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queimadas

Com aumento das queimadas na Amazônia, brigadistas levam conscientização sobre o tema - Revista Incêndio
INC - Prevenção de Incêndios

Com aumento das queimadas na Amazônia, brigadistas levam conscientização sobre o tema

by redacao 11 de fevereiro de 2025
written by redacao

Dados do Monitor do Fogo do MapBiomas, divulgados em janeiro último, descortinam um cenário que chama a atenção: 30,8 milhões de hectares foram afetados pelo fogo entre janeiro e dezembro de 2024, aumento de 79% nas áreas queimadas na comparação com o mesmo período do ano anterior. A Amazônia está no cerne da questão.

“O aumento de áreas queimadas está relacionado ao período seco em decorrência do fenômeno El Niño(aquecimento anormal das águas superficiais e sub-superficiais do Oceano Pacífico), entre 2023 e 2024. Esses impactos expõem a urgência de ações coordenadas e engajamento em todos os níveis para conter uma crise ambiental exacerbada por condições climáticas extremas, mas desencadeada pela ação humana como foi a do ano passado”, explica Ane Alencar, coordenadora do MapBiomas Fogo, em matéria divulgada pela Rádio Mirador.

 

Educação na Amazônia

 

Ainda segundo o MapBiomas, apenas na Amazônia, queimaram-se 17,9 milhões de hectares, o que corresponde a mais da metade (58%) da área afetada no país. Diante dessa demanda, iniciativas educacionais estão auxiliando na conscientização sobre esse assunto.

Em Alter do Chão, PA, os brigadistas são educadores, estando na linha de frente das ocorrências, inclusive na promoção de cursos com a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros. Além do trabalho direto de combate aos incêndios, o grupo ajuda na formação, desde 2018, de outros brigadistas e na conscientização da população sobre o manejo correto e legal do fogo.

“As brigadas que estão nos territórios rurais têm as melhores condições para dar a primeira resposta no combate ao incêndio florestal, porque o governo nunca vai ter braço suficiente. É muito caro você deslocar alguém de Brasília, por exemplo. Ideal sempre que tenha uma brigada em todas as regiões”, diz Daniel Gutierrez, brigadista voluntário, à Agência Brasil.

Foto: André Noboa/UmGraueMeio

11 de fevereiro de 2025 0 comments
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Corpo de Bombeiros de Roraima reforça monitoramento de queimadas - Revista Incêndio
INC - Incêndio FlorestalINC - Prevenção de Incêndios

Corpo de Bombeiros de Roraima reforça monitoramento de queimadas

by redacao 6 de fevereiro de 2025
written by redacao

O Corpo de Bombeiros Militar de Roraima (CBMRR) está intensificando o monitoramento de incêndios florestais, especialmente no período de estiagem, considerado desafiador para mitigar danos e impactos nas áreas rurais e urbanas.

As ações da Operação Verão Sem Fogo se iniciaram em novembro de 2024, formado por um gabinete Integrado composto por diversas secretarias, órgãos e autarquias estaduais, e, em números, desde sua implantação até os 15 primeiros dias de 2025, foram registradas 4.918 atividades de prevenção, que englobam abordagens educativas e limpeza de pontes e combate a 281 incêndios em vegetação.

“As equipes estão sempre trabalhando preventivamente, fazendo visitas e orientação aos produtores rurais, escolas e associações, aqueles que possam fazer uso do fogo de forma consciente e dentro da legalidade. É importante que a população roraimense esteja sensibilizada também nesse período de estiagem” explicou coronel Gewrly Batista, subcomandante do CBMRR.

 

Ações preventivas e monitoramento

 

Com 20 viaturas atuando diretamente na operação, os bombeiros monitoram áreas suscetíveis a incêndios, além do uso de ferramentas como aplicativos e o Sistema Sentinela, integrado ao Painel do Fogo do Censipam (Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia), além de emitir alertas via WhatsApp, reduzindo o tempo de resposta. A população também recebe informações sobre o assunto por parte das guarnições: “Orientamos que os cidadãos recebem as equipes e estejam atentos à orientação e somem conosco, para que possamos evitar que incêndios venham a acontecer”, salienta o subcomandante do CBMRR.

