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ergonomia

O impacto invisível das LERDORT na saúde mental do brasileiro - Revista Cipa
SST - Prevenção de Acidentes

O impacto invisível das LER/DORT na saúde mental do brasileiro

by 11 de fevereiro de 2025
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Imagine sentir uma dor constante nos punhos ou ombros, a ponto de tarefas simples como digitar ou levantar uma xícara se tornarem insuportáveis. Agora, imagine que, além do desconforto físico, a condição dobra suas chances de desenvolver depressão ou ansiedade. Esse é o impacto das LER/DORT – Lesões por Esforço Repetitivo (LER) e dos Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT), que afetam milhares de brasileiros e estão longe de ser apenas um incômodo passageiro.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, pessoas que convivem com dor crônica têm quatro vezes mais chances de desenvolver depressão e o dobro de probabilidade de enfrentar dificuldades no trabalho. No Brasil, os números são alarmantes: entre 2018 e 2023, mais de 46 mil casos de LER/DORT foram registrados, com um aumento expressivo no último ano, segundo dados do DATASUS.

A terapeuta ocupacional Syomara Cristina Szmidziuk, que há mais de 30 anos atua na reabilitação de pacientes com lesões neuromotoras, alerta para a importância do diagnóstico precoce e da abordagem integral no tratamento dessas condições. “Não se trata apenas de aliviar a dor. É preciso entender que essas lesões comprometem a autonomia do paciente e afetam diretamente sua saúde mental. A reabilitação precisa considerar corpo e mente para ser eficaz”, explica.

A dor crônica também pode afetar o sono, aumentar os níveis de estresse e contribuir para a depressão. Estima-se que de 35% a 45% das pessoas com dor crônica sofram de depressão, segundo estudo publicado pelo Ochsner Journal.

 

LER/DORT e as condições inadequadas

 

As síndromes conhecidas como LER ou DORT afetam os músculos, esqueleto e nervoso. Em grande parte dos casos, são causadas por condições de trabalho inadequadas ou agravadas por elas. Entre os distúrbios mais comuns estão a tenossinovite e a tendinite, que provocam inflamação nos tendões; a epicondilite, conhecida como cotovelo de tenista, que inflama músculos e tendões do cotovelo; e a bursite, que atinge pequenas bolsas de líquido responsáveis por reduzir o atrito entre músculos, tendões e ossos. Também se destacam a síndrome do túnel do carpo, causada pela compressão de um nervo no punho, e a doença  De Quervain, que provoca inflamação nos tendões do polegar.

A relação entre o ambiente de trabalho e o agravamento dessas condições também é evidente. Jornadas exaustivas, cobrança excessiva por produtividade, falta de reconhecimento e até situações de assédio moral agravam o quadro. “Em muitos casos, os profissionais têm de encarar a incredulidade de colegas e chefes, já que a dor é algo muito subjetivo e difícil de ser comprovado. Isso gera frustração e isolamento,” comenta Syomara.

A terapeuta ressalta que é necessário também ter cautela com movimentos repetitivos fora do ambiente profissional. Falta de postura ou ergonomia nas horas de lazer – como no uso excessivo de celulares, computadores ou controles de videogames – podem agravar casos de LER/DORT. O mesmo acontece em outras atividades rotineiras, como carregar sacolas de compra de forma inadequada, elevar pesos excessivos ou fazer tricô por muitas horas.

 

Prevenção a LER/DORT

 

A prevenção passa por adaptações ergonômicas no ambiente profissional e mudanças na rotina. Ajustes simples, como cadeiras e mesas na altura correta, uso de equipamentos ergonômicos e pausas regulares para alongamentos, reduzem a sobrecarga muscular. Alternar tarefas que exigem diferentes grupos musculares também é fundamental para evitar esforços repetitivos.

