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incêndios florestais

Corpo de Bombeiros de Roraima reforça monitoramento de queimadas - Revista Incêndio
INC - Incêndio FlorestalINC - Prevenção de Incêndios

Corpo de Bombeiros de Roraima reforça monitoramento de queimadas

by redacao 6 de fevereiro de 2025
written by redacao

O Corpo de Bombeiros Militar de Roraima (CBMRR) está intensificando o monitoramento de incêndios florestais, especialmente no período de estiagem, considerado desafiador para mitigar danos e impactos nas áreas rurais e urbanas.

As ações da Operação Verão Sem Fogo se iniciaram em novembro de 2024, formado por um gabinete Integrado composto por diversas secretarias, órgãos e autarquias estaduais, e, em números, desde sua implantação até os 15 primeiros dias de 2025, foram registradas 4.918 atividades de prevenção, que englobam abordagens educativas e limpeza de pontes e combate a 281 incêndios em vegetação.

“As equipes estão sempre trabalhando preventivamente, fazendo visitas e orientação aos produtores rurais, escolas e associações, aqueles que possam fazer uso do fogo de forma consciente e dentro da legalidade. É importante que a população roraimense esteja sensibilizada também nesse período de estiagem” explicou coronel Gewrly Batista, subcomandante do CBMRR.

 

Ações preventivas e monitoramento

 

Com 20 viaturas atuando diretamente na operação, os bombeiros monitoram áreas suscetíveis a incêndios, além do uso de ferramentas como aplicativos e o Sistema Sentinela, integrado ao Painel do Fogo do Censipam (Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia), além de emitir alertas via WhatsApp, reduzindo o tempo de resposta. A população também recebe informações sobre o assunto por parte das guarnições: “Orientamos que os cidadãos recebem as equipes e estejam atentos à orientação e somem conosco, para que possamos evitar que incêndios venham a acontecer”, salienta o subcomandante do CBMRR.

“Os incêndios florestais causam grandes prejuízos financeiros aos proprietários rurais e à saúde das crianças; e estamos realizando trabalhos educativos para orientar os produtores e toda a população a não iniciarem focos de incêndios. O Ministério do Meio Ambiente também já sinalizou que irá enviar forças federais a Roraima para trabalharem no combate às queimadas”, frisa Antonio Denarium, governador do estado, ao site Folha BV.

Foto: Ascom – CBMRR

6 de fevereiro de 2025 0 comments
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Recorde no combate aéreo 40 milhões de litros de água lançados contra o fogo em 2024 - Revista Incêndio
INC - Incêndio FlorestalINC - Casos e Análises

Recorde no combate aéreo: 40 milhões de litros de água lançados contra o fogo em 2024

by redacao 24 de dezembro de 2024
written by redacao

A aviação agrícola brasileira lançou 40,1 milhões de litros de água contra focos de incêndios em 2024, durante operações realizadas entre junho e outubro em onze estados, segundo dados do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag).

Os números de 2024 superam os de 2021, ano em que a entidade realizou seu último balanço de combate a incêndios. Naquele ano, foram registrados 10.900 lançamentos de água, totalizando 19,5 milhões de litros em 4.000 horas de voo.

O levantamento considera as atividades de 22 empresas aeroagrícolas contratadas para combater as chamas. De acordo com o documento, as operações aéreas contaram com 118 aviões, que somaram 10,7 mil horas de voo no apoio a brigadistas e na proteção de biomas e lavouras.

 

Recordes de água

 

Foram realizadas 16.600 manobras de lançamento de água, pura ou misturada com retardante de chamas. As operações envolveram 171 pilotos e 140 profissionais de suporte, responsáveis por atividades como abastecimento das aeronaves com água e combustível.

Cerca de 90% das operações aéreas contra incêndios são feitas em parceria com brigadistas em solo. Nessas ações, o líder da equipe terrestre solicita apoio aéreo e coordena com o piloto os locais para os lançamentos de água. Segundo o Sindag, “a função do avião, normalmente, é reduzir o fogo para que os brigadistas possam chegar aos focos em segurança”. Após essa etapa, as equipes em terra eliminam as chamas restantes e combatem braseiros que podem reacender a linha de fogo.

