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Recorde no combate aéreo 40 milhões de litros de água lançados contra o fogo em 2024 - Revista Incêndio
INC - Incêndio FlorestalINC - Casos e Análises

Recorde no combate aéreo: 40 milhões de litros de água lançados contra o fogo em 2024

by redacao 24 de dezembro de 2024
written by redacao

A aviação agrícola brasileira lançou 40,1 milhões de litros de água contra focos de incêndios em 2024, durante operações realizadas entre junho e outubro em onze estados, segundo dados do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag).

Os números de 2024 superam os de 2021, ano em que a entidade realizou seu último balanço de combate a incêndios. Naquele ano, foram registrados 10.900 lançamentos de água, totalizando 19,5 milhões de litros em 4.000 horas de voo.

O levantamento considera as atividades de 22 empresas aeroagrícolas contratadas para combater as chamas. De acordo com o documento, as operações aéreas contaram com 118 aviões, que somaram 10,7 mil horas de voo no apoio a brigadistas e na proteção de biomas e lavouras.

 

Recordes de água

 

Foram realizadas 16.600 manobras de lançamento de água, pura ou misturada com retardante de chamas. As operações envolveram 171 pilotos e 140 profissionais de suporte, responsáveis por atividades como abastecimento das aeronaves com água e combustível.

Cerca de 90% das operações aéreas contra incêndios são feitas em parceria com brigadistas em solo. Nessas ações, o líder da equipe terrestre solicita apoio aéreo e coordena com o piloto os locais para os lançamentos de água. Segundo o Sindag, “a função do avião, normalmente, é reduzir o fogo para que os brigadistas possam chegar aos focos em segurança”. Após essa etapa, as equipes em terra eliminam as chamas restantes e combatem braseiros que podem reacender a linha de fogo.

Quando os focos estão em áreas de difícil acesso, como encostas ou terrenos acidentados, os aviões agrícolas operam de forma independente. Nessas situações, também são usados para criar corredores de fuga para a fauna ou conter as chamas até que equipes terrestres cheguem ao local.

Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) confirmam o aumento dos focos de incêndios no país. Em 2024, foram registrados 8.674 focos até a última quinta-feira (12). Em comparação, 2021 registrou 5.469 focos. Nos anos intermediários, os registros foram 1.599 em 2022 e 1.666 em 2023.

Os meses de agosto e setembro apresentaram os maiores números de focos desde o início da série histórica do Inpe, em 1998. Em agosto, foram 3.612 focos, e, em setembro, 2.522.

Fonte e foto: Agência Brasil/Marcelo Camargo

24 de dezembro de 2024 0 comments
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INC - Eventos

Faesp discute o uso de retardantes químicos no combate a incêndios agroflorestais

by redacao 15 de outubro de 2024
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Nesta quarta-feira, 9 de outubro, representantes da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) e da Euroforte, empresa de inovação voltada para o manejo de nutrição mineral de plantas, se reuniram para discutir soluções relacionadas à inteligência e segurança no combate a incêndios agroflorestais, como os retardantes químicos.
No encontro, realizado na sede da Faesp, especialistas da Assessoria da Presidência e técnicos do Departamento de Sustentabilidade da Faesp, avaliaram os benefícios do uso de retardantes químicos no combate a incêndios. Essas substâncias, diluídas em água, amplificam significativamente o poder de prevenção e supressão do fogo.

 

Retardantes químicos

 

Um dos produtos destacados foi o Fireout, desenvolvido pela Euroforte, que conta com estudos que comprovam sua eficácia em diminuir a intensidade dos incêndios em mais de 50%. Ou seja, cinco vezes mais eficaz do que o uso de água pura quando utilizado em uma concentração de 5%. Testes e pesquisas com instituições de referência, como o Laboratório do Fogo da Universidade Federal do Paraná (UFPR), asseguram a substância como uma alternativa sustentável, com composição 100% natural e atóxica para plantas, animais e humanos.
Ao final do encontro, ficou definida uma força-tarefa, com participação da Comissão Técnica de Meio Ambiente, Recursos Hídricos e Energia da Faesp, para elaboração de nota técnica sobre os impactos ambientais, a eficácia e as melhores práticas do uso de retardantes químicos, com eventual contribuição do governo do Estado de São Paulo.
Com a falta de regulamentação federal, o objetivo é que o Estado, capitaneado pela Faesp, crie um modelo de incentivo ao uso de retardantes químicos para diminuir ocorrências e mitigar danos causados por incêndios em áreas agroflorestais. Tirso Meirelles, presidente da Faesp, menciona que incêndios descontrolados colocam em risco a vida de trabalhadores rurais, moradores e animais, além de causar danos irreversíveis ao patrimônio. “Essa iniciativa de estudar maneiras de reduzir os incêndios no campo é um grande passo para proteger a agropecuária paulista”, disse.

