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Produto usado no combate a incêndios florestais gera polêmicas - Revista Incêndio
INC - Prevenção de Incêndios

Produto usado no combate a incêndios florestais gera polêmicas

by redacao 22 de outubro de 2024
written by redacao

A complexidade dos incêndios florestais que estão assolando diversas cidades pelo Brasil está levando os profissionais que lidam com essas ocorrências a buscar táticas, técnicas e alternativas para combater de maneira célere e eficiente, o que engloba salvaguardar a flora e fauna locais.

E o trabalho é intenso: até 30 de setembro, esses incêndios no Brasil afetaram diretamente 18,9 milhões de pessoas e provocaram mais de R$ 2 bilhões em prejuízos econômicos, segundo relatório divulgado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), no início de outubro.

“Precisamos adotar medidas estruturantes para o enfrentamento de desastres no Brasil. E isso passa por uma ação federativa. Agosto e setembro foram dois meses muito difíceis para quase 19 milhões de pessoas que foram diretamente impactadas em quase todos os Estados do país. Precisamos considerar os problemas decorrentes dessa situação, especialmente para a saúde dessa população”, alerta Paulo Ziulkoski,presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, ao site Metrópoles.

 

Retardante de chamas

 

Um dos métodos utilizados nos incêndios no pantanal é o chamado “retardante de chamas”, que tem esse nome por se referir a uma classe de produtos químicos pela sua função, e não a um item específico, conforme destaca a Associação Brasileira da Indústria de Retardantes de Chama (Abichama).

Os elementos químicos mais presentes do produto, que é misturado com água, com mais de 200 tipos diferentes mais utilizados, estão o bromo, cloro, fósforo, nitrogênio e hidróxidos metálicos. No Pantanal, em Corumbá, MS, o retardante foi lançado por aviões da Força Aérea Brasileira, chegando a 12 mil litros de água cada um, por 35 minutos.

“São substâncias capazes de atrasar a ignição, diminuir a velocidade da queima e minimizar a emissão de fumaça nos locais onde são aplicados. Normalmente, são aplicados para reduzir o risco de fogo em polímeros, tornando a propagação do fogo mais lenta”, informa reportagem do Terra.

 

Vilão?

 

Muito embora tenha bons resultados, o retardante, que já foi usado em aviões que combateram os incêndios no Pantanal e Amazônia em 2020 durante o governo Jair Bolsonaro (PL), divide opiniões.

Segundo reportagem da CNN, o governo Lula não recomenda o uso, sendo a informação confirmada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, que não está sendo usado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) eInstituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)nas regiões atingidas.

“Analisamos as opções existentes no mercado e estamos fazendo estudos toxicológicos. No Brasil, não existe tradição de uso dessas substâncias e algumas delas podem ser nocivas em ambientes sensíveis como o Pantanal. Estamos trabalhando para ter uma conclusão um pouco melhor sobre isso usando a ciência”, frisa Rodrigo Agostinho, o presidente do Ibama, à CNN.

 

Pelo mundo

 

Os EUA também estão enfrentando queimadas florestais, muitas delas também causadas pela ação humana. No Condado de Orange, ao sudoeste de Los Angeles, foram consumidos mais de 3.600 hectares, por conta de trabalhadores operando equipamentos pesados.

De acordo com reportagem do site MetSul, os bombeiros atuaram com o apoio da Guarda Nacional, contendo a propagação de chamas que avançavam por vegetação seca e não houve relatos de mortes ou feridos graves. “As equipes estavam trabalhando para proteger o Pico Santiago, conhecido por ter torres de transmissão, mas tiveram que se retirar da área porque as chamas ficaram muito intensas. Aviões despejaram retardante vermelho nas encostas de um bairro residencial enquanto helicópteros lançavam água nas chamas”, frisa o capitão Steve Concialdi, da Autoridade de Incêndios do Condado de Orange.

Foto: Vinícius Mendonça/Ibama

22 de outubro de 2024 0 comments
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Perícia médica é essencial para salvaguardar os trabalhadores especialistas explicam sua importância - Revista Cipa
INC - Capacitação e Treinamento

Bombeiros do Maranhão participam de simulado de fogo em vegetação

by redacao 11 de setembro de 2024
written by redacao

Os incêndios que assolam diversos pontos no Brasil, em especial no período de estiagem, ainda agravado pela crise climática enfrentada, leva a importância de capacitação dos bombeiros, por meio de simulado e outras iniciativas, para o combate a essa ocorrência que está se tornando cada vez mais complexa e recorrente.

Para tanto, o Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA) promoveu simulado operacional de combate a incêndios florestais, como parte das atividades do curso Instrução de Nivelamento de Conhecimento (INC Florestal), em sua 26ª edição âmbito nacional, e pela terceira vez ocorrida no estado.

 

Simulado de fogo

 

O simulado aconteceu em local aberto no município de Paço do Lumiar e o foco foi o aprimoramento em lidar com situações adversas decorrentes de tal ocorrência, bem como propor estratégias de segurança pessoal no enfrentamento em situações reais. “Os militares estiveram em um ambiente controlado e puderam praticar e refinar suas habilidades. Ao participar, nossos profissionais estão mais preparados e confiantes, quando enfrentarem um incêndio verdadeiro. É um conhecimento prático dos muitos executados ao longo da carreira”, endossa coronel Silva Júnior,coordenador do curso, ocorrido em agosto.

