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Atualização da NR-1 traz abordagem sistêmica para a segurança e saúde do trabalho - Revista Cipa
INC - Incêndio FlorestalINC - Eventos

Parceria entre Brasil e EUA promove 2º seminário voltado para fortalecer a resiliência da população frente aos incêndios florestais

by redacao 22 de maio de 2024
written by redacao

Como parte das ações desenvolvidas em Mato Grosso do Sul, relativas a atuação do Governo do Estado para prevenir e mitigar os efeitos dos incêndios florestais no Pantanal, será realizado no dia 5 de junho – Dia Mundial do Meio Ambiente – o 2° Seminário presencial em Mato Grosso do Sul: resiliência da população frente aos incêndios florestais. O evento será realizado em Campo Grande, pela Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Ciência, Tecnologia e Inovação), por meio do Comitê do Fogo, em parceria com o Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo.

O seminário em Mato Grosso do Sul, tem o apoio do USFS (Serviço Florestal dos Estados Unidos), que por meio dos programas internacionais trabalha em parceria com o Governo do Brasil há mais de 30 anos – com várias instituições parceiras, como ICMBio, Ibama, Funai, Serviço Florestal Brasileiro, comunidades, universidades americanas e brasileiras, organizações da sociedade civil e setor privado -, para fortalecer o manejo integrado, prevenção, e resposta ao fogo, assim como a gestão florestal, fortalecimento da sociobioeconomia, governança e a gestão de áreas protegidas e terras indígenas na Amazônia e outros biomas.

As atividades são apoiadas por diferentes parcerias, como a USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional), Departamento de Estado dos Estados Unidos e Departamento de Defesa.

 

Experiência em prol da resiliência

 

Além de profissionais palestrantes do Estado de Mato Grosso do Sul, está confirmada a presença da palestrante Brenda Bowen, especialista em Recursos e oficial de informação pública, da equipe de manejo de florestas, pastagens e ecologia vegetal do Serviço Florestal dos Estados Unidos (United States Forest Service). Brenda iniciou sua carreira no Serviço Florestal dos EUA, em 1999, na Floresta Nacional Black Hills, no estado da Dakota do Sul. Nesta função, ela trabalhou como membro de uma equipe de combate ao fogo, bem como técnica de chamadas de emergências médicas. Em 2000, tornou-se oficial de informação pública e serviu em equipes de gerenciamento de incidentes nas Montanhas Rochosas. Desde 2014, tem sido a oficial chefe do setor de informações públicas.

Nos últimos 24 anos, Brenda participou de inúmeras ocorrências ligadas a incêndios florestais e a outros incidentes arriscados, incluindo a ajuda internacional prestada à Nova Zelândia, por ocasião da passagem do ciclone Gabrielle, em 2023. Sua equipe de gerenciamento de incidentes tem estado à frente de muitas iniciativas nos Estados Unidos, como o gerenciamento de incidentes complexos e os processos de avaliação de risco estratégico. Por muitos anos, Brenda tem sido instrutora do curso de introdução à informação de incidentes, na região das Montanhas Rochosas. Ela ajudou a ministrar cursos S-203 virtuais e presencias no Brasil, sendo que em outubro de 2022, foi uma das instrutoras de um curso presencial no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso.

O evento em MS tem foco nas metas da ONU (Organização das Nações Unidas), com o objetivo acelerar o progresso na restauração de terras degradadas, combater a desertificação e desenvolver a resiliência das comunidades e das pessoas. Em março de 2019, a Assembleia Geral da ONU adotou uma resolução que declarou os anos de 2021-2030 a Década das Nações Unidas da Restauração de Ecossistemas.

O 2° Seminário presencial Brasil & Estados Unidos: resiliência da população frente aos incêndios florestais, será realizado no auditório da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), no dia 5 de junho, das 8h às 18h. Entre os painéis previstos está o de “Estratégias adotadas de comunicação do Serviço Florestal dos Estados Unidos (USFS) com a população em geral e população diretamente afetada pelos incêndios florestais, com apresentação de cases de sucesso nos Estados Unidos da América e no Brasil” e “Coordenação e interação multiagências em incidentes de grande porte por incêndios florestais na fase da resposta: considerações sobre o emprego do Sistema de Comando de Incidentes (SCI) nos Estados Unidos”.

22 de maio de 2024 0 comments
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Estresse prolongado prejudica gradativamente a saúde dos trabalhadores, apontam estudos - Revista Cipa
SST - Saúde Ocupacional

Estresse prolongado prejudica gradativamente a saúde dos trabalhadores, apontam estudos

by 11 de março de 2024
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Boletos, problemas pessoais e profissionais, guerras, crise climática, violência nas cidades. Esse combo de notícias e situações ruins juntamente com local de trabalho tenso pode resultar em problemas sérios de saúde. Pesquisa da Associação Americana de Psiquiatria mostrou que a exposição constante a notícias negativas, informações perturbadoras e imagens angustiantes é um dos principais impulsionadores do estresse e da ansiedade dos funcionários, podendo prejudicar a saúde e a produtividade dentro das empresas. Em números, os trabalhadores norte-americanos estão preocupados com a inflação (76%), a violência (69%) e o meio ambiente (61%).