 

Fornecedores confiáveis

 

“Precisamos destacar a importância das melhores práticas de aplicação e credenciamento de fornecedores confiáveis, já que a regulamentação sobre esse tema ainda é incipiente, embora exista um consenso sobre os benefícios do produto”, comentou Alberto Sardilli, assessor da Presidência da Faesp.
Além de Sardilli, participaram da reunião Maria Cristina Murgel, bióloga e técnica do Departamento de Sustentabilidade da Faesp; José Luiz Fontes, coordenador do mesmo departamento; Marcio Antônio Vassoler, diretor primeiro secretário da Faesp. Representando a Euroforte, estiveram presentes Flavio Pompei, engenheiro agrônomo, e Alexandre Beutling, professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), especialista em Modelagem do Comportamento do Fogo.

Foto: Divulgação

15 de outubro de 2024 0 comments
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INC - Prevenção de Incêndios

Perícias mostram que as investigações são importantes contra os incêndios e ressalta trabalho dos bombeiros na proteção ambiental

by redacao 14 de outubro de 2024
written by redacao

As estimativas apontam que a maioria dos incêndios em vegetação que estão devastando vários pontos do Brasil têm em seu escopo as ações indiscriminadas humanas. Eis, portanto, a necessidade de investigações e perícias para banir tais ações e culpar e punir os causadores e o trabalho dos bombeiros é essencial nessa abordagem.

 

Em setembro, uma ação integrada entre o Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC), o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) e a Polícia Militar do Acre (PMAC), por meio do Batalhão de Policiamento Ambiental (BPA), no município de Feijó, resultou na fiscalização de crimes ambientais relacionados aos incêndios florestais.

 

Perícias e investigações

 

Em uma das áreas periciadas possui mais de 400 hectares, o proprietário foi identificado e lavrado o auto de infração por uso irregular do fogo. Desde o início de 2024, a operação emitiu de autos e embargos que somam mais de R$ 1,5 milhão.

“As perícias e investigações são essenciais para responsabilizar o incendiário, por meio da averiguação das causas do incêndio florestal, com a utilização de métodos específicos, que têm como principal atributo a objetividade. Para apurar a responsabilidade pelo uso irregular do fogo em terras públicas ou particulares deve-se atender o que preceitua o Art. 38, § 3º, do Código Florestal Brasileiro”, informa nota da corporação.

 

Seminário internacional

 

Também em setembro, ocorreu em Vitória, ES, a terceira edição do Seminário Nacional de Perícia de Incêndio (Senapi), que recebeu profissionais de todo o Brasil e de cinco países para debater o tema, com palestras de nomes importantes do setor, como Rogério Lin, superintendente do Comitê Brasileiro de Segurança Contra Incêndios da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e presidente da Associação Brasileira de Produção Passiva.

O evento focou em explorar todos os tipos de incêndios (florestais, estruturais, veiculares) e a complexidade em mitigar, prevenir e fiscalizar o comportamento do fogo: “Foi uma oportunidade valiosa, facilitando a troca de conhecimentos e experiências. Temos incentivado a investigação de incêndios no Ceará, priorizando a capacitação. A investigação é crucial para segurança, fornecendo dados essenciais para prevenção, planejamento e resposta a emergências”, comenta um dos participantes do evento, o tenente-coronel Luiz Claudio Araújo Coelho, Comandante do 2º Batalhão de Bombeiros Militar do Ceará (CBMCE).

“O encontro permitiu a discussão de temas relacionados à metodologia NFPA 921 (NationalFireProtectionAssociation), empregada na investigação, e a utilização dos dados obtidos para promover a melhoria contínua na prevenção, segurança e combate a incêndios. O uso de simulação computacional também foi explorado, uma ferramenta complementar para aprimorar a precisão e a eficácia das investigações”, endossam o soldado Victor Hugo Amaral e o major Tadeu Luiz Alonso Pelozzi, ambos da Divisão de Investigação em Incêndio (DINVI) do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), que também estiveram no seminário.

O Senapi contou com o apoio do Conselho Nacional dos Corpos de Bombeiros do Brasil (Ligabom); da International Association of Arson Investigators (IAAI), associação internacional que capacita e certifica peritos de incêndio em todo o mundo, e da Associação Brasileira de Investigadores de Incêndio (ABINVI) que contempla asucursal brasileira da IAAI (Capítulo 80).

