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INC - Capacitação e Treinamento

Brigada de Crato, CE, participa de simulado na Chapada do Araripe

by redacao 8 de outubro de 2024
written by redacao

A Floresta Nacional do Araripe, CE, foi palco para um simulado de incêndio com os brigadistas de Crato, cujo treinamento de 12 horas foi ofertado por meio de parceria entre as Secretarias de Meio Ambiente e de Segurança Pública com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) local.

“Temos um procedimento aberto que trabalha a questão dos incêndios e queimadas ilegais no Crato. Entre eles, a articulação, em que estamos acompanhando a iniciativa do município em criar sua brigada própria, somando esforços a outras equipes já existentes na região para termos uma atuação cada vez mais efetiva nesse tipo de combate”, destaca Thiago Marques, promotor de Justiça que acompanhou a atividade, ocorrida em setembro.

O Ministério Público do estado, por meio da 6ª Promotoria de Justiça de Crato, discutiu recentemente com diversos órgãos fiscalizadores e ambientais para cobrar ações preventivas e repressivas relacionadas a incêndios e queimadas no município.

 

Atuação em simulado

 

A Brigada Municipal do Crato é primeira formada após a aprovação da lei municipal 4.106/2023, atuando nas atividades de controle de desmatamento e queimadas,podendo colaborar e ajudar conjuntamente com o CBMCE e Defesa Civil.

Segundo informações, a prefeitura pretende disponibilizar um veículo exclusivo aos brigadistas.

Foto: reprodução

8 de outubro de 2024 0 comments
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INC - Capacitação e Treinamento

Parcerias com empresas auxilia nas operações dos bombeiros

by redacao 7 de outubro de 2024
written by redacao

Recorrentemente falamos aqui em Incêndio sobre as parcerias entre órgãos públicos e empresas com os bombeiros, desde a formação e capacitação de equipes, auxílio em operações mais complexas, como as queimadas que assolam vários pontos do país, aquisição de equipamentos e expertise entre corporações, sejam entre os estados brasileiros, sejam de outros países.

Um exemplo é da cooperativa agroindustrial Minasul que doou, em setembro, dois sopradores ao 9º Batalhão de Bombeiros Militar (9º BBM) de Varginha, MG, que estão sendo utilizados nos incêndios que atingiram o Parque Estadual da Serra do Papagaio, em Baependi.

No local foi instalado um sistema de comando de operações, integrando CBMMG, Instituto Estadual de Florestas (IEF), brigadistas do Previncêndio e do Vale doMatutu. “Quando o combate do primeiro foco detectado (em 08/09), outros dois novos incêndios deflagraram na região do Congonhal e Serra da Careta. A estrutura foi ampliada e a aeronave Pegasus da Polícia Militar(PMMG) foi mobilizada juntamente com dos aviões airtractors. Em 11/09, já no quarto dia de combate, 71 combatentes foram envolvidos na operação, incluindo CBMMG, PMMG, brigadistas, IEF, Defesa Civil de Baependi e voluntários”, informa o 9º BBM.

 

Parcerias pelo Brasil

 

Outra iniciativa vem da Refinaria de Petróleo Riograndense (RPR) doou um caminhão de bombeiros para o 3º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul, por meio do Programa de Incentivo a Segurança do Estado (PISEG/RS).

Trata-se de uma Lei de Incentivo (Lei Complementar nº 15.224/18, regulamentada pelo decreto nº 54.361/18), que possibilita empresas estabelecidas no RS destinarem recursos ao aparelhamento da segurança pública em ações de combate à criminalidade, compensando valores correspondentes ao ICMS.

“Através desse incentivo, estamos doando o caminhão de bombeiros e, também pretendemos doar duas viaturas, uma à Polícia Civil e outra para a Brigada Militar. Se quisermos trazer investimentos para a cidade, temos que ter união. Essa é a importância do PISEG ea segurança e a educação são pilares muito importantes para nós”, explica Felipe Jorge, diretor superintendente da RPR, ao site Rio Grande Tem.

“Essa aquisição agrega maior eficiência e eficácia no atendimento às ocorrências em Rio Grande, sendo mais um caminhão de combate a incêndios no município e trazendo um reforço de grande impacto para a população, além da segurança às empresas portuárias e comércio local”, salienta Sulenir Abreu da Rosa, tenente coronel comandante do Corpo de Bombeiros.