“Os incêndios florestais causam grandes prejuízos financeiros aos proprietários rurais e à saúde das crianças; e estamos realizando trabalhos educativos para orientar os produtores e toda a população a não iniciarem focos de incêndios. O Ministério do Meio Ambiente também já sinalizou que irá enviar forças federais a Roraima para trabalharem no combate às queimadas”, frisa Antonio Denarium, governador do estado, ao site Folha BV.

Foto: Ascom – CBMRR

6 de fevereiro de 2025 0 comments
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Cerests estão mobilizados para proteger a saúde dos trabalhadores em meio à crise dos incêndios no Brasil - Revista Cipa
SST - Prevenção de Acidentes

Cerests estão mobilizados para proteger a saúde dos trabalhadores em meio à crise dos incêndios no Brasil

by 14 de outubro de 2024
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Já falamos aqui em Cipa da importância dos Centros de Referência em Saúde do Trabalhador (Cerests) em levar informações preventivas e atendimento humanizado a quem atua todos os dias no ambiente laboral. Agora, com os recentes incêndios florestais que assolam tantos pontos pelo Brasil também levaram esse equipamento ao patamar que auxiliar quem extingue as chamas, ou quem atua em meio a uma cidade coberta de fumaça e cinzas.

Para tanto, o Ministério da Saúde, por meio de sua Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (DVSA), convocou em setembro uma reunião emergencial com representes dos Cerests das regiões afetadas pelas queimadas, bem como crise hídrica, baixa umidade do ar e aumento de ondas de calor.  Participaram integrantes da Sala de Situação Nacional de Emergências Climáticas em Saúde, do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador (DVSAT) e de Comissões Intersetoriais de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (Cistt) e membros de 100 Cerests de 20 unidades federativas, em sua maioria das regiões Centro-Oeste, Norte e Sudeste.

 

Saúde dos brigadistas que combatem os incêndios

 

O foco foi o fortalecimento da Rede Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (Renastt) no enfrentamento dessa emergência climática, além de explicações técnicas à atenção de brigadistas, populações com jornadas de trabalho por longos períodos em exposição ao sol (urbano ou rural).

“A vigilância é fundamental para proteger a saúde da população trabalhadora nestas áreas porque nos permite criar estratégias concretas de avaliação de riscos e redução da exposição dos trabalhadores. Não podemos aceitar como natural o adoecimento ou morte de brigadistas florestais e quaisquer outros trabalhadores em decorrência das emergências climáticas”, alerta destaca Luís Henrique da Costa Leão, coordenador-geral do DVSAT.

A recomendação da pasta é que as empresas forneçam EPIs condizentes a esse cenário, bem como o aumento da ingestão de água, evitar atividades ao ar livre e o uso de máscaras N95, além de seguir a Norma Regulamentadora NR-17, que regulamenta o conforto térmico e a qualidade do ar em ambientes climatizados.

 

Trabalhadores

 

Segundo reportagem da DW Brasil, ao menos 11 pessoas morreram combatendo o fogo desde agosto de 2024, sendo um dos casos mais emblemáticos foi o de Uellinton Lopes, de 39 anos. Ele trabalhava para o Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Prevfogo), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), que ao combater as chamas na Terra Indígena Capoto/Jarina, no Parque Nacional do Xingu, MT, acabou por morrer carbonizado.

Muito embora a atividade de brigadista seja reconhecida na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) desde 2020, não há um código no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).

“É urgente que tenha um código específico para agravos com brigadistas florestais. A morte e queimaduras são os riscos da atividade, mas não os únicos: doenças cardiovasculares, respiratórias, renais, osteomusculares, cortes e picadas por animais peçonhentos são alguns dos problemas. A fumaça também é reconhecidamente causadora de câncer”, destaca a professora Kelly Polido Kaneshiro Olympio, do Departamento de Saúde Ambiental da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), à DW.