Quando os focos estão em áreas de difícil acesso, como encostas ou terrenos acidentados, os aviões agrícolas operam de forma independente. Nessas situações, também são usados para criar corredores de fuga para a fauna ou conter as chamas até que equipes terrestres cheguem ao local.

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) confirmam o aumento dos focos de incêndios no país. Em 2024, foram registrados 8.674 focos até a última quinta-feira (12). Em comparação, 2021 registrou 5.469 focos. Nos anos intermediários, os registros foram 1.599 em 2022 e 1.666 em 2023.

Os meses de agosto e setembro apresentaram os maiores números de focos desde o início da série histórica do Inpe, em 1998. Em agosto, foram 3.612 focos, e, em setembro, 2.522.

Fonte e foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo

24 de dezembro de 2024 0 comments
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Seminário no CREA-RN debate a saúde do trabalhador na era da terceirização e dos aplicativos - Revista Cipa
INC - Incêndio FlorestalINC - Capacitação e Treinamento

Maranhão investe em treinamento de combate a incêndios florestais

by redacao 4 de setembro de 2024
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O Maranhão foi palco da 26ª edição do curso Instrução de Nivelamento de Conhecimento (INC) Florestal, com foco em atualizar conhecimentos e técnicas utilizadas por bombeiros militares no combate a incêndios em áreas de vegetação.

Pela terceira vez ocorrido no estado, a ação se deu no Centro de Formação de Praças da Polícia Militar (CFAP), na capital maranhense, São Luís, em agosto, fruto de uma parceria entre governo estadual e Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). “Esse treinamento tem como foco fortalecer o combate a incêndios florestais, integrando-se a iniciativas como o programa Maranhão Sem Queimadas. O investimento em formação é uma constante preocupação do governo, da Secretaria de Segurança e dos comandos”, enfatiza, ao site A Notícia Digital, o governador Carlos Brandão.

 

Empenho no combate

 

Promovido anualmente, o curso contou com a presença de 60 praças e oficiais ena equipe de instrutores, 30 bombeiros maranhenses e quatro da Força Nacional de Segurança. “É uma oportunidade ímpar para que possamos aprimorar as técnicas e táticas de combate a incêndio do nosso efetivo. No segundo semestre, são comuns os ventos fortes e a baixa umidade relativa do ar, que contribuem para o surgimento de novos focos de incêndio”, endossa o tenente-coronel José Lisboa, porta-voz do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA).

Até o final de novembro, o estado decretou a proibição do uso de fogo para limpeza e manejo das áreas rurais, durante o período estiagem.

Foto: Secom

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Suzano amplia sistema de monitoramento e renova frota para combater incêndios florestais - Revista Incêndio
INC - Incêndio FlorestalSST - Tecnologia e Inovação

Suzano amplia sistema de monitoramento e renova frota para combater incêndios florestais

by redacao 25 de julho de 2024
written by redacao

Com a chegada do período de estiagem, a empresa Suzano reforça as ações de prevenção e combate a incêndios com a ampliação do sistema de monitoramento de suas áreas florestais no Estado de São Paulo e a renovação da frota de veículos da Brigada de Incêndios.

Atualmente, a empresa possui o Circuito Interno de Televisão (CFTV) com central de monitoramento, composto por 19 câmeras de alta resolução instaladas em torres e distribuídas em pontos estratégicos de suas áreas florestais e pretende aumentar esse número para 22 até o final deste ano. Com esse incremento, a Suzano passará a atender mais de 65 cidades e cobrirá aproximadamente 80% de sua área de atuação na Unidade de Negócio Florestal em São Paulo.

 

Monitoramento e frota

 

As torres, alimentadas por energia solar, têm entre 40 e 54 metros de altura e um raio de alcance de 15 km, com cobertura 360°, que proporciona a captação de imagens em todas as direções ao mesmo tempo, possibilitando uma visão completa e detalhada de todo o perímetro monitorado. Elas transmitem imagens em tempo real, 24 horas por dia, proporcionando vigilância contínua.