Além das medidas físicas, a conscientização sobre ergonomia e o cuidado com o estresse no ambiente de trabalho são essenciais. Programas de orientação e um ambiente que valorize o bem-estar ajudam a identificar sintomas precoces, além de prevenir o agravamento das condições. Atividades físicas regulares e posturas adequadas completam o ciclo de prevenção, o que garante mais saúde e produtividade aos trabalhadores.

A terapeuta ocupacional acredita na importância de um olhar integral para o paciente, atuando na recuperação da funcionalidade e na redução da dor. Esse trabalho avalia as limitações do paciente nas atividades diárias e profissionais, desenvolvendo estratégias que incluem exercícios de fortalecimento e alongamento, técnicas de relaxamento e orientações sobre posturas corretas. O tratamento também engloba educação sobre ergonomia e suporte emocional, o que ajuda a evitar recaídas, promovendo qualidade de vida.

Com o Dia Mundial de Combate as LER/DORT (28 de fevereiro) se aproximando, Syomara reforça que o problema precisa ser levado a sério não só pelas empresas, mas também por cada indivíduo. “A dor é muitas vezes invisível aos outros, mas seu impacto é devastador. Criar ambientes de trabalho saudáveis e promover a conscientização são passos inadiáveis para evitar que milhares de brasileiros percam não só sua produtividade, mas também sua qualidade de vida.”

Foto: Freepik

11 de fevereiro de 2025 0 comments
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Índice de 40% menos absenteísmo comprova os benefícios da ergonomia no trabalho - Revista Cipa
SST - Prevenção de Acidentes

Índice de 40% menos absenteísmo comprova os benefícios da ergonomia no trabalho

by 2 de dezembro de 2024
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Assunto recorrente em Cipa, a importância em ter um ambiente de trabalho que priorize a ergonomia, com base na Norma Regulamentadora 17 (NR-17), bem como a promoção de ações que auxiliem os colaboradores a evitar lesões, podem ser cumpridos com medidas simples. Índice de 40% a menos no absenteísmo, por exemplo, já comprovam que medidas simples proporcionam um ambiente mais ergonômico.

De acordo com a fisioterapeuta Fabiana Albano, com a adoção de melhorias ergonômicas, a produtividade dos trabalhadores pode aumentar em até 30% e as empresas que adotaram essas práticas relataram uma redução de até 40% no absenteísmo relacionado a problemas musculoesqueléticos.

 

Menos absenteísmo

 

“Um mobiliário ajustável, com cadeiras e mesas que permitam ajustes de altura e posição, atendendo às necessidades dos funcionários; a organização do espaço; além da adoção de pausas regulares, principalmente, capacitar os colaboradores sobre a importância da ergonomia são fundamentais”, endossa a especialista, à Gazeta Regional.

Além de cumprir a legislação, a adequação à NR-17 traz benefícios concretos às empresas, em especial a promoção do bem-estar dos trabalhadores, destaca, Eduardo Lemes, vice-presidente comercial da Salvia Saúde Corporativa, ao site Notícia Já: “A norma exige que as empresas façam a Análise Ergonômica do Trabalho (AET) e identifiquem riscos ergonômicos, inadequações no ambiente ou situações que possam resultar em doenças ocupacionais. A avaliação deve ser realizada em conformidade com o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) e o Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), garantindo que as condições de trabalho sejam constantemente ajustadas”, explica.

 

Levante-se!

 

Outra questão abordada nesse tema é a postura em que se trabalha. Com cada vez mais pessoas em funções tecnológicas, que exijam mais horas sentadas, fica a dúvida: trabalhar em frente do computador em pé ou sentado?

Estudos mostram que trabalhar muito tempo em pé pode causar riscos de problemas circulatórios: segundo artigo do International Journal of Behavior al Nutrition and Physical Activity, fazer uma pausa entre a jornada de trabalho, como subir escadas e pequenas caminhadas, é importante para evitar o sedentarismo. Em torno de seis minutos de exercícios intensos ou 30 minutos de moderados a intensos por dia mitigam os riscos de doenças cardíacas, mesmo àqueles que trabalham sentados por mais de dez horas diárias.