 

Sindicatos

 

De acordo com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o grande problema está na carência de auxílio a trabalhadores informais, como vendedores ambulantes e catadores, que atuam por longos períodos sem um abrigo para se proteger do sol extremo ou mesmo das fumaças.

Em nota, o sindicato endossa que, diferentemente da população formal, que tem garantias legais para condições adequadas de trabalho, os trabalhadores informais ficam expostos às condições extremas, com poucas opções para se protegerem dos danos à saúde.

“A crise dos incêndios e queimadas escancara a desigualdade de acesso a direitos básicos e proteção, ampliando os riscos aos trabalhadores que dependem das ruas para sobreviver. Esses profissionais são parte fundamental da economia, mas, diante do avanço das queimadas e da fumaça, permanecem vulneráveis, sem assistência ou mesmo de políticas públicas que os resguardem. É preciso que todos tomem cuidados essenciais para evitar problemas à saúde”, informa nota.

Foto: Joel Silva/Reuters

14 de outubro de 2024 0 comments
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INC - Capacitação e Treinamento

Brigada de Crato, CE, participa de simulado na Chapada do Araripe

by redacao 8 de outubro de 2024
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A Floresta Nacional do Araripe, CE, foi palco para um simulado de incêndio com os brigadistas de Crato, cujo treinamento de 12 horas foi ofertado por meio de parceria entre as Secretarias de Meio Ambiente e de Segurança Pública com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) local.

“Temos um procedimento aberto que trabalha a questão dos incêndios e queimadas ilegais no Crato. Entre eles, a articulação, em que estamos acompanhando a iniciativa do município em criar sua brigada própria, somando esforços a outras equipes já existentes na região para termos uma atuação cada vez mais efetiva nesse tipo de combate”, destaca Thiago Marques, promotor de Justiça que acompanhou a atividade, ocorrida em setembro.

O Ministério Público do estado, por meio da 6ª Promotoria de Justiça de Crato, discutiu recentemente com diversos órgãos fiscalizadores e ambientais para cobrar ações preventivas e repressivas relacionadas a incêndios e queimadas no município.

 

Atuação em simulado

 

A Brigada Municipal do Crato é primeira formada após a aprovação da lei municipal 4.106/2023, atuando nas atividades de controle de desmatamento e queimadas,podendo colaborar e ajudar conjuntamente com o CBMCE e Defesa Civil.

Segundo informações, a prefeitura pretende disponibilizar um veículo exclusivo aos brigadistas.

Foto: reprodução

8 de outubro de 2024 0 comments
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INC - Capacitação e Treinamento

Parcerias com empresas auxilia nas operações dos bombeiros

by redacao 7 de outubro de 2024
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Recorrentemente falamos aqui em Incêndio sobre as parcerias entre órgãos públicos e empresas com os bombeiros, desde a formação e capacitação de equipes, auxílio em operações mais complexas, como as queimadas que assolam vários pontos do país, aquisição de equipamentos e expertise entre corporações, sejam entre os estados brasileiros, sejam de outros países.

Um exemplo é da cooperativa agroindustrial Minasul que doou, em setembro, dois sopradores ao 9º Batalhão de Bombeiros Militar (9º BBM) de Varginha, MG, que estão sendo utilizados nos incêndios que atingiram o Parque Estadual da Serra do Papagaio, em Baependi.

No local foi instalado um sistema de comando de operações, integrando CBMMG, Instituto Estadual de Florestas (IEF), brigadistas do Previncêndio e do Vale doMatutu. “Quando o combate do primeiro foco detectado (em 08/09), outros dois novos incêndios deflagraram na região do Congonhal e Serra da Careta. A estrutura foi ampliada e a aeronave Pegasus da Polícia Militar(PMMG) foi mobilizada juntamente com dos aviões airtractors. Em 11/09, já no quarto dia de combate, 71 combatentes foram envolvidos na operação, incluindo CBMMG, PMMG, brigadistas, IEF, Defesa Civil de Baependi e voluntários”, informa o 9º BBM.

