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INC - Capacitação e Treinamento

Combate aos incêndios e o risco à vida traz alerta sobre a proteção dos brigadistas

by redacao 1 de outubro de 2024
written by redacao

A morte de Tiago dos Santos, brigadista de 38 anos, enquanto combatia incêndios em Corumbataí, no interior de São Paulo, reacende o debate sobre a segurança dos profissionais que atuam na linha de frente contra as queimadas. Santos foi vítima das chamas na quarta-feira, 25 de setembro, quando tentava apagar o fogo em um caminhão-pipa da Usina São Martinho, unidade Iracema. Um colega que estava com ele sofreu queimaduras, mas está fora de risco de vida. A tragédia ocorreu em uma área de canavial queimada, o que gerou um incêndio de grandes proporções.

O caso foi registrado pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo como “incêndio, homicídio e lesão corporal”. As causas do incêndio são desconhecidas, mas o boletim de ocorrência aponta que o corpo de Santos foi carbonizado e o caminhão-pipa destruído. Seu sepultamento ocorreu no dia seguinte, 26, em Itirapina, cidade onde morava. A Usina São Martinho emitiu nota informando que está prestando apoio à família do brigadista e colaborando com as autoridades nas investigações.

 

Combate ao fogo e o risco à vida

 

A morte de Santos destaca não apenas a perigosa tarefa de combate ao fogo, mas também a necessidade de reconhecer que esses profissionais são trabalhadores que atuam em condições de extremo risco e devem ser protegidos no âmbito da segurança e saúde ocupacional. Brigadistas não são apenas combatentes do fogo – eles são trabalhadores que colocam suas vidas em perigo para proteger a comunidade e o meio ambiente. Assim, devem receber as mesmas proteções que qualquer outro trabalhador exposto a riscos ocupacionais.

A tragédia de Corumbataí não é um incidente isolado. No dia anterior, em Brotas, também no interior paulista, um trabalhador se feriu ao saltar de uma colheitadeira em chamas. Ele sofreu fratura exposta no membro inferior e queimaduras nos braços e rosto. O incêndio resultou na destruição de cerca de 100 mil metros quadrados de canavial.

Em 23 de agosto, dois funcionários de uma usina sucroalcooleira em Urupês (SP) perderam a vida enquanto combatiam um incêndio. Saulo Rodrigo de Oliveira, de 47 anos, e Gerci Silveira Júnior, de 30, foram carbonizados ao tentar escapar das chamas após o caminhão em que estavam ter tombado. Esses episódios sublinham o perigo constante enfrentado pelos brigadistas e trabalhadores do setor agrícola, em especial em áreas de cultivo de cana-de-açúcar, que são altamente suscetíveis a incêndios.

 

Realidade semelhante em outras regiões

 

Infelizmente, esse risco extremo não se restringe ao estado de São Paulo. No Piauí, dois brigadistas também perderam a vida enquanto combatiam um grande incêndio florestal em Uruçuí, na zona rural, no dia 23 de setembro. José Almir Portugal de Macedo, de 51 anos, e Edinelson Maciel de Oliveira, de 30, foram cercados pelas chamas enquanto tentavam conter o avanço do fogo. José Almir, que chefiava uma equipe de brigadistas, morreu no local, enquanto Edinelson chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

O Corpo de Bombeiros do Piauí destacou a dificuldade de combate a esses incêndios, agravada pelas condições adversas e pela carência de recursos. A morte dos brigadistas em Uruçuí revela a gravidade dos riscos enfrentados por esses profissionais em diferentes regiões do país, que muitas vezes não dispõem de equipamentos adequados ou condições ideais para realizar o trabalho de forma segura.

 

Segurança e saúde ocupacional: uma necessidade urgente

 

Essas tragédias chamam atenção para a importância de tratar brigadistas e trabalhadores envolvidos no combate ao fogo como parte da categoria que deve estar protegida por normas rigorosas de segurança no trabalho. As condições enfrentadas por esses profissionais — muitas vezes expostos a incêndios de grandes proporções, como os registrados recentemente — demandam um olhar atento para a implementação de práticas preventivas e equipamentos de proteção adequados.

