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Fundacentro firma parceria para melhorar notificações de acidentes em hospitais - Revista Cipa
SST - Prevenção de Acidentes

Fundacentro firma parceria para melhorar notificações de acidentes em hospitais

by 25 de julho de 2024
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A Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro) assinou um acordo de cooperação técnica com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) para unir esforços em notificar lesões relacionadas ao trabalho que afetam os usuários dos hospitais universitários no Brasil.

Segundo o acordo, de dois anos, cabe a Fundacentro, por meio do Projeto Caminhos do Trabalho, atender os usuários encaminhados pela Ebserh para avaliação do nexo entre o adoecimento do trabalhador e sua atividade ocupacional. Já a Ebserh vai fornecer espaço nos hospitais geridos para que os times do Projeto possam fichar, atender e indicar a entrada de todos os usuários, mapeando se a ida ao estabelecimento de saúde foi por conta de acidente de trabalho ou doença ocupacional.

 

Notificações em hospitais

 

“É necessário encaminhar todos os casos de usuário com suspeita de adoecimento laboral para a avaliação pelo Projeto Caminhos do Trabalho, bem como incentivar que todos os médicos em atividade nos hospitais notifiquem os casos que possam estar relacionados aos acidentes e doenças ocupacionais”, informa nota.

A Fundacentro coordena uma rede de atendimento em diversas regiões do país, contando com a colaboração de universidades públicas e outras instituições. A Ebserh, por sua vez, disponibiliza espaço em hospitais universitários para a realização dos atendimentos e contribui para a identificação de casos suspeitos de adoecimento relacionado ao trabalho.

Entre os serviços oferecidos estão:

  • Orientação jurídica: Esclarecimento de dúvidas sobre direitos trabalhistas e previdenciários.
  • Atendimento médico: Avaliação médica com foco na relação entre o problema de saúde e o trabalho, incluindo emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), se necessário.
  • Apoio jurídico: Assistência jurídica nas áreas trabalhista e previdenciária.

Os benefícios do projeto visam:

  • Combate à subnotificação: O projeto contribui para identificar e registrar casos de doenças e acidentes de trabalho, muitas vezes subnotificados.
  • Acesso à saúde e direitos: Trabalhadores têm acesso a atendimento médico especializado e orientação jurídica gratuita.
  • Prevenção: A identificação precoce de problemas de saúde relacionados ao trabalho permite a adoção de medidas preventivas.

 

Foto: reprodução

25 de julho de 2024 0 comments
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Uso de acessórios: como esses itens podem prejudicar a segurança e saúde laboral - Revista Cipa
SST - Prevenção de Acidentes

Uso de acessórios: como esses itens podem prejudicar a segurança e saúde laboral

by 13 de maio de 2024
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Brincos, pulseiras, relógios de pulso, colares, anéis. Acessórios tão comuns no dia a dia das pessoas podem ser prejudiciais quando o assunto é Segurança e Saúde do Trabalho (SST). Para tanto, muitas empresas, em especial as que lidam com a saúde, estão promovendo ações alusivas ao “Zero Adorno”, em que o uso desses itens é restrito ou mesmo proibido.

E quando se fala em acessórios, isso também vale para bottons, aplicações em roupas (como correntes, por exemplo) e até mesmo o uso de óculos merecem atenção, já que podem se enroscar, levar micro-organismos e causarem infecções, comprometendo a segurança de pacientes e dos próprios colaboradores, conforme explica Jackson Ferreira, diretor clínico do Hospital Unimed em Petrolina (HUP, PE): “Itens como unhas em gel ou postiças, relógios e cordões usados para prender crachás também podem ser fontes de contaminação. Quanto aos óculos de grau, a orientação é que sejam higienizados pelo colaborador no início e ao final do turno de trabalho”, destaca o médico, à Agência CH, ressaltando a importância dessas campanhas de conscientização.

“Contamos com a contribuição de todos e com a ação individual para a proteção coletiva, visando a promoção de um ambiente hospitalar mais seguro e saudável”, acrescenta o profissional.

 

NR-32 orienta sobre acessórios

 

Há uma Norma Regulamentadora que trata desse assunto, como foco ao segmento médico-hospitalar, a NR-32, que veta o uso de piercings expostos, correntes, colares, presilhas, broches e outros adereços para profissionais de saúde dentro das unidades hospitalares.

No Hospital Dom Helder Câmara, em Cabo de Santo Agostinho, PE, esses acessórios são proibidos e são distribuídos aos funcionários, como forma de conscientização, porta-adornos para guardar tais itens durante a jornada laboral. “Além de afetar tanto o paciente quanto o próprio funcionário, as infecções que venham a ser causadas via acessórios podem até mesmo atingir os familiares em casa. Por isso realizamos essas campanhas, visando a segurança e proteção dos trabalhadores, bem como a redução dos riscos de infecções no hospital”, arremata Mayara Elisabeth, enfermeira e assessora de Qualidade do Hospital, ao Pernambuco Notícias.

 

Papel da CIPA

 

A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e Assédio (CIPA) tem um papel preponderante para a promoção de tais inciativas. Em Sorocaba, SP, a CIPA no Ambulatório Médico de Especialidades (AME) realizou, em março, a Blitz do Adorno Zero, para reforçar a importância da ausência de adornos. “O uso indevido desses acessórios no ambiente hospitalar pode comprometer o estado de saúde dos pacientes. Uma vez em contato com bactérias ou vírus, esses objetos também podem ser prejudiciais a quem está utilizando ou às pessoas que tiverem contato”, informa nota.

Já em Rondônia, a CIPA da Unidade de Saúde da Família (USF) Caladinho, da Secretaria Municipal de Saúde (SEMUSA), de Porto Velho, também realizou, no mês de março, a ação “Menos é Mais, quando Mais é Demais”. Segundo nota, “a campanha envolveu todos os colaboradores expostos a riscos biológicos, inclusive os prestadores de serviços médicos e outros que atuem nessas mesmas condições na instituição”.

Vale reforçar que a NR-32 endossa a todos os trabalhadores do serviço de saúde, inclusive, os que exercem atividades de promoção e assistência à saúde exposto a agente biológico, independentemente da sua função, não devem utilizar adornos no ambiente de trabalho.

Foto: CIPA – USF CALADINHO/SEMUSA, RO

13 de maio de 2024 0 comments
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