 

Intensificação dos trabalhos

 

Já em Goiás, a CMOC, especializada em mineração e no beneficiamento de nióbio e fosfato com instalações nos municípios de Catalão e Ouvidor, doou materiais para que sejam realizadas oficinas de construção de abafadores, importante ferramenta no combate às queimadas.

A atividade é feita nas propriedades rurais pela equipe do 10° Batalhão do Corpo de Bombeiros frente à Operação Cerrado Vivo. Segundo a empresa, que desde 2019 realiza tais ações, que são intensificadas nas épocas de maior estiagem na região, entre os meses de junho e outubro. “Durante esse período, a empresa intensifica os trabalhos de conscientização junto aos seus parceiros, por meio de oficinas, palestras e distribuição de materiais informativos”, destaca nota.

A mineradora conta com 2 mil hectares destinados ao reflorestamento, localizados num raio de até 30 km das unidades, monitorados por drones e a ajuda de 35 colaboradores,que passaram por treinamentos conforme as diretrizes da Norma Regulamentadora 23(NR-23, sobre proteção de incêndios), todos utilizando ferramentas e Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e demais itens para mitigar a proliferação das chamas, como o uso de caminhão-pipa.

Foto: divulgação

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INC - Eventos

Vem aí o CILASCI 7 – Congresso Íbero-Latino-Americano em Segurança contra Incêndios promove intercâmbio científico e técnico

by redacao 4 de outubro de 2024
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São Paulo sediará, entre os dias 6 e 8 de novembro, o CILASCI 7 – Congresso Íbero-Latino-Americano em Segurança contra Incêndios. Este evento de prestígio internacional será realizado no Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), localizado na Cidade Universitária, nobairro do Butantã, na capital paulista.

O IPT, uma instituição pioneira que cria e aplica soluções tecnológicas para setores da economia, governos e sociedade desde 1899, é reconhecido por suas contribuições no desenvolvimento e aplicação de soluções tecnológicas em diversos setores da economia, governos e sociedade. Com uma infraestrutura laboratorial de ponta e equipes multidisciplinares altamente capacitadas, o IPT desempenha um papel crucial em áreas como pesquisa, desenvolvimento e inovação, serviços tecnológicos, serviços metrológicos e educação em tecnologia. Desde ensaios e análises até consultoria e desenvolvimento de produtos, o IPT está na vanguarda do avanço tecnológico.

Além disso, o CILASCI conta com o apoio da ALBRASCI – Associação Luso-Brasileira para a Segurança Contra Incêndio. Fundada em 2010, a ALBRASCI tem como missão promover e desenvolver a segurança contra incêndios em Portugal e Brasil, por meio da formação, divulgação, pesquisa e desenvolvimento tecnológico. Unindo esforços de indivíduos, empresas e instituições, a associação visa impulsionar o progresso contínuo dessa importante área em ambos os países.

 

Objetivos do Congresso Íbero-Latino-Americano em Segurança contra Incêndios

 

O CILASCI é um evento bienal que reúne profissionais e pesquisadores da área de segurança contra incêndios de Portugal, Brasil, Espanha e outros países da América Latina. Desde sua primeira edição em Natal (Brasil) em 2011, o congresso tem sido um fórum vital para o intercâmbio de conhecimento científico e técnico. As edições anteriores foram realizadas em diversas cidades, incluindo Coimbra e Porto, em Portugal; Porto Alegre, Recife, e Belo Horizonte, no Brasil.

O CILASCI 7 promete ser um marco neste contínuo esforço colaborativo, oferecendo uma plataforma para a apresentação e discussão das últimas pesquisas, tecnologias e práticas inovadoras no campo da segurança contra incêndios. Com uma programação abrangente que inclui palestras, workshops, sessões técnicas e oportunidades de networking, o congresso visa fortalecer ainda mais os laços entre os profissionais e impulsionar avanços significativos na área.

