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Dores musculares e sofrimento psicológico compromete a harmonia no ambiente de trabalho - Revista Cipa
SST - Saúde Ocupacional

Dores musculares e sofrimento psicológico compromete a harmonia no ambiente de trabalho

by 27 de junho de 2024
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Considerado um dos principais motivos de afastamento do trabalho, as doenças osteomusculares (DORT), como a Lesão por Esforço Repetitivo (LER), incapacitam não só fisicamente, mas afetam diretamente o estado psicológico do trabalhador. Anualmente, cerca de 30 mil pessoas sofrem com o mal no Brasil, conforme o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo Adriana Belintani, advogada especialista em saúde mental, para compreender as estatísticas, é preciso analisar a condição das estruturas oferecidas nesse ambiente de trabalho, tais como ergonomia, pausas frequentes, manejo de pesos compatíveis. “Essa análise minuciosa deve ser considerada e tratada com seriedade pelas empresas e, também, pelo próprio profissional, que precisa identificar se está confortável ou não em seu posto de trabalho”, ressalta.

 

Sintomas psicológicos e as doenças musculares

 

Mas o que encontramos, na prática, diz ela, é um descaso perante as doenças musculares, que são muitas vezes negligenciadas ou ainda tratadas de modo desumanizado.

“O incômodo e restrição causados pelas dores frequentes deve ser diagnosticados por meio de exames médicos, acompanhados de laudos clínicos e afins. Já os sintomas que comprometem a saúde mental, normalmente, ficam à deriva. O fato é que em muitos casos, a causa do desconforto está relacionada à alta demanda de trabalho da função. É o que é chamado de estresse emocional, que apresenta indícios como formigamentos, tensão e rigidez muscular, inchaços, inflamação nos tendões, perda força muscular, entre outras limitações”, explica a advogada.

De acordo com Adriana, o que muitos esquecem, é que o poder limitador da DORT desencadeia, em pouco tempo, quadros de depressão, desânimo, baixa autoestima, irritabilidade, incapacidade de visualizar perspectivas positivas e distúrbios do sono. “Independente do estado físico, são esses quadros que estão diretamente ligados ao aumento do número de afastamentos do trabalho. Por sua vez, o afastamento pode piorar o quadro, visto que se estabelece dúvidas sobre a perspectiva de melhoria de condições de trabalho, do retorno normal às funções e, até, da possibilidade de ser readmitido no quadro funcional”, informa.

O psicológico na cultura organizacional

 

A linha tênue entre a dor física e psicoemocional precisa ser revisitada pelos empregadores, observa a especialista. “É preciso incluir essa pauta na cultura organizacional das companhias. Afinal, a prevenção ainda é a melhor forma de construir o bem-estar no trabalho. Ações como o estabelecimento da ginástica laboral, meditação, pausas nos ambientes de interação pessoal, planejamento de demandas, atendimento psicológico, humanizam a relação de trabalho. Essa reflexão tem sido amplamente discutida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que define a cultura organizacional como o resultado do conjunto de crenças e práticas cotidianas da empresa que afetam o bem-estar mental e físico dos trabalhadores”, diz.

Ela lembra que é evidente que os vínculos atuais entre empregadores e trabalhadores é uma relação integrativa, por isso, os direitos trabalhistas não devem ser tidos apenas como ameaças para assegurar benefícios, como o estado psicológico saudável. “Por outro lado, negligenciar políticas de qualidade de vida trabalho fere pessoas, diminui a produtividade e impacta na credibilidade da marca do empregador”, conclui.

27 de junho de 2024 0 comments
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Cultura organizacional deve salvaguardar a saúde física e mental dos colaboradores - Revista Cipa
SST - Saúde Ocupacional

Cultura organizacional deve salvaguardar a saúde física e mental dos colaboradores

by 13 de março de 2024
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A atualização da lista de doenças relacionadas ao trabalho levantou a questão sobre a responsabilidade das empresas em salvaguardar a saúde física e mental de seus colaboradores. Para Lucas Landi, advogado especialista em direito do trabalho, ao Correio Braziliense, a atualização desse rol, após 24 anos, não só demonstra os desafios a serem enfrentados, mas torna-se uma medida para prevenir futuras doenças ocupacionais.

“Os empregadores terão que considerar algumas medidas adicionais ou até adotar novas práticas para garantir a manutenção de um ambiente tanto físico quanto mentalmente saudável”, pontua o advogado.

 

Cultura organizacional

 

Revisitar ou mesmo implementar novas políticas internas de Saúde e Segurança do Trabalho (SST), estabelecendo novos protocolos de prevenção, identificação e relatos precisam ser levados em conta. “O que se impõe é a mudança de hábitos e cultura organizacional empresarial, a fim de atingir o equilíbrio entre a vida pessoal e a vida profissional, salientando que um meio ambiente de trabalho saudável significa benefícios a todos”, arremata.