O curso INC Florestal é resultado de parceria entre o governo local e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

 

Importância da prevenção

 

O Brasil registrou 2,7 mil focos de incêndios nas últimas 24 horas: o Programa Queimadas do INPE identificou focos em todos os biomas, com destaque para a Amazônia (1.558) e o Cerrado (811). Mato Grosso e Pará lideram em número de focos ativos.

A prevenção ganha mais importância, pois 2024 já registra o maior número de incêndios florestais dos últimos 14 anos. O fogo tem devastado áreas da Amazônia, Pantanal, Cerrado e outros biomas, com a fumaça afetando diversas cidades.

Agosto, por exemplo, teve mais de 40 mil focos de incêndio: Mato Grosso, Pará, Amazonas, Mato Grosso do Sul e São Paulo foram os estados mais afetados, com a Amazônia e o Pantanal sendo os biomas mais atingidos. A seca histórica agrava a situação e contribui para a propagação dos incêndios, tornando o combate mais difícil.

Os impactos são devastadores. Além da perda de biodiversidade e da emissão de gases de efeito estufa, os incêndios afetam a saúde da população e causam prejuízos econômicos.

A situação dos incêndios florestais no Brasil nos últimos dias é crítica, com um número alarmante de focos ativos em diversos biomas. A seca histórica e as mudanças climáticas agravam o problema, exigindo ações urgentes para combater o fogo e prevenir novas ocorrências. É fundamental que o governo, a sociedade e o setor privado se unam para proteger nossas florestas e garantir um futuro sustentável para o país.

 

 

Foto: divulgação

11 de setembro de 2024 0 comments
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Trabalhadores expostos ao sol se articulam em relação às mudanças na NR-15 - Revista Cipa
INC - Prevenção de Incêndios

Bombeiros combatem incêndios, em Primavera do Leste, MT, e alertam para perigos e prevenção em aterros sanitários

by redacao 13 de agosto de 2024
written by redacao

O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso (CBMMT) atuou em duas ocorrências de combate à incêndios, na cidade de Primavera do Leste (a 243 km de Cuiabá) envolvendo um aterro sanitário e terreno baldio.

No dia 6 de agosto, os bombeiros militares foram acionados para combater um incêndio em um aterro sanitário do município. Ao chegarem no local, constataram que uma grande quantidade de lixo era consumida pelas chamas. O incêndio também ocasionou o rompimento da rede de energia elétrica da região e exigiu o apoio da equipe da concessionária de energia.

 

Atendimento no aterro

 

No combate ao fogo, os bombeiros utilizaram cerca de 9 mil litros de água para controlar as chamas e resfriar a área. O material em combustão foi retirado, em seguida, por uma pá carregadeira. Após o controle do incêndio no aterro, a equipe permaneceu no local e realizou o rescaldo para evitar novas reignições de focos remanescentes.

Já na segunda-feira, dia 5/8, o CBMMT atuou no combate a um incêndio em vegetação em uma área de terrenos baldios localizada no bairro Vila Gramado. A equipe da 6ª Companhia Independente Bombeiro Militar (6ª CIBM) foi acionada por moradores da região através do número de emergência 193.

Ao chegarem no local, os bombeiros militares fizeram o combate ao incêndio com o uso de cerca de 4 mil litros de água. Após a ação, a equipe da 6ª CIBM realizou o rescaldo na área para eliminar possíveis focos remanescentes.

Segundo o Governo do MT, em nenhumas das ocorrências houve registro de vítimas.

 

Perigos e medidas preventivas

 

Os perigos dos incêndios em aterros sanitários envolvem:

Poluição do ar: a queima de lixo libera gases tóxicos e poluentes atmosféricos, como dióxido de carbono, metano, dióxido de enxofre e material particulado, que podem causar problemas respiratórios e outras doenças, além de contribuir para o aquecimento global.

Contaminação do solo e da água: as substâncias tóxicas liberadas pela queima podem infiltrar no solo e contaminar lençóis freáticos, prejudicando a qualidade da água e afetando a fauna e a flora.

Riscos à saúde humana: a exposição à fumaça tóxica e aos poluentes liberados pelos incêndios pode causar problemas de saúde a curto e longo prazo, como irritação nos olhos e garganta, problemas respiratórios, doenças cardiovasculares e até mesmo câncer.

Riscos à segurança: incêndios em aterros podem se propagar rapidamente e de forma imprevisível, colocando em risco a vida de bombeiros, trabalhadores e moradores das proximidades.

Prejuízos econômicos: os incêndios podem causar danos à infraestrutura do aterro, equipamentos e materiais, além de gerar custos com o combate ao fogo, limpeza e recuperação da área.

Por isso, é importante preveni-los. Entre as medidas preventivas estão:

Gerenciamento adequado dos resíduos: é importante realizar a correta separação e tratamento dos resíduos, evitando o descarte de materiais inflamáveis e perigosos em aterros sanitários.

Monitoramento e controle do aterro: o monitoramento constante da temperatura e da composição dos gases no aterro permite identificar focos de incêndio em estágio inicial e tomar medidas preventivas.

Sistemas de detecção e combate a incêndio: a instalação de sistemas de detecção precoce de incêndio e a disponibilidade de equipamentos de combate ao fogo são essenciais para controlar e extinguir incêndios rapidamente.

Capacitação dos trabalhadores: é fundamental capacitar os trabalhadores do aterro sobre os riscos de incêndio e as medidas de prevenção e combate.

Conscientização da população: a conscientização da população sobre a importância do descarte correto dos resíduos e os perigos dos incêndios em aterros sanitários é essencial para a prevenção.

 

13 de agosto de 2024 0 comments
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