 

Temas que serão apresentados nesta edição:

  • Aspectos arquitetônicos da segurança contra incêndio (SCI);
  • Combate a incêndio;
  • Compartimentação e isolamento de risco em SCI;
  • Controle das características de reação ao fogo dos materiais de construção;
  • Ensino e formação em SCI;
  • Evacuação e comportamento humano em situação de incêndio;
  • Incêndios e explosões em edificações industriais e de grande risco;
  • Incêndios em túneis;
  • Incêndios florestais e de interface;
  • Instalações e sistemas de detecção, alarme, controle e extinção do incêndio;
  • Investigação e perícia em SCI;
  • Legislação, regulamentação, normalização e certificação em SCI;
  • Modelagem computacional do incêndio e da sua ação;
  • Organização e gestão em SCI;
  • Proteção e comportamento das estruturas em situação de incêndio;
  • Química, física e dinâmica do fogo;
  • Recuperação de estruturas danificadas por incêndio.

 

Palestrantes de destaque na área, que estarão no CILASCI 7:

– Dr. Brian Meacham (CruxCon/EUA) – Abordagem baseada em desempenho para regulamentações de segurança contra incêndio no mundo;

– Dr. Sergey Dorofeev (FM Global/EUA) – Avanços nas tecnologias de proteção ativa contra incêndio;

– Pesquisador Antonio Fernando Berto (IPT) – Normalização de ensaios na área de segurança contra incêndio e desafios de programas de proficiência;

– Prof. Dr. João Paulo C. Rodrigues (UC/Portugal – UFMG) – Dimensionamento de estruturas de madeira em situação de incêndio, normas aplicadas e principais desafios;

– Prof. Dr. Armando Lopes Moreno Jr. (Unicamp) – Dimensionamento de alvenaria estrutural em situação de incêndio, normas aplicadas e principais desafios;

– Pesquisador José Ricardo R. Calça (IPT) – Poeiras combustíveis: Estratégias para identificar os perigos ocultos e prevenir explosões potencialmente devastadoras.

Para mais informações sobre o CILASCI 7, incluindo detalhes sobre inscrições, apresentações e programação, entre em contato:

Marcos Vinicius M. Sylverio – Secretário

Email: contatocilasci7@ipt.br

Evisite o site oficial do evento: https://cilasci7.ipt.br/

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SST - Tecnologia e Inovação

Tecnologias: satélites monitoram incêndios florestais em Minas

by redacao 3 de outubro de 2024
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Os incêndios que assolam vários pontos do Brasil estão impulsionando o uso de tecnologias no combate aos focos. Em Minas Gerais, o governo estadual está monitorando por satélite e com ações de equipes estratégicas em campo, para prevenir e combater os incêndios que atingem o estado.

A fiscalização está concentrada no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), no Prédio Alterosas, na Cidade Administrativa, em Belo Horizonte, e é coordenado pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), contando com a participação de 18 instituições federais, estaduais e municipais.

 

Tecnologias contra o fogo

 

Por meio de sensores de calor, o sistema já proporcionar o combate a 80% dos focos em menos de 24 horas, informa a corporação. “Estamos aproveitando essa tecnologia para monitorar focos de calor. Quando identificamos, acionamos as equipes, que se deslocam rapidamente. Estamos com bases avançadas, especialmente no Norte de Minas, e contratamos mais de 260 brigadistas em todo o estado. Somando isso às nossas equipes, estamos conseguindo manter uma média histórica no combate”, frisa o coronel Erlon Dias, comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG).

O rompimento das barragens nas cidades mineiras de Mariana e Brumadinho também proporcionaram a especialização dos bombeiros em lidar com ações complexas como as que acontecem por conta das queimadas, o que inclui o uso dos satélites.

“São as mesmas ferramentas e gerenciamento de rompimento de barragens. Recebemos demandas altíssimas em períodos chuvosos, colapsos de estrutura, e trabalhamos com as mesmas ferramentas nesses incêndios”, comenta o tenente Henrique Barcellos, porta-voz do CBMMG, ao g1.

Foto: CBMMG

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INC - Prevenção de Incêndios

‘Dia do fogo’: caso arquivado e sensação de impunidade

by redacao 2 de outubro de 2024
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Os incêndios que assolam o Brasil, em especial em São Paulo, rememoraram o chamado “Dia do Fogo”. Em 2019, por meio de uma articulação via mensagens de celular, ocorreu uma série de incêndios florestais em Novo Progresso, no sudoeste do Pará, entre os dias 10 e 11 de agosto. A sensação de impunidade se manifesta em casos como esse.

