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Índice de 40% menos absenteísmo comprova os benefícios da ergonomia no trabalho - Revista Cipa
SST - Prevenção de Acidentes

Índice de 40% menos absenteísmo comprova os benefícios da ergonomia no trabalho

by 2 de dezembro de 2024
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Assunto recorrente em Cipa, a importância em ter um ambiente de trabalho que priorize a ergonomia, com base na Norma Regulamentadora 17 (NR-17), bem como a promoção de ações que auxiliem os colaboradores a evitar lesões, podem ser cumpridos com medidas simples. Índice de 40% a menos no absenteísmo, por exemplo, já comprovam que medidas simples proporcionam um ambiente mais ergonômico.

De acordo com a fisioterapeuta Fabiana Albano, com a adoção de melhorias ergonômicas, a produtividade dos trabalhadores pode aumentar em até 30% e as empresas que adotaram essas práticas relataram uma redução de até 40% no absenteísmo relacionado a problemas musculoesqueléticos.

 

Menos absenteísmo

 

“Um mobiliário ajustável, com cadeiras e mesas que permitam ajustes de altura e posição, atendendo às necessidades dos funcionários; a organização do espaço; além da adoção de pausas regulares, principalmente, capacitar os colaboradores sobre a importância da ergonomia são fundamentais”, endossa a especialista, à Gazeta Regional.

Além de cumprir a legislação, a adequação à NR-17 traz benefícios concretos às empresas, em especial a promoção do bem-estar dos trabalhadores, destaca, Eduardo Lemes, vice-presidente comercial da Salvia Saúde Corporativa, ao site Notícia Já: “A norma exige que as empresas façam a Análise Ergonômica do Trabalho (AET) e identifiquem riscos ergonômicos, inadequações no ambiente ou situações que possam resultar em doenças ocupacionais. A avaliação deve ser realizada em conformidade com o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) e o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), garantindo que as condições de trabalho sejam constantemente ajustadas”, explica.

 

Levante-se!

 

Outra questão abordada nesse tema é a postura em que se trabalha. Com cada vez mais pessoas em funções tecnológicas, que exijam mais horas sentadas, fica a dúvida: trabalhar em frente do computador em pé ou sentado?

Estudos mostram que trabalhar muito tempo em pé pode causar riscos de problemas circulatórios: segundo artigo do International Journal of Behavior al Nutrition and Physical Activity, fazer uma pausa entre a jornada de trabalho, como subir escadas e pequenas caminhadas, é importante para evitar o sedentarismo. Em torno de seis minutos de exercícios intensos ou 30 minutos de moderados a intensos por dia mitigam os riscos de doenças cardíacas, mesmo àqueles que trabalham sentados por mais de dez horas diárias.

Ficar sentado também pode provocar a amnésia glútea, ou seja, um enfraquecimento nessa região, fazendo com que falhe ou demore para funcionar ao estar em pé. Como consequência, outros músculos e articulações podem assumir a tarefa, como a parte inferior das costas e os joelhos, sobrecarregando esses órgãos.

Jane Konidis, especialista em medicina física, ao The New York Times, explica que o glúteo máximo é um dos músculos mais fortes e responsável pelo amortecimento do impacto e para evitar tal problema, é crucial se levantar a cada meia hora para fazer exercícios simples, como fazer alguns círculos com o quadril.

“É importante se empenhar nos exercícios de glúteos na academia. Inclua agachamentos, avanços, elevações pélvicas e pranchas laterais nos seus treinos. Faça-os a cada dois ou três dias de maneira controlada e lenta”, recomenda.

Foto: reprodução

2 de dezembro de 2024 0 comments
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Estudos revelam os riscos à saúde associados ao trabalho prolongado em posição sentada - Revista Cipa
SST - Prevenção de Acidentes

Estudos revelam os riscos à saúde associados ao trabalho prolongado em posição sentada

by 2 de abril de 2024
written by

Você passa muito tempo sentado no ambiente de trabalho? Pois essa conduta pode ser tão prejudicial quanto fumar, por exemplo. Uma pesquisa recente da Universidade Médica de Taipei, Taiwan, publicada na revista acadêmica JAMA Network Open, revelou que quem tem esse hábito aumenta o risco em 16% de morrer precocemente.

“A sugestão é reduzir a permanência prolongada sentada no local de trabalho e/ou aumentar o volume ou a intensidade da atividade física diária pode ser benéfico na mitigação dos riscos elevados de mortalidade e de doenças cardiovasculares associadas à permanência prolongada na posição ocupacional”, aponta o estudo, divulgado no SBT News.

 

Equilíbrio de tempo na posição sentada

 

Outro levantamento, da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), mostrou que 4% de todas as mortes no mundo (ou 433 mil óbitos/ano) poderiam ser evitadas se as pessoas ficassem três horas a menos sentadas.

Leandro Rezende, pesquisador do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP e um dos autores, explica que ficar sentado por quatro horas diariamente aumenta o risco de morte em 2%. Se forem cinco horas, sobe para, 4%, já seis horas é de 6%, e com sete horas, 8%. Para piorar, quem fica até oito horas chega a 13% e com nove horas, 18% de probabilidade.

 

Prevenção

 

Os especialistas afirmam ainda que o corpo humano não foi feito para ficar longos períodos em uma mesma posição, ou seja, ficar muito tempo sentada ou em pé pode ser muito prejudicial.

A sugestão é a prática de exercícios, o respeito as pausas durante o expediente e a adoção da ginástica laboral para atenuar, prevenir e evitar lesões. Já o Ministério da Saúde indica ao menos 150 minutos de atividade física moderada semanalmente.

Para o educador físico Guioberto Carvalho, treinos diários de 15 minutos são muito bons para exercitar as partes do corpo mais afetadas, como a lombar, que sofre ao longo do dia a quem fica muito tempo sentado. “É recomendado completar os treinos com caminhadas até o trabalho ou com a troca do uso do elevador pelo uso da escada”, explica, ao site Metrópoles.

Foto: Pexels

2 de abril de 2024 0 comments
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