Os cargos de chefia dentro das organizações também precisam estar em sintonia com a SST a fim de não apenas reter talentos, mas também assegurar um ambiente saudável. Na opinião de Angela Kambouris, coach de liderança, em matéria do site PEGN, os líderes devem aprimorar oito itens que melhoram consideravelmente o desempenho e relacionamento com seus colaboradores, sendo, entre eles: comunicação clara, fortalecimento das equipes, senso de responsabilidade, mentoria e conversas individuais e entre as próprias lideranças.

Ela sugere até um espaço para diálogos mais amenos, como esportes e assuntos da internet. “Uma equipe bem entrosada faz toda a diferença, e isso pode ser alcançado de formas simples. Uma delas é separando alguns minutos no início de uma reunião para encontrar interesses comuns, refletir sobre os sucessos alcançados, compartilhar histórias pessoais”, salienta.

 

Cultura da Segurança

 

Para o técnico de segurança do trabalho, Nestor W. Neto , a cultura organizacional também se relaciona com a cultura da segurança, pois quando a empresa tem uma cultura de segurança madura, empregadores e empregados moldam seus valores coletivos, crenças, atitudes, de modo agir conforme as regras e boas práticas de segurança que a empresa adotou.

 

Ele, que é professional Coach, palestrante, criador e editor do blog/site Segurança do Trabalho nwn, professor e escritor, ressalta a importância do triângulo da cultura de segurança que sintetiza o que é importante para uma verdadeira maturidade na cultura de segurança e contempla a pessoa, o ambiente e o comportamento:

– Pessoa: conhecimentos, habilidades, capacidades, inteligência, motivos, personalidade.

– Ambiente: equipamentos, ferramentas, máquinas quente/frio, engenharia, normas regulamentadoras, certificações, padrões.

– Comportamento: cumprir, coaching, reconhecimento, demonstração, comunicação,  cuidado ativo.

A empresa tem maturidade na cultura de segurança quando as pessoas encontram motivos para trabalhar de forma segura habitualmente, quanto o ambiente possui riscos minimizados e quando os comportamentos de todos na organização são na maior parte do tempo seguros. E isso também está ligado à cultura organizacional.

 

Foto: Pexels

 

13 de março de 2024 0 comments
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Estudo aponta que mais flexibilidade nos ambientes de trabalho reduz doenças cardiovasculares - Revista Cipa
SST - Saúde Ocupacional

Estudo aponta que mais flexibilidade nos ambientes de trabalho reduz doenças cardiovasculares

by 28 de fevereiro de 2024
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Uma pesquisa realizada pela prestigiada Universidade de Harvard comprovou o que os trabalhadores ensejam ou mesmo já convivem: flexibilizar o local de trabalho pode reduzir o risco de doenças cardiovasculares. A opção por ambientes de trabalho com mais flexibilidade já é uma forte tendência e também atende a nova conjectura da sociedade pós-pandemia.

O estudo, liderado pela Harvard, em parceria com a Escola Chan de Saúde Pública e a Penn State University, acompanhou 1.528 funcionários que passaram por exames de pressão arterial sistólica, índice de massa corporal, hemoglobina glicada, tabagismo, colesterol HDL e colesterol total registrados antes das análises e novamente um ano após o início do estudo. “Essas informações foram usadas para calcular uma pontuação de risco cardiometabólico para cada funcionário, com pontuações mais elevadas indicando maior risco estimado de doença cardiovascular”, informa notícia da Harvard Gazzete.

 

Mais flexibilidade e saúde

 

As conclusões mostraram que os que puderam trabalhar seja em casa, seja no escritório ou mesmo em outros locais, buscando flexibilidade e alternativas para reduzir conflitos dentro do ambiente laboral e proporcionando o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, garantiram menos risco de problemas cardíacos.

Já nos pacientes mais velhos, o resultado foi ainda mais surpreendente: a redução de doenças cardiovasculares chegou aos níveis de cinco a dez anos a menos de idade, ou seja, um coração de uma pessoa acima dos 50 anos conseguiu uma saúde equivalente a uma de 40 anos. “A intervenção foi concebida para mudar a cultura do local de trabalho ao longo do tempo, com a intenção de reduzir o conflito entre o trabalho e a vida pessoal dos funcionários e melhorar a saúde”, frisa Orfeu Buxton, professor de saúde biocomportamental da Penn State, e um dos autores do estudo.

Foto: Reprodução/Abrasce

28 de fevereiro de 2024 0 comments
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