“As suspeitas de que as queimadas em municípios haviam sido combinadas surgiram após um veículo jornalístico da cidade publicar uma reportagem informando que empresários e fazendeiros da região haviam combinado os incêndios por meio de um grupo de WhatsApp”, informa reportagem da BBC.

 

Combatendo a impunidade

 

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal no Pará (MPF-PA) abriram quatro inquéritos para investigar o caso, sendo que um deles resultou na apreensão de notebooks, celulares, HDs e anotações que foram alvo de perícia.

Contudo, cinco anos após o ocorrido, não houve nenhum indiciamento ou prisão, e todos os processos foram arquivados. O Programa Queimadas, do Inpe, aponta que Novo Progresso é o quarto município com o maior número de queimadas detectadas em 2024, com 2.292, perdendo apenas para Corumbá (MS), com 4.243; Apuí (AM), com 3.401; e Lábrea (AM), com 2.464.

 

Investigações

 

A Polícia Federal confirmou ao Brasil de Fato que está com 31 investigações em andamento sobre a origem dos incêndios no país. O Dia do Fogo foi usado pela ministra do Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Marina Silva, como comparação ao que aconteceu no Estado em agosto último.“Da mesma forma que tivemos o Dia do Fogo há uma forte suspeita que agora esteja acontecendo de novo.Em São Paulo não é natural, em hipótese alguma, que em poucos dias tenham tantas frentes de incêndio envolvendo vários municípios. Mas obviamente que isso as investigações vão dizer”, disse, em agosto.

“A impunidade sempre tem relação com a continuidade das infrações ambientais, e o Brasil tem dificuldade em impor essa responsabilização. Essa não responsabilização sobre o que aconteceu no Dia do Fogo, que foi orquestração criminosa, é muito ruim e acaba impulsionando a possibilidade de novas ocorrências similares. Isso, inclusive, já pode estar acontecendo”, frisa Suely Araújo, ex-presidente do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e atual coordenadora de Políticas Públicas da organização não-governamental Observatório do Clima, à BBC.

 

Foto: Reuters

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INC - Capacitação e Treinamento

Combate aos incêndios e o risco à vida traz alerta sobre a proteção dos brigadistas

by redacao 1 de outubro de 2024
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A morte de Tiago dos Santos, brigadista de 38 anos, enquanto combatia incêndios em Corumbataí, no interior de São Paulo, reacende o debate sobre a segurança dos profissionais que atuam na linha de frente contra as queimadas. Santos foi vítima das chamas na quarta-feira, 25 de setembro, quando tentava apagar o fogo em um caminhão-pipa da Usina São Martinho, unidade Iracema. Um colega que estava com ele sofreu queimaduras, mas está fora de risco de vida. A tragédia ocorreu em uma área de canavial queimada, o que gerou um incêndio de grandes proporções.

O caso foi registrado pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo como “incêndio, homicídio e lesão corporal”. As causas do incêndio são desconhecidas, mas o boletim de ocorrência aponta que o corpo de Santos foi carbonizado e o caminhão-pipa destruído. Seu sepultamento ocorreu no dia seguinte, 26, em Itirapina, cidade onde morava. A Usina São Martinho emitiu nota informando que está prestando apoio à família do brigadista e colaborando com as autoridades nas investigações.

 

Combate ao fogo e o risco à vida

 

A morte de Santos destaca não apenas a perigosa tarefa de combate ao fogo, mas também a necessidade de reconhecer que esses profissionais são trabalhadores que atuam em condições de extremo risco e devem ser protegidos no âmbito da segurança e saúde ocupacional. Brigadistas não são apenas combatentes do fogo – eles são trabalhadores que colocam suas vidas em perigo para proteger a comunidade e o meio ambiente. Assim, devem receber as mesmas proteções que qualquer outro trabalhador exposto a riscos ocupacionais.

A tragédia de Corumbataí não é um incidente isolado. No dia anterior, em Brotas, também no interior paulista, um trabalhador se feriu ao saltar de uma colheitadeira em chamas. Ele sofreu fratura exposta no membro inferior e queimaduras nos braços e rosto. O incêndio resultou na destruição de cerca de 100 mil metros quadrados de canavial.