Os incêndios florestais são frequentes em regiões rurais, especialmente durante períodos de seca, o que agrava ainda mais a exposição desses trabalhadores a situações de risco extremo. Os brigadistas não podem ser vistos apenas como “heróis”, mas como trabalhadores que necessitam de condições adequadas para desempenhar suas funções. É necessário que o poder público e as empresas implementem políticas mais robustas de proteção, treinamento e equipagem adequada para minimizar os riscos e evitar que tragédias como a desses profissionais continuem ocorrendo.

Foto: Reprodução

1 de outubro de 2024 0 comments
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INC - Capacitação e Treinamento

Trabalho dos bombeiros requer ainda mais preparo em incêndios noturnos

by redacao 30 de setembro de 2024
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Além da atuação em ambientes e ocorrências complexos, o trabalho dos bombeiros também não tem uma hora marcada, ou seja, pode ocorrer em períodos diurnos ou noturnos.

Em Mato Grosso do Sul, o Corpo de Bombeiros (CBMMS) está há mais de 100 dias em operação com o objetivo de combater, controlar e monitor os incêndios florestais na região do Pantanal. São 141 bombeiros militares, distribuídos em localidades estratégicas como Campo Grande, Corumbá, Anastácio, Miranda, Bonito e Porto Murtinho.

 

Desafios noturnos

 

Desse quantitativo, 92 estão em campo realizando atividades diretas, enquanto 49 desempenham funções no Sistema de Comando de Incidentes (SCI), coordenando e supervisionando as ações, informa a corporação, enfrentando temperaturas que podem variar de 10°C no sul do estado durante a tarde-noite até mais de 40°C pelas manhãs.

“A região do Pantanal sul-mato-grossense enfrenta condições climáticas desafiadoras, com estiagem persistente, baixa umidade relativa do ar e temperaturas elevadas.Diante desse cenário adverso, as equipes de combate mantêm vigilância contínua, tanto nas áreas afetadas quanto nas bases avançadas.As operações de rescaldo e monitoramento são realizadas com o auxílio de drones e satélites para assegurar a eficácia das ações”, completa a nota.

 

Atentos 24 horas

 

Já no ambiente urbano, a atuação dos bombeiros pode variar desde apagar um incêndio em um estabelecimento comercial até socorrer uma gestante em trabalho de parto ou uma pessoa acidentada.

“Nós estamos preparados para qualquer tipo de situação, sete dias na semana, 24h por dia”, enfatiza o tenente Gabriel Dantas, comandante de socorro do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBMAL), em reportagem a RecordTV.

Para o sargento Victor Barros, que coordena a equipe de socorristas, é necessário um preparo constante, já que as ocorrências não têm uma previsibilidade e tal capacitação é determinante para o êxito nas operações.

“Todo o bombeiro precisa estar preparado para as ocorrências. Assim que recebemos o chamado e a sirene toca, vamos ao socorro da vítima, atendemos a esse sinistro e fazemos o atendimento o mais preciso e rápido possível”, salienta o profissional.

 

Adicional noturno

 

O Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2020 decidiu que, mesmoa Constituição Federal não preveja o direito a adicional noturno a militares (o que inclui bombeiros), fica cargo dos estados reivindicar o direito, “desde que o recebimento da parcela esteja expressamente previsto na Constituição estadual ou, no caso do Distrito Federal, na sua Lei Orgânica”, informa o STF.

Em Cuiabá, MT, por exemplo, a Vara Especializada em Ações Coletivas determinou, em abril, que o governo estadual pague 25% de adicional noturno a policiais militares e bombeiros que trabalharam entre 22 horas e às 5 horas do dia seguinte. A ação foi pedida pela Associação dos Sargentos, Subtenentes e Oficiais Administrativos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiro Militar do Estado de Mato Grosso (ASSOADE).

“Embora a Constituição Federal não prevê a remuneração do trabalho noturno superior à do diurno, no artigo 39, parágrafo 3º, incluiu o adicional noturno no rol de direitos dos trabalhadores urbanos e rurais extensíveis aos servidores civis ocupantes de cargo público. Tal fato não impede que os Estados-membros, de acordo com a sua competência para legislar sobre seu próprio funcionalismo, crie leis que assegurem aos servidores públicos militares o direito à percepção de outras vantagens remuneratórias”, destaca a decisão.

 

 

Foto:Ascom – CBMMS

30 de setembro de 2024 0 comments
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INC - Capacitação e Treinamento

Treinamento em Libras: Bombeiros de SC se preparam para atender com mais eficiência  

by redacao 26 de setembro de 2024
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Além do constante treinamento de primeiros socorros, combate a incêndios florestais e estruturais, bem como demandas que necessitam do auxílio dos bombeiros, esses profissionais precisam se comunicar de maneira assertiva e humanizada, o que inclui as pessoas com deficiência e a capacitação em libras.