Ficar sentado também pode provocar a amnésia glútea, ou seja, um enfraquecimento nessa região, fazendo com que falhe ou demore para funcionar ao estar em pé. Como consequência, outros músculos e articulações podem assumir a tarefa, como a parte inferior das costas e os joelhos, sobrecarregando esses órgãos.

Jane Konidis, especialista em medicina física, ao The New York Times, explica que o glúteo máximo é um dos músculos mais fortes e responsável pelo amortecimento do impacto e para evitar tal problema, é crucial se levantar a cada meia hora para fazer exercícios simples, como fazer alguns círculos com o quadril.

“É importante se empenhar nos exercícios de glúteos na academia. Inclua agachamentos, avanços, elevações pélvicas e pranchas laterais nos seus treinos. Faça-os a cada dois ou três dias de maneira controlada e lenta”, recomenda.

Foto: reprodução

2 de dezembro de 2024 0 comments
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Varejo de alimentos entidades unem forças para promover saúde e ergonomia no trabalho - Revista Cipa
SST - Ergonomia

Varejo de alimentos: entidades unem forças para promover saúde e ergonomia no trabalho

by 3 de julho de 2024
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O Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios do Estado de São Paulo (Sincovaga) e a Associação Brasileira de Ergonomia (ABERGO) firmaram Acordo de Cooperação no último dia 20 de junho, na sede da entidade patronal, em São Paulo, com a finalidade de ampliar a prática da ergonomia, a divulgação da ciência e a conscientização a respeito dos benefícios aos colaboradores e às empresas de todos os portes do segmento do varejo de alimentos, assim como organizar treinamentos e outras ações com foco no tema.

A assinatura do documento contou com a presença do presidente do Sincovaga, Alvaro Furtado; do coordenador do Comitê Saúde e Medicina do Trabalho do Sincovaga, José Maria Caires; e dos representantes da Abergo, a presidente Lucy Mara Silva Baú e o conselheiro Eduardo José Marcatto.

 

Saúde e ergonomia no varejo de alimentos

 

A iniciativa inclui a colaboração mútua na implementação de políticas permanentes em defesa da saúde dos trabalhadores e da ergonomia no setor de varejo de alimentos; promover estudos e pesquisas sobre causas e consequências de doenças e  acidentes de trabalho relacionados com a ergonomia e fatores humanos, a fim de auxiliar na prevenção e na redução dos custos sociais, previdenciários, trabalhistas e econômicos decorrentes; fomentar ações educativas e pedagógicas para sensibilização; criar e alimentar um banco de dados comum sobre o tema.

“Ergonomia antes de tudo é prevenção, e prevenir um problema de postura, por exemplo, é mais fácil do que corrigir. Os supermercados são um campo vasto para a ergonomia, pois dependendo da função, se o funcionário não for adequadamente orientado, ele pode vir a adquirir uma doença ocupacional, o que é ruim para ele e para a empresa. Diminuir doenças e acidentes do trabalho também é um objetivo dessa iniciativa conjunta”, afirmou Alvaro Furtado.

A presidente da Abergo, Lucy Mara, destaca que o objetivo é disseminar o conhecimento nas empresas sobre ergonomia, oferecer treinamentos, prevenir, orientar, dar suporte, pois é possível minimizar os custos com as doenças do trabalho em cada segmento de atividade.

“Pensando no varejo de alimentos, há atividades que os colaboradores realizam de pé, outras que fazem sentados, uns pegam peso, outros não. Há diferentes situações e é preciso analisá-las pela lente da ergonomia e levar esse conhecimento às empresas e aos funcionários, para agregar valor e evitar passivos”, explica José Maria Caires.