Em 23 de agosto, dois funcionários de uma usina sucroalcooleira em Urupês (SP) perderam a vida enquanto combatiam um incêndio. Saulo Rodrigo de Oliveira, de 47 anos, e Gerci Silveira Júnior, de 30, foram carbonizados ao tentar escapar das chamas após o caminhão em que estavam ter tombado. Esses episódios sublinham o perigo constante enfrentado pelos brigadistas e trabalhadores do setor agrícola, em especial em áreas de cultivo de cana-de-açúcar, que são altamente suscetíveis a incêndios.

 

Realidade semelhante em outras regiões

 

Infelizmente, esse risco extremo não se restringe ao estado de São Paulo. No Piauí, dois brigadistas também perderam a vida enquanto combatiam um grande incêndio florestal em Uruçuí, na zona rural, no dia 23 de setembro. José Almir Portugal de Macedo, de 51 anos, e Edinelson Maciel de Oliveira, de 30, foram cercados pelas chamas enquanto tentavam conter o avanço do fogo. José Almir, que chefiava uma equipe de brigadistas, morreu no local, enquanto Edinelson chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

O Corpo de Bombeiros do Piauí destacou a dificuldade de combate a esses incêndios, agravada pelas condições adversas e pela carência de recursos. A morte dos brigadistas em Uruçuí revela a gravidade dos riscos enfrentados por esses profissionais em diferentes regiões do país, que muitas vezes não dispõem de equipamentos adequados ou condições ideais para realizar o trabalho de forma segura.

 

Segurança e saúde ocupacional: uma necessidade urgente

 

Essas tragédias chamam atenção para a importância de tratar brigadistas e trabalhadores envolvidos no combate ao fogo como parte da categoria que deve estar protegida por normas rigorosas de segurança no trabalho. As condições enfrentadas por esses profissionais — muitas vezes expostos a incêndios de grandes proporções, como os registrados recentemente — demandam um olhar atento para a implementação de práticas preventivas e equipamentos de proteção adequados.

Os incêndios florestais são frequentes em regiões rurais, especialmente durante períodos de seca, o que agrava ainda mais a exposição desses trabalhadores a situações de risco extremo. Os brigadistas não podem ser vistos apenas como “heróis”, mas como trabalhadores que necessitam de condições adequadas para desempenhar suas funções. É necessário que o poder público e as empresas implementem políticas mais robustas de proteção, treinamento e equipagem adequada para minimizar os riscos e evitar que tragédias como a desses profissionais continuem ocorrendo.

Foto: Reprodução

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INC - Capacitação e Treinamento

Trabalho dos bombeiros requer ainda mais preparo em incêndios noturnos

by redacao 30 de setembro de 2024
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Além da atuação em ambientes e ocorrências complexos, o trabalho dos bombeiros também não tem uma hora marcada, ou seja, pode ocorrer em períodos diurnos ou noturnos.

Em Mato Grosso do Sul, o Corpo de Bombeiros (CBMMS) está há mais de 100 dias em operação com o objetivo de combater, controlar e monitor os incêndios florestais na região do Pantanal. São 141 bombeiros militares, distribuídos em localidades estratégicas como Campo Grande, Corumbá, Anastácio, Miranda, Bonito e Porto Murtinho.

 

Desafios noturnos

 

Desse quantitativo, 92 estão em campo realizando atividades diretas, enquanto 49 desempenham funções no Sistema de Comando de Incidentes (SCI), coordenando e supervisionando as ações, informa a corporação, enfrentando temperaturas que podem variar de 10°C no sul do estado durante a tarde-noite até mais de 40°C pelas manhãs.

“A região do Pantanal sul-mato-grossense enfrenta condições climáticas desafiadoras, com estiagem persistente, baixa umidade relativa do ar e temperaturas elevadas.Diante desse cenário adverso, as equipes de combate mantêm vigilância contínua, tanto nas áreas afetadas quanto nas bases avançadas.As operações de rescaldo e monitoramento são realizadas com o auxílio de drones e satélites para assegurar a eficácia das ações”, completa a nota.

 

Atentos 24 horas

 

Já no ambiente urbano, a atuação dos bombeiros pode variar desde apagar um incêndio em um estabelecimento comercial até socorrer uma gestante em trabalho de parto ou uma pessoa acidentada.