Estima-se que 5% da população brasileira apresentam alguma deficiência auditiva, ou 10 milhões de cidadãos apresentam a deficiência, sendo 2,7 milhões têm surdez profunda, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Boa parte dessas pessoas utiliza a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) para a comunicação.

 

Aprendizagem em libras

 

Com o objetivo de atender melhor esse público, os bombeiros militares, comunitários e o efetivo civil das cidades de Canoinhas, Três Barras e Major Vieira, SC participaram, em agosto, de uma oficina de LIBRAS.Durante o treinamento, os participantes aprenderam essa linguagem com foco em situações de emergência, garantindo que, ao encontrar a excelência na ajuda a uma vítima ou acompanhante nessas condições.

“A falta de comunicação entre surdos e ouvintes ainda é um desafio, mas estamos trabalhando para mudar isso. Com a orientação de especialistas, nossos bombeiros estão agora mais preparados para atender de forma rápida e eficiente, garantindo um serviço mais inclusivo e digno”, reforça capitão o Marcos Lucino Colla, do 9º Batalhão Bombeiro Militar, do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina (CBMSC).

Foto: divulgação – CBMSC

26 de setembro de 2024 0 comments
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INC - Prevenção de Incêndios

Incêndios criminosos: tática, conscientização e resiliência são essenciais para o combate

by redacao 23 de setembro de 2024
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Estamos vivendo uma crise climática alarmante, com grandes períodos de estiagem, chuvas esparsas que, quando ocorrem, ora são intensas, porém breves, ora não estão no volume que comporte a secura e, consequentemente, não extinguem por completo os focos de chamas presentes nas regiões que sofrem com as queimadas, muitas delas decorrentes da ação indiscriminada do homem. Para se ter ideia, apenas em agosto, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) registrou 4.928 focos de calor pelo país, muitos considerados criminosos.

Um triste exemplo ocorreu recentemente, em Corumbá, MS: uma fagulha durante a manutenção de trilhos levou seis dias para ser controlado e devastou 17,8 mil hectares do Pantanal, segundo informações, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) aplicou multas na casa de R$ 57 milhões na empresa que realizava a obra.

 

Incêndios criminosos

 

“Estamos em condições de baixa umidade, de muita seca e vento forte. Tinha vegetação seca ao redor da linha, porque a empresa não estava fazendo a limpeza adequada.Estamos com o uso de fogo completamente proibido, e é público e notório os graves incêndios florestais e as condições climáticas adversas. Era obrigação da empresa garantir a segurança da linha, e se a máquina que realizava a manutenção liberava faíscas, teria que ter tido um cuidado ainda maior com a proteção”, explica Ana Cacilda Rezende Reis, analista ambiental do Ibama, ao Repórter Brasil.

 

Já em São Paulo, o governador do Estado, Tarcísio de Freitas, decretou situação de emergência, por 180 dias em municípios afetados, e está estimado mais de 15 mil pessoas envolvidas nos trabalhos de combate às chamas e orientação à população.“A fumaça vem sendo transportadas pelos ventos. Estamos em um ano em que as chuvas estão abaixo da média, o que significa que há menos umidade disponível para a vegetação, e o clima fica mais quente. Com essas condições o fogo se alastra rapidamente, mas o maior responsável por esse expressivo número de queimadas é o ser humano”, alerta Ana Avila, meteorologista e pesquisadora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), ao g1.

 

Papel dos bombeiros

 

Segundo informações da 2ª Companhia de Bombeiros Militar em Passos, MG, 2024 já um dos anos com maior número de ocorrências de incêndios florestais: entre 1º de janeiro e 22 de agosto foram 371 casos, sendo 73 nas últimas semanas de agosto.“O rápido acionamento garante a mobilização das equipes para o combate ao incêndio e minimiza os prejuízos causados ao meio ambiente. Segundo a Lei Federal 9.605/98, que tipifica os Crimes Ambientais, provocar incêndio em mata ou floresta é crime, com previsão de pena de reclusão de 2 a 4 anos e multa”, informa a corporação, ao Folha da Manhã.