Segundo a Ligabom, até o momento já foram mais de 182 mil ocorrências de incêndio em vegetação registradas, índice 50% maior que em 2023.

Foto: divulgação

14 de outubro de 2024 0 comments
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SST - Tecnologia e Inovação

Tecnologias: satélites monitoram incêndios florestais em Minas

by redacao 3 de outubro de 2024
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Os incêndios que assolam vários pontos do Brasil estão impulsionando o uso de tecnologias no combate aos focos. Em Minas Gerais, o governo estadual está monitorando por satélite e com ações de equipes estratégicas em campo, para prevenir e combater os incêndios que atingem o estado.

A fiscalização está concentrada no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), no Prédio Alterosas, na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, e é coordenado pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), contando com a participação de 18 instituições federais, estaduais e municipais.

 

Tecnologias contra o fogo

 

Por meio de sensores de calor, o sistema já proporcionar o combate a 80% dos focos em menos de 24 horas, informa a corporação. “Estamos aproveitando essa tecnologia para monitorar focos de calor. Quando identificamos, acionamos as equipes, que se deslocam rapidamente. Estamos com bases avançadas, especialmente no Norte de Minas, e contratamos mais de 260 brigadistas em todo o estado. Somando isso às nossas equipes, estamos conseguindo manter uma média histórica no combate”, frisa o coronel Erlon Dias, comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG).

O rompimento das barragens nas cidades mineiras de Mariana e Brumadinho também proporcionaram a especialização dos bombeiros em lidar com ações complexas como as que acontecem por conta das queimadas, o que inclui o uso dos satélites.

“São as mesmas ferramentas e gerenciamento de rompimento de barragens. Recebemos demandas altíssimas em períodos chuvosos, colapsos de estrutura, e trabalhamos com as mesmas ferramentas nesses incêndios”, comenta o tenente Henrique Barcellos, porta-voz do CBMMG, ao g1.

Foto: CBMMG

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INC - Prevenção de Incêndios

Incêndios criminosos: tática, conscientização e resiliência são essenciais para o combate

by redacao 23 de setembro de 2024
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Estamos vivendo uma crise climática alarmante, com grandes períodos de estiagem, chuvas esparsas que, quando ocorrem, ora são intensas, porém breves, ora não estão no volume que comporte a secura e, consequentemente, não extinguem por completo os focos de chamas presentes nas regiões que sofrem com as queimadas, muitas delas decorrentes da ação indiscriminada do homem. Para se ter ideia, apenas em agosto, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou 4.928 focos de calor pelo país, muitos considerados criminosos.

Um triste exemplo ocorreu recentemente, em Corumbá, MS: uma fagulha durante a manutenção de trilhos levou seis dias para ser controlado e devastou 17,8 mil hectares do Pantanal, segundo informações, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aplicou multas na casa de R$ 57 milhões na empresa que realizava a obra.

 

Incêndios criminosos

 

“Estamos em condições de baixa umidade, de muita seca e vento forte. Tinha vegetação seca ao redor da linha, porque a empresa não estava fazendo a limpeza adequada.Estamos com o uso de fogo completamente proibido, e é público e notório os graves incêndios florestais e as condições climáticas adversas. Era obrigação da empresa garantir a segurança da linha, e se a máquina que realizava a manutenção liberava faíscas, teria que ter tido um cuidado ainda maior com a proteção”, explica Ana Cacilda Rezende Reis, analista ambiental do Ibama, ao Repórter Brasil.

 

Já em São Paulo, o governador do Estado, Tarcísio de Freitas, decretou situação de emergência, por 180 dias em municípios afetados, e está estimado mais de 15 mil pessoas envolvidas nos trabalhos de combate às chamas e orientação à população.“A fumaça vem sendo transportadas pelos ventos. Estamos em um ano em que as chuvas estão abaixo da média, o que significa que há menos umidade disponível para a vegetação, e o clima fica mais quente. Com essas condições o fogo se alastra rapidamente, mas o maior responsável por esse expressivo número de queimadas é o ser humano”, alerta Ana Avila, meteorologista e pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ao g1.