“Nós estamos preparados para qualquer tipo de situação, sete dias na semana, 24h por dia”, enfatiza o tenente Gabriel Dantas, comandante de socorro do Corpo de Bombeiros Militar de Alagoas (CBMAL), em reportagem a RecordTV.

Para o sargento Victor Barros, que coordena a equipe de socorristas, é necessário um preparo constante, já que as ocorrências não têm uma previsibilidade e tal capacitação é determinante para o êxito nas operações.

“Todo o bombeiro precisa estar preparado para as ocorrências. Assim que recebemos o chamado e a sirene toca, vamos ao socorro da vítima, atendemos a esse sinistro e fazemos o atendimento o mais preciso e rápido possível”, salienta o profissional.

 

Adicional noturno

 

O Plenário Virtual do Supremo Tribunal Federal (STF) em 2020 decidiu que, mesmoa Constituição Federal não preveja o direito a adicional noturno a militares (o que inclui bombeiros), fica cargo dos estados reivindicar o direito, “desde que o recebimento da parcela esteja expressamente previsto na Constituição estadual ou, no caso do Distrito Federal, na sua Lei Orgânica”, informa o STF.

Em Cuiabá, MT, por exemplo, a Vara Especializada em Ações Coletivas determinou, em abril, que o governo estadual pague 25% de adicional noturno a policiais militares e bombeiros que trabalharam entre 22 horas e às 5 horas do dia seguinte. A ação foi pedida pela Associação dos Sargentos, Subtenentes e Oficiais Administrativos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiro Militar do Estado de Mato Grosso (ASSOADE).

“Embora a Constituição Federal não prevê a remuneração do trabalho noturno superior à do diurno, no artigo 39, parágrafo 3º, incluiu o adicional noturno no rol de direitos dos trabalhadores urbanos e rurais extensíveis aos servidores civis ocupantes de cargo público. Tal fato não impede que os Estados-membros, de acordo com a sua competência para legislar sobre seu próprio funcionalismo, crie leis que assegurem aos servidores públicos militares o direito à percepção de outras vantagens remuneratórias”, destaca a decisão.

 

 

Foto:Ascom – CBMMS

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INC - Capacitação e Treinamento

Treinamento em Libras: Bombeiros de SC se preparam para atender com mais eficiência  

by redacao 26 de setembro de 2024
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Além do constante treinamento de primeiros socorros, combate a incêndios florestais e estruturais, bem como demandas que necessitam do auxílio dos bombeiros, esses profissionais precisam se comunicar de maneira assertiva e humanizada, o que inclui as pessoas com deficiência e a capacitação em libras.

Estima-se que 5% da população brasileira apresentam alguma deficiência auditiva, ou 10 milhões de cidadãos apresentam a deficiência, sendo 2,7 milhões têm surdez profunda, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Boa parte dessas pessoas utiliza a Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) para a comunicação.

 

Aprendizagem em libras

 

Com o objetivo de atender melhor esse público, os bombeiros militares, comunitários e o efetivo civil das cidades de Canoinhas, Três Barras e Major Vieira, SC participaram, em agosto, de uma oficina de LIBRAS.Durante o treinamento, os participantes aprenderam essa linguagem com foco em situações de emergência, garantindo que, ao encontrar a excelência na ajuda a uma vítima ou acompanhante nessas condições.

“A falta de comunicação entre surdos e ouvintes ainda é um desafio, mas estamos trabalhando para mudar isso. Com a orientação de especialistas, nossos bombeiros estão agora mais preparados para atender de forma rápida e eficiente, garantindo um serviço mais inclusivo e digno”, reforça capitão o Marcos Lucino Colla, do 9º Batalhão Bombeiro Militar, do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina (CBMSC).

Foto: divulgação – CBMSC

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INC - Prevenção de Incêndios

Além dos pulmões, queimadas afetam a saúde mental da população

by redacao 25 de setembro de 2024
written by redacao

São Paulo é, pelo terceiro dia consecutivo, a metrópole com a pior qualidade do ar no mundo, segundo o serviço de monitoramento suíço IQAir, que avalia grandes cidades globais. A fumaça das queimadas, combinada com a poluição urbana, tem deteriorado a qualidade do ar, gerando um cenário preocupante para a saúde pública. A exposição contínua a esses poluentes já resulta em um aumento significativo de problemas respiratórios e coloca a saúde mental da população em risco.

