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Saúde dos colaboradores 5 dicas para construir políticas de bem-estar no ambiente de trabalho - Revista Cipa
SST - Prevenção de Acidentes

Saúde dos colaboradores: 5 dicas para construir políticas de bem-estar no ambiente de trabalho

by 2 de julho de 2024
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Já foi o tempo em que o setor de Comunicação Interna era visto apenas como o departamento que entrega a informação para as demais áreas. Hoje, a CI é parte da estratégia do negócio, já que, além de permitir a integração das pessoas e estimular a participação ativa dos colaboradores, consegue atuar como um termômetro do clima organizacional.

Segundo Hugo Godinho é CEO da Dialog, HR Tech líder em Comunicação Interna e engajamento no Brasil, no geral, é comum observar que as empresas se preocupam apenas em conscientizar o público interno a respeito de datas importantes para o calendário nacional. “Campanhas como Janeiro Branco, Outubro Rosa ou Novembro Azul fazem parte das organizações, mas será que são suficientes quando refletimos sobre a saúde do colaborador? É claro que essas ações são importantíssimas, mas elas têm uma validade muito curta e agregam pouco às políticas de bem-estar”, avalia.

 

Atenção com a saúde dos colaboradores

 

Para mitigar isso, Godinho orienta que as empresas devem monitorar o bem-estar dos colaboradores a partir da Comunicação Interna e de iniciativas desenvolvidas pelo setor de RH. “Com informações e indicadores qualificados, a organização consegue ter acesso a um diagnóstico preciso da realidade da empresa. Uma eficiente análise de dados é o que garante uma visão ampliada do comportamento das pessoas, permitindo que os gestores identifiquem pontos de melhoria e mantenham a equipe engajada e saudável”, explica.

O especialista lista, a seguir, algumas dicas que considera fundamentais para priorizar o bem-estar dos colaboradores e promover saúde no ambiente de trabalho.

 

  1. Leve a informação até as pessoas: As empresas precisam adotar um comportamento mais proativo, construindo e acompanhando a jornada dos profissionais dentro da organização. Isso significa abordar, inclusive, temas relacionados à saúde, facilitando a identificação de sintomas e compartilhando formas de tratamento ou prevenção.

 

  1. Envolva líderes e gestores no fluxo da Comunicação Interna: Eles devem ser importantes aliados nesse processo, tanto entregando informações quanto estimulando o engajamento dos times. Inclusive, uma pesquisa recente da Gallup mostra que colaboradores engajados são menos propensos a reportar o sentimento de estresse no trabalho. Portanto, investir nessa área tem sido uma prioridade para as empresas que se preocupam com a saúde das pessoas.

 

  1. Fortaleça a cultura diariamente: Promover uma cultura de apoio e criar um ambiente de trabalho onde os funcionários se sintam seguros para falar sobre questões de saúde, sem estigma ou discriminação, é de extrema importância. Nesse sentido, cabe às áreas de Comunicação Interna e Recursos Humanos promover discussões sobre o tema e conscientizar os gestores a respeito do acolhimento necessário.

 

  1. Monitore a atmosfera do ambiente de trabalho: Tanto a Comunicação Interna quanto as lideranças precisam conseguir identificar sinais de estresse, sobrecarga ou depressão nas equipes. O clima organizacional é um importante reflexo da saúde dos profissionais. Quando não há engajamento, provavelmente há insatisfação ou desmotivação. Identificar esse problema é o primeiro passo para tratá-lo.

 

  1. Acompanhe o comportamento das pessoas: Lembre-se que as estratégias mais efetivas são aquelas construídas a partir de uma análise minuciosa de números e indicadores. Isso significa avaliar, também, o comportamento das pessoas. Os colaboradores estão felizes, engajados e produtivos? Essa resposta diz muito sobre a saúde organizacional.

 

Plataforma de Comunicação Interna

 

“Quando a comunicação é praticada em uma via de mão dupla e o desenvolvimento dos colaboradores é apoiado pela empresa, é possível saber exatamente o que o público interno precisa – mesmo sem perguntar diretamente. Afinal, ao obter dados por meio de diferentes fontes, conseguimos aprofundar insights sobre as experiências do colaborador no ambiente de trabalho. A escuta contínua oferece à liderança de RH ferramentas de análise de sentimento robustas, que permitem que a organização ouça o que os colaboradores estão dizendo em vários canais diferentes”, ressalta Godinho.