 

Parcerias pelo Brasil

 

Outra iniciativa vem da Refinaria de Petróleo Riograndense (RPR) doou um caminhão de bombeiros para o 3º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul, por meio do Programa de Incentivo a Segurança do Estado (PISEG/RS).

Trata-se de uma Lei de Incentivo (Lei Complementar nº 15.224/18, regulamentada pelo decreto nº 54.361/18), que possibilita empresas estabelecidas no RS destinarem recursos ao aparelhamento da segurança pública em ações de combate à criminalidade, compensando valores correspondentes ao ICMS.

“Através desse incentivo, estamos doando o caminhão de bombeiros e, também pretendemos doar duas viaturas, uma à Polícia Civil e outra para a Brigada Militar. Se quisermos trazer investimentos para a cidade, temos que ter união. Essa é a importância do PISEG ea segurança e a educação são pilares muito importantes para nós”, explica Felipe Jorge, diretor superintendente da RPR, ao site Rio Grande Tem.

“Essa aquisição agrega maior eficiência e eficácia no atendimento às ocorrências em Rio Grande, sendo mais um caminhão de combate a incêndios no município e trazendo um reforço de grande impacto para a população, além da segurança às empresas portuárias e comércio local”, salienta Sulenir Abreu da Rosa, tenente coronel comandante do Corpo de Bombeiros.

 

Intensificação dos trabalhos

 

Já em Goiás, a CMOC, especializada em mineração e no beneficiamento de nióbio e fosfato com instalações nos municípios de Catalão e Ouvidor, doou materiais para que sejam realizadas oficinas de construção de abafadores, importante ferramenta no combate às queimadas.

A atividade é feita nas propriedades rurais pela equipe do 10° Batalhão do Corpo de Bombeiros frente à Operação Cerrado Vivo. Segundo a empresa, que desde 2019 realiza tais ações, que são intensificadas nas épocas de maior estiagem na região, entre os meses de junho e outubro. “Durante esse período, a empresa intensifica os trabalhos de conscientização junto aos seus parceiros, por meio de oficinas, palestras e distribuição de materiais informativos”, destaca nota.

A mineradora conta com 2 mil hectares destinados ao reflorestamento, localizados num raio de até 30 km das unidades, monitorados por drones e a ajuda de 35 colaboradores,que passaram por treinamentos conforme as diretrizes da Norma Regulamentadora 23(NR-23, sobre proteção de incêndios), todos utilizando ferramentas e Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e demais itens para mitigar a proliferação das chamas, como o uso de caminhão-pipa.

Foto: divulgação

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INC - Capacitação e Treinamento

Trabalho dos bombeiros requer ainda mais preparo em incêndios noturnos

by redacao 30 de setembro de 2024
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Além da atuação em ambientes e ocorrências complexos, o trabalho dos bombeiros também não tem uma hora marcada, ou seja, pode ocorrer em períodos diurnos ou noturnos.

Em Mato Grosso do Sul, o Corpo de Bombeiros (CBMMS) está há mais de 100 dias em operação com o objetivo de combater, controlar e monitor os incêndios florestais na região do Pantanal. São 141 bombeiros militares, distribuídos em localidades estratégicas como Campo Grande, Corumbá, Anastácio, Miranda, Bonito e Porto Murtinho.

 

Desafios noturnos

 

Desse quantitativo, 92 estão em campo realizando atividades diretas, enquanto 49 desempenham funções no Sistema de Comando de Incidentes (SCI), coordenando e supervisionando as ações, informa a corporação, enfrentando temperaturas que podem variar de 10°C no sul do estado durante a tarde-noite até mais de 40°C pelas manhãs.

“A região do Pantanal sul-mato-grossense enfrenta condições climáticas desafiadoras, com estiagem persistente, baixa umidade relativa do ar e temperaturas elevadas.Diante desse cenário adverso, as equipes de combate mantêm vigilância contínua, tanto nas áreas afetadas quanto nas bases avançadas.As operações de rescaldo e monitoramento são realizadas com o auxílio de drones e satélites para assegurar a eficácia das ações”, completa a nota.

