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SST voltada para jovens proporciona um trabalhador mais consciente - Revista Cipa
SST - Prevenção de Acidentes

SST voltada para jovens proporciona um trabalhador mais consciente

by 28 de outubro de 2024
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Já falamos aqui sobre a CIPA nas Escolas, cuja norma que trata do tema é a Lei Federal 12.645/2012, que institui o 10 de outubro como o Dia Nacional de Segurança e de Saúde nos estabelecimentos de ensino e envolve o trabalho de SST em torno de jovens e crianças.

É nítido que esse primeiro contato com a importância de um local de trabalho seguro, com respeito às legislações e Normas Regulamentadoras, livre de abusos e assédio, proporciona a trabalhadoras e trabalhadores no futuro mais conscientes e atentos à SST no ambiente laboral.

Recentemente, o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF) recebeu em sua sede, em Macaé, RJ, uma exposição de alunos de escolas públicas, vencedores de um concurso realizado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em 2023, cujo tema foi “Segurança nas Escolas”.

“É de extrema relevância a educação na promoção da saúde e segurança nas escolas, já que temos índices preocupantes no Brasil: são 150 acidentes por dia, apenas no mercado formal. E quando falamos de segurança no trabalho, a melhor estratégia é a prevenção, e o melhor caminho para a prevenção é a educação. Nas escolas, podemos difundir conhecimento e cultivar essa cultura preventiva desde a infância”, comenta Cirlene Luiza Zimmermann, procuradora do Ministério Público do Trabalho em Cabo Frio.

 

Oportunidades para os jovens

 

E tudo começa com a contratação, capacitação e promoção de oportunidade a esse público: uma ação recente promovida pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) e a Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) veio de encontro a esse propósito.

O serviço visa expandir e otimizar o ingresso de jovens estudantes no primeiro emprego ou estágio, facilitando a interação entre todas as Associações Comerciais e Empresariais (ACEs) com empresários e prefeituras. Todas as ACEs do sistema já podem oferecer e apoiar essa contratação dos jovens com mais facilidade e segurança ampliando as oportunidades para eles entrarem no mundo do trabalho.

“Este é um passo importante para o fortalecimento das associações comerciais no Brasil, estimulando a economia e promovendo a inclusão de jovens no mundo do trabalho. A CACB está comprometida em usar nossa abrangência para garantir que mais estudantes sejam inseridos no ciclo da economia de forma segura e eficiente, aproveitando a expertise do CIEE”, explica Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB.

 

Jovens e SST

 

O Brasil conta com a norma 10.097/00, conhecida por Lei do Aprendiz, que determina a contratação um número de aprendizes, equivalente a, no mínimo, 5% e, no máximo, 15% do seu quadro de funcionários, cujas funções requerem formação profissional.

“O aprendiz deve ter idade entre 14 e 24 anos, podendo o contrato de trabalho durar por até dois anos. Esse jovem tem a Carteira de Trabalho assinada e o direito a receber um salário-mínimo, 13º salário, FGTS, férias e vale-transporte”, informa o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

Flávia de Jesus, professora do curso de Direito da Universidade Metodista de São Paulo, explica que ao contrário do menor-aprendiz, regido pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), o estágio não gera vínculo empregatício: “O jovem aprendiz pressupõe anotação na Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) e é garantido o salário mínimo por hora. Porém, não garante direito ao Programa de Integração Social (PIS)”, acrescenta a docente, ao site do Instituto Claro.

Já a Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (EU-OSHA), alerta que jovens entre os 18 e 24 anos têm maior probabilidade de ter um acidente grave no trabalho do que os adultos.

“É de responsabilidade do empregador proteger a segurança e saúde dos trabalhadores, devendo dedicar especial atenção aos jovens trabalhadores. Devem realizar uma avaliação de riscos antes de um jovem iniciar o seu trabalho e aplicar as medidas necessárias à sua proteção, bem como bem como formação e supervisão adequadas. Os empregadores devem promover uma forte cultura de segurança e envolver os jovens trabalhadores nessas questões”, informa a EU-OSHA.

 

Saúde mental

 

Os jovens também estão mais conscientes dessa importância no ambiente de trabalho, especialmente sobre a saúde mental. Levantamento recente da plataforma de benefícios Caju com profissionais da chamada Geração Z (nascidos entre 1995 e 2010), revela que 55% preferem pedir demissão a permitir que o trabalho interfira na sua vida pessoal.

“Os jovens desejam equilíbrio entre vida profissional e pessoal, e muitos preferem empregos que ofereçam flexibilidade de horários e locais de trabalho. No entanto, essa flexibilidade nem sempre está disponível nas empresas tradicionais, o que gera frustração e pode levar à alta rotatividade de funcionários”, comenta, ao site Cliente S/A, Lucas Fernandes, CHRO da Caju.