 

Papel dos bombeiros

 

Segundo informações da 2ª Companhia de Bombeiros Militar em Passos, MG, 2024 já um dos anos com maior número de ocorrências de incêndios florestais: entre 1º de janeiro e 22 de agosto foram 371 casos, sendo 73 nas últimas semanas de agosto.“O rápido acionamento garante a mobilização das equipes para o combate ao incêndio e minimiza os prejuízos causados ao meio ambiente. Segundo a Lei Federal 9.605/98, que tipifica os Crimes Ambientais, provocar incêndio em mata ou floresta é crime, com previsão de pena de reclusão de 2 a 4 anos e multa”, informa a corporação, ao Folha da Manhã.

Já em Rondônia, segundo o tenente CB Viviani Oliveira, comandante do Corpo de Bombeiros de Vilhena, ao Extra de Rondônia, nos últimos 14 dias de agosto, foram realizados 64 combates a incêndios em vegetação, sendo 95% dos casos têm origem criminosa. “Para determinar a causa exata de um incêndio, é necessário realizar uma perícia pós-combate. No entanto, algumas observações evidentes apontam fortemente para a origem criminosa, como a ausência de fiação caída, maquinário pesado no local, ou de vegetação que poderia gerar combustão natural”, detalha.

 

Papel dos brigadistas

 

Além do trabalho dos bombeiros, a atuação dos brigadistas é essencial para o combate e mitigação desse cenário.  Em Minas Gerais, a Brigada Cipó atua voluntariamente na prevenção e combate à incêndios florestais na Serra do Cipó, o que inclui ações de conscientização ambiental.

“Nos meses de muita chuva pode cair raio e pegar fogo na mata, mas, no tempo seco, são pessoas que colocam fogo, seja para limpar pasto ou por qualquer outro motivo. Desta vez, queimaram muitas cabeceiras onde estão as nascentes. Desse jeito vão acabar com tudo, porque, sem água, não existe nada. E queimada é crime. Eu espero que seja investigado e os culpados sejam punidos”, ressalta SthephanieOssart, francesa, brigadista voluntária e moradora na região da Serra do Cipó há mais de uma década, ao Diário do Comércio.

 

Foto: Ibama

23 de setembro de 2024 0 comments
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Perícia médica é essencial para salvaguardar os trabalhadores especialistas explicam sua importância - Revista Cipa
INC - Capacitação e Treinamento

Bombeiros do Maranhão participam de simulado de fogo em vegetação

by redacao 11 de setembro de 2024
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Os incêndios que assolam diversos pontos no Brasil, em especial no período de estiagem, ainda agravado pela crise climática enfrentada, leva a importância de capacitação dos bombeiros, por meio de simulado e outras iniciativas, para o combate a essa ocorrência que está se tornando cada vez mais complexa e recorrente.

Para tanto, o Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA) promoveu simulado operacional de combate a incêndios florestais, como parte das atividades do curso Instrução de Nivelamento de Conhecimento (INC Florestal), em sua 26ª edição âmbito nacional, e pela terceira vez ocorrida no estado.

 

Simulado de fogo

 

O simulado aconteceu em local aberto no município de Paço do Lumiar e o foco foi o aprimoramento em lidar com situações adversas decorrentes de tal ocorrência, bem como propor estratégias de segurança pessoal no enfrentamento em situações reais. “Os militares estiveram em um ambiente controlado e puderam praticar e refinar suas habilidades. Ao participar, nossos profissionais estão mais preparados e confiantes, quando enfrentarem um incêndio verdadeiro. É um conhecimento prático dos muitos executados ao longo da carreira”, endossa coronel Silva Júnior,coordenador do curso, ocorrido em agosto.

O curso INC Florestal é resultado de parceria entre o governo local e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

 

Importância da prevenção

 

O Brasil registrou 2,7 mil focos de incêndios nas últimas 24 horas: o Programa Queimadas do INPE identificou focos em todos os biomas, com destaque para a Amazônia (1.558) e o Cerrado (811). Mato Grosso e Pará lideram em número de focos ativos.

A prevenção ganha mais importância, pois 2024 já registra o maior número de incêndios florestais dos últimos 14 anos. O fogo tem devastado áreas da Amazônia, Pantanal, Cerrado e outros biomas, com a fumaça afetando diversas cidades.

Agosto, por exemplo, teve mais de 40 mil focos de incêndio: Mato Grosso, Pará, Amazonas, Mato Grosso do Sul e São Paulo foram os estados mais afetados, com a Amazônia e o Pantanal sendo os biomas mais atingidos. A seca histórica agrava a situação e contribui para a propagação dos incêndios, tornando o combate mais difícil.

Os impactos são devastadores. Além da perda de biodiversidade e da emissão de gases de efeito estufa, os incêndios afetam a saúde da população e causam prejuízos econômicos.