Foto: Reprodução

3 de julho de 2024 0 comments
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Acordos de cooperação - tendência que fortalece o setor de SST, protege trabalhadores e empresas - Revista Cipa
SST - Prevenção de Acidentes

Acordos de cooperação – tendência que fortalece o setor de SST, protege trabalhadores e empresas

by 4 de junho de 2024
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Os acordos de cooperação são um tipo de colaboração através de um pacto formalizado entre organizações ou instituições com o objetivo de trabalhar em conjunto para alcançar metas específicas. Na saúde e segurança no trabalho, pode se dar entre empresas, outras entidades, sindicatos, órgãos governamentais e instituições de pesquisa.

Os acordos de cooperação fortalecem o setor de SST e trazem benefícios conjuntos imprescindíveis para a representatividade funcional das entidades envolvidas.

Dr. Ricardo Pacheco, médico, gestor em saúde e presidente da ABRESST (Associação Brasileira de Empresas de Saúde e Segurança no Trabalho) destaca que um acordo de cooperação sério e proativo é bom para todos: “Além de proteger trabalhadores e empresas – garantindo que medidas eficazes sejam implementadas para prevenir acidentes, lesões e doenças ocupacionais, as entidades, ao trabalharem juntas, aproveitam recursos e conhecimentos para promover um ambiente de trabalho mais seguro e saudável para todos”.

 

Acordo de cooperação na Ergonomia

 

Como presidente da entidade, o médico articulou um importante acordo de cooperação entre a ABRESST e a ABERGO (Associação Brasileira de Ergonomia e Fatores Humanos), e entre a ABERGO e a ANAMT (Associação Nacional de Medicina no Trabalho), resultado do trabalho conjunto com Lucy Mara Baú (ABERGO) e Dr. Francisco Cortez (ANAMT). “Essa parceria visa a realização e participação em eventos importantes, cooperações estratégicas, troca de experiências, informações e documentos específicos das duas áreas, que passam a colaborar em questões técnicas e de legislação. Nossas ações têm o mesmo objetivo e se complementam, com essa maior sinergia ampliaremos nossa atuação”, afirma Pacheco.

 

Para o bem comum

 

Nos acordos de cooperação as entidades envolvidas podem compartilhar recursos e conhecimentos. “Recursos como expertise técnica e tecnologia para desenvolver e implementar práticas mais eficazes de saúde e segurança no trabalho. Também é possível, por meio do acordo, estabelecer padrões comuns de SST, garantindo que todas as partes envolvidas sigam as melhores práticas e diretrizes, para o bem comum”.

O presidente da ABRESST (foto) também ressalta o desenvolvimento de políticas. “O acordo pode facilitar o desenvolvimento conjunto de políticas e regulamentos, garantindo que as necessidades dos trabalhadores e das empresas sejam adequadamente abordadas; e a criação e implementação de programas de treinamento e capacitação para trabalhadores e gestores, que aumentam a conscientização e promovem uma cultura de prevenção de acidentes, ao mesmo tempo que inclui mecanismos para monitorar e avaliar a eficácia das práticas de SST, permitindo que as entidades façam ajustes conforme necessário para melhorar continuamente o ambiente de trabalho”, completa Dr. Ricardo Pacheco.

 

Benefícios dos acordos de cooperação

 

  • Permitem o compartilhamento de conhecimentos, habilidades e experiências entre as partes envolvidas, enriquecendo as capacidades de todos os envolvidos, reduzindo os custos associados ao desenvolvimento de projetos ou à realização de pesquisas.
  • Possibilitam que as entidades atinjam resultados mais significativos do que seriam capazes de alcançar individualmente, ampliando assim seu impacto social, econômico ou ambiental, como a visibilidade em novos mercados, clientes ou públicos-alvo, proporcionando oportunidades de crescimento e expansão.
  • Ao unirem forças, as entidades podem abordar problemas complexos de uma maneira mais abrangente e multifacetada, aproveitando diferentes perspectivas e abordagens.
  • Fortalecemos relacionamentos entre as entidades envolvidas, criando laços de confiança e colaboração que podem ser benéficos a longo prazo.
  • Impulsionam a inovação e o desenvolvimento tecnológico, permitindo o surgimento de soluções criativas e avanços significativos em diversos campos.
  • Aumentam a credibilidade e visibilidade de todas as partes envolvidas, gerando benefícios reputacionais.
  • Ajudam as entidades a alcançarem seus objetivos institucionais de maneira mais eficaz, aproveitando os benefícios mútuos oferecidos pela colaboração.