A pesquisa aponta ainda que 70% dos jovens acreditam que todos deveriam fazer terapia, se possível, e muitos expressam a necessidade de ambientes de trabalho que respeitem essa preocupação.

Foto: Reprodução

28 de outubro de 2024 0 comments
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CIPA Escolar fomenta a segurança do trabalhador do futuro - Revista Cipa
SST - Capacitação e Treinamento

CIPA Escolar fomenta a segurança do trabalhador do futuro

by 15 de janeiro de 2024
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A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPA) é uma ferramenta de extrema importância para garantir a Saúde e Segurança do Trabalho. Contudo, ela não fica presa somente ao ambiente laboral, podendo estar nos bancos da escola. Afinal, as trabalhadoras e trabalhadores do futuro estão nas instituições de ensino de todos os cantos do Brasil hoje. A CIPA Escolar é um grande apoio nisso.

A chamada CIPA Escolar trabalha em ações que abrangem temas sensíveis como combate ao bullying e ao racismo, além da promoção da saúde mental e difusão da Lei Federal n.º 13.722, também chamada de “Lei Lucas”, sobre noções básicas de primeiros socorros, e engloba atividades como a sensibilização ao uso do uniforme escolar completo para prevenção de acidentes e identificação dos estudantes.

Além dos trabalhos com os alunos, que se tornam também multiplicadores, a importância da utilização correta de Equipamentos de Proteção Individual nas atividades dos trabalhadores escolares, a formação e fiscalização de cipeiros e a atuação de técnicos de Segurança do Trabalho nesses ambientes são temas debatidos nessas comissões.

 

Regulamentação da CIPA Escolar

 

Além da Lei Lucas, a norma que trata do tema é a Lei Federal 12.645/2012, que institui o 10 de outubro como o Dia Nacional de Segurança e de Saúde nas Escolas. Na data, as entidades escolares podem realizar ações entre professores, alunos e trabalhadores, por meio concursos de frase ou redação, eleição de cipeiro escolar e visitas em empresas para entender como é a atuação da SST dentro das corporações.

Iniciativas públicas também preponderam no fomento dessas ações. A Organização Internacional do Trabalho (OIT), o Ministério Público do Trabalho (MPT) e a Secretaria de Inspeção do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego (SIT/MTE), instituições e autoridades que atuam no Brasil na promoção de condições de trabalho decentes, seguras e saudáveis elaboraram o site Segurança e Saúde nas Escolas, com rico material que engloba material lúdico (Histórias em Quadrinhos, desenhos, implantação de concurso cultural) e manuais para inspeção de SST nas escolas, manual com o passo a passo para formação de CIPA, dentre outras informações.  As instituições que aderem ao programa também participam de uma premiação das melhores práticas.

“O objetivo é implementar uma cultura em prevenção de doenças e acidentes relacionados ao trabalho, por meio de ações de conscientização e de educação de estudantes brasileiros, futuros trabalhadores e trabalhadoras, empreendedores e empreendedoras e governantes do nosso País, desde o Ensino Pré-Escolar até o Ensino Médio”, informa nota do MTE.

 

Exemplos

 

A prefeitura de Vila Velha, ES, atua na implantação da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPA) dentro das escolas do município. Uma delas é sobre a importância da vacinação. Recentemente, estudantes do 1° ao 5° ano da Unidade Municipal de Ensino Fundamental (UMEF) Professor Luiz Malizeck participaram de uma campanha de vacinação na instituição, em parceria com Unidade Básica de Saúde local e a Universidade de Vila Velha (UVV). “A campanha foi um grande esforço coletivo com ótimos resultados. Foram vacinadas 100 crianças na escola e também muitas famílias procuraram depois a unidade de saúde de referência para atualizar o cartão vacinal”, explica a diretora Juliana Dellecrode Calenzani.

Integrantes dessas comissões escolares também articularam junto ao o prefeito de Vila Velha, Arnaldinho Borgo (Podemos), para fazer um balanço das atividades, que abrangeram além de trabalhos com os estudantes, com a proteção do trabalhador escolar ea promoção de palestras com técnicos de Segurança do Trabalho.

Aliás, como dito, é essencial a atuação de um profissional da área para que as atividades de CIPA Escolar sejam exitosas. Na cidade de São Francisco de Itabapoana, RJ, as dinâmicas com alunos, professores, gestores e funcionários da rede municipal de ensino são realizadas por meio da Cipa Escolar do Ministério Público do Trabalho no Rio de Janeiro (MPT-RJ) e tem o apoio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (Smec).

“A CIPA é formada por pessoas para atendimento emergencial, para proporcionar maior segurança durante a jornada de trabalho e estudo para os profissionais e os alunos, visando a diminuição do número de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. Para isso, a comissão elabora um plano de trabalho com diversas ações preventivas”, esclarece Flávia Izidório, técnica em Segurança do Trabalho, em uma das palestras ocorridas no município.

Foto: Ascom – prefeitura de São Francisco de Itabapoana, RJ

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