 

Atentos 24 horas

 

Já no ambiente urbano, a atuação dos bombeiros pode variar desde apagar um incêndio em um estabelecimento comercial até socorrer uma gestante em trabalho de parto ou uma pessoa acidentada.

“Nós estamos preparados para qualquer tipo de situação, sete dias na semana, 24h por dia”, enfatiza o tenente Gabriel Dantas, comandante de socorro do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBMAL), em reportagem a RecordTV.

Para o sargento Victor Barros, que coordena a equipe de socorristas, é necessário um preparo constante, já que as ocorrências não têm uma previsibilidade e tal capacitação é determinante para o êxito nas operações.

“Todo o bombeiro precisa estar preparado para as ocorrências. Assim que recebemos o chamado e a sirene toca, vamos ao socorro da vítima, atendemos a esse sinistro e fazemos o atendimento o mais preciso e rápido possível”, salienta o profissional.

 

Adicional noturno

 

O Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2020 decidiu que, mesmoa Constituição Federal não preveja o direito a adicional noturno a militares (o que inclui bombeiros), fica cargo dos estados reivindicar o direito, “desde que o recebimento da parcela esteja expressamente previsto na Constituição estadual ou, no caso do Distrito Federal, na sua Lei Orgânica”, informa o STF.

Em Cuiabá, MT, por exemplo, a Vara Especializada em Ações Coletivas determinou, em abril, que o governo estadual pague 25% de adicional noturno a policiais militares e bombeiros que trabalharam entre 22 horas e às 5 horas do dia seguinte. A ação foi pedida pela Associação dos Sargentos, Subtenentes e Oficiais Administrativos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiro Militar do Estado de Mato Grosso (ASSOADE).

“Embora a Constituição Federal não prevê a remuneração do trabalho noturno superior à do diurno, no artigo 39, parágrafo 3º, incluiu o adicional noturno no rol de direitos dos trabalhadores urbanos e rurais extensíveis aos servidores civis ocupantes de cargo público. Tal fato não impede que os Estados-membros, de acordo com a sua competência para legislar sobre seu próprio funcionalismo, crie leis que assegurem aos servidores públicos militares o direito à percepção de outras vantagens remuneratórias”, destaca a decisão.

 

 

Foto:Ascom – CBMMS

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INC - Prevenção de Incêndios

Além dos pulmões, queimadas afetam a saúde mental da população

by redacao 25 de setembro de 2024
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São Paulo é, pelo terceiro dia consecutivo, a metrópole com a pior qualidade do ar no mundo, segundo o serviço de monitoramento suíço IQAir, que avalia grandes cidades globais. A fumaça das queimadas, combinada com a poluição urbana, tem deteriorado a qualidade do ar, gerando um cenário preocupante para a saúde pública. A exposição contínua a esses poluentes já resulta em um aumento significativo de problemas respiratórios e coloca a saúde mental da população em risco.

A má qualidade do ar, além de causar doenças respiratórias como asma e bronquite, está associada a impactos na saúde mental. Estudos recentes revelam que a poluição vai além dos pulmões e afeta o bem-estar psicológico. Um estudo publicado no “Jama Network” mostra que idosos expostos a altos níveis de poluição têm maior risco de desenvolver depressão após os 64 anos. A pesquisa indica que a vulnerabilidade física, especialmente a pulmonar e neural, aumenta as chances de complicações psiquiátricas em ambientes poluídos.

 

Reflexos na saúde mental

 

Outro estudo, realizado por pesquisadores da China e do Reino Unido, reforça essa associação ao apontar que a exposição prolongada à poluição do ar também está ligada a casos de ansiedade, além da depressão. A pesquisa acompanhou cerca de 390 mil adultos no Reino Unido ao longo de 11 anos e revelou que aqueles que viviam em áreas com pior qualidade do ar eram mais propensos a sofrer de distúrbios psicológicos.