Já em Rondônia, segundo o tenente CB Viviani Oliveira, comandante do Corpo de Bombeiros de Vilhena, ao Extra de Rondônia, nos últimos 14 dias de agosto, foram realizados 64 combates a incêndios em vegetação, sendo 95% dos casos têm origem criminosa. “Para determinar a causa exata de um incêndio, é necessário realizar uma perícia pós-combate. No entanto, algumas observações evidentes apontam fortemente para a origem criminosa, como a ausência de fiação caída, maquinário pesado no local, ou de vegetação que poderia gerar combustão natural”, detalha.

 

Papel dos brigadistas

 

Além do trabalho dos bombeiros, a atuação dos brigadistas é essencial para o combate e mitigação desse cenário.  Em Minas Gerais, a Brigada Cipó atua voluntariamente na prevenção e combate à incêndios florestais na Serra do Cipó, o que inclui ações de conscientização ambiental.

“Nos meses de muita chuva pode cair raio e pegar fogo na mata, mas, no tempo seco, são pessoas que colocam fogo, seja para limpar pasto ou por qualquer outro motivo. Desta vez, queimaram muitas cabeceiras onde estão as nascentes. Desse jeito vão acabar com tudo, porque, sem água, não existe nada. E queimada é crime. Eu espero que seja investigado e os culpados sejam punidos”, ressalta SthephanieOssart, francesa, brigadista voluntária e moradora na região da Serra do Cipó há mais de uma década, ao Diário do Comércio.

 

Foto: Ibama

23 de setembro de 2024 0 comments
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INC - Capacitação e Treinamento

Bombeiros do AM realizam treinamento de moradores para formação de brigada de incêndio

by redacao 19 de setembro de 2024
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Moradores da cidade amazonense de Manaquiri participaram de um treinamento de brigada de incêndio florestal promovido pelo Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM).

Ao todo, 50 pessoas participaram da vivência, que envolveu o combate aos focos de incêndios, manuseio de abafadores, bombas costais, mangueiras d’água, além de procedimentos de primeiros socorros. Essas ações fazem parte da Operação Aceiro, que visa mitigar os incêndios florestais na região, bem como ações educativas, como cursos e atividades.

 

Apoio no treinamento e prevenção

 

“As brigadas são a primeira resposta ao incêndio, efetuando o controle enquanto o Corpo de Bombeiros está em deslocamento até o local da ocorrência. Por essa razão, a nossa preocupação em habilitá-las da melhor maneira”, frisa o coronel Alexandre Gama, comandante-geral do CBMAM.

Segundo a corporação, a Operação Aceiro em 2024 já realizou palestras para profissionais de saúde, bem como recebeu apoio do governo estadual e trabalho operacional com o envio de viaturas, efetivo e equipamentos aos municípios do sul do Amazonas e da região metropolitana de Manaus com maiores índices de focos de fogo.

Foto: divulgação

19 de setembro de 2024 0 comments
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Câmara de Piracicaba regulamenta a sua formação de CIPA - Revista Cipa
INC - Capacitação e Treinamento

Expertise e dedicação: bombeiros brasileiros brilham em competições internacionais

by redacao 16 de setembro de 2024
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Combate a incêndios, salvamentos na água, resgates veiculares, trabalho em altura, habilidades com cães. Essas são algumas das táticas aprendidas e aplicadas pelos bombeiros durante sua jornada de trabalho e requer além do condicionamento físico e preparo psicológico para as mais diversas adversidades, também necessitam de capacitação constante. Essa expertise os ajuda, inclusive, em competições internacionais.

Para tanto, esses profissionais também trocam experiências e participam de atividades competitivas, que não apenas agraciam medalhas e notoriedade, mas levam a expertise brasileira para as corporações pelo mundo. Consagrados campeões no Bombeiros Challenge Brasil 2024, os atletas do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) participaram da disputa internacional da 15ª edição do World Firefighters Games (WFG), na Dinamarca em setembro, considerada a maior competição mundial de bombeiros.

 

Expertise importante

 

As habilidades vão desde luta livre e até culinária, com destaque para a expertise deles na modalidade Toughest Firefighter Alive, que envolve toda a aptidão física empregada pelo bombeiro durante as ocorrências, como correr com escadas, se rastejar, escalar e puxar mangueiras. Vale ressaltar que apenas o uniforme contra incêndio do bombeiro pesa por volta de 20 kg.