A situação dos incêndios florestais no Brasil nos últimos dias é crítica, com um número alarmante de focos ativos em diversos biomas. A seca histórica e as mudanças climáticas agravam o problema, exigindo ações urgentes para combater o fogo e prevenir novas ocorrências. É fundamental que o governo, a sociedade e o setor privado se unam para proteger nossas florestas e garantir um futuro sustentável para o país.

 

 

Foto: divulgação

11 de setembro de 2024 0 comments
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Desafios impostos pelos incêndios em ambientes urbanos demandam estratégias de prevenção e combate - Revista Incêndio
INC - Prevenção de Incêndios

Desafios impostos pelos incêndios em ambientes urbanos demandam estratégias de prevenção e combate

by redacao 26 de agosto de 2024
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Falamos recorrentemente aqui em Incêndio das queimadas florestais, porém é preciso também levar em conta as ocorrências que acontecem em ambientes urbanos, que vão desde a soltura criminosa de balões até questões que podem causar danos estruturais em edificações.

Em julho, por exemplo, um incêndio atingiu o edifício-sede do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), em Brasília. O fogo teve início no subsolo e se alastrou pelo shaft do prédio, estrutura que permite a passagem de tubulações hidráulicas, elétricas e de ar-condicionado.

 

Ocorrências em ambientes urbanos

 

Segundo informações, o sistema anti-incêndio foi acionado, bem como o trabalho dos brigadistas da entidade até a chegada do Corpo de Bombeiros. “O mais importante é a saúde e a segurança dos colaboradores, e isso foi assegurado. Nenhum ferimento grave nem risco de morte”, afirmou Beto Simonetti, presidente nacional da OAB, após o ocorrido.

A importância de brigadas treinadas, equipamentos e adequações às normas para proteção estrutural e de pessoas nessas edificações em ambientes urbanos, além da capacitação e celeridade dos bombeiros são preponderantes para mitigação de tais casos.

 

Conscientização e vistorias

 

No Rio Grande do Norte (RN), as fiscalizações estão sendo responsáveis pela diminuição em 26% no número de incêndios em edificações no estado, além do aumento de 17% no número de vistorias no primeiro semestre deste ano.

O índice é do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBMRN), que estima ampliar essas ações, tornando-se mais uma estratégia preventiva e de combate ao pânico e incêndios. “Nosso objetivo é garantir que mais prédios, casas e estabelecimentos estejam em conformidade com as normas de segurança. A prevenção é a chave para evitar tragédias e salvar vidas”, frisa o coronel Luiz Monteiro, comandante-geral do CBMRN, ao site Ponta Negra News.

Já no Mato Grosso, o Corpo de Bombeiros (CBMMT) lançou a campanha “Edificação Segura“, com o objetivo de incentivar empresas, comércios e instituições a regularizarem suas edificações. A corporação elaborou um sistema mais simples para edificações com menos de 750m² que não realizem atividades de risco para obtenção do documento, que é valido por um ano. Esse trâmite pode ser solicitado online, sem a necessidade de projeto de engenharia ou vistoria prévia, com baixo custo na taxa de segurança.

“A campanha ajuda a facilitar a compreensão sobre a importância de uma edificação que segue as normas de segurança e incentiva mais pessoas a buscarem o certificado. Vamos monitorar, de forma sistemática, os alvarás vigentes e vencidos e, consequentemente, vai emitir as notificações digitais, via e-mail e WhatsApp. Já as empresas consideradas de alto risco serão fiscalizadas de forma presencial”, explica O tenente-coronel BM Jean Carlos Pinto de Arruda Oliveira, diretor-adjunto da Diretoria de Segurança Contra Incêndio e Pânico (DSCIP).

 

Treinamentos

 

Na Bahia, militares do Corpo de Bombeiros (CBMBA), por meio de suaComissão Permanente de Análise das Atividades de Incêndio Urbano, realizou um nivelamento técnico-profissional e didático sobre o tema, nas regiões de Salvador e Feira de Santana.

Dividido em seis módulos, a atividade englobou aprimorar o nível de instruções ministradas nos cursos de formação, especialização e instruções de manutenção feitas nas unidades operacionais.”Este encontro técnico atende aos objetivos de capacitação continuada do efetivo do CBMBA, previstos no Plano Estratégico 2020-2025 institucional. Vamos levar esse nivelamento para todos os nossos quartéis”, finaliza o tenente-coronel Erenildo BM Costa, Coordenador de Treinamento Operacional.

