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AVCB

A revolução dos 15 minutos como a ginástica laboral transforma vidas - Revista Cipa
INC - Prevenção de Incêndios

Centros culturais e museus também precisam de vistorias periódicas do Corpo de Bombeiros, como o AVCB

by redacao 19 de junho de 2024
written by redacao

As lições deixadas pelo incêndio que devastou o Museu Nacional do Rio de Janeiro, em 2018, o Museu da Língua Portuguesa, em 2015, e a sede e galpão da Cinemateca Brasileira (2016 e 2021, respectivamente), SP, levantam a importância de ações estratégicas e vistorias para o combate a tal ocorrência, porém, infelizmente, ainda não aprendidas.

Um dos pontos importantes é o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), documento que comprova as exigências para mitigação de incêndios e a vistoria periódica desses locais para salvaguardar o grande número de pessoas que circulam, bem como conta com equipamentos e treinamento de pessoal para lidar com tais situações, caso aconteçam.

 

Importância das vistorias periódicas

 

“O documento que verifica as condições de segurança em situações de incêndio e pânico. Não o ter significa dizer que aquele imóvel não está preparado para situações de emergência”, alerta, ao jornal O Tempo, Clémenceau Chiabi Saliba Júnior, engenheiro do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de Minas Gerais (Ibape-MG).

Em geral, o documento precisa de renovação entre dois a três anos. Uma das Instruções Técnicas utilizadas, por exemplo, é a IT-40/2019, do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar do Estado de São Paulo, estabelecendo requisitos complementares de segurança contra incêndio, “peculiares às edificações históricas e do histórico-cultural, bem como àquelas que abrigam bens culturais e artísticos”.

 

Iniciativas

 

Com um longo caminho a ser percorrido, encontramos boas práticas a favor da valorização da memória em diversos pontos do Brasil.

Com seus casarios repletos de azulejos, o Centro Histórico de São Luís, MA, recebeu recentemente uma vistoria da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil, órgão do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA). O trabalho integra a Operação para Classificação dos Riscos das Edificações históricas locais e, segundo nota, 80 imóveis já foram mapeados, sendo que a meta para 2024 é avaliar 500 casarões.

Em 2023, foram vistoriados 261 imóveis, sendo que 75 apresentaram riscos. Durante as visitas, são inspecionadas a estabilidade estrutural, identificando possíveis pontos de fragilidade, e propensão de incêndio e emergência, cujos dados compõem relatório, que serve de base às medidas a serem tomadas pelos órgãos de competência.  “Nossa missão é proteger as pessoas, o patrimônio histórico e arquitetônico da nossa cidade. A Defesa Civil está comprometida em realizar as vistorias frequentes, realizar ações de contenção e orientar para que a medidas preventivas e de segurança desses imóveis sejam executadas”, salienta o tenente-coronel comandante José Lisboa, do CBMMA.

Já na cidade de Taubaté, SP, o seu Centro Histórico, onde abriga a Secretaria de Cultura e Economia Criativa da prefeitura, recebeu as adequações em conformidade ao Regulamento de Segurança Contra Incêndio do Estado de São Paulo. Segundo informações da prefeitura, técnicos da Defesa Civil e seu diretor, Danilo Ricci, estiveram no prédio do Centro Cultural para a entrega do AVCB Fernando Paschoal,secretário de Cultura da cidade. Outro marco histórico da cidade, o sítio do Pica Pau Amarelo, recebeu em setembro de 2023 o documento após as adequações necessárias.

Foto: divulgação

19 de junho de 2024 0 comments
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Prefeitura de BH cria força-tarefa para regularizar AVCB em unidades de ensino - Revista Incêndio
INC - Legislação e Normas

Prefeitura de BH cria força-tarefa para regularizar AVCB em unidades de ensino

by redacao 9 de abril de 2024
written by redacao

A maioria das creches parceiras da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) e das escolas municipais não tem proteção contra incêndio e pânico atestada pelo Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB), previsto na legislação para funcionamento de imóveis. Dos 565 prédios de educação infantil, 342 estão desprotegidos – isto é, 60%. A informação foi confirmada pelo Executivo, dia 4 de abril. A Secretaria Municipal de Educação informou que criou uma força tarefa para agilizar a regularização dos prédios.

De acordo com dados da PBH, são 241 creches parceiras. Dessas, 142 (59%) não estão com atestado de proteção contra incêndio emitido pelo Corpo de Bombeiros. A Secretaria de Educação informou que está, neste momento, executando o projeto de incêndio e solicitando análise da corporação das unidades faltantes.

Das creches desprotegidas, “77 estão com o projeto em análise pelo Corpo de Bombeiros, 35 estão em fase de elaboração ou atualização de projeto e outras 30 estão em fase de execução de projeto de incêndio”, informou a prefeitura.

Com relação às escolas municipais, são 324 no total, e 200 (61%) não possuem o AVCB. De acordo com a PBH, estas escolas “ou já assinaram contrato para execução do projeto de incêndio, estão com o projeto em elaboração ou já enviaram orçamentos para execução do projeto”. O Executivo não detalhou quantas escolas estão em cada processo de regularização contra risco de incêndio e pânico.

 

Força-tarefa em BH

 

Um grupo de representantes da Secretaria Municipal de Planejamento foi convocado para a força-tarefa de regularização dos AVCB das creches parceiras e escolas municipais de BH “para que 100% atendam às exigências do Corpo de Bombeiros”, informou a prefeitura.

“Com essa força tarefa, a Secretaria de Educação pretende agilizar os processos de tal forma que elas tenham o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) o mais rápido possível”, continuou. Não há, no entanto, prazo para que essa regularização seja concluída.

 

Análise sobre o AVCB

 

A ausência do AVCB nas creches e escolas municipais de Belo Horizonte representa um risco para todas as pessoas que utilizam as dependências das unidades de ensino. É o que afirma Clémenceau Chiabi Saliba Júnior, presidente do conselho do Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia (Ibape-MG).

“É perigoso e ilegal. Estamos falando de um documento emitido depois da vistoria dos bombeiros e que vai garantir que a edificação segue as regulamentações de segurança contra incêndio”, afirma.

Caso ocorra algum incêndio nas creches e escolas municipais que não tenham o AVCB, o risco é maior, conforme pondera Clémenceau. “O auto de vistoria dá a garantia de que as pessoas podem sair de maneira eficaz e segura durante os sinistros. Sem ele e em caso de incêndio pode colocar em risco todas as pessoas, desde trabalhadores a crianças e adolescentes, pois estão sob risco da instituição de ensino não ter equipamentos adequados para o combate às chamas e nem mesmo o escoamento das pessoas em situação de pânico”.

Um episódio que ilustra as consequências da ausência do AVCB é relembrado pelo presidente do conselho do Ibape-MG. “No incêndio na Boate Kiss — 242 mortos — ninguém sabia o que fazer, pois não havia placas sinalizadoras de saída de emergência e nem onde seria o ponto de encontro em caso de sinistro. Do ponto de vista prático, é algo simples, mas que quando não existe, pode trazer danos irreparáveis”, analisa.

9 de abril de 2024 0 comments
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