“Quando chegamos a uma cena de incêndio, por exemplo, uma das primeiras providências é efetuar o desligamento da energia elétrica da edificação, ou seja,não temos elevadores disponíveis. Logo, a subida de escada com pesos é uma coisa extremamente relacionada à nossa profissão”, ressaltao subtenente Bernardo Viegas,líder da modalidade e supervisor da equipe, à Agência Brasil.

O treinamento da equipe brasilense foi feito no Centro de Treinamento Operacional do CBMDF seis dias por semana, aproveitando a folga dos militares.

 

Salvamento aquático

 

Outra competição é o Campeonato Mundial de Salvamento Aquático, realizado em Gold Coast, na Austrália, entre os meses de agosto e setembro. Bienal, neste ano foram 5 mil inscritos de 50 países.Conhecido como Lifesaving, o esporte envolve a simulação resgates em ambientes aquáticos, o que demanda as táticas de salvamento, natação e corrida, cujo propósito é promover a importância da segurança aquática e da prevenção de afogamentos.

“Competições são importantes porque mobilizam muita gente em prol de um objetivo: no nosso caso, salvar vidas. E para um atleta chegar a um Mundial, teve que competir com vários outros nas seletivas locais. Todos os que acabaram não avançando, que formam a base da pirâmide, treinaram muito, se dedicaram, aprimoraram suas habilidades e, com isso, estão mais preparados para o salvamento”, frisa subtenente Flávio Roberto Blum, do Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR).

Blum é o primeiro bombeiro militar do estado a disputar a competição e o major Fabrício Frazatto dos Santos, também do CBMPR,é o primeiro árbitro brasileiro em uma edição do evento.

Além desses militares do Paraná, o Brasil foi representado por mais de 20 atletas, de estados como Santa Catarina, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e o DF.

 

Pelo país

 

Outras corporações também realizam provas, sejam no Brasil, sejam também em outros países. Em julho, ocorreu em São Paulo o RopeDays, considerada a maior competição de salvamento em altura do país. Equipes de Santa Catarina, Paraná e São Paulo foram as com melhor pontuação.

As competições aconteceram em locais icônicos do Centro Histórico da cidade como o Viaduto do Chá, a Catedral da Sé e o Edifício Grande São Paulo, o que colocou as habilidades das equipes à prova em cenários verticais variados, chegando a serem realizadas provas a mais de 114 metros de altura. “Nossa equipe passou por diversos cenários, resgate, pessoas presas em ambientes que envolviam altura. Foi um trabalho bem interessante de treinamento, de busca por aquisição de equipamentos, de um apoio constante”, explica o tenente Robson Fermiano Barbosa Silva, comandante da equipe de competição de Salvamento em Altura do Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC), agraciada com o primeiro lugar.

Já o resgate veicular também faz parte de outra competição. Oito militares do Corpo de Bombeiros da cidade de Dois Vizinhos, PR, se preparam para 7º edição do Desafio Nacional de Resgate Veicular, com data a definir.Batizada de Rooster, a equipe vem aperfeiçoando as técnicas em treinamentos que acontecem semanalmente no pátio do quartel.

“Além da competição, nosso principal objetivo é mantermos preparados para as ocorrências. O nosso trabalho é lidar com vidas, muitas das vezes em situações complexas, com vítimas encarceradas em meio as ferragens. São muitas técnicas e quando se não treina, pode acontecer de chegar em uma ocorrência e acabar não lembrando. Por isso é importante sempre treinar se aperfeiçoar”, explica cabo Fernanda, à rádio Educadora FM.

 

Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

16 de setembro de 2024 0 comments
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Planejamento é essencial para uma SST efetiva, apontam especialistas - Revista Cipa
INC - Capacitação e Treinamento

Escola de Formiga, MG, recebe o projeto ‘Bombeiros nas Escolas’

by redacao 10 de setembro de 2024
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Presente em diversas cidades brasileiras, o projeto “Bombeiros nas Escolas” visa ser uma ponte entre o Corpo de Bombeiros e a comunidade escolar, por meio de dinâmicas, brincadeiras e ações informativas sobre primeiros socorros, medidas preventivas contra acidentes e cidadania.

Em Formiga, MG, a Quarta Companhia BM fez ações na Escola Municipal José Honorato de Castro, com 36 crianças, com idades entre oito e nove anos, do 4º ano do ensino fundamental.