Fotos: Abresst/Divulgação

4 de junho de 2024 0 comments
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Aumento de afastamentos de trabalhadores por problemas com coluna alerta para importância do investimento em Ergonomia nos ambientes laborais - Revista Cipa
SST - Saúde Ocupacional

Aumento de afastamentos de trabalhadores por problemas com coluna alerta para importância do investimento em Ergonomia nos ambientes laborais

by 26 de fevereiro de 2024
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Como anda a sua coluna? Certamente, ao ler esta pergunta logo tratou de corrigi-la ou mesmo sentiu uma pontada. Pois esse problema liderou a lista de afastamentos no trabalho, que chegou a 2,5 milhões de brasileiros em 2023, segundo estudo do Ministério da Previdência Social.

A hérnia de disco lombar foi a principal causa dos afastamentos, seguida pela lombalgia e hérnias de disco, na cervical e coluna torácica, aparecem em quinto lugar no ranking. “Embora fatores genéticos desempenhem um papel relevante, as condições também estão fortemente ligadas a práticas laborais inadequadas, falta de ergonomia e exposição a cargas excessivas”, alerta Antônio Krieger, médico ortopedista especialista em cirurgia da coluna, ao Estado de Minas.

 

Causas de afastamentos

 

O especialista acrescenta que com o pós-pandemia, houve uma mudança intensa de hábitos, com situações de trabalhos muitas vezes parados, o que contribuiu também para o aumento das dores lombares. “Isso pode ser atribuído ao aumento do tempo gasto sentado, pela falta de ergonomia associada ao home office, ao estilo de vida sedentário e às posturas inadequadas no uso de smartphones e notebooks”, explica.

Manter uma boa postura, usar compressas frias e quentes para alívio de dores, prática de exercícios de fortalecimento e alongamento, além de cuidar da saúde e evitar atividades que possam causar lesões são as recomendações dos especialistas.  A quem passa muitas horas sentado, por exemplo, o primeiro passo para melhorar a postura é manter a coluna ereta e apoiada no encosto da cadeira, destaca o ortopedista Bruno Fabrizio, ao Metrópoles. “Se você passa longas horas sentado em frente ao computador, certifique-se de ter uma estação de trabalho ergonômica. Ajuste a altura da cadeira e da mesa para que você possa manter os pés apoiados no chão e os olhos no mesmo nível do monitor. Use um suporte lombar para manter a curvatura natural da coluna”, recomenda.

Vale ressaltar que a Norma Regulamentadora 17 abarca todos os requisitos mandatórios de adaptação ergonômica das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores. Ou seja, é preponderante que as companhias estejam a par desse requisito a quem atua, seja no local, seja remotamente, para o bem-estar dos colaboradores.

 

Ergonomia

 

 

Usar a ergonomia a favor é um fator preponderante a quem está trabalhando e as empresas devem colocar em prática a ginástica laboral, inclusão de equipamentos que contribuem para a mitigação de tais problemas e possíveis afastamentos, bem como o estímulo às atividades físicas, diminuição de estresse, promovendo uma rotina saudável e de relaxamento mental, além de buscar orientação sobre posturas adequadas no trabalho.

Organizações que, além de cumprir os requisitos legais, realizam mais ações para garantir a saúde dos colaboradores só têm a ganhar.“Trabalhadores mais saudáveis produzem mais, têm menos riscos de acidentes de trabalho e ainda se sentem mais valorizados por saberem que a empresa tem essa preocupação e cuidado”, reforça Deisi Paloschi Rose, analista de Segurança e Saúde do Sesi Paraná.