O sistema de câmeras conta com um algoritmo de inteligência artificial que analisa continuamente as imagens e reconhece alterações, indicando a presença de fumaça, além de gerar alertas automatizados em apoio ao operador do sistema. Assim que um foco de incêndio é detectado, a Brigada de Incêndio da Suzano mais próxima é acionada para que o controle seja realizado, evitando que o foco se transforme em um incêndio de grandes proporções.

DRONES

A empresa também utiliza drones para identificar e auxiliar no combate a incêndios. Equipados com câmeras de alta resolução, câmeras térmicas, sensores LIDAR (Light Detection and Ranging) e outros dispositivos específicos para capturar diferentes tipos de dados, os drones capturam imagens e dados em tempo real, oferecendo uma visão abrangente e detalhada e aumentando a precisão do monitoramento.

Outro recurso utilizado pela Suzano para complementar o monitoramento de suas áreas florestais é a detecção via satélite. Atualmente, a companhia usa um sistema alemão que será ampliado este ano com o lançamento de oito novos satélites, aprimorando ainda mais a performance e eficácia do monitoramento.

 

BRIGADA DE INCÊNDIOS

Além disso, a frota utilizada nas ações da Brigada, que inclui caminhões-pipas e caminhões de combate a incêndio, está sendo renovada desde o ano passado. Em 2023 foram trocados cinco veículos e, para este ano, está prevista a troca de mais 10 caminhões.

A Suzano ainda concentra suas ações na preparação de 140 brigadistas, que recebem treinamento contínuo. Hoje, a empresa conta com mais de 2,1 mil pessoas preparadas para atuar em operações de combate a incêndio e outras urgências no Estado de São Paulo.

População pode informar sobre focos de incêndios

A comunidade local situada no entorno das áreas florestais da Suzano no Estado de São Paulo também possui um papel fundamental na proteção florestal e pode informar sobre ocorrências de focos de incêndios em florestas de eucalipto ou nativas nas áreas da empresa por meio de ligação gratuita para o número 0800 203 0000, com atendimento 24 horas, ou mensagem via WhatsApp para o número 14 9 8828 3739.

As ações de prevenção nas comunidades são realizadas por meio do projeto ‘Guardiões da Floresta’, desenvolvido pela área de Inteligência Patrimonial da Suzano, que tem como objetivo promover a preservação ambiental e a conscientização de todos sobre a importância da conservação da flora e fauna nas comunidades onde a empresa atua, por meio de abordagens preventivas e educativas em prol do desenvolvimento sustentável.

25 de julho de 2024 0 comments
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Agentes de Louveira, SP, participam de capacitação da Operação São Paulo Sem Fogo - Revista Incêndio
INC - Incêndio FlorestalINC - Prevenção de Incêndios

São Paulo Sem Fogo: Urupês, SP, abraça a causa e prepara seus servidores para a prevenção

by redacao 26 de junho de 2024
written by redacao

Servidores da cidade de Urupês, SP, participaram de uma capacitação de combate a incêndios florestais, como parte das ações da Operação São Paulo Sem Fogo.

“A iniciativa, que ocorre principalmente entre junho e outubro, é um esforço coordenado envolvendo diversas secretarias estaduais e agências, incluindo Meio Ambiente, Segurança Pública e a própria Defesa Civil”, informa nota da prefeitura do município. Os servidores, além de receberem a capacitação, também participam do fomento para programas educativos à população, em prol da conscientização sobre os riscos e as medidas preventivas contra incêndios.

Outra ação que a prefeitura realiza é a poda de a poda de bambus, para evitar acidentes. Em maio, os setores de Obras e Serviços Públicos, a Defesa Civil, o Departamento de Agricultura, além do apoio da Polícia Militar para controle do tráfego, realizou o trabalho nas margens da rodovia Comendador Chafik Saab, que liga Urupês a São João de Itaguaçu.

 

Operação com atenção na estiagem

 

A Operação São Paulo Sem Fogo é uma parceria entre a Secretarias de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), por meio da Coordenadoria de Fiscalização e Biodiversidade – CFB, com a de Segurança Pública e Defesa Civil do Estado, bem como ações conjuntas com o Corpo de Bombeiros, Polícia Militar Ambiental, Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB), DER (Departamento de Estradas de Rodagem), Fundação Florestal (FF) e Secretaria de Agricultura e Abastecimento.