Foto: Raul Spinassé – OAB

26 de agosto de 2024 0 comments
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Suzano amplia sistema de monitoramento e renova frota para combater incêndios florestais - Revista Incêndio
INC - Incêndio FlorestalSST - Tecnologia e Inovação

Suzano amplia sistema de monitoramento e renova frota para combater incêndios florestais

by redacao 25 de julho de 2024
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Com a chegada do período de estiagem, a empresa Suzano reforça as ações de prevenção e combate a incêndios com a ampliação do sistema de monitoramento de suas áreas florestais no Estado de São Paulo e a renovação da frota de veículos da Brigada de Incêndios.

Atualmente, a empresa possui o Circuito Interno de Televisão (CFTV) com central de monitoramento, composto por 19 câmeras de alta resolução instaladas em torres e distribuídas em pontos estratégicos de suas áreas florestais e pretende aumentar esse número para 22 até o final deste ano. Com esse incremento, a Suzano passará a atender mais de 65 cidades e cobrirá aproximadamente 80% de sua área de atuação na Unidade de Negócio Florestal em São Paulo.

 

Monitoramento e frota

 

As torres, alimentadas por energia solar, têm entre 40 e 54 metros de altura e um raio de alcance de 15 km, com cobertura 360°, que proporciona a captação de imagens em todas as direções ao mesmo tempo, possibilitando uma visão completa e detalhada de todo o perímetro monitorado. Elas transmitem imagens em tempo real, 24 horas por dia, proporcionando vigilância contínua.

O sistema de câmeras conta com um algoritmo de inteligência artificial que analisa continuamente as imagens e reconhece alterações, indicando a presença de fumaça, além de gerar alertas automatizados em apoio ao operador do sistema. Assim que um foco de incêndio é detectado, a Brigada de Incêndio da Suzano mais próxima é acionada para que o controle seja realizado, evitando que o foco se transforme em um incêndio de grandes proporções.

DRONES

A empresa também utiliza drones para identificar e auxiliar no combate a incêndios. Equipados com câmeras de alta resolução, câmeras térmicas, sensores LIDAR (Light Detection and Ranging) e outros dispositivos específicos para capturar diferentes tipos de dados, os drones capturam imagens e dados em tempo real, oferecendo uma visão abrangente e detalhada e aumentando a precisão do monitoramento.

Outro recurso utilizado pela Suzano para complementar o monitoramento de suas áreas florestais é a detecção via satélite. Atualmente, a companhia usa um sistema alemão que será ampliado este ano com o lançamento de oito novos satélites, aprimorando ainda mais a performance e eficácia do monitoramento.

 

BRIGADA DE INCÊNDIOS

Além disso, a frota utilizada nas ações da Brigada, que inclui caminhões-pipas e caminhões de combate a incêndio, está sendo renovada desde o ano passado. Em 2023 foram trocados cinco veículos e, para este ano, está prevista a troca de mais 10 caminhões.

A Suzano ainda concentra suas ações na preparação de 140 brigadistas, que recebem treinamento contínuo. Hoje, a empresa conta com mais de 2,1 mil pessoas preparadas para atuar em operações de combate a incêndio e outras urgências no Estado de São Paulo.

População pode informar sobre focos de incêndios

A comunidade local situada no entorno das áreas florestais da Suzano no Estado de São Paulo também possui um papel fundamental na proteção florestal e pode informar sobre ocorrências de focos de incêndios em florestas de eucalipto ou nativas nas áreas da empresa por meio de ligação gratuita para o número 0800 203 0000, com atendimento 24 horas, ou mensagem via WhatsApp para o número 14 9 8828 3739.

As ações de prevenção nas comunidades são realizadas por meio do projeto ‘Guardiões da Floresta’, desenvolvido pela área de Inteligência Patrimonial da Suzano, que tem como objetivo promover a preservação ambiental e a conscientização de todos sobre a importância da conservação da flora e fauna nas comunidades onde a empresa atua, por meio de abordagens preventivas e educativas em prol do desenvolvimento sustentável.

25 de julho de 2024 0 comments
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Medidas preventivas são preponderantes no combate a incêndios em propriedades rurais - Revista Incêndio
INC - Prevenção de Incêndios

Medidas preventivas são preponderantes no combate a incêndios em propriedades rurais

by redacao 8 de julho de 2024
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A combinação de tempo seco e queimadas criminosas são apenas alguns dos problemas a serem enfrentados em lidar com os incêndios em propriedades rurais. Em junho, 20 delas foram atingidas pelo fogo no Pantanal Sul-mato-grossense, reporta o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS).