 

Objetivos dos Bombeiros nas Escolas

 

Com grande influência em nível nacional, os projetos “Bombeiros nas Escolas” são iniciativas do Corpo de Bombeiros que visam levar informações sobre prevenção de acidentes, primeiros socorros e combate a incêndios para alunos e professores. O principal objetivo é capacitar a comunidade escolar para agir em situações de emergência, além de promover a cultura da segurança.

 

“Casa de Fumaça”

 

Na dinâmica, ocorrida em agosto, informações sobre perigos domésticos, cuidados com água, números de emergência e a importância de apenas fazer a ligação em caso necessário, evitando trotes, além de dicas sobre combate a incêndios e choques elétricos.

“A programação incluiu também uma parte prática, com uma simulação de evacuação. Também participaram da atividade na ‘Casa de Fumaça’, uma sala equipada com fumaça não tóxica, em que os alunos foram orientados sobre as melhores práticas e métodos de saída em situações de emergência”, informa nota.

 

Dicas

 

O programa é oferecido gratuitamente às escolas públicas e privadas, com palestras, atividades práticas e simulações, ministradas por Bombeiros Educadores.

Temas abordados:

  • Prevenção e combate a incêndios
  • Primeiros socorros
  • Evacuação de emergência
  • Identificação e prevenção de riscos
  • Uso correto do telefone de emergência (193)

 

Como implementar na sua escola:

  • Contato: entre em contato com o Corpo de Bombeiros da sua região para verificar a disponibilidade do programa e os procedimentos para agendamento.
  • Estrutura: certifique-se de que a escola possui a estrutura adequada para receber as atividades (espaço físico, equipamentos de segurança, etc.).
  • Divulgação: informe a comunidade escolar sobre a realização do projeto e incentive a participação de alunos e professores.

 

Foto: divulgação

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Seminário em Araguaína debate estratégias para prevenir o câncer relacionado ao trabalho - Revista Cipa
INC - Prevenção de Incêndios

Bombeiros reiteram a importância da segurança em ambientes verticais

by redacao 9 de setembro de 2024
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As cidades estão passando por grandes modificações imobiliárias, e não raro observarmos a quantidade crescente de construções verticais, como edifícios residenciais e comerciais.

Para se ter uma noção, segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os apartamentos são o segundo tipo de domicílio presente no país, com 10.767.414 residências do tipo, avançando mais de 4,1 pontos percentuais em 12 anos, saltando de 8,5% para 12,5%, e cresceu em todas as regiões e todas os estados.

Esse cenário demanda medidas de segurança mais robustas a todos os atores envolvidos, desde as construtoras até os bombeiros, haja vista que é de extrema importância a implementação de ferramentas e normas para que salvaguardem as pessoas que vivem e trabalham em tais espaços verticais, evitando incêndios, desabamentos e outras ocorrências mais complexas.

 

Compartimentação em ambientes verticais

 

Essa medida de segurança visa a contenção de incêndio em ambientes ou pavimentos de origem “e é obtida pela subdivisão do edifício em células capazes de suportar ação da queima dos materiais combustíveis nelas contidos, impedindo e rápido alastramento do fogo”, informa artigo do site A5S Laudos e Engenharia.

A norma que trata desses mecanismos é estadual, desenvolvida pelos Corpos de Bombeiros, e conhecida pela instrução técnica 9 (IT-09). Dentre os pontos descritos no documento, define as áreas máximas de compartimentação, levando em consideração todos osambientes presentes na edificação,como pavimentos e mezaninos, interligados (sem compartimentação horizontal ou vertical) com opavimento considerado.

Também dispõe de informações sobre as medidas que precisam ser adotadas, como a implementação de paredes, selos, vedadores, portas, registros (dampers), dispositivos automatizados de enrolar corta-fogo, além de afastamento entre aberturas.

 

Segurança estrutural e trabalho em altura

 

No Ceará, o Comando de Engenharia e Prevenção de Incêndios (CEPI), por meio de sua Célula Científica de Avaliação e Desempenho (CECAD), desenvolveu uma cartilha de segurança em condomínios residenciais, com foco em contribuir para o aprimoramento contra incêndio e pânico em tais edificações, em especial as verticais.

Passo a passo para regularização, utilização de GLP (Gás Liquefeito de Petróleo), riscos de descargas elétricas, utilização correta de saídas de emergência, sinalização, hidrantes e extintores são alguns dos pontos discutidos na publicação, voltada ao público em geral. “A cartilha busca esclarecer dúvidas e facilitar o entendimento de todos os cidadãos sobre a necessidade e utilização dos sistemas preventivos, bem como apresentar de forma simples os conceitos de engenharia de segurança contra incêndios”, frisa o capitão FilipiBentemuller, chefe do CECAD.

