e a necessidade de utilização de outras fontes de mercado pelos bancos, geralmente atrelados ao CDI (Certificado de Depósito Interbancário), título de curtíssimo prazo.

Leia mais no texto original: (https://www.folhadelondrina.com.br/economia/alta-dos-custos-da-construcao-civil-pressiona-precos-dos-imoveis-3267139e.html?d=1)

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Cerest-ES promove primeira edição de encontro de vigilância em SST em São Mateus - Revista Cipa
SST - Prevenção de Acidentes

Os mitos e as verdades por trás da alta dos juros no Brasil

by fabio 18 de novembro de 2024
written by fabio

Para a maioria das famílias os juros altos tornam tudo mais difícil. Do dia a dia, até a realização de sonhos. O percentual de famílias endividadas e inadimplentes caiu um pouco em 2024, mas ainda é muito alto

Por Ricardo de Rezende Ferraço – 16/11/2024 – 03h05

O Brasil é um dos países com uma das maiores taxas de juros reais do mundo. No momento ocupamos a 3ª posição. O juros real é formado, entre outros pontos, pela taxa de juros nominal do país subtraída da inflação prevista para os próximos 12 meses.

A trajetória dos juros reais na história recente do país teve apenas dois momentos de redução. No período entre 2008 e 2017, a taxa de juros média caiu para 5,2% ao ano, e entre 2018 e 2019, antes da pandemia, caiu para 2,3% a.a. E ainda caiu mais durante a pandemia, quando voltou a subir para chegar aos patamares atuais.

Mas a situação é muito pior. Dados do Banco central mostram que a taxa de juros sobre novas concessões de crédito alcançou 27,7% a.a. Ou seja, a taxa de juros praticada no mercado é muito maior.

Há várias causas possíveis para os juros altos no Brasil. Alguns analistas apontam questões estruturais, como a permanência de algum nível de indexação e coexistência entre segmentos de alta e baixíssima produtividade operando no mesmo ambiente ecônomico. A conjuntura econômica local e internacional pode gerar pressões inflacionárias e causar aumento dos juros.

E há causas que derivam diretamente da administração do governo federal, tais como os excessos de gastos, a trajetória da dívida pública e a percepção do risco no país. E essas últimas têm um papel ainda mais perverso, na medida em que o descontrole dos gastos públicos e a irresponsabilidade fiscal tornam mais díficil a vida das famílias, a saúde das empresas e a própria qualidade dos serviços ofertados pelos governos.

Para a maioria das famílias os juros altos tornam tudo mais difícil. Do dia a dia, até a realização de sonhos. O percentual de famílias endividadas e inadimplentes caiu um pouco em 2024, mais ainda é muito alto, respectivamente de 76,9% e 29,3% em outubro, segundo pesquisa da Confederação Nacional do Comércio.

A Caixa Econômica Federal mudou as regras para o financiamento da casa própria. Reduziu os percentuais a serem financiados e limitou o valor dos imóveis. Entre os fatores que levaram as alterações se destaca o aumento dos saques da caderneta de poupança, que é a principal fonte de crédito para os imóveis.

As retiradas de recursos da poupança aumentaram devido à inflação e à alta de juros, que tornaram outros investimentos mais atrativos para os poupadores. Isso tornará mais difícil o sonho da casa própria para uma parcela significativa da população.

Para as empresas a situação não é melhor. Os juros altos inibem investimentos e tornam muito cara a busca de empréstimos para financiar o capital de giro. O que reduz o potencial de crescimento das empresas. Quando não comprometem a sustentabilidade da operação pelo impacto que tem sobre os custos, em especial sobre insumos adquiridos a prazo.

Relátorio global da Allianz Trade, seguradora especializada em seguro e melhoria do processo de crédito e cobrança de empresas, prvê um aumento de 33% nos casos de insolvência neste ano, com 3,5 mil empresas em situaçção de recuperação judicial ou mesmo de falência.

O impacto sobre os governos é monumental. Tanto o Tesouro nacional como estados e munícipios pagam uma taxa mais cara que a Selic para financiar a dívida pública. Em agosto a (DBGG) Dívida Bruta do Governo somou R$8,9 trilhões, chegando a 78,3% do PIB. Em 2023, as despesas com juros da dívida do governo federal foram de aproximadamente R$700 bilhões. Dá para imaginar? Mais do que todas as despesas do governo federal com saúde, educação e assistência social. Em junho último, o setor público como um todo gastou R$94,9 bilhões com serviços de dívida. Isso corresponde a seis vezes o gasto mensal com o Bolsa Família.

Na semana passada, o Copom elevou a taxa de juros para 11,25%. Uma combinação de fatores contribuiu para essa nova alta. O conturbado cenário externo, o aquecimento da economia e o aumento da inflação no Brasil. Mas a incerteza fiscal teve papel decisivo. A hesitação permanente do governo federal em admitir a necessidade de cortar gastos estressou ainda mais a situação já díficil.