Segundo o órgão, sete pontos de ignição que causaram aproximadamente 12.387 hectares de incêndios florestais no Pantanal entre maio e junho de 2024, durante o período de emergência ambiental. Em parceria com o Núcleo de Geotecnologias (NUGEO), está investigando as causas, buscando identificar os responsáveis e promovendo a responsabilização, se necessário.

Com a chegada do fenômeno La Niña, responsável pelo resfriamento das águas do Pacífico, causando mais chuvas no Norte e Nordeste e seca na região Sul, produtores e proprietários de terras também precisam estar atentos às essas novas mudanças, bem como a continuidade das festas juninas e julinas, que contam com a soltura criminosa de balões, por exemplo, que podem cair em terrenos áridos.

No Minas, o tempo seco e os ventos fortes combinados com as fogueiras dessas festividades estão gerando alertas à população local em relação aos riscos. À Rádio Santa Cruz FM, Fábio Morais,extensionista da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) em Pará de Minas, destaca a importância de evitar condutas perigosas e destaca a importância da limpeza de terrenos sem o uso de chamas.

 

Propriedades rurais

 

“O fogo, quando falamos que é um ‘mal necessário’, ele não é, já que a gente consegue trabalhar tranquilamente sem a necessidade de queima nas pastagens. Primeiro, porque é um elemento que causa a acidificação do solo, ou seja, eliminando substâncias biológicas importantes para a vida nesse solo. É preciso lembrar que existe mais vida no subsolo, em camadas mais profundas, que na superfície dele e precisamos zelar por essa microfauna para o bom plantio”, frisa o especialista.

No quesito legislativo, tramita um Projeto de Lei (PL) que permite aos empreendimentos localizados em áreas rurais adotar medidas simplificadas de prevenção e combate a incêndio, sendo aprovado pela Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados em abril.

Segundo informações da Agência Câmara, texto aprovado é substitutivo da relatora, deputada Daniela Reinehr (PL-SC), ao PL 2642/2020, da ex-deputada Aline Sleutjes (PR). “Não acreditamos que sair de um extremo de medidas de prevenção excessivas para a total ausência delas seja a solução. Não há como dispensar todas as exigências, pois em caso de acidentes pode ser que em virtude das longas distâncias o socorro não chegue a tempo”, argumenta a parlamentar.

 

Incrementos

 

Além de medidas preventivas, conscientização e normas efetivas, sejam para punir criminosos, sejam para facilitar o acesso a aplicabilidade no combate, o investimento em capacitação de brigadistas aliado à disponibilidade equipamentos nas ações é a fórmula perfeita para o combate e mitigação de incêndios rurais.

Em Araguaína (TO), a prefeitura local entregou em junho 45 equipamentos ao Sindicato Rural da cidade, que vai disponibilizá-lo às famílias que vivem na zona rural e aos produtores, sendo quatro carretas-tanque para armazenamento de água, 13 bombas costais, cinco sopradores de ar e 23 abafadores manuais.

“Tínhamos o projeto de montar essa brigada de incêndio e, por meio da união de forças, foi possível. Um dos maiores prejuízos que o nosso produtor rural pode ter para as pastagens, lavouras e o meio ambiente são os incêndios florestais e a maior dificuldade em controlá-los com agilidade era a falta de equipamentos, principalmente em uma situação de emergência”, conta Wagner Borges, presidente do Sindicato Rural de Araguaína (SRA).

 

Foto: CBMMG

8 de julho de 2024 0 comments
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INC - Prevenção de Incêndios

Com Plano de Manejo Integrado do Fogo (PMIF), a maior reserva particular do Brasil se prepara para seca histórica no Pantanal

by redacao 24 de junho de 2024
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A maior Reserva Particular do Patrimônio Natural do Brasil, a RPPN Sesc Pantanal, localizada em Barão de Melgaço (MT), é referência quando o assunto é prevenção aos incêndios no Pantanal, desde sua criação no fim da década de 1990. Nos últimos anos, a reserva tem ampliado as estratégias para enfrentar as mudanças acentuadas no clima e a principal ação prevista para 2024 é a queima prescrita, que utiliza o fogo como aliado para proteger a área de 108 mil hectares e faz parte do Plano de Manejo Integrado do Fogo (PMIF).