Já no que se refere ao treinamento em altura por parte das corporações, no Espírito Santo, foi realizada recentemente uma simulação, que incluiu resgate, rapel e tirolesa na Torre Lótus, do Taj Home Resort, empreendimento em Vila Velha, considerado um dos mais altos no estado, com 50 pavimentos e chegará a uma altura de 158 metros.

Na simulação, que foi aberta ao público, os soldados desceram a torre mostrando como funciona o resgate em altura de vítimas, inclusive em macas. “Realizamos anteriormente as avaliações e definimos os melhores pontos de ancorageme o treinamento aconteceu durante toda a semana”, endossa o major Tales de Aquino Neves, comandante da 4ª Cia Independente, ao site ES Brasil. A atividade demanda habilidade, técnica e um elevado nível profissional por parte dos militares envolvidos, inclusive a equipe especializada em ocorrências de desastres da corporação, que atuou, inclusive, nas enchentes que assolaram o Rio Grande do Sul.

Foto: Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo

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Seminário no CREA-RN debate a saúde do trabalhador na era da terceirização e dos aplicativos - Revista Cipa
INC - Incêndio FlorestalINC - Capacitação e Treinamento

Maranhão investe em treinamento de combate a incêndios florestais

by redacao 4 de setembro de 2024
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O Maranhão foi palco da 26ª edição do curso Instrução de Nivelamento de Conhecimento (INC) Florestal, com foco em atualizar conhecimentos e técnicas utilizadas por bombeiros militares no combate a incêndios em áreas de vegetação.

Pela terceira vez ocorrido no estado, a ação se deu no Centro de Formação de Praças da Polícia Militar (CFAP), na capital maranhense, São Luís, em agosto, fruto de uma parceria entre governo estadual e Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). “Esse treinamento tem como foco fortalecer o combate a incêndios florestais, integrando-se a iniciativas como o programa Maranhão Sem Queimadas. O investimento em formação é uma constante preocupação do governo, da Secretaria de Segurança e dos comandos”, enfatiza, ao site A Notícia Digital, o governador Carlos Brandão.

 

Empenho no combate

 

Promovido anualmente, o curso contou com a presença de 60 praças e oficiais ena equipe de instrutores, 30 bombeiros maranhenses e quatro da Força Nacional de Segurança. “É uma oportunidade ímpar para que possamos aprimorar as técnicas e táticas de combate a incêndio do nosso efetivo. No segundo semestre, são comuns os ventos fortes e a baixa umidade relativa do ar, que contribuem para o surgimento de novos focos de incêndio”, endossa o tenente-coronel José Lisboa, porta-voz do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA).

Até o final de novembro, o estado decretou a proibição do uso de fogo para limpeza e manejo das áreas rurais, durante o período estiagem.

Foto: Secom

4 de setembro de 2024 0 comments
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INC - Capacitação e Treinamento

1º Desafio entre Companhias testa habilidades dos bombeiros em Capivari de Baixo, SC

by redacao 3 de setembro de 2024
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A interação entre as corporações dos bombeiros é de extrema importância não apenas pela convivência, mas também pela expertise adquirida e, para tanto, são promovidas dinâmicas e vivências coletivas representando grandes desafios aos combatentes.

Em agosto, as pertencentes ao 8º Batalhão de Bombeiros Militar de Tubarão participaram, em agosto, do 1° Desafio entre Companhias, no Centro de Treinamento de Resgate em Veículos (CTRVE), em Capivari de Baixo, SC. Também foram realizadas ações em Laguna e Braço do Norte,com combate a incêndios e atividades em altura, respectivamente.

 

Desafios e salvamento veicular

 

As ocorrências envolvendo automóveis são de alta complexidade e conferem treinamento apurado e preciso. Por conta d umentar a capacidade de resposta em eventos reais de maneira mais rápida.

Em 2023, após manifestação de interesse do comando do 8º Batalhão, a prefeita de Capivari de Baixo, Márcia RobergCargnin, firmou um termo de cessão de uso do local, outrora construído para ser uma rodoviária, a torná-lo um centro de treinamentos em atendimento pré-hospitalar e resgate veicular, por dois anos.

 

Foto: Divulgação

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