No limite, pressionado pela alta do dólar e pela ameaçã de uma reversão da situação econômica, o governo resolveu se mexer. E voltou a anunciar um pacote de corte de gastos.

Sede do Banco Central em Brasília. Crédito: Marcello Casal JrAgência Brasil

Há quase dois anos escutamos bravatas sobre as elevadas taxas de juros. Enquanto isso, piorou o déficit público e a dívida pública entrou num perigoso processo de alta. E quem paga a conta dessa mistificação somos todos nós.

E pensar que basta fazer o óbvio, o que é certo. Aqui no Espírito Santo o governo do Estado dá o exemplo. Nota A no Tesouro Nacional por 13 anos consecutivos, agora Nota A+, e o menor endividamento líquido da série histórica.

Chega de mitos. Ninguém aguenta mais os juros altos. Basta falar a verdade e fazer o que é certo.

Leia mais no texto original: (https://www.agazeta.com.br/artigos/os-mitos-e-as-verdades-por-tras-da-alta-dos-juros-no-brasil-1124)

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Saúde do Amazonas promove parcerias para fomentar as ações preventivas junto aos trabalhadores - Revista Cipa
SST - Prevenção de Acidentes

Saúde do Amazonas promove parcerias para fomentar as ações preventivas junto aos trabalhadores

by 20 de junho de 2024
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É sabido que todas as trabalhadoras e os trabalhadores têm direito ao acesso às medidas preventivas para salvaguardar a saúde durante a sua jornada laboral e a orientação é uma ferramenta essencial para essa conscientização.

No Amazonas, a Fundação de Vigilância em Saúde Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP), da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), e o Centro de Referência em Saúde do Trabalhador do Amazonas (Cerest Amazonas) intensificaram suas ações de Vigilância, promovendo ações informativas para mitigar o risco de acidentes e mortalidade relacionados ao trabalho.

 

Fiscalização e parcerias

 

Parcerias. Essa palavra está no vocabulário das ações de Saúde e Segurança do Trabalho e são fundamentais para fiscalizar e adequar as atividades laborais, tornando-as mais seguras. “É fundamental que o trabalhador tenha condições de desenvolver suas atividades sem o risco de acidentes ou fatalidades. O Cerest Amazonas trabalha visando garantir práticas seguras e saudáveis nos ambientes de trabalho”, frisa Tatyana Amorim, diretora-presidente da FVS-RCP.

Já Cinthia Santos, coordenadora do Cerest Amazonas, ressalta a importância da saúde pública na conscientização e fiscalização, por meio de órgãos como o Ministério Público do Trabalho (MPT). “Nossas investigações são intersetoriais e visam apontar medidas de prevenção para evitar que outros trabalhadores adoeçam ou sofram acidentes fatais”, endossa, ao site A Crítica.

Foto: divulgação

20 de junho de 2024 0 comments
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Oficina discute a saúde dos trabalhadores do SUS - Revista Cipa
SST - Saúde Ocupacional

Oficina discute a saúde dos trabalhadores do SUS

by 6 de junho de 2024
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Uma portaria do Ministério da Saúde (MS) foi o pontapé para articulações sobre a promoção de um Programa Nacional de Atenção Integral à Saúde e Segurança do Trabalhador e da Trabalhadora do Sistema Único de Saúde (Pnaist/SUS).

A portaria 3.115 tem em seu escopo estimular a atenção integral à saúde de quem atua no SUS por meio de ações como a humanização das relações no trabalho, a gestão da segurança e a prevenção de doenças e agravos relacionados às atividades laborais nesses estabelecimentos de saúde.

 

Prioridade para o SUS

 

Recentemente, representantes dos Centros de Referência do Trabalhador (Cerests) no Nordeste se reuniram para uma oficina sobre o Pnaist/SUS, promovida pelo Ministério da Saúde em parceria com a Universidade Federal da Bahia e a Secretária de Estado de Saúde Pública do Rio Grande do Norte.

Dentre os participantes, membros do Cerest Regional Natal, RN, marcaram presença. “Na oportunidade, em abril, o Núcleo de Atenção à Segurança e Saúde do Trabalhador, da Secretaria de Estado da Saúde Pública (NESST/SESAP), apresentou aos representantes do MS um sistema informatizado para a segurança e saúde do trabalhador, criado juntamente com o Instituto Metrópole Digital da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN)”, informa nota.

Foto: reprodução / Instagram

6 de junho de 2024 0 comments
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Núcleo de saúde do trabalhador destaca serviços especializados em prol da saúde e bem-estar - Revista Cipa
SST - Saúde Ocupacional

Núcleo de saúde do trabalhador destaca serviços especializados em prol da saúde e bem-estar

by 9 de abril de 2024
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Para ampliar a disponibilidade dos serviços especializados, a cidade de Palmeira dos Índios, AL, conta agora com seu Núcleo de Referência em Saúde do Trabalhador (NUREST), da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio da Vigilância em Saúde e do Programa Saúde do Trabalhador.