Vencedora da edição 2022 do Troféu Sesi de Melhores Práticas em Segurança, Saúde e Bem-estar, na categoria Grandes Indústrias, a fabricante de eletrodomésticos Electrolux investe fortemente em iniciativas em prol da saúde dos trabalhadores como acesso a academias, jornada híbrida e flexível, ginástica laboral, programa de acompanhamento osteomuscular e de fisioterapia, gestão em ergonomia, campanhas de vacinação, e conta ainda com apoio do Sesi para o aprimoramento dessas vivências.

No quesito Saúde e Segurança do Trabalho, a companhia desenvolve treinamentos e capacitações, o que engloba o uso da realidade virtual a todos os trabalhadores próprios e terceiros, o Programa de Antecipação dos Riscos (Riskex) e de correção de quase acidentes, condições e comportamento dos trabalhadores, além das práticas ESG (ambiental, social e de governança).

“Essas medidas têm impactos positivos na produtividade, pois reduzem custos operacionais, melhoram a eficiência dos processos, fortalecem a reputação da empresa e aumentam o engajamento e satisfação dos colaboradores”, conclui Verissimo Lopes, gerente de Meio Ambiente, Saúde, Segurança e Sustentabilidade em Operações no Electrolux Group.

 

Foto: Freepik

26 de fevereiro de 2024 0 comments
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Logística em expansão: ergonomia e tecnologia garantem saúde e produtividade - Revista Cipa
SST - Gestão de Riscos

Logística em expansão: ergonomia e tecnologia garantem saúde e produtividade

by 14 de fevereiro de 2024
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Nunca a palavra ergonomia fez parte do vocabulário de quem atua com transporte e movimentação de cargas. A Logística é um setor que está em plena expansão: até 2025, ela e áreas de logística, construção civil, vestuário e energia devem abrir 540 mil novas vagas no Brasil, aponta o Observatório Nacional da Indústria (ONI), núcleo de inteligência e análise de dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Essa demanda, contudo, não pode ser deixada de lado a importância para não apenas em garantir as entregas aos clientes, mas também assegurar sua saúde desse contingente de trabalhadores. Para tanto, é necessária a adoção de uma metodologia de trabalho eficiente, reduzindo lesões por esforços repetitivos e de distúrbios osteomusculares, comuns a quem trabalha nessas funções.

 

Ergonomia na logística

 

Uma ferramenta preponderante é a adaptação dos postos de trabalho mais ergonômicos e inteligentes e a tecnologia é uma grande aliada, aponta Eduardo Andrade, técnico de segurança de trabalho da INVENT, empresa especializada em automatização de processos logísticos. “Muitos sistemas de armazenagem ajudam os funcionários a assumirem uma postura correta. Um exemplo é o sistema de armazenagem em carrossel que, por ser rotacional, não exige que o trabalhador fique se agachando para apanhar algum produto em operações de picking. É fundamental orientar o colaborador a assumir a postura adequada e condicioná-los a suportar determinadas cargas de trabalho. Embora isso não extinga definitivamente as possibilidades de lesões, reduz bastante a sua incidência”, explica.

 

NR-17

 

A Norma Regulamentadora 17 trata especificamente das melhores condições de ergonomia e é uma guia importante a ser seguida. Com revisão recente, a NR-17 determina o recurso de Avaliação Ergonômica Preliminar (AEP), uma etapa inicial para identificação e classificação do risco ergonômico, devendo ser integrada ao PGR (Programa de Gestão de Risco).

Para Gabriela Nunes, ergonomista do SESI-SP, com a elaboração da AEP é possível estudar de forma mais assertiva a atividade de trabalho apontando soluções ergonômicas e oferecendo subsídios para adequações. “O foco passou a ser gerencial, deixando de ser apenas documental e esse processo de levantamento de dados oferece base para atuar com as questões ergonômicas dentro dos postos de trabalho, destacando à empresa onde estão os pontos mais urgentes. Assim cria-se um plano de ação e torna esse processo mais dinâmico”, salienta.