“No estado de São Paulo, os incêndios florestais são frequentes nas áreas naturais protegidas sob tutela estadual, além de incidirem também em áreas cultivadas e terras particulares, provocando impactos ambientais negativos aos biomas e ecossistemas presentes no território paulista. A ocorrência de incêndios florestais é mais constante entre junho e outubro, sendo agosto e setembro os meses com maior número de eventos”, informa nota.

 

Foto: divulgação

26 de junho de 2024 0 comments
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Atualização da NR-1 traz abordagem sistêmica para a segurança e saúde do trabalho - Revista Cipa
INC - Incêndio FlorestalINC - Eventos

Parceria entre Brasil e EUA promove 2º seminário voltado para fortalecer a resiliência da população frente aos incêndios florestais

by redacao 22 de maio de 2024
written by redacao

Como parte das ações desenvolvidas em Mato Grosso do Sul, relativas a atuação do Governo do Estado para prevenir e mitigar os efeitos dos incêndios florestais no Pantanal, será realizado no dia 5 de junho – Dia Mundial do Meio Ambiente – o 2° Seminário presencial em Mato Grosso do Sul: resiliência da população frente aos incêndios florestais. O evento será realizado em Campo Grande, pela Semadesc (Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Ciência, Tecnologia e Inovação), por meio do Comitê do Fogo, em parceria com o Consulado Geral dos Estados Unidos em São Paulo.

O seminário em Mato Grosso do Sul, tem o apoio do USFS (Serviço Florestal dos Estados Unidos), que por meio dos programas internacionais trabalha em parceria com o Governo do Brasil há mais de 30 anos – com várias instituições parceiras, como ICMBio, Ibama, Funai, Serviço Florestal Brasileiro, comunidades, universidades americanas e brasileiras, organizações da sociedade civil e setor privado -, para fortalecer o manejo integrado, prevenção, e resposta ao fogo, assim como a gestão florestal, fortalecimento da sociobioeconomia, governança e a gestão de áreas protegidas e terras indígenas na Amazônia e outros biomas.

As atividades são apoiadas por diferentes parcerias, como a USAID (Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional), Departamento de Estado dos Estados Unidos e Departamento de Defesa.

 

Experiência em prol da resiliência

 

Além de profissionais palestrantes do Estado de Mato Grosso do Sul, está confirmada a presença da palestrante Brenda Bowen, especialista em Recursos e oficial de informação pública, da equipe de manejo de florestas, pastagens e ecologia vegetal do Serviço Florestal dos Estados Unidos (United States Forest Service). Brenda iniciou sua carreira no Serviço Florestal dos EUA, em 1999, na Floresta Nacional Black Hills, no estado da Dakota do Sul. Nesta função, ela trabalhou como membro de uma equipe de combate ao fogo, bem como técnica de chamadas de emergências médicas. Em 2000, tornou-se oficial de informação pública e serviu em equipes de gerenciamento de incidentes nas Montanhas Rochosas. Desde 2014, tem sido a oficial chefe do setor de informações públicas.

Nos últimos 24 anos, Brenda participou de inúmeras ocorrências ligadas a incêndios florestais e a outros incidentes arriscados, incluindo a ajuda internacional prestada à Nova Zelândia, por ocasião da passagem do ciclone Gabrielle, em 2023. Sua equipe de gerenciamento de incidentes tem estado à frente de muitas iniciativas nos Estados Unidos, como o gerenciamento de incidentes complexos e os processos de avaliação de risco estratégico. Por muitos anos, Brenda tem sido instrutora do curso de introdução à informação de incidentes, na região das Montanhas Rochosas. Ela ajudou a ministrar cursos S-203 virtuais e presencias no Brasil, sendo que em outubro de 2022, foi uma das instrutoras de um curso presencial no Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso.

O evento em MS tem foco nas metas da ONU (Organização das Nações Unidas), com o objetivo acelerar o progresso na restauração de terras degradadas, combater a desertificação e desenvolver a resiliência das comunidades e das pessoas. Em março de 2019, a Assembleia Geral da ONU adotou uma resolução que declarou os anos de 2021-2030 a Década das Nações Unidas da Restauração de Ecossistemas.