Dra. Fernanda Monteiro, Head de Saúde da Vibe Saúde, explica que a poluição atmosférica pode desencadear ou agravar problemas de saúde mental. “A má qualidade do ar contribui para um aumento nos níveis de estresse e pode intensificar sintomas de ansiedade e depressão, especialmente em pessoas que já são mais vulneráveis. A sensação de ar pesado e a falta de ar também causam desconforto físico, o que pode desencadear um ciclo de preocupação e piora do estado psicológico”, afirma. A médica recomenda que, em períodos de alta poluição, as pessoas limitem atividades ao ar livre, busquem ambientes mais limpos e pratiquem atividades que promovam relaxamento, como meditação e exercícios respiratórios.

Além dos impactos diretos na saúde mental, a poluição afeta a qualidade de vida de maneira mais ampla, influenciando o sono. O desconforto causado por irritações nas vias respiratórias e a dificuldade de respirar devido ao ar poluído podem interferir no ciclo de sono, levando a noites mal dormidas.

“A poluição causa desconforto nas vias aéreas superiores, inflamação e efeitos em todo o organismo por causa de alterações no sangue. A inflamação da via aérea superior pode piorar o ronco e a apneia do sono e, consequentemente, afetar o sono. Já a obstrução nasal, por si só, piora a qualidade do sono porque dificulta a respiração”, afirma o Dr. Geraldo Lorenzi, pneumologista da Biologix, healthtech brasileira especializada em medicina do sono.

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INC - Prevenção de Incêndios

Incêndios criminosos: tática, conscientização e resiliência são essenciais para o combate

by redacao 23 de setembro de 2024
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Estamos vivendo uma crise climática alarmante, com grandes períodos de estiagem, chuvas esparsas que, quando ocorrem, ora são intensas, porém breves, ora não estão no volume que comporte a secura e, consequentemente, não extinguem por completo os focos de chamas presentes nas regiões que sofrem com as queimadas, muitas delas decorrentes da ação indiscriminada do homem. Para se ter ideia, apenas em agosto, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou 4.928 focos de calor pelo país, muitos considerados criminosos.

Um triste exemplo ocorreu recentemente, em Corumbá, MS: uma fagulha durante a manutenção de trilhos levou seis dias para ser controlado e devastou 17,8 mil hectares do Pantanal, segundo informações, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aplicou multas na casa de R$ 57 milhões na empresa que realizava a obra.

 

Incêndios criminosos

 

“Estamos em condições de baixa umidade, de muita seca e vento forte. Tinha vegetação seca ao redor da linha, porque a empresa não estava fazendo a limpeza adequada.Estamos com o uso de fogo completamente proibido, e é público e notório os graves incêndios florestais e as condições climáticas adversas. Era obrigação da empresa garantir a segurança da linha, e se a máquina que realizava a manutenção liberava faíscas, teria que ter tido um cuidado ainda maior com a proteção”, explica Ana Cacilda Rezende Reis, analista ambiental do Ibama, ao Repórter Brasil.

 

Já em São Paulo, o governador do Estado, Tarcísio de Freitas, decretou situação de emergência, por 180 dias em municípios afetados, e está estimado mais de 15 mil pessoas envolvidas nos trabalhos de combate às chamas e orientação à população.“A fumaça vem sendo transportadas pelos ventos. Estamos em um ano em que as chuvas estão abaixo da média, o que significa que há menos umidade disponível para a vegetação, e o clima fica mais quente. Com essas condições o fogo se alastra rapidamente, mas o maior responsável por esse expressivo número de queimadas é o ser humano”, alerta Ana Avila, meteorologista e pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ao g1.

 

Papel dos bombeiros

 

Segundo informações da 2ª Companhia de Bombeiros Militar em Passos, MG, 2024 já um dos anos com maior número de ocorrências de incêndios florestais: entre 1º de janeiro e 22 de agosto foram 371 casos, sendo 73 nas últimas semanas de agosto.“O rápido acionamento garante a mobilização das equipes para o combate ao incêndio e minimiza os prejuízos causados ao meio ambiente. Segundo a Lei Federal 9.605/98, que tipifica os Crimes Ambientais, provocar incêndio em mata ou floresta é crime, com previsão de pena de reclusão de 2 a 4 anos e multa”, informa a corporação, ao Folha da Manhã.