Já no Brasil, os trabalhadores da chamada Geração Z (pessoas nascidas, em média, entre a segunda metade da década de 1990 e o ano de 2010) estão entre as mais deprimidas e ansiosas, segundo outro levantamento, o da health tech Vittude, especializada em saúde mental, divulgada pela Bloomberg Línea.

Dados apontam que uma em cada quatro pessoas empregadas no país (27,7% do total) com idade até 25 anos se diz com ansiedade; a mesma proporção (27,5%), com depressão; e uma em cada três (36,5%), com estresse. “A geração que registrou maiores índices de transtornos é também a primeira nativa digital, ou seja, já nasceu em um ambiente assim. Podemos traçar um paralelo entre o aumento do desenvolvimento de transtornos mentais como esses citados pela pesquisa com o aumento de contato e familiaridade com a tecnologia”, salienta Tatiana Pimenta, CEO da Vittude.

 

Gatilhos do estresse

 

O excesso de informações, telas e ainda a acessibilidade constante a dispositivos de demonstram as pessoas estarem sempre online e/ou dispostas a trabalhar a qualquer momento e em qualquer lugar são os gatilhos para doenças relacionadas ao estresse, como Burnout, ansiedade e depressão, alertam os especialistas.

Falando em Síndrome de Burnout, o Brasil tornou-se um terreno fértil para o desenvolvimento desse transtorno, destaca a psiquiatra Alexandrina Maria Meleiro, da Associação Nacional de Medicina do Trabalho (Anamt), à CNN. “O Brasil é o primeiro país no mundo no índice de ansiedade (9,3%) e é o quinto no mundo de depressão, só perdendo na América para os EUA. Então, nós temos uma incidência muito alta, uma prevalência de depressão e ansiedade e claro que isso atinge o trabalhador. Em média, 30% são afastados e é um dos motivos de mais incapacidade para o trabalhador”, frisa.

“Tem uma série de profissões que são mais comuns de se observar esse tipo de fenômeno. Trabalhadores da área da saúde, submetidos a situações de extremo estresse, tendo que lidar com perdas muito significativas, com o medo de contaminação, com incerteza às vezes com condições de trabalho que não são favoráveis”, pontua Catarina Dahl, consultora de saúde mental, álcool e outras drogas das Organizações Pan-Americana da Saúde (Opas) e Mundial de Saúde (OMS), também ao canal.

 

Por um ambiente que favoreça a resiliência

 

Inevitável estarmos alheios ao noticiário, inertes ao uso de tecnologias e dispostos a ficar totalmente off-line, contudo a busca pelo equilíbrio necessita ser uma premissa se quisermos melhorar a qualidade de vida e de trabalho.

Para tanto, as empresas precisam também embarcar nesse objetivo, estando cientes da importância de pausas, respeito aos horários, distribuição de tarefas, demandas e ainda o emprego de ações de saúde mental não sendo vistas apenas como um bônus, mas ferramenta importante aos colaboradores. “Não cabe mais olhar a saúde mental como um pilar de benefício oferecido. O cuidado emocional precisa ser integrado e exige atenção por meio de programas. Afinal, isso impacta o bem-estar, a motivação, odesempenho e a produtividade das equipes”, frisa Tatiana Pimenta, da Vittude.

 

Como, então, as corporações podem ser aliadas a esse propósito?

 

Melissa Miller, diretora de clínica médica, e Andrea Mingo, treinadora de Wellness, ambas da plataforma de saúde e meditação Calm, recomendam que as organizações invistam na cultura da conversa, com times alinhados em criar uma “aliança para a saúde psicológica”, ou seja, um manifesto a favor da saúde mental, dando voz a todos os atores. Isso pode ser feito desde o setor de Recursos Humanos até as pessoas que trabalham como terceirizadas, por meio de treinamentos e capacitações, sempre com uma ajuda especializada.

Elas também propõem o que chamam de “PIE check-in”, uma verificação se os times estão bem nos quesitos Físico (Physical), Intelecto (Intellectual) e Emocional (Emotional). “Inicie reuniões com uma conversa aberta com a equipe, permitindo que os funcionários sejam ouvidos por meio da auto-avaliação. Como você está fisicamente, intelectualmente, emocionalmente? Às vezes, a resposta vai ser ‘estou exausto, triste’ ou ‘sinto-me esgotado, sobrecarregado’. Dar espaço para compartilhar, de forma autêntica, ajuda as pessoas a se sentirem mais seguras o suficiente para dividir esses problemas, e os líderes, em especial de RH, possam entender essas demandas e buscar ajuda”, esclarecem.

Foto: GettyImages

11 de março de 2024 0 comments
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