O 2° Seminário presencial Brasil & Estados Unidos: resiliência da população frente aos incêndios florestais, será realizado no auditório da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), no dia 5 de junho, das 8h às 18h. Entre os painéis previstos está o de “Estratégias adotadas de comunicação do Serviço Florestal dos Estados Unidos (USFS) com a população em geral e população diretamente afetada pelos incêndios florestais, com apresentação de cases de sucesso nos Estados Unidos da América e no Brasil” e “Coordenação e interação multiagências em incidentes de grande porte por incêndios florestais na fase da resposta: considerações sobre o emprego do Sistema de Comando de Incidentes (SCI) nos Estados Unidos”.

22 de maio de 2024 0 comments
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Sling Dragon: tecnologia aérea é usada na queima prescrita - Revista Incêndio
INC - Incêndio FlorestalSST - Tecnologia e Inovação

Sling Dragon: tecnologia aérea é usada na queima prescrita

by redacao 12 de fevereiro de 2024
written by redacao

Sling Dragon. Este é o nome do lançador de esferas que, por meio de uma reação química, entram em combustão instantânea quando tocam o solo. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) adquiriu, em 2022, três dispositivos de Ignição Aérea, nome técnico do Sling Dragon, sendo considerados os primeiros a serem utilizados na América Latina, e inéditos em atividade no Brasil.

Em fase de testes desde 2023, os dispositivos têm como objetivo facilitar o Manejo Integrado do Fogo (MIF), a queima controlada em diferentes áreas de vegetação para evitar grandes incêndios florestais. Comumente, pessoas são treinadas para fazer o MIF em solo, porém com a implantação do equipamento, que faz todo o procedimento pelo ar, assim acidentes e riscos aos brigadistas são evitados.

 

Operação do Sling Dragon

 

O equipamento foi desenvolvido pela canadense SEI Industries e trata-se de uma máquina que fica fora do helicóptero, pendurada por conjunto de cabos de carga com suspensão SS. É operada por um piloto treinado que utiliza um interruptor de controle manual, liberando até cinco mil esferas, chamadas de Dragon Eggs, que realiza a atividade. Com sete configurações de velocidade, a máquina tem ainda um rastreador GPS, que registra as coordenadas de queda em um cartão MicroSD, permitindo que os usuários visualizem facilmente um mapa de área de queima.

“O Sling Dragon vai aumentar exponencialmente a nossa capacidade de queimada prescrita, fundamental no programa preventivo do Ibama para reduzir a gravidade dos incêndios florestais, recorrente em grandes áreas protegidas como terras indígenas e de conservação”, frisa Everton Almada Pimentel, analista de Meio Ambiente – Operações Aéreas do órgão, ao site Cavok.

 

Regiões beneficiadas

 

Os primeiros testes foram realizados em territórios indígenas da Amazônia e em unidades de conservação federal. João Paulo Morita, coordenador de MIF, explica que é preciso alguns cuidados ao operar o Sling Dragon, o que demanda um planejamento cauteloso da área a ser queimada. “É necessário um treinamento das equipes para um alinhamento entre o piloto e o chefe da queima, bem como uma checagem criteriosa do equipamento antes da operação”, salienta o profissional, ao site Ciclo Vivo.

Uma das regiões já beneficiadas com a tecnologia é o Parque Nacional do Viruá, RO. Bruno Souza, responsável pelas queimas local, explica que por ser de difícil acesso, o trabalho dos brigadistas no parque foi facilitado pelo Sling Dragon, já que outrora era feito durante semanas e atualmente resumiu-se em dois dias. “O Parque é bastante suscetível aos efeitos do El Niño, fazendo com que a unidade seja alvo de incêndios mais severos, que podem atingir mais de 80 mil hectares”, analisa.

Segundo informações do Ibama, o equipamento pode ser útil em demais unidades de conservação que tenham essas características. Para tanto, em outubro, profissionais com experiência em queima prescrita foram mobilizados para verem de perto o equipamento em ação em Roraima, sendo os da Floresta Nacional de Brasília, DF, da Estação Ecológica da Serra das Araras, MT, e do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, MT.

 

Foto: Divulgação – SEI Industries.

12 de fevereiro de 2024 0 comments
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