Já em Rondônia, segundo o tenente CB Viviani Oliveira, comandante do Corpo de Bombeiros de Vilhena, ao Extra de Rondônia, nos últimos 14 dias de agosto, foram realizados 64 combates a incêndios em vegetação, sendo 95% dos casos têm origem criminosa. “Para determinar a causa exata de um incêndio, é necessário realizar uma perícia pós-combate. No entanto, algumas observações evidentes apontam fortemente para a origem criminosa, como a ausência de fiação caída, maquinário pesado no local, ou de vegetação que poderia gerar combustão natural”, detalha.

 

Papel dos brigadistas

 

Além do trabalho dos bombeiros, a atuação dos brigadistas é essencial para o combate e mitigação desse cenário.  Em Minas Gerais, a Brigada Cipó atua voluntariamente na prevenção e combate à incêndios florestais na Serra do Cipó, o que inclui ações de conscientização ambiental.

“Nos meses de muita chuva pode cair raio e pegar fogo na mata, mas, no tempo seco, são pessoas que colocam fogo, seja para limpar pasto ou por qualquer outro motivo. Desta vez, queimaram muitas cabeceiras onde estão as nascentes. Desse jeito vão acabar com tudo, porque, sem água, não existe nada. E queimada é crime. Eu espero que seja investigado e os culpados sejam punidos”, ressalta SthephanieOssart, francesa, brigadista voluntária e moradora na região da Serra do Cipó há mais de uma década, ao Diário do Comércio.

 

Foto: Ibama

23 de setembro de 2024 0 comments
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Aplicação de NRs a servidores estaduais é pauta no STF - Revista Cipa
INC - Prevenção de Incêndios

Entenda a relação entre os rios voadores e os incêndios florestais

by redacao 5 de setembro de 2024
written by redacao

Nas últimas semanas, os noticiários estão com o mesmo foco: as queimadas em diferentes Estados do país, como São Paulo e Amazônia. De acordo com os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), nos 20 primeiros dias deste mês, o número de queimadas na Amazônia superou o número total em relação ao mesmo período em 2023. Em meio a isso tudo, um fenômeno, que contribui para a segurança hídrica, precisa de atenção e tem agravado a proliferação de fumaças causadas por incêndios florestais: os rios voadores.

Rios voadores são correntes de vapor d’água que se formam e se deslocam a grandes altitudes, transportando enormes quantidades de umidade da região amazônica para outras partes do Brasil e da América do Sul. Eles impactam positivamente o regime de chuvas em diversas áreas brasileiras, especialmente no Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Esse fenômeno consegue também transportar pequenas partículas sólidas, como as de fumaça provenientes das queimadas, que acabam se misturando com o fluxo de vapor, se espalhando pelas regiões, alterando padrões de vento e umidade, dificultando a formação de nuvens de chuva e contribuindo para um clima mais quente e seco.

 

Impacto dos rios voadores

 

“Incêndios florestais e queimadas não somente prejudicam a vegetação, como causam efeitos negativos também em animais, fertilidade de solo, produção de alimentos, nascente de água e, até mesmo, na qualidade do ar, impactando todo o sistema”, explica a engenheira agrônoma Marília Gregolin, diretora técnica do Crea-SP. “É preciso deixar muito claro que ao evitarmos as queimadas, estamos contribuindo para um mundo melhor e que é bem mais fácil e adequado realizarmos um trabalho preventivo do que um curativo”, ressalta.

Cada um tem um papel importante para prevenir e impedir que esse cenário continue. Neste mês de agosto, a Defesa Civil decretou alerta para São Paulo, que registrou baixa umidade relativa do ar com apenas 12%. Nesta semana, 48 municípios estão em estado de atenção para queimadas. A atuação de profissionais da área tecnológica, com o devido registro no Crea-SP, por exemplo, é fundamental para mitigar os impactos negativos.