A má qualidade do ar, além de causar doenças respiratórias como asma e bronquite, está associada a impactos na saúde mental. Estudos recentes revelam que a poluição vai além dos pulmões e afeta o bem-estar psicológico. Um estudo publicado no “Jama Network” mostra que idosos expostos a altos níveis de poluição têm maior risco de desenvolver depressão após os 64 anos. A pesquisa indica que a vulnerabilidade física, especialmente a pulmonar e neural, aumenta as chances de complicações psiquiátricas em ambientes poluídos.

 

Reflexos na saúde mental

 

Outro estudo, realizado por pesquisadores da China e do Reino Unido, reforça essa associação ao apontar que a exposição prolongada à poluição do ar também está ligada a casos de ansiedade, além da depressão. A pesquisa acompanhou cerca de 390 mil adultos no Reino Unido ao longo de 11 anos e revelou que aqueles que viviam em áreas com pior qualidade do ar eram mais propensos a sofrer de distúrbios psicológicos.

Dra. Fernanda Monteiro, Head de Saúde da Vibe Saúde, explica que a poluição atmosférica pode desencadear ou agravar problemas de saúde mental. “A má qualidade do ar contribui para um aumento nos níveis de estresse e pode intensificar sintomas de ansiedade e depressão, especialmente em pessoas que já são mais vulneráveis. A sensação de ar pesado e a falta de ar também causam desconforto físico, o que pode desencadear um ciclo de preocupação e piora do estado psicológico”, afirma. A médica recomenda que, em períodos de alta poluição, as pessoas limitem atividades ao ar livre, busquem ambientes mais limpos e pratiquem atividades que promovam relaxamento, como meditação e exercícios respiratórios.

Além dos impactos diretos na saúde mental, a poluição afeta a qualidade de vida de maneira mais ampla, influenciando o sono. O desconforto causado por irritações nas vias respiratórias e a dificuldade de respirar devido ao ar poluído podem interferir no ciclo de sono, levando a noites mal dormidas.

“A poluição causa desconforto nas vias aéreas superiores, inflamação e efeitos em todo o organismo por causa de alterações no sangue. A inflamação da via aérea superior pode piorar o ronco e a apneia do sono e, consequentemente, afetar o sono. Já a obstrução nasal, por si só, piora a qualidade do sono porque dificulta a respiração”, afirma o Dr. Geraldo Lorenzi, pneumologista da Biologix, healthtech brasileira especializada em medicina do sono.

25 de setembro de 2024 0 comments
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INC - Prevenção de Incêndios

Unindo esforços para ações integradas, Governo Federal libera mais de R$ 500 milhões para combate a incêndios

by redacao 24 de setembro de 2024
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O Governo Federal anunciou ações emergenciais e preventivas para combater incêndios e a seca no país, em colaboração com estados e municípios. Em reunião com governadores e representantes da Amazônia, Cerrado e Pantanal, foram discutidas medidas para conter as queimadas e atender às demandas das regiões afetadas.Os esforços para ações integradas está na agenda de todos os atores.

Além dos R$ 514 milhões já liberados para combate às queimadas na Amazônia, o BNDES destinará mais R$ 400 milhões para equipar os Corpos de Bombeiros da região. O governo também planeja criar uma estrutura regional de resgate e apoio, com aeronaves, helicópteros e materiais, para agilizar o combate aos incêndios.

Ações integradas

O governo pretende investir em monitoramento térmico e por câmeras para identificar focos de calor e possíveis criminosos. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, defendeu o endurecimento das penas para crimes ambientais. A Polícia Federal está investigando os incêndios, muitos dos quais são considerados criminosos.

Os governadores relataram os desafios enfrentados em seus estados, como o isolamento de comunidades, dificuldades de acesso a água e alimentos, e prejuízos à economia. O trabalho conjunto visa ampliar a ajuda humanitária, garantir o acesso a recursos básicos e fortalecer a prevenção e o combate aos incêndios. Nesse âmbito, as ações integradas são imprescindíveis.

O governo federal reafirmou seu compromisso em atender à população afetada e proteger o meio ambiente. A ministra Marina Silva destacou a orientação do presidente Lula de trabalhar de forma integrada para enfrentar a crise e minimizar seus impactos na saúde, na economia e nos ecossistemas.

24 de setembro de 2024 0 comments
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