O estímulo as pausas e revezamento de funcionários, projetos ergonômicos bem orientados e educação do próprio trabalhador sobre práticas saudáveis de trabalho são outras recomendações dos especialistas.

Foto: divulgação Invent

14 de fevereiro de 2024 0 comments
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Supermercados investem em modernização como estratégia para segurança no trabalho - Revista Cipa
SST - Prevenção de Acidentes

Supermercados investem em modernização como estratégia para segurança no trabalho

by 13 de fevereiro de 2024
written by

Os supermercados, reconhecendo a importância de investir em modernização como estratégia fundamental para o negócio, estão adotando medidas inovadoras para aprimorar a segurança no ambiente de trabalho, melhorando a produtividade, reduzindo a insatisfação dos trabalhadores e promovendo melhor qualidade de vida.

Dentre os dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Brasil é um dos países com o maior número de acidentes de trabalho. De 2012 a 2022, foram comunicados 6,7 milhões de acidentes de trabalho e 25,5 mil mortes no emprego com carteira assinada.

 

Segmento de supermercados

 

Só no segmento de supermercados, os riscos ocupacionais aos quais os trabalhadores estão expostos são enormes, principalmente nos setores da padaria, do açougue, do estoque e da confeitaria, que possuem maior incidência de acidentes.

A crescente ênfase na modernização reflete não apenas a busca pela excelência operacional, mas também um compromisso com a segurança dos colaboradores. As empilhadeiras, agora integradas às operações cotidianas, desempenham um papel crucial na otimização do manejo de mercadorias, reduzindo riscos associados a tarefas manuais.

Em outros setores como do açougue e padaria, é necessário que todos os equipamentos utilizados sejam homologados de acordo com a Norma Regulamentadora nº 12, que é a responsável pela segurança em máquinas e equipamentos em geral.

Sistemas de vigilância inteligente, equipamentos ergonômicos e iniciativas de conscientização também são práticas adotadas para demonstrar o comprometimento com o bem-estar dos funcionários, criando ambientes de trabalho mais seguros e produtivos.

13 de fevereiro de 2024 0 comments
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A importância da prevenção de problemas nas pernas no ambiente de trabalho - Revista Cipa
SST - Saúde Ocupacional

A importância da prevenção de problemas nas pernas no ambiente de trabalho

by 7 de fevereiro de 2024
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A prevenção de problemas nas pernas no ambiente de trabalho é importante para resguardar a saúde e o bem-estar dos profissionais, sobretudo para aqueles que enfrentam longas jornadas em atividades que demandam permanência constante. Nesse contexto, a ergonomia emerge como um pilar essencial na estratégia de prevenção dessas questões.

A adequação ergonômica dos móveis e equipamentos laborais é crucial para minimizar o impacto negativo sobre as pernas, reduzindo a incidência de desconfortos, dores musculares e problemas circulatórios. Assegurar que cadeiras, mesas e demais elementos estejam ajustados corretamente à altura e às necessidades individuais não apenas favorece uma postura apropriada, mas também atua como um mecanismo preventivo contra a fadiga.

 

Saúde das pernas

 

Outra possibilidade para minimizar o impacto da inércia são as pausas regulares para alongamentos específicos para as pernas, o que pode aliviar a tensão acumulada durante o dia de trabalho. Afinal, em um mundo onde a rotina profissional exige horas prolongadas em frente ao computador, o desconforto e os riscos à saúde associados ao sedentarismo tornam-se desafios constantes.

Nesse cenário, as meias de compressão também emergem como aliadas indispensáveis para quem busca equilíbrio entre bem-estar e produtividade. Além do óbvio conforto proporcionado, elas podem atuar ativamente na melhoria da circulação sanguínea nas pernas.