 

Combate ao fogo

 

“Estamos vivenciando um período complexo, de seca e incêndios florestais. Essas nuvens carregadas, em vez de água, acabam transportando as fumaças tóxicas para diferentes regiões, causando sérios problemas para o meio ambiente e também de saúde, resultantes da má qualidade do ar”, explicou o presidente da Associação dos Engenheiros e Agrônomos de São Manuel e Região (AENSAM) e coordenador executivo da União das Associações do Centro Oeste Paulista (UNACOP), engenheiro florestal Luiz Gustavo Delgado.

Estudos, pesquisas e projetos voltados às queimadas para buscar formas de prevenção, incentivar e realizar treinamentos de capacitação para controle de incêndios e elaborar atividades de educação ambiental, são algumas das alternativas apontadas por Delgado. As ações de fiscalizações do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), e de órgãos ambientais federais, estaduais e municipais também se tornam grandes aliadas no combate ao fogo.

5 de setembro de 2024 0 comments
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Itaipu e PUC-Campinas lideram ações que compõem a agenda de segurança e agenda do trabalho - Revista Cipa
INC - Prevenção de Incêndios

Melhoramentos mantém cerca de 100 profissionais para monitorar incêndios e atuar nas áreas florestais

by redacao 1 de agosto de 2024
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De acordo com levantamentos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o número de focos de incêndios registrados nos primeiro quatro meses do ano é 81% maior do que o acumulado no ano passado. É o maior número da série histórica desde que o Inpe começou o monitoramento, em 1999.  Diante disso, a Melhoramentos vem exercendo seu papel de empresa aliada do combate às queimadas e todos os anos lança a campanha de conscientização e prevenção contra incêndios florestais: “Não deixe o fogo apagar a vida!”, que acontece durante todo o inverno, estação mais seca do ano.

A campanha ocorre nas cidades de Camanducaia (MG), Caieiras (SP) e em Bragança Paulista (SP), onde a empresa tem florestas de manejo para produção de fibra de alto rendimento e tem como objetivo sensibilizar a sociedade sobre as consequências dos incêndios que ameaçam a floresta e colocam em risco a vida de animais, a biodiversidade do ecossistema e das pessoas do entorno.

 

Ações para monitorar a região

 

Durante o período da campanha, a empresa realiza oficinas educativas para professores da rede escolar dos três municípios, palestras de conscientização de prevenção e combate a incêndio florestal com clientes, prestadores de serviço e colaboradores.

Em 2023, a Melhoramentos capacitou 65 profissionais, entre colaboradores e prestadores de serviço, que se tornaram aptos a atuar no combate a incêndios. Atualmente, a empresa conta com mais de 100 pro­fissionais capacitados distribuídos entre as unidades de Levantina, Caieiras e Bragança. Também desenvolveu uma estratégia de logística para deslocamento de equipes para apoiar operações de combate a incêndios entre as unidades que somam 79 milhões de m2 de áreas de florestas dedicadas à preservação – o que representa cerca de 49% de suas áreas – incluindo a Reserva Particular do Patrimônio Natural RPPN Parque Levantina, com 23 milhões de m2 de Mata Atlântica.

“A maioria dos incêndios que se alastra pelas florestas, infelizmente, ainda é causada pela ação do homem. Esse é um problema cultural da população local, que ainda queima seu lixo, documentos e móveis em desuso e acaba perdendo o controle sobre o fogo nas áreas de florestas. Essas incidências são agravadas pelas condições climáticas – especialmente nesta época do ano. Entendemos que é papel das empresas atuar na conscientização do entorno de forma preventiva, para manter o equilíbrio do ecossistema e evitar acidentes de proporções incalculáveis para as comunidades e para o meio ambiente”, reforça o diretor da Unidade Florestal da Melhoramentos, Thomas Meyer.

1 de agosto de 2024 0 comments
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