Ou seja, para ele, falar sobre a saúde do colaborador é falar sobre a participação ativa e atenta da empresa na construção e na implementação de políticas de bem-estar. “Quando a organização possui uma plataforma de Comunicação Interna que permite uma análise qualificada de indicadores e comportamentos, fica mais fácil conhecer gatilhos, prevenir situações de estresse e tratar o desengajamento das pessoas – que pode ser reflexo de questões pessoais ou profissionais”, frisa o especialista.

Foto: Reprodução

2 de julho de 2024 0 comments
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Estar em dia com o eSocial evita penalidades trabalhistas. Entenda as mudanças que podem afetar o seu negócio - Revista Cipa
SST - Legislação e Normas

Estar em dia com o eSocial evita penalidades trabalhistas. Entenda as mudanças que podem afetar o seu negócio

by 15 de março de 2024
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Instrumento pertinente para facilitar a emissão de documentação e envio de tudo que se refere à gestão de informações trabalhistas, previdenciárias e fiscais, o eSocial passou em fevereiro por atualizações e é de extrema importância estar em dia para não incorrer em multas e penalidades.

Como dito, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) implementou uma série de ajustes nos valores das multas trabalhistas, conforme diretrizes estabelecidas na Portaria nº 66/2024, que em seu escopo a regulamentação do Sistema Eletrônico de Processo Administrativo Trabalhista, estabelecendo parâmetros para as multas administrativas de valor variável, previstas na legislação.

 

Penalidades

 

De acordo com matéria publicada pelo Jornal Contábil, as principais alterações quando o assunto é multas foram dispostas da seguinte forma: no eSocial, o valor mínimo por não prestação de informações corretas e dentro dos prazos foi de R$ 431,69 para R$ 440,07; já o máximo foi de R$ 43.168,67 para R$ 44.007,30. Dobra-se os valores na reincidência, oposição à fiscalização ou mesmo o desacato às autoridades fiscalizadoras.

Já no Relatório Anual de Informações Sociais (RAIS), o valor das penalidades por não entregar as informações no prazo sofreu reajuste e passa de R$ 431,69 + R$ 107,91 por bimestre em atraso para R$ 440,07 + R$ 110,01 nesse período. Já omissão e/ou declaração falsa acarreta penalidade de R$ 440,07 + R$ 27,50 por colaborador não declarado ou essa informação foi dada falsa ou inexatamente.

“Uma adição significativa é a introdução do Totalizador 5503 para o FGTS Digital, prevista para março. Essa atualização simplificará o processo de recolhimento e pagamento, seguindo as normas estabelecidas pelo FGTS Digital”, acrescenta matéria do site Capitalist.

 

Declarações

 

Outra novidade é obrigatoriedade de declarar raça/etnia de seus trabalhadores nos documentos trabalhistas. Aliás, o próprio eSocial está emitindo um ‘alerta’, em que a opção “não informada” não poderá ser mais usada a partir de abril, sendo dado fornecido com base na autoclassificação do próprio colaborador. A determinação se deve por meio de Lei 14.553, de 20 de abril de 2023, alterando a Lei 12.288/2012, que instituiu o Estatuto da Igualdade Racial, informa a Agência Senado.

Para Maria Lucia Benhame, sócia-fundadora da banca Benhame Sociedade de Advogados, explica que esse quesito, a lei indica que as informações virão em vários formulários e em formulários de admissão e demissão, ou seja, esse dado não deve ser pedido na candidatura, mas apenas após efetiva contratação. “Assim, mais uma tarefa aos RHs e ao pessoal de processamento de dados de desenvolver rapidamente e com todos os cuidados de tratamento de um dado sensível, com um formulário de autoclassificação racial e étnica para que todos os empregados atuais o preencham, além da formatação de formulários de admissão com tal declaração nele inserida e a inserção dos dados no eSocial e em outros formulários quando houver tal campo”, destaca, em artigo ao RH Pra Você.

 

Capacitação

 

Estar em dia com essas atualizações requer, inclusive treinamento. Em Sergipe, o governo estadual, por meio das secretarias de Estado da Administração (Sead) e da Transparência e Controle (SETC), por meio da Escola de Administração Pública e Gestão Governamental, promoveu, em 13 de março, o curso ‘eSocial: Inovações e Implicações’.