O design inteligente e a tecnologia avançada ajudam a prevenir a formação de coágulos e reduzem significativamente o inchaço, promovendo uma sensação de leveza ao longo do dia. Ao contrário do que muitos possam pensar, utilizar meias de compressão, como as meias Kendall, não é apenas uma questão estética, mas, sim, uma escolha de saúde consciente.

Profissionais que adotam essa prática podem experimentar não apenas alívio imediato, mas também benefícios a longo prazo para a saúde vascular. Entre as opções disponíveis no mercado, muitas se destacam pela qualidade e pela eficácia comprovada. Afinal, elas proporcionam o suporte necessário de maneira elegante e discreta.

 

Integração preventiva

 

Com ajuste preciso e pressão adequada, são eficazes na prevenção de problemas circulatórios, promovendo a saúde vascular a longo prazo. Valorizar a postura e movimentação no expediente não só previne problemas musculares e ósseos, mas também eleva a qualidade de vida de forma geral.

A integração de práticas preventivas, aliada à utilização de meias de compressão, forma um conjunto poderoso na busca por um equilíbrio entre a saúde vascular e a produtividade profissional. Em última análise, investir na prevenção não apenas resguarda a saúde individual, mas também fortalece o alicerce de ambientes corporativos mais saudáveis, produtivos e sustentáveis a longo prazo.

 

Fonte: Diário Regional

Foto: Reprodução

7 de fevereiro de 2024 0 comments
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Ergonomia é destaque na edição de 50 anos da Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, da Fundacentro - Revista Cipa
SST - Prevenção de Acidentes

Ergonomia é destaque na edição de 50 anos da Revista Brasileira de Saúde Ocupacional, da Fundacentro

by 2 de fevereiro de 2024
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A Revista Brasileira de Saúde Ocupacional (RBSO), publicação da Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho (Fundacentro), celebra seus 50 anos com um dossiê temático “RBSO 50 Anos”.

Os ensaios abordam diversos aspectos relacionados ao mote Segurança e Saúde no Trabalho (SST), como ergonomia, psicologia social do trabalho, cultura de segurança e acidentes ampliados no contexto industrial e sua integração com temas relacionados à saúde ambiental e SST.

 

Fundacentro destaca a Ergonomia

 

Um dos temas discutidos na edição é a importância da ergonomia na prevenção de acidentes e danos à saúde do trabalhador. E não é para menos: estima-se que até 2050, haverá 843 milhões de casos prevalentes de casos de dores lombares no planeta, um dos mais recorrentes motivos de afastamento nas funções de trabalho. Em 2020, o problema já afetou 619 milhões de pessoas no mundo, aponta estudo do jornal The Lancet.

Na publicação brasileira “RBSO 50 Anos”, o ensaio intitulado “A contribuição da ergonomia para a segurança no trabalho”, os pesquisadores Eugênio Paceli Hatem Diniz (Fundacentro, escritório de Minas Gerais), Francisco de Paula Antunes Lima (Universidade Federal de Minas Gerais,UFMG) e Raoni Rocha Simões (Universidade Federal de Ouro Preto, UFOP) discernem sobreos benefícios da Análise Ergonômica do Trabalho (AET) na prevenção de acidentes em sistemas de produção com altas taxas de acidentes, em especial os ultrasseguros e àqueles que atuam no serviço de motofrete.

“A análise da atividade dos motofretistas permitiu evidenciar que os determinantes mediatos da situação de trabalho (tempo prescrito versus tempo real, relações de poder, gestão e organização do trabalho) se sobrepõem aos fatores imediatos (comportamento no trânsito), podendo comprometer as margens de manobra dos trabalhadores. O método, ao auxiliar a ver e compreender o mundo dos trabalhadores pelos olhos deles próprios, possibilitou elaborar recomendações ainda pouco exploradas”, destaca o texto dos autores.

A íntegra desta e demais edições pode ser acessada nos sites da Fundacentro e do SciELO, pela rede social X ou aplicativo da revista via IOS e Android.

Foto: reprodução

2 de fevereiro de 2024 0 comments
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