A Vigilância em Saúde do Trabalhador compreende uma atuação continua e sistemática, ao longo do tempo, no sentido de detectar, conhecer, pesquisar e analisar os fatores determinantes e condicionantes dos agravos à saúde relacio­nados aos processos e ambientes de trabalho, em seus aspec­tos tecnológico, social, organizacional e epidemiológico, com a finalidade de planejar, executar e avaliar intervenções sobre esses aspectos, de forma a eliminá-los ou controlá-los. Ou seja, é a vigilância da produção do trabalho e que valoriza os serviços especializados.

Entre seus objetivos está a identificação das atividades produtivas da po­pulação trabalhadora e das situações de risco ã saúde dos trabalhadores no território; identificação das necessidades, demandas e pro­blemas de saúde dos trabalhadores no território; realização da análise da situação de saúde dos trabalhadores; intervenção nos processos e ambientes de traba­lho; produção de tecnologias de intervenção, de ava­liação e de monitoramento das ações de VISAT; controle e avaliação da qualidade dos serviços e programas de saúde do trabalhador, nas institui­ções e empresas públicas e privadas; produção de protocolos, de normas técnicas e re­gulamentares; e participação dos trabalhadores e suas organizações;

 

Serviços especializados

 

O foco do núcleo é o fortalecimento do trabalhador do Sistema Único de Saúde (SUS) e demais profissionais de instituições públicas e privadas que vão poder contar com serviços especializados em prol da saúde e bem-estar.

“O município vem fazendo um excelente trabalho nessa área, o que mais aciona o Centro de Referência Técnica à Saúde do Trabalhador (Cerest). É essa parceria que queremos ver. Colocamos o Ministério Público do Trabalho à disposição de todos”, ressalta o procurador do Ministério Público do Trabalho de Alagoas Rodrigo Raphael Rodrigues de Alencar, que esteve presente na inauguração do espaço, juntamente com autoridades, em fevereiro.

Foto: prefeitura de Palmeira dos Índios, AL

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Cerest de Jundiaí ganha decisão que permite fiscalizar empresas que descumprem a SST - Revista Cipa
SST - Prevenção de Acidentes

Cerest de Jundiaí ganha decisão que permite fiscalizar empresas que descumprem a SST

by 16 de janeiro de 2024
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O Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerest) de Jundiaí, SP, ganhou em janeiro uma decisão que tramitava há 17 anos na Justiça: o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o Centro tem competência legal para fiscalizar e penalizar empresas que descumprirem regras e leis de Saúde e Segurança (SST) e de Medicina do Trabalho.

“A matéria está sedimentada pelo Supremo Tribunal Federal, por meio da Súmula n° 736, ao firmar o entendimento de que compete à Justiça do Trabalho processar e julgar ações que tenham como causa de pedir o descumprimento de normas trabalhistas relativas à segurança, higiene e saúde dos trabalhadores. Compete à Justiça do Trabalho julgar as ações que tenham como causa de pedir o descumprimento de normas trabalhistas relativas à segurança, higiene e saúde dos trabalhadores”, defendeu Dias Tofolli, ministro relator do STF, na decisão.

 

Permissão para fiscalizar

 

Em 2005, o azulejista Mariano Torres morreu após cair no fosso do elevador de um prédio em construção e o Cerest local atuou a incorporadora responsável, SCO Participações e Empreendimentos Ltda., com multa equivalente a cerca de R$ 350 mil. Na ação inicial, a empresa sustentava que a competência legal para tal penalidade seria exclusivamente da União, por meio do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu pelo reconhecimento da competência do Cerest em fiscalizar e punir empresas que descumprem as regras de SST, contudo a Advocacia Geral da União (AGU) decidiu recorrer da decisão e buscar a Suprema Corte, sendo derrotada posteriormente.

“O Tribunal Superior do Trabalho assentou que o Cerest, órgão de âmbito municipal, detém competência para orientar, fiscalizar e autuar empresas por descumprimento de normas atinentes à SST, em razão do disposto nos artigos 154 e 159 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com redação dada pela Lei Federal nº 6.514/1977, além do estabelecido no art. 1º da Lei Federal nº 9.782/1999”, destaca texto de Tofolli.

A decisão do STF, transitada em julgado, alcança todos os Cerests brasileiros.

 

Auditores Fiscais

 

O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (SINAIT), repudia a decisão e disse acompanhar o caso desde o início.“Por meio de escritório de advocacia, estamos analisando possíveis alternativas jurídicas, dentre outras, a fim de reafirmar a violação à Constituição que, segundo o art. 21, XXIV da CF/88, atribui à União a competência exclusiva para executar a inspeção do trabalho. O SINAIT permanece trabalhando a fim de salvaguardar a competência exclusiva do Auditor-Fiscal do Trabalho autoridade trabalhista”, informa nota.

Foto: Divulgação Prefeitura de Jundiaí, SP

16 de janeiro de 2024 0 comments
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