Com a presença de autoridades e especialistas, o evento contou com 140 servidores da administração direta e indireta do Poder Executivo Estadual e dos Poderes Legislativo, Judiciário, Ministério Público Estadual e Tribunal de Contas do estado.“O eSocial vai facilitar a compreensão dos gestores no processo de atender aos interesses dos trabalhadores, dos servidores nas questões trabalhistas, previdenciárias. É uma plataforma única, que busca otimizar resultados, facilitando a vida das instituições”, destaca Nilson Lima, auditor da Receita Federal.

Mais do que estar em dia com as documentações e evitar penalidades, o eSocial é também um guia e um balizador para que as organizações preservem o bem-estar de seus colaboradores e proporcionem boas práticas e reputações de suas operações.

Foto: reprodução

15 de março de 2024 0 comments
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Normas regulamentadoras: o que o RH deve conhecer para ajudar na promoção da SST nas empresas - Revista Cipa
SST - Legislação e Normas

Normas regulamentadoras: o que o RH deve conhecer para ajudar na promoção da SST nas empresas

by 14 de março de 2024
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Dentro do escopo das leis trabalhistas, as Normas Regulamentadoras ou NRs, foram criadas para padronizar medidas de segurança e a metodologia que uma organização deve seguir, com o objetivo de prevenir acidentes. Por essa razão, mostra-se como um tema relevante que as áreas de RH precisam se atentar.

A empresa que possui funcionários no regime da Consolidação das Leis de Trabalho (CLT) necessita ficar atenta, pois as NRs são regras, obrigações e direitos que a organização deve seguir.

 

Atenção sobre as NRs para o RH

 

Segundo informações no Portal Valide, conceitualmente falando, também é importante saber distinguir as NRs no que diz respeito à aplicação em cada tipo de organização. Nesse sentido, a classificação se dá da seguinte maneira:

  • Normas Regulamentadoras Gerais, válidas para qualquer organização pública ou privada
  • Normas Regulamentadoras Especiais, que são reguladas de acordo com a execução do trabalho, considerando atividades ou equipamentos
  • Normas Regulamentadoras Setoriais, relacionadas a setores e atividades econômicas

 

Tipificações

 

Existem diversas variações que compreendem as NRs existentes, como, por exemplo, a das Disposições Gerais, de Serviços Especializados em Engenharia e Segurança em Medicina do Trabalho, a que versa sobre os Equipamentos de Proteção Individual ( os EPIs), o Programa de Controle Médico e Ocupacional (PCMSO) e, especialmente, a Norma referente a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (a CIPA), visto ser um tema de grande apelo concernente a atuação do RH, no que diz respeito à comunicação e ao gerenciamento de colaboradores, dentro dessa temática.

Nesse sentido, o Sindilojas-SP promoverá em sua sede, dia 27/3, em parceria com a ISO Saúde, o evento CIPA Designado, especialmente elaborado para tornar colaboradores de uma organização em membros ativos da CIPA, com o objetivo de garantir a proteção dos trabalhadores e a melhoria das condições de trabalho nas empresas.

 

Pontos de atenção do RH sobre o tema

 

Uma prerrogativa importante do RH dentro dessa temática é promover ações que possibilitem o entendimento e também o engajamento do quadro de colaboradores para a observação e o cumprimento das Normas Regulamentadoras. Nesse sentido, há alguns passos importantes, conforme o demonstrativo abaixo:

Conhecimento das NRs: o RH deve se manter atualizado sobre as normas aplicáveis ao setor de atuação da empresa.

  • Orientação e treinamentos: orientar e treinar os funcionários sobre as normas e práticas de segurança, conscientizando-os sobre os riscos ocupacionais e as medidas preventivas.
  • Implementação de políticas e procedimentos: desenvolver e implementar políticas e procedimentos em conformidade com as NRs, estabelecendo diretrizes claras para a empresa e seus colaboradores.
  • Documentação e registros: garantir a manutenção adequada dos registros e documentação exigidos pelas NRs, mantendo-os organizados e atualizados.
  • Monitoramento e inspeções: realizar inspeções regulares para verificar o cumprimento das normas e identificar possíveis inconformidades.

Levando em consideração o fato de que os cenários de RH estão em constante transformação e atualização, o Sindilojas-SP idealizou e concebeu o PROGERH – Programa de Gestão de RH no Varejo

O aprendizado obtido nas interações com os profissionais do setor moldarão as ações futuras. Por isso, o contato e compartilhamento do conhecimento é algo valorizado e resultará numa experiência cada vez mais rica e proveitosa para todos.

14 de março de 2024 0 comments
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