Iniciativa inédita em unidades de conservação do Pantanal Norte (Mato Grosso), o modelo prevê a queima de algumas áreas na RPPN, em vegetação mais adaptada ao fogo, o que contribui para a conservação do local. A estratégia, utilizada em várias partes do mundo e em outros biomas brasileiros, é uma das mais avançadas opções de prevenção, considerando as mudanças nos ciclos das águas registradas desde 2020, quando o Pantanal teve o pior incêndio da sua história, com cerca de 4 milhões de hectares impactados pelos incêndios.

 

Importância do PMIF

 

O Pantanal tem apenas 5% do bioma protegido em Unidades de Conservação. Deste total, 1% corresponde à RPPN Sesc Pantanal, que faz parte do Polo Socioambiental Sesc Pantanal, iniciativa do Sistema CNC-Sesc-Senac.

Conservar essa área e protegê-la dos incêndios florestais é um grande desafio, o que só é possível se for feito coletivamente, segundo a gerente-geral do Polo Socioambiental Sesc Pantanal e bióloga, Cristina Cuiabália. “O PMIF reforça a importância da integração de todas as atividades relacionadas à prevenção e combate aos incêndios florestais na Reserva e no entorno, modelo com o qual o Sesc Pantanal tem trabalhado há quase três décadas. A construção colaborativa é a abordagem principal no planejamento, ou seja, é feita com as comunidades tradicionais, indígenas, fazendeiros, pesquisadores, levando-se em conta a ecologia, a cultura o manejo do fogo no Pantanal e o cenário atual das mudanças no clima, que requer uma análise múltipla e integrada”, destaca Cuiabália.

Com as mudanças climáticas, que têm feito o Pantanal vivenciar períodos cada vez mais intensos de seca, continua Cuiabália, a experiência do Sesc Pantanal tornou-se uma importante referência para outras áreas no bioma. “Ao longo de todos esses anos, a RPPN Sesc Pantanal realiza ações de Manejo Integrado do Fogo, como a formação de brigadistas, ações de educação ambiental com o entorno da Reserva e de prevenção, como a criação de aceiros. A novidade deste ano será a queima prescrita, já realizada em pesquisa de 2021. A expectativa é muito positiva, considerando os resultados dessa estratégia em outros biomas, conduzidos pelo Instituo Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio)”, ressalta.

 

Prevenção a incêndios

 

Como ferramentas de prevenção, a RPPN também conta com a tecnologia de detecção de focos de incêndio com câmeras de alta precisão. As imagens captadas são acompanhadas em um Centro de Monitoramento onde passam por rapidamente por análise com uso de algoritmos de inteligência artificial. A partir daí, são transmitidas para a Brigada de Incêndio do Sesc Pantanal e o Corpo de Bombeiros para iniciar prontamente o combate às chamas. A tecnologia já se mostrou eficaz na temporada de seca de 2023.

Já a Brigada de Incêndio, contratada para atuação durante seis meses no período da seca, agora permanecerá ativa por oito meses e terá um reforço importante: dois novos pontos de água na área central da Reserva, naturalmente mais seca por estar distante dos rios Cuiabá e São Lourenço, que margeiam na RPPN. Os poços artesianos foram construídos durante o projeto “RPPN Sesc Pantanal – Recuperando e Protegendo”, realizado em parceria com a Funatura, por meio do projeto GEF-Terrestre, do Governo Federal. Os poços contribuirão com os esforços de eventual combate a incêndios florestais, facilitando o rápido reabastecimento de caminhões pipa.

 

Seca histórica no Pantanal

 

Muitas das áreas normalmente inundadas durante a época das cheias do Pantanal, neste ano se mantiveram secas, configurando um dos períodos de pior estiagem da história do bioma. Este cenário levou a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) a aprovar, no mês de maio, a Declaração de Situação Crítica de Escassez Quantitativa dos Recursos Hídricos na Região Hidrográfica do Paraguai, com vigência até 31 de outubro deste ano, fim do período seco normal na bacia do Paraguai, a principal do Pantanal. A Declaração poderá ser prorrogada caso a situação de escassez hídrica persista.

A decisão foi tomada devido ao cenário observado na Região Hidrográfica do Paraguai, embasado por manifestações de entidades especializadas, como o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e o Serviço Geológico do Brasil (SGB), em função da escassez hídrica relevante se comparada com períodos anteriores. Isso porque o nível d’água do rio Paraguai atingiu, em abril deste ano, o pior valor histórico observado em algumas estações de monitoramento ao longo de sua calha principal. O cenário de escassez ocorre desde o início deste ano na Região Hidrográfica do Paraguai.

Foto: